É a época das festas de fim de ano, e com isso recebemos as saudações criativas de arquitetos, instituições, fotógrafos e colaboradores em todo o mundo. Veja nossos favoritos a seguir - ou confira os melhores cartões enviados por leitores.
A cidade de Lima e o rio Rímac parecem em conflito, embora este a atravesse (e nutra) de leste a oeste. Por isso, destacamos o uso do termo “amizade” como um valor agregado para abordar este tema. Uma forma de compreender essa relação com a solidez e a integralidade que ela deveria ter. É o que propõe o projeto que apresentamos aqui, o qual resgatamos de nossos arquivos para trazer a público. Com o início do verão, a proximidade do fenômeno El Niño e o consequente aumento na vazão do rio Rímac, torna-se inevitável recordar os desastres causados pelos huaycos (deslizamentos de terra) há um ano. Pouco ou nada foi feito diante dessa ausência de relação da cidade com o rio; portanto, vale a pena refrescar a memória.
Por meio da Empresa de Desarrollo Urbano (EDU) e da Sociedad Colombiana de Arquitectos (SCA), Medellín lançou em novembro passado uma chamada internacional para projetar um espaço de memória e reflexão sobre o período entre 1983 e 1994 no demolido Edifício Mónaco, local que foi a residência do narcotraficante Pablo Escobar.
Nesta ocasião, apresentamos a proposta do Taller Síntesis, que propõe uma nova forma de contar a história a partir do espaço, convidando à reflexão sobre o passado e homenageando as vidas das vítimas do narcotráfico. Segundo os/as autores/as da proposta, "com o tempo, esta edificação se tornou um destino turístico para os visitantes que chegam a Medellín desejando conhecer a história do protagonista de programas que não refletem fielmente a realidade dessa época de narcotráfico".
Os seres humanos são “máquinas de ver”. Exceto no caso de quem não possui essa condição, os olhos são o nosso maior produtor de informação. Posteriormente, o cérebro de cada pessoa interpreta essas imagens conforme o caso… Não se deve confundir o "olhar" com o ato de "ver" algo. O olhar, uma resposta automática e passiva, deve se converter no ato de ver, de processar todos esses bits de informação em algo concreto, tangível. Sherlock Holmes observava o lóbulo de uma orelha a fim de deduzir um parentesco; Proust, a bainha de um vestido ou a nuca para compreender profundamente uma mulher… Onde se oculta o signo? Como saber, em uma imagem, seja ela verbal, visual ou sonora, qual é a parte significante e qual é o fundo neutro e vazio, o ruído que se deve descartar?
Nossos olhos são responsáveis por captar e absorver essa informação; nosso cérebro, por tratá-la e traduzi-la; mas é a fotografia, mais especificamente a nossa câmera, que consegue retê-la, congelando-a sob a forma de foto, para que, uma vez que nossos olhos tenham deixado de olhar, comecem a ver. Como dizia Le Corbusier, de forma simples, “é preciso ver o que se olha”.
O Museu Castagnino consolidou-se, desde meados do século XX, como um dos mais importantes espaços culturais da nação argentina. A histórica obra do escritório de arquitetura Hernández Larguía-Newton (1937) foi construída em um entorno privilegiado, interpretado como a porta de entrada para a cidade — situação que será ainda mais enfatizada com a nova intervenção.
Localizado a 2.600 metros acima do nível do mar, encontra-se o chamado “pulmão verde” da cidade de Bogotá. Trata-se do Parque Central Simón Bolívar, reconhecido por ser o mais importante e de maior dimensão da capital colombiana. Este espaço, voltado ao lazer, esporte e desenvolvimento de atividades culturais, está localizado na localidade de Barrios Unidos, facilitando o acesso para a maioria dos moradores e turistas. Em um dia como hoje, 15 de dezembro de 1991, ocorria sua inauguração oficial.
Nos últimos vinte anos, o mundo nunca esteve tão conectado. Na transição do século, a digitalidade parece ter invado as camadas analógicas e redefinido padrões, estilos de vida, interações e a maneira como nos conectamos e utilizamos os espaços. Essa redefinição social é fortemente atribuída à chamada Geração Z, ou seja, o grupo de pessoas definido por aqueles nascidos na transição do século XX ao XXI, entre as décadas de 1990 e 2010. Mas você conhece as características deste grupo?
Inaugurado em agosto de 2017 e recordista em visitações, o Sesc 24 de Maio, penúltima unidade da rede inaugurada – sucedido pelo Sesc Avenida Paulista –, foi projetado por Paulo Mendes da Rocha em parceria com o escritório MMBB Arquitetos - que interviram em uma antiga loja de departamentos, remodelando seus espaços internos a partir da estrutura existente e criando uma nova estrutura central que suporta a piscina na cobertura do edifício.
Para celebrar as constantes inovações da cidade em termos de arranha-céus imponentes, Orbitz ilustrou 20 dos exemplares mais icônicos da arquitetura de grande altura de Chicago.
Veja a seguir o conteúdo republicado da lista da Orbitz, acompanhado por uma linha do tempo interativa dos edifícios mais altos de Chicago.
Croqui para o Concurso Tabacalera Gijón. Imagem cortesia de Rogelio Ruiz Fernández
Colaborador ativo do ArchDaily, o arquiteto e doutor Rogelio Ruiz Fernández consolidou-se como um grande entusiasta do cinema, da arquitetura, das cidades e das paisagens. Ele expressa seu amor pelas artes visuais, pela arquitetura e pela cultura por meio de seus desenhos. Nesses momentos, registra viagens, seus locais favoritos e ideias projetuais que, mais tarde, se transformarão em obras de arquitetura.
A seguir, Ruiz Fernández explica seu processo criativo e a importância do croqui em seu trabalho.
As artistas colombianas Carolina Caycedo e Gala Porras-Kim chegam ao solo dos Estados Unidos com duas intervenções artísticas por meio de realidade aumentada. Os projetos buscam transmitir problemáticas sociais, econômicas e meio ambientais com obras em realidade aumentada.
Trata-se do projeto “Defining line” (Definindo a linha), o qual combina as vantagens e o alcance da tecnologia ao propor um aplicativo móvel que, de forma gratuita, consegue ser democrático e aproximar-se virtualmente as pessoas das obras de arte.
Ao percorrer as ruas de Bogotá, é inevitável sentir-se envolvido pela mistura de correntes artísticas em cada quadra. As diferentes construções que refletem a história, o passar do tempo e a sobrevivência de casas e edifícios diante das iminentes transformações espaciais da cidade constroem uma espécie de palimpsesto arquitetônico, no qual algumas estruturas são reutilizadas, ou os espaços são renovados, mas a marca de sua história prevalece.
Justamente o bairro Niza Antigua foi uma das áreas declaradas patrimônio cultural: projetado pelo arquiteto Willy Drews, nos anos 1960 sua localização — na época distante do setor financeiro e comercial de Bogotá — provocou uma série de mudanças no estilo de vida de seus moradores e moradoras, ao mesmo tempo em que a ausência de grades e a proximidade entre as casas incentivaram o senso de comunidade entre a vizinhança.
Embora pareçam ambientes opostos, as cidades se assemelham muito às florestas tropicais. Ao nível do solo, o mundo é úmido, escuro e repleto de predadores. Para quem busca ar fresco, sol e privacidade, resta apenas uma direção: para cima.
Assim, na selva urbana, é natural criar uma "copa" na forma de arquitetura de cobertura. A popularidade das áreas de convivência e lazer em coberturas de projetos residenciais, comerciais, hoteleiros e até hospitalares mostra que é exatamente isso o que está acontecendo.
Cortesía de Pasto Arquitectos & Carballo- Errasti Arquitectos
Em 9 de julho de 2018, foi lançado o Concurso Nacional de Ideias para a Cidade Judicial de San Juan. Oobjetivo era gerar ideias para a sua concretização edilícia, respondendo ao crescimento exponencial das estruturas institucionais nos últimos anos e à proliferação de suas dependências, processo que veio acompanhado de dispersão, precisamente por não haver um espaço único capaz de integrá-las.
A seguir, apresentamos os três projetos vencedores:
Construir a própria casa. Este talvez seja um dos grandes desejos de muitas pessoas — não apenas de arquitetos e arquitetas, mas de qualquer um que queira ver materializada a imagem de sua casa dos sonhos. Outros, no entanto, encaram esse desejo sob a perspectiva do legado: frases como “esta casa foi construída pelo meu bisavô” são o leitmotiv que os move. Preservar a própria memória em forma de construção.
Contudo, é preciso lembrar os inconvenientes de ser o próprio promotor, de não depender do trabalho de nenhuma imobiliária. Um caminho árduo. É por isso que muitas pessoas abandonam esse sonho para evitar complicações, acabando por optar pela compra de um apartamento ou de uma casa.
Na hora de dividir ambientes ou fechar espaços, é importante contar com soluções integradas que se adaptem ao projeto arquitetônico. Nesta etapa, não apenas é importante definir a materialidade dos elementos, mas também o sistema que será utilizado para responder de forma eficaz às necessidades de seus ocupantes. Algumas das soluções mais recomendadas são os sistemas articulados, de abrir, empilháveis, sincronizados e suspensos, que permitem integrar interiores e exteriores sem perder sua independência.
Para inspirar e ajudar você nesse processo, confira a seguir 6 projetos que utilizam esses sistemas de fechamentos e divisórias móveis.
Nascido em Oxford, o designer Jay Osgerby alcançou praticamente tudo o que há para alcançar no mundo do design. Junto de seu sócio Edward Barber, Osgerby comanda o internacionalmente renomado estúdio de design Barber & Osgerby. De projetos diversos para fabricantes de grande prestígio, como Vitra e B&B Italia, à tocha oficial dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012 e a uma moeda de duas libras em comemoração aos 150 anos do metrô de Londres, Osgerby e seu sócio têm sido quase incansáveis na criação de inúmeros ícones. “Acho bastante difícil não pensar em trabalho. Estou sempre pensando no que vem a seguir. Sou péssimo em parar e apenas refletir.”
https://www.archdaily.com.br/pt/1118043/jay-osgerby-o-design-e-a-resposta-para-uma-pergunta-muito-dificilSponsored Post
A partir de uma intervenção artística de grande escala, o artista visual Elian Chali reinventa a antiga usina na orla da cidade de Córdoba, evidenciando uma ligação entre arte, arquitetura e urbanismo.
A temporada de férias pode ser uma época de muitas alegrias, mas há sempre um pouco de pânico também. Você quer dar a seus amigos e parentes um presente que eles valorizem e gostem, mas por onde começar?
Este ano, separamos nossas escolhas em seções para ajudá-lo a encontrar o presente perfeito para aquele(a) exigente arquiteto(a) (ou aspirante) em sua vida.Confira nossas escolhas - e links para onde você pode encontrá-los - a seguir:
A terceira edição do Workshop EA USS da Escola de Arquitetura da Universidad San Sebastián (Chile) teve como convidado o arquiteto belga Kersten Geers, sócio-fundador do OFFICE KGDVS. Além de participar de uma série de debates com os/as participantes do workshop, Geers realizou uma conversa pública com Enrique Walker e uma conferência magna na qual apresentou seu trabalho e reflexões sobre a arquitetura.
A edição de 2018 contou com a participação de 14 equipes, das quais 11 eram de diferentes escolas de arquitetura do país e 3 de escolas estrangeiras — Peru, Argentina e Costa Rica —, totalizando 96 participantes entre estudantes e professores/as orientadores/as. Buscando incentivar a produção de projetos capazes de promover o debate, cada dia do workshop abordou um tema diferente: o primeiro, junto ao Diretor da EA USS Sede Santiago, Ernesto Silva (estratégias), e o segundo com Albert Tidy, decano da Faculdade de Arquitetura USS (materialização do projeto).
No encerramento, na sexta-feira, 26 de outubro, foi realizada uma exposição do material produzido pelas equipes, seguida de uma conversa instigante entre Enrique Walker e Kersten Geers. O encontro foi concluído com uma atividade de confraternização para celebrar a integração das escolas e a qualidade do trabalho realizado.
As decisões que um arquiteto toma ao longo de um projeto são freqüentemente orientadas por questões que vão muito além de suas inclinações estéticas ou até mesmo os anseios e desejos de seus clientes. Em um determinado grau, somos reféns das ferramentas e materiais disponíveis assim como das infinitas limitações legais impostas à cada contexto específico. Atualmente, os Estados Unidos estão encarando uma dura realidade no campo prático da arquitetura devido à difusão de um novo código bastante restritivo ao que se refere à liberdade criativa dos arquitetos.
Mercado de Durban, África do Sul. Fotografia de: mattk1979 on Foter.com / CC BY-SA
A urbanização está mudando a cara do planeta – para o bem e para o mal.
Populações urbanas, produtos internos brutos e investimentos estão crescendo exponencialmente. Ao mesmo tempo, emissões de carbono estão aumentando, mais e mais pessoas estão vivendo em favelas e a poluição do ar é uma ameaça que cresce. Especialistas apontam para a necessidade de transformações urbanas, ainda que poucas pessoas tenham uma ideia concreta de como desencadear e manter tal mudança.
https://www.archdaily.com.br/pt/907739/5-cidades-mostram-o-que-sao-transformacoes-urbanasAnne Maassen e Madeleine Galvin
O ano está chegando ao fim e olhamos em retrospectiva… o que mais nos cativou? Depois de apresentar o melhor da arquitetura do ano, agora focamos em identificar projetos representativos. Entre a ampla gama de obras peruanas que publicamos neste ano de 2018, as que mais influenciaram nossa plataforma abrangem diversas escalas e tipologias; assim, apresentamos a seguir desde uma residência unifamiliar até uma biblioteca pública, de profissionais consolidados a nomes emergentes, reflexos de uma arquitetura para todas as pessoas.
Malhas, redes e tecidos podem ser empregados como estratégia para tornar os ambientes mais leves e iluminados. Esse recurso lúdico muitas vezes cria espaços de lazer inesperados, uma fuga para a tranquilidade. Abaixo, selecionamos 17 projetos que incorporam esses materiais permeáveis e flexíveis em seus espaços.