Malhas, redes e tecidos podem ser empregados como estratégia para tornar os ambientes mais leves e iluminados. Esse recurso lúdico muitas vezes cria espaços de lazer inesperados, uma fuga para a tranquilidade. Abaixo, selecionamos 17 projetos que incorporam esses materiais permeáveis e flexíveis em seus espaços.
Os mercados não só foram essenciais na história do comércio - transpassando tipologias, indo do tianguis ao souk - mas um elemento essencial na configuração do espaço urbano.
Muitos arquitetos já abordaram esse tipo de projeto, que se mostra desafiador tanto na escala de sua localização como de sua estrutura, em que a distribuição espacial desempenha um papel fundamental em relação à logística e circulação de pessoas.
A seguir, compilamos 20 exemplos de mercados, acompanhados de suas representações em desenhos de planta e corte.
Para a maioria das pessoas, o nome de Jørn Utzon (Jørn Utzon) está intrinsecamente ligado à sua obra mais famosa, a Ópera de Sydney. Concluída em 1973 e declarada Patrimônio da Humanidade em 2007, a Ópera fez de Utzon o segundo arquiteto a receber essa distinção em vida, precedido apenas por Oscar Niemeyer. Trata-se de uma consagração histórica. O projeto é, sem dúvida, uma das obras arquitetônicas mais célebres e importantes do século XX, além de ser uma criação muito à frente de seu tempo. A obsessão pelo detalhe e o caráter futurista de suas propostas fizeram com que muitos de seus projetos permanecessem não construídos ou desconhecidos até o momento de sua morte, em 2008.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117629/completando-a-obra-inacabada-de-utzon-concurso-utzon-unbuilt-convida-arquitetos-as-de-todo-o-mundo-a-participarKatherine Allen
É o momento de nos despedirmos de 2018 e, após apresentarmos o melhor da arquitetura do ano, decidimos reunir e destacar alguns dos projetos chilenos que mais geraram interações em nossas redes sociais. Afinal, no mundo da arquitetura, para compreender para onde caminha a produção arquitetônica, é fundamental conhecer suas principais obras e entender como as pessoas reagiram a elas.
Max Mekhovnikov, The Walls Technology. Moscou, Rússia. @thewallstechnology. Imagem cortesia de Morpholio
Será que os tablets podem ajudar profissionais da arquitetura a conceber e executar melhor seus projetos? Se você tem dúvidas, não está só. De certa forma, a comunidade profissional ainda hesita em acreditar que um trabalho de fato relevante possa ser criado em um iPad. À medida que o deslumbramento com a realidade virtual diminui, cabe perguntar se a realidade aumentada portátil é o impulso que unirá o melhor das tecnologias analógicas e digitais na arquitetura. Portanto, além de funcionarem como telas leves e sem cabos, o que os tablets podem oferecer a quem projeta profissionalmente?
Instalación 'La forma del futuro'. Image Cortesía de Antonio Yemail
No final de 2017, o arquiteto colombiano Antonio Yemail e sua equipe mudaram de escritório em Bogotá. Após onze anos de trabalho em um monoespaço onde todas as atividades se sobrepunham, a mudança se tornou um pretexto para inventariar, reconstruir, destruir e documentar processos de projeto por meio de suas maquetes.
De um total de 150 maquetes realizadas, 90 delas foram restauradas e fotografadas novamente. "É o principal testemunho visual para reconhecer como nossas inclinações projetuais se encadearam, pois, como diz Álvaro Siza, um projeto é a maquete do seguinte”, explica Yemail em conversa com o ArchDaily.
Encarar as inúmeras responsabilidades, entregas e posicionamentos a serem assumidos durante um semestre acadêmico é, por vezes, um desafio. Para muitos estudantes, torna-se um tormento, onde a crise de estresse pode tomar conta. No entanto, como futuras arquitetas e arquitetos, é imprescindível que a constante busca por melhores resultados e soluções projetuais conciliadas ao orquestrar as inúmeras tarefas auxiliem no treinamento da futura carreira profissional.
Com a difícil tarefa de apresentar uma gama de projetos de maneira convincente somado a poucas horas de sono, várias xícaras de café e em alguns casos, a rotina como estagiário, o fim do semestre pode parecer a luz no fim do túnel, onde o cansaço e a oportunidade para colocar os projetos pessoais em dia se encontram. Para ajudar aqueles mais esforçados e aqueles na busca por tarefas desintoxicantes da relação mais direta com a arquitetura, compilamos dez tarefas que ajudarão ocupar sua rotina de férias após o fim do semestre acadêmico.
Há mais de uma década decidi estudar a arquitetura contemporânea, dedicando-me simultaneamente à docência em história e crítica com ênfase no último século. A trajetória apaixonante da arquitetura neste período revela-se tão surpreendente e prolífica quanto certamente foi no período renascentista. Nomes como Gropius, Jeanneret, Mies, Wright, Costa, Niemeyer, Tange, Bonet, Williams, Scharoun, Terragni ou Aalto formam um grupo genial de arquitetos/as, assim como foram em sua arte, a partir do século XV, personalidades como Leonardo, Rafael, Michelangelo, Brunelleschi, Bramante, Tintoretto, Tiziano, Masaccio, Botticelli, Palladio, Alberti e Vignola. Definitivamente, a modernidade possui na arquitetura e na arte o caráter de período revolucionário, de contribuições transcendentais, de um ponto de inflexão na história.
120 quilômetros de Bogotá se transformam, a cada manhã de domingo, em um extenso circuito para bicicletas. Trata-se de La Ciclovía, uma atividade cultural e recreativa na qual algumas das ruas da capital colombiana são destinadas a se tornarem amplas ciclovias, permitindo tanto a seus habitantes quanto a turistas se deslocarem de bicicleta por Bogotá.
Em uma entrevista de rádio transmitida pela RCN, o arquiteto Jaime Ortiz relembra as origens da ciclovia nos anos 1970, quando o projeto surgiu como uma proposta desenvolvida em conjunto com outros profissionais da arquitetura para viabilizar o uso das avenidas como espaços para bicicletas todos os domingos.
Durante o processo de concepção de uma edificação, profissionais de projeto de diversas especialidades são convidados a propor soluções que garantam o atendimento de requisitos e expectativas do seu cliente.
As decisões de projeto, que até a década de 1980, muitas vezes não eram fundamentadas em critérios objetivos, passam, gradualmente, a ser tomadas de modo embasado, com vistas a reduzir eventuais erros de projeto ou execução, desperdício de materiais e ineficiência na execução de serviços bem como devido ao reconhecimento sistêmico das boas práticas.
https://www.archdaily.com.br/pt/907536/avaliacao-pos-ocupacao-como-desenvolver-projetos-melhores-avaliando-edificacoes-existentesAna J.G. Limongi França, Rosaria Ono, Sheila Walbe Ornstein e Simone Barbosa Villa
Na noite em que vi estes desenhos, sonhei... e muito.
Na manhã seguinte, despertei reflexiva-exausta de tantos lugares pelos quais havia percorrido, por isso decidi que era preciso escrever sobre essas paisagens que assaltaram meus sonhos. O que elas tinham de especial? O que me prendeu — e me enredou — nelas? Cores vibrantes, labirintos, caminhos sem fim ou que se cruzam, limiares, ramificações, organicidade... Há quanto tempo não desenhamos (ou falamos sobre) o que sonhamos?
Perspectiva general. Image Cortesía de Taller Alterno
O escritório colombiano Taller Alterno em conjunto com Laura Flórez e Alexander Jiménez foram os vencedores do concurso ao Parque Rumipamba em Pasto, na Colômbia. Neste concurso, patrocinado pela Prefeitura de Pasto e a Sociedade Colombiana de Arquitetos Regional Nariño, a proposta "Rumipamba | Parque Botânico" foi premiada com o primeiro lugar, propondo um oásis verde no meio da capital de Nariño, para contribuir de forma positiva com o meio ambiente e oferecer um local de relaxamento aos cidadãos.
Germán Tamayo, um dos autores responsáveis pelo projeto, disse ao Diario del Sur: "Esta é uma proposta sóbria, com materiais simples e sustentáveis, onde queríamos relembrar o tema topográfico da cidade e trazê-lo ao parque, então propusemos espaços de convivência, ao encontro, para a realização de pequenos eventos e atividades de encontros".
À medida que o fim do ano se aproxima, gostaríamos de agradecer a todos e todas novamente por fazerem de 2018 o nosso melhor ano. Graças ao seu apoio contínuo e à proximidade que mantemos com nosso público, hoje alcançamos um número ainda maior de profissionais da arquitetura em todo o mundo, inspirando a criação de melhores ambientes urbanos.
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Kit Domótica Inmobiliario | AveChile. Image Cortesía de AveChile
Domótica = Domus ('casa' em latim) + Autônomo ('quem se governa' em grego)
Como o nome indica, a domótica permite que um lar possa funcionar de forma inteligente, respondendo aos requisitos e necessidades de seus usuários por meio de sistemas automatizados que melhoram a habitabilidade e o conforto de seus espaços, aumentando sua segurança e aprimorando, a longo prazo, a economia de energia e de dinheiro.
Usando sensores, sistemas motorizados, tecnologias sem fio e integração direta com telefones celulares ou tablets, a domótica veio para ficar e você pode integrá-la em seus projetos de arquitetura - desde o estágio inicial - por meio de diferentes sistemas automatizados. Mas como fazer isso? Analise uma série de soluções classificadas por seus benefícios: economia de energia, conforto, acessibilidade e segurança.
“Um desenho deve ser a chave para a compreensão da arquitetura – o que há para gostar ou não gostar, de onde vêm as ideias dos/as arquitetos/as, como essas ideias chegam ao papel e o que é importante nesse processo.” - Sergei Tchoban
No último mês, o arquiteto, artista e colecionador russo-alemão Sergei Tchoban tem sido o foco da exposição “Sergei Tchoban: Drawing Buildings/Building Drawings”, que reúne cinquenta dos desenhos de fantasia urbana em grande escala do arquiteto. Esses desenhos, embora intrigantes por seu valor técnico e artístico, também refletem as reflexões profundamente pessoais de Tchoban sobre o passado, o presente e o futuro de suas cidades favoritas – São Petersburgo, Roma, Amsterdã, Veneza, Berlim, Nova York –, além de uma documentação detalhada de cinco projetos realizados (dois museus, dois pavilhões de exposição e uma cenografia teatral).
Em março de 2016, uma avassaladora notícia surpreendeu e chocou arquitetos ao redor do mundo. Em um hospital de Miami, Zaha Hadid - uma das personalidades mais importantes e reconhecidas do mundo da arquitetura - havia falecido vítima de um ataque cardíaco fulminante.
A renomada arquiteta britânica - nascida no dia 31 de outubro de 1950 no Iraque, educada em Beirute e reconhecida como a "Rainha das Curvas" - transformou-se em uma lenda da nossa época. Suas elegantes e complexas formas arquitetônicas foram construídas nos quatro cantos do mundo, uma carreira meteórica e inspiradora que lhe rendeu o Prêmio Pritzker em 2004, tornando-se a primeira mulher a receber tal honraria, além da medalha de ouro do Royal Institute of British Architects em 2016. Zaha Hadid transcendeu as restrições da velha guarda de nossa profissão, um campo quase que exclusivamente dominado por figuras masculinas.
É momento de nos despedirmos de 2018 e, portanto, olhar para tudo o que fizemos. O que nos interessou? O que nos surpreendeu? O que nos impactou?
Após apresentarmos o melhor da arquitetura de 2018, decidimos reunir e destacar alguns dos projetos argentinos que mais geraram reações em nossas redes sociais. Adeus 2018, olá 2019.
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em reportagens fotográficas urbanas e arquitetônicas, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todas essas imagens revelam uma abordagem intencional, e até mesmo crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades e relacionou os novos edifícios e espaços urbanos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto do fotojornalismo, é indispensável falar de Sady González, Manuel H. e Daniel Rodríguez. A arquitetura e a cidade funcionam como pano de fundo para as cenas da vida urbana, personagens, acontecimentos e atividades cotidianas, e suas fotografias são um testemunho visual imprescindível para compreender a transformação da cidade e seu contexto histórico.
Fotografia de Gustavo Neves da Rocha Filho (1954). Image Cortesia de IAB - SP
O IAB teve um primeiro papel fundamental para consolidar a profissão de arquitetos e urbanistas como atividade autônoma da engenharia lá nos anos 1940 e 1950. Organizou-se como instituição de representação, de agremiação espontânea dos arquitetos e de plataforma para as políticas do campo. Seja na direção de uma prática legítima sobre o construído, a paisagem, a cidade; seja sobre o ensino, a educação do arquiteto e da sociedade para esta atividade tão fundamental para a cidadania. Uma ação nestes diversos temas se iniciou com o apoio a regulamentação, em nosso país, da arquitetura como profissão (a criação do Crea/Confea, em 1933), depois com a organização do congresso de 1945, e no caso de São Paulo, com o incentivo para a Fundação da Faculdade de Arquitetura da USP, em 1948.
No leste de Londres, The Trampery on the Gantry está apostando alto no aspecto "criativo" do reuso adaptativo. Parte do enorme centro de transmissão utilizado durante os Jogos Olímpicos de 2012, o antigo pórtico de climatização (HVAC) foi reformado pelo escritório de arquitetura Hawkins\Brown para se tornar um polo de inovação em arte e mídia.
Aproximadamente 3.550 estudantes se matriculam anualmente nos Estados Unidos em programas credenciados de Bacharelado em Arquitetura (BArch), segundo o National Architectural Accrediting Board (NAAB), e cerca de 70% desse contingente acaba se formando em arquitetura. Existem 51 programas de BArch credenciados nos Estados Unidos, em comparação com mais de 2.000 programas de arquitetura em todo o mundo. Os Estados Unidos têm um número muito reduzido de escolas de arquitetura em termos globais. Um fato interessante é que existem duas vezes mais programas de Mestrado em Arquitetura (MArch) nos EUA, mas o volume inicial de matrículas em cada programa é bastante semelhante.
O Urban Sketchers é uma organização internacional sem fins lucrativos dedicada a fomentar uma comunidade global de artistas que praticam o desenho in loco. Sua missão é elevar o valor artístico, narrativo e educativo do desenho, promover sua prática e conectar pessoas de todo o mundo que desenham nos lugares onde vivem e por onde viajam, contando a história de nossos ambientes e dos espaços que habitamos.
Era uma cidade de rios indomáveis: eles irrompiam sazonalmente sobre as margens, moldando férteis e úmidas várzeas. Quando o rio baixava, a terra era rija o suficiente para que uma bola rolasse e muitos pés corressem atrás dela. Foi em uma São Paulo sem rios enterrados sob fatias tristes de concreto que emergiu o futebol de várzea.
Recuperar a história do futebol de várzea em São Paulo é entender a formação da cidade em torno de rios imponentes como o Tietê. No início do século XX, populações imigrantes e de afro-brasileiros e negros recém libertos ocuparam esses territórios e originaram bairros como a Barra Funda, na região oeste da capital. Mais do que uma prática amadora desportiva, essa modalidade se consolidou enquanto símbolo de organização social e luta pelo direito à cidade, em uma época onde a capital paulista começava a ser disputada espacialmente e a sofrer com a gentrificação.
'Silogismos' é um projeto de arquitetura e ilustração que fundamenta sua pesquisa em arquivos, publicações e fotografias sobre a história da construção moderna no México. Trata-se de uma narrativa gráfica sobre as permanências e transformações de obras fundamentais do século XX por meio da síntese, interpretação e contraposição de seus ideais. Os binômios referidos confrontam pensamento e forma com inferências dedutivas. A soma das partes vislumbra significados e motivos críticos da arquitetura para sua futura reconstrução.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117721/silogismos-urbanos-um-ensaio-grafico-sobre-chapultepec-heights-plus-hipodromo-no-mexicoJuan José Kochen + Ximena Rios-Zertuche