Um dos fatores mais importantes quando se projeta é o clima específico do local. Isso pode representar uma dificuldade quando se trata de climas extremos, e é necessário utilizar materiais isolantes que se adaptem às condições mutáveis. No entanto, quando se trata do México e seu clima privilegiado, isso se transforma em um elemento a favor dos arquitetos, permitindo criar microclimas e espaços que se dissolvem na transição do que é o espaço interno e externo.
Curioso, inquieto e tenaz, Miguel Fisac [1913-2006] aprendeu fazendo. Fascinado pela tecnologia e pela construção, sua experiência direta em obra supriu tudo o que nem a universidade nem os livros foram capazes de lhe ensinar ou transmitir. Com um início que poderia ser rotulado como "academicista", em poucos anos o arquiteto de Ciudad Real consegue se desprender dessa atitude para recorrer sucessivamente a alvenarias de traçados orgânicos ou vigas de lógica óssea. Tudo isso fundamentado em um empenho intrínseco e pessoal de fazer uma arquitetura humanizada e sintonizada com a técnica.
O mais recente relatório especial da ONU sobre mudanças climáticas, publicado em outubro de 2018, trouxe um cenário sombrio — o que talvez não surpreenda após um ano marcado por recordes de temperatura, incêndios florestais, enchentes e tempestades. O documento, divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), reiterou a magnitude do impacto global do aquecimento do planeta, mas lançou nova luz sobre a profundidade e a urgência do problema. As mudanças climáticas representam uma catástrofe para o mundo como o conhecemos, ameaçando transformá-lo em algo completamente desconhecido. E nos restam apenas 12 anos para evitar esse desfecho.
A aparência final de um edifício é determinada não apenas pelos materiais, texturas, cores e formas do espaço, mas também pelo projeto de iluminação. A arquitetura está diretamente ligada à visão, e a iluminação potencializa ainda mais a nossa percepção do espaço. No caso do projeto de iluminação externa, por exemplo, iluminar a fachada oferece uma nova oportunidade para o edifício revelar sua “personalidade” noturna, criando uma atmosfera completamente diferente em seu entorno.
Vejamos como o projeto de iluminação de fachadas pode ser implementado no Revit com o auxílio do plugin LIGHTS.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118817/projeto-de-iluminacao-de-fachada-no-revit-dando-vida-aos-edificiosSponsored Post
Até poucos anos atrás, as cozinhas eram cômodos isolados onde se preparavam as refeições, mas hoje seu papel mudou. Com projetos em conceito aberto, frequentemente integrados às salas de estar ou de jantar, elas se tornaram espaços de convivência. Em muitos lares, são inclusive o centro da vida cotidiana. Esse espaço multifuncional desafia profissionais de arquitetura e design a desenvolverem conceitos espaciais coordenados e com visual uniforme.
Fazer concessões em relação ao design e às cores? Ninguém deseja isso ao planejar a cozinha ideal. Existe uma demanda por materiais com superfícies de aparência constante, independentemente do uso, viabilizando projetos de cozinha e sala de estar com estética homogênea e detalhes de destaque pontuais.
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No dia 4 de dezembro foi aberto o Concurso Provincial de Projetos Preliminares de Espaços Culturais de Villa Carlos Paz.
Foram propostas intervenções em três espaços urbanos emblemáticos, dentro do mesmo concurso, mas com prêmios individuais para cada caso. O objetivo era que os participantes atingissem um desenvolvimento estético e de design, de modo que transformassem cada espaço em um marco da cidade.
Como parte do 2º Encontro Placemaking América Latina – organizado pela Lugares Públicos A.C. e realizado na Cidade do México durante as duas primeiras semanas de novembro –, foram promovidas diversas atividades, entre elas a recuperação de oito espaços públicos coordenada por especialistas em urbanismo participativo do México e de outros países da América Latina, nas subprefeituras de Cuauhtémoc, Iztacalco e Miguel Hidalgo.
Para quem vive no hemisfério norte, a última semana cheia de janeiro começou com a Blue Monday — tida como a segunda-feira mais deprimente do ano. O clima é cinzento, o sol se põe cedo, as promessas de ano novo já foram quebradas e há apenas um vislumbre longínquo de férias no horizonte. Talvez seja justamente esse contexto desanimador que esteja tornando o setor especialmente produtivo, com o anúncio de uma série de novos projetos, conclusões de estruturas e inaugurações nesta semana.
A retrospectiva da semana de 21 de janeiro de 2019, a seguir:
Certificados e prêmios de sustentabilidade são outorgados todos os dias à novos edifícios que prometem um futuro livre de carbono e impacto zero. Entretanto, a maioria dos esforços que empreendemos para construir edifícios cada vez mais "sustentáveis", acaba no dia de suas inaugurações. O custo energético global da arquitetura tem muito mais a ver com a vida útil de um edifício do que com a sua construção. Embora pareça não haver saída para este atual modelo de sucesso, cabe a nós arquitetos, repensar o significado de arquitetura sustentável nos dias de hoje. Talvez devemos parar de aplaudir e exaltar cegamente os novos edifícios e voltar a nossa atenção para os edifícios que já existem. Este artigo foi originalmente publicado no <em
Durante a primeira conferencia mundial do meio ambiente, realizada na cidade do Rio de Janeiro e chamada de Eco-1992, três alarmantes fatos vieram à tona: a temperatura da Terra está aumentando continuamente; a utilização de combustíveis fósseis é a principal causa deste fenômeno; precisamos, com urgência, adaptar o nosso ambiente construído considerando esta nova realidade. Naquele ano, publiquei um ensaio no Journal of Architectural Education intitulado “Architecture for a Contingent Environment”, sugerindo que arquitetos, naturalistas e preservacionistas deveriam se unir para discutir e enfrentar essa nova realidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/910021/por-que-o-reuso-de-edificios-existentes-pode-e-deve-ser-o-principal-foco-dos-arquitetosMark Alan Hewitt
Acessibilidade ainda é um desafio para o BRT de Belo Horizonte. Na imagem, o sistema ainda em obras. Foto: Mariana Gil/WRI Brasil
Melhorar o transporte público requer um olhar atento não apenas para os veículos e as linhas, mas para como as pessoas entram e saem deles. Com frequência se vê o planejamento urbano não levar em conta todos os tipos de pessoas e como elas usam um sistema de transporte.
https://www.archdaily.com.br/pt/910169/trecho-do-brt-de-belo-horizonte-mostra-a-importancia-da-acessibilidadePaula Manoela dos Santos
Até alguns anos atrás, circulava um boato em Santiago do Chile: por trás das paredes de Cal y Canto, a histórica estação da Linha 2 do Metrô, escondia-se uma estação fantasma que se conectaria com a Linha 3, uma rota que fazia parte do plano diretor da rede subterrânea. No entanto, sua construção foi suspensa após o terremoto de 1985, que obrigou o redirecionamento de recursos estatais para a reconstrução da região central do Chile.
Na última terça-feira, 22 de janeiro —34 anos mais tarde— a estação Cal y Canto finalmente abriu sua conexão com a Linha 3, a mais recente adição à rede metroviária da capital chilena, tornando-se, assim, a sétima linha de Santiago, depois das linhas 1, 2, 4, 4A, 5 e 6.
Procurar emprego não é algo divertido. É estressante para o requerente e muitas vezes é demorado para o potencial empregador também. Pode ser ainda pior se você procura um emprego internacional, na esperança de conseguir uma vaga em uma empresa de primeira linha nos Estados Unidos. Para um candidato de outro país que pretende mudar-se para uma carreira de arquitetura nos EUA, o processo pode parecer esmagador: regras e regulamentos, processos de emissão de vistos e muita documentação suplementar necessária para a imigração.
As principais empresas de arquitetura inscritas nos programas Architect-US. Cortesia de Architect-US.
Hoje em dia, no que se refere ao planejamento urbano, costuma-se promover o desenho e a busca por cidades inclusivas. Ou seja, propiciar ambientes coletivos nos quais todos os setores da sociedade se desenvolvam de maneira ideal.
Quão mais fácil seria essa tarefa se fossem criados espaços onde os diferentes setores da sociedade pudessem expressar suas necessidades em relação ao habitar?
"Leo Leo! Que Ves? La ciudad contada por los niños y las niñas" é um projeto que surgiu na cidade de Córdoba em 2017, no âmbito do programa de gestão de atividades artísticas e culturais da Subsecretaria de Cultura da Universidad Nacional de Córdoba, onde continua desenvolvendo atividades como "Ciudad niñez-ca", sob a coordenação de Paola Antonietti e dos/as oficineiros/as Camila García Reyna, María Paz Pérez Roque, Rocío Maldonado, Gabriela Soto e Matias Zanetti, junto à cátedra de Urbanismo 1A da FAUD e ao Taller de Estudios de la Ciudad y el Territorio.
Conheceremos o projeto por meio das palavras de seus/suas idealizadores/as.
A automatização está dando o que falar. Não apenas por sua capacidade potencial de substituir inúmeros empregos de baixa renda ou especialização, mas também pela possibilidade de substituir profissões de nível superior inteiras por meio de inteligência artificial e machine learning.
No ArchDaily abrimos o debate em 2017 a partir de uma reportagem sobre o assunto e, agora, perguntamos ao nosso público no Instagram o que pensam sobre a automatização. Será que serão afetados(as)? Nossos leitores e leitoras parecem confiantes: há quem argumente que a arquitetura é uma arte, ou uma disciplina que trabalha com as emoções, embora não levem em conta os processos de padronização e modulação já consolidados no mercado imobiliário. Segundo as pessoas que responderam à nossa enquete, essa camada emocional atribuída à arquitetura tornaria sua automatização mais difícil.
Quem durante 2018, às segundas e quintas, passou por um terreno vazio no coração de Paraisópolis, segunda maior comunidade de São Paulo, se deparou com crianças com joelhos polvilhados de terra, brincando com objetos como pneus, barquinhos de papel e gravetos em um sem fim de brincadeiras. Era o projeto Brincreto, iniciativa do Coletivo LUB – Laboratório de Urbano de Brincadeiras.
Frequentemente usada para se referir a qualquer tipo de cobertura, a palavra "telhado", a rigor, refere-se a um tipo específico composto por um ou mais planos inclinados conhecidos como "águas" sobre as quais são assentadas telhas. Isso diferencia o telhado de outras coberturas, como lajes planas, cúpulas e abóbodas. O ângulo de inclinação destas "águas" está diretamente relacionado à incidência de ventos na edificação e ao tipo de telha usada, sendo essencial para o escoamento de águas pluviais e resguardo do interior da casa.
Fiz parte da última geração de estudantes de arquitetura que não usava computadores (estamos falando apenas do início dos anos 90 aqui; havia eletricidade, televisões coloridas, foguetes, só nada de renderizações.) No meu último ano na faculdade, calculei mal quanto demoraria para terminar meu projeto de graduação. À medida que o prazo se aproximava, percebi que era tarde demais para me comparar às apresentações de meus colegas. Na época, Zaha Hadid e suas pinturas desconstrutivistas definiam o estilo da ilustração arquitetônica. Isso significava que muitos projetos de estudantes eram renderizados em tintas a óleo em grandes telas.
Muito tem se falado desde que o novo ministro da economia, Paulo Guedes, afirmou que é preciso “meter a faca” no Sistema S, entretanto, as discussões se concentraram nas questões e aspectos financeiros do sistema. Para compreender a relevância do Sistema S - que tem no SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), SESC (Serviço Social do Comércio), SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), SESI (Serviço Social da Indústria) e SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), seu carro chefe - para a sociedade brasileira, parece mais significativo conhecer as motivações originais do sistema de ensino profissionalizante, o projeto pedagógico e político por trás de sua criação, a importância da arquitetura de suas unidades para alcançar os objetivos pretendidos e a sua relevância ainda atual no campo da educação e cultura.
A ideia de transformar materiais frios e brutos em formas elegantes sempre fascinou artistas, arquitetos e designers. Desde as esculturas de mármore carrara de Lorenzo Berdini e Michelangelo, onde formas humanas eram talhadas de pesados blocos de pedras com detalhes como o toque da pele ou a leveza de um manto, tornar aos olhos objetos rígidos e pesados em macios e leves é algo extremamente desafiador. Na arquitetura isso não é diferente: entre descolar um volume levemente do chão, deixar um pequeno recuo entre estrutura e vedação, alterar o revestimento de parte de um bloco, há diversos artifícios para tornar a edificação visualmente mais leve.
Nosso parceiro Vidrio Andino compartilhou conosco informações valiosas relacionadas ao mundo do vidro, o que pode nos ajudar a entender melhor como o material funciona e nos orienta na escolha do vidro certo para o nosso projeto de arquitetura.
De A a Z, verifique abaixo por que devemos evitar o choque térmico, o que é o fator solar ou exatamente o que queremos dizer quando falamos de vidro temperado.
A Realidade Virtual oferece benefícios que, há apenas alguns anos, seriam dificilmente imagináveis.É possível andar pelos projetos antes de serem construídos; os espaços internos são totalmente vivenciados antes de todos os detalhes serem decididos. Ela permite que arquitetos e clientes tenham a capacidade de trabalhar como verdadeiros colaboradores em um projeto.
https://www.archdaily.com.br/pt/909582/explorando-seu-projeto-em-realidade-virtual-7-dicas-de-especialistasKatherine Allen
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Localizado na antiga zona portuária de Aarhus, na Dinamarca, o DOKK1, projetado pelo escritório Schmidt Hammer Lassen Architects, abriga não apenas a maior biblioteca da Escandinávia, mas também o maior sistema de estacionamento robótico público da Europa. Fotografia de Adam Mork.
Economia de espaço, redução de custos e uma experiência de uso agradável – estacionar não poderia ser melhor do que isso.
As paisagens urbanas em todo o mundo estão mudando, e profissionais de arquitetura enfrentam o constante desafio de integrar vagas de estacionamento a novos empreendimentos ou imóveis existentes em ambientes urbanos densamente construídos. Embora haja uma ambição crescente de substituir os carros como principal ferramenta de mobilidade, estamos longe de alcançar esse objetivo. A maioria das revitalizações de centros urbanos atualmente exige estacionamentos estruturados. Onde o espaço é restrito, rampas de acesso ou o raio de giro de uma garagem convencional podem ser difíceis de encaixar. Como os sistemas de estacionamento robotizados não exigem esses elementos nem acesso para pedestres, eles conseguem acomodar até 60% mais carros no mesmo espaço – aumentando o retorno sobre o investimento (ROI) das vagas. Alternativamente, o mesmo número de carros pode ser estacionado em apenas 60% da área de uma garagem convencional, gerando economias significativas de custo na fase de construção. Em ambos os casos, a experiência de uso em sistemas de estacionamento robotizados – com áreas de entrada bem iluminadas, processos seguros de retirada de veículos e redução na emissão de gases poluentes, já que a busca por uma vaga é efetivamente eliminada – é incomparável.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118871/como-sistemas-de-estacionamento-robotizados-viabilizam-a-arquitetura-urbanaSponsored Post
Situamo-nos na Madri dos anos 80. Concretamente na Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Madrid [E.T.S.A.M.], uma universidade à sombra da de Barcelona, cidade otimista em relação às transformações urbanas. Uma cidade que confiou em seus/suas arquitetos/as, estimulando sua participação na reconstrução da própria identidade. Enquanto isso, a cidade de Madri parecia se ativar a partir de outras perspectivas. Esta estimulava outros setores artísticos, deixando os/as jovens arquitetos/as sem muitas possibilidades para exteriorizar seu entusiasmo compartilhado. Iñaki Ábalos e Juan Herreros pertenciam a essa geração madrilenha. Eles, como tantos/as outros/as, tiveram que esperar e traçar estratégias intelectuais para definir esses novos limites profissionais e territoriais que reconstruiriam a Madri do futuro.
A obra de Ábalos & Herreros não é apenas um exercício virtuoso de superfícies e técnicas construtivas, mas soma a isso o estabelecimento de mesclas, de conexões e relações espaciais. Estabelecer vínculos que façam dialogar todas as peças: o existente com o novo, as pessoas e os objetos, o edifício e a paisagem, etc. Sua arquitetura recolhe o legado da Modernidade para traduzir seus gestos em algo, talvez novo e inovador para um/a observador/a menos atento/a, embora intrinsecamente carregado de toda a experiência tecnológica acumulada durante o século XX. Fazem tudo isso de uma forma ilustrativamente modesta, propondo-se a resolver os problemas de sempre de uma maneira diferente. A sua não é uma arquitetura revolucionária nem radical — entendendo esta última palavra sob o ponto de vista de querer romper com uma totalidade. Não existem origens, mas sim achados em seu caminho. Reconsideram-se tópicos estabelecidos, utilizam-se tecnologias, materiais, gestos e formas que, por razões diversas, continuam armazenados nos arquivos de ideias de muitos/as que ainda não souberam como implementá-los de maneira engenhosa e criativa.
Hong Kong is one of the most densely populated cities on earth. Image via Shutterstock
Centros urbanos geralmente acumulam mais calor do que regiões periféricas e menos povoadas, este é um fenômeno climático mais conhecido como ilha de calor urbano (UHI). Embora este não seja um fenômeno recente, o qual vem sendo analisado por décadas, recentes descobertas indicam que a maneira como construímos nossas cidades é um dos principais fatores para o agravamento deste fenômeno histórico. Considerando isso, a descoberta destes novos dados deverá transformar decisivamente a maneira como planejamos e construímos nossas cidades no futuro.
https://www.archdaily.com.br/pt/909654/como-um-bom-projeto-urbano-pode-minimizar-os-efeitos-das-mudancas-climaticasTaahirah Martin