Como um material de construção, a madeira é bonita, prática e versátil. As excelentes propriedades de resistência, leveza e excelente isolamento da madeira a tornam ideal para muitas aplicações, especialmente no momento em que a madeira oferece soluções eficientes em diferentes escalas. Apesar desses benefícios, a madeira é altamente suscetível à deterioração, principalmente quando usada ao ar livre.
A arquitetura de Gana está relacionada à materiais de construção locais. Dos tradicionais telhados de palha e paredes de barro às estruturas contemporâneas de concreto e vidro, o ambiente construído no país é um reflexo do contexto circundante. Isso se materializa tanto nos projetos urbanos quanto rurais e, à medida que novas edificações educacionais são criadas em Gana, esses espaços refletem a imagem do país ao contemplar o futuro do aprendizado.
Antigamente, as pessoas viviam de seus cultivos, materializavam suas construções a partir dos elementos disponíveis em seu entorno e percorriam grandes distâncias em busca dos recursos necessários para sua subsistência. Isso levou a uma maior compreensão do território por parte do ser humano, a uma observação atenta do comportamento da natureza e ao entendimento e utilização dos materiais locais para a construção de suas habitações. É nessa estreita relação entre o ser humano e o meio ambiente que surge a arquitetura vernácula de San Pedro de Atacama, composta materialmente por terra, pedra, breu, palha e madeira de chañar e algaroba. Atualmente, o crescimento da cidade, impulsionado pelo aumento constante das atividades turísticas, somado à ausência de normas que protejam a identidade construtiva do local, tem gerado o surgimento de novas edificações que ameaçam o patrimônio construído da região.
Todos nós sabemos que a arquitetura desempenha um papel fundamental na construção de espaços educativos, entretanto, ela é ainda mais importante na criação de espaços capazes de construir comunidades, espaços onde se forjam as bases paras as próximas gerações. Espaços como este exercem uma influência determinante na vida das pessoas, construindo um cenário que ficará gravado para sempre nas memórias dos alunos mais jovens.
Algo que une todos os seres humanos é o fato de que, durante os primeiros anos de vida, absorvemos o ambiente ao nosso redor para podermos nos desenvolver à medida que crescemos. Por isso, a educação desempenha um papel de importância insubstituível. No entanto, na primeira infância, a educação difere dos métodos mais teóricos, já que as crianças assimilam o aprendizado por meio da experiência contínua, desenvolvendo suas capacidades motoras, o sentido de dimensão e a percepção do espaço em relação à sua escala e ao seu próprio corpo.
Apesar da atual tendência à verticalização das grandes cidades, as casas ainda são elementos tradicionais em diversos contextos urbanos e continuam se atualizando com o passar dos anos. Projetar uma casa na cidade envolve uma série de condicionantes específicas aos edifícios, e o virtuosismo da arquitetura nesses casos é buscar as oportunidades possíveis que lotes urbanos, em geral mais restritos em área, podem representar aos habitantes. Algumas propostas contrapõem o movimento cada vez mais visível de murar e isolar os ambientes residenciais, em condomínios ou grandes complexos habitacionais, e se lançam a estabelecer uma relação direta e amigável com o ambiente público, pela capacidade de compreensão de que a cidade tem uma série de interesses a oferecer ao desenho da arquitetura, mesmo quando privada.
Selecionamos um conjunto de projetos brasileiros de casas que lidam com a condicionante urbana a partir de respostas diversas e eficientes.
OB Kindergarten and Nursery / HIBINOSEKKEI + Youji no Shiro. Image
Quando se fala sobre iluminação, muitos pensam que o assunto se resume à decoração e aos tipos de luminárias. No entanto, é consenso entre arquitetos que um bom projeto de luminotécnica agrega tanto valor estético, funcional como ambiental. Além disso, saber dimensionar e direcionar cada luminária para sua função, contribui também para a economia de energia elétrica.
No que se diz respeito às necessidades das crianças, é fundamental atentar para a quantidade, qualidade e tipo de lâmpada para cada objetivo específico do ambiente: dormir, brincar e aprender. A seguir, explicaremos melhor cada uma de suas especificidades.
Passou-se o tempo em que usinas de energia eram vistas com certo ceticismo, estruturas construídas em “terra de ninguém”, afastadas dos centros das cidades por suas características estéticas “pouco agradáveis” além de representarem um risco à saúde das pessoas. A construção de termelétricas e usinas nucleares, por exemplo, foram construídas pela necessidade de impulsionar o desenvolvimento econômico ao redor do mundo. Estruturas pensadas apenas para serem eficientes e práticas. Entretanto, o desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de energia limpa e renovável tem provocado uma série de mudanças ideológicas, as quais, estão impulsionando uma nova abordagem.
https://www.archdaily.com.br/pt/932621/como-a-arquitetura-esta-transformando-a-maneira-como-lidamos-com-infraestruturas-de-energia-nas-cidades-do-futuroNiall Patrick Walsh
Embora as modalidades de trabalho, os horários e os espaços estejam cada vez mais diluídos, os edifícios de uso exclusivo para escritórios continuam presentes como um zoneamento dentro dos planos diretores da maioria das cidades.
A Holanda é o segundo maior exportador mundial de produtos agrícolas. Isso é notável quando se considera que o único país que a ultrapassa são os Estados Unidos, 237 vezes maior em área terrestre. No entanto, a Holanda exportou quase US $ 100 bilhões em produtos agrícolas apenas em 2017, bem como US $ 10 bilhões em produtos relacionados com a agricultura. O segredo do sucesso da Holanda está no uso da inovação arquitetônica para reimaginar como uma paisagem agrícola pode ser.
Rodolfo Lagos divide conosco uma série de fotografias sobre a arquitetura brutalista de Barcelona, que apresentamos em ordem cronológica para ajudar a entender como ocorreu sua evolução.
Ao conceber um projeto de arquitetura e iniciar uma obra, muitos são os pontos considerados para garantir qualidade e custo-benefício. Entre os pontos chave ponderados, a técnica construtiva a ser adotada é na maioria dos casos o primeiro item a ser avaliado, tanto por questões de execução ao materializar o desenho proposto, quanto ao processo decorrente deste – tempo, custo integral, mão de obra, acabamentos e qualidade final.
A história da construção em madeira remonta ao período neolítico, ou potencialmente até mais cedo, quando os humanos começaram a usar madeira para construir abrigos a partir de pequenas peças. O surgimento das primeiras ferramentas de pedra polida, como facas e machados, tornou o manuseio da madeira mais eficiente e preciso, aumentando a espessura das seções de madeira e sua resistência. Ao longo das décadas, a aparência rústica dessas primeiras construções tornou-se cada vez mais ortogonal e limpa, como resultado da padronização, produção em massa e o surgimento de novos estilos e estéticas.
Hoje estamos vivendo outro momento seminal na evolução da madeira. Nutridas e fortalecidas pelos avanços tecnológicos, novos sistemas de pré-fabricação e uma série de processos que aumentam sua sustentabilidade, segurança e eficiência, as estruturas de madeira estão surgindo nos skylines das cidades e, por sua vez, estão reconectando nossos espaços interiores à natureza através do calor, textura e beleza da madeira. Para onde esse caminho nos levará? Abaixo, analisamos 7 tendências que sugerem que esse progresso deve continuar, aumentando as capacidades e a altura dos prédios de madeira nos próximos anos.
O direito à moradia e a uma vida digna é um direito básico e inalienável e todos os seres humanos além de uma das principais qualidades de uma sociedade saudável e equitativa. Historicamente, em sociedades desiguais como a nossa, nem todas as pessoas têm acesso às mesmas condições e oportunidades, ocasionando um desequilíbrio entre aquelas comunidades que desfrutam de todos os seus direitos básicos e aquelas as quais lhes foi negado o direito à tudo aquilo é mais elementar na vida e um ser humano. Por isso, é dever do Estado tentar equilibrar a desigualdade que ele mesmo ajudou a criar, devolvendo o direito à moradia e a uma vida digna através da promoção de habitação pública ou social. Embora não exista uma única definição ou consenso sobre o que significa habitação social, ela geralmente envolve o projeto, a construção e a alocação de habitação pública ou social por autoridades governamentais ou organizações sem fins lucrativos.
https://www.archdaily.com.br/pt/932116/habitacao-social-estrategias-e-solucoes-em-seis-paisesNiall Patrick Walsh
O tijolo se posiciona como um dos materiais mais próprios e identitários da cultura arquitetônica argentina e latino-americana. A diversidade e a versatilidade do bloco em nossa região deram origem a uma grande heterogeneidade em seus usos e aplicações: paredes estruturais, divisórias, fechamentos, elementos vazados, envoltórias, peles, coberturas, abóbadas, cúpulas e pisos revelam a grande adaptabilidade deste material para se adequar às exigências particulares de cada obra.
Reunimos a seguir uma lista com os nossos melhores artigos, notícias e projetos que tratam de um dos materiais mais usados na arquitetura contemporânea: o metal.
Todos já tivemos a infeliz surpresa de encontrar algum ponto de mofo em casa. Os indesejáveis pontinhos pretos e esverdeados, geralmente vistos em cantos escuros e úmidos, podem parecer inofensivos à primeira vista, mas representam um problema grande às edificações e aos ocupantes. Principalmente, pois sabemos que a tendência é de se espalharem cada vez mais, contaminando outros materiais e superfícies, causando um cheiro característico e contaminando o ar. Mas de que forma é possível controlá-los e, principalmente, evitar que surjam através do projeto arquitetônico?
Diante de dados que apontam uma crise climática que atinge todo o planeta há décadas, as perspectivas de reação podem parecer desanimadoras. Mas, ao mesmo tempo em que as notícias indicam um aumento das médias de temperatura globais, o foco político na crise climática também se intensifica, conforme relatório da ONU Meio Ambiente divulgado em 2019, o que se reflete não apenas na ocorrência de manifestações e protestos ao redor do mundo, mas também na expressão da chamada arte ativista.
Nas estações ferroviárias contemporâneas, costumam predominar as buscas arquitetônicas associadas à inovação e à modernidade. Geralmente, glorificamos os projetos com linhas limpas e os brilhantes edifícios de vidro que evidenciam os avanços da tecnologia e da engenharia. No entanto, o classicismo e os estilos que ainda resistem ao passar do tempo — com seus materiais sólidos e detalhes escultóricos — possuem um atrativo singular. Sob suas formas familiares, marcadas pela ordem e pela simetria, há algo que nos permite conectar com o passado.
Imaginemos que vivemos no ano de 2050: a essa altura, o México contará com mais de 150 milhões de habitantes. Agora perguntemo-nos se o México está preparado para tal crescimento urbano. Estamos planejando nossas cidades de forma a suportar, de maneira sustentável, outros 25 milhões de habitantes somados aos 125 milhões que atualmente vivem no país? Estamos preparados para passar de 384 cidades para 961 até o ano de 2030? (ONU-Habitat)
Há sentido em projetar parques verdes em cidades desérticas como Casablanca, Dubai ou Lima? A princípio sim, por que eles fornecem frescor e vegetação a seus cidadãos, no entanto, é necessário considerar o descarte dos ecossistemas característicos das regiões, além dos altos custos de manutenção e da constante luta pela disponibilidade hídrica.
O ambiente construído do Cazaquistão é definido por uma história complexa. Como uma república constitucional com um patrimônio cultural diversificado, a arquitetura do país inclui tradições contrastantes, desde a integração de edifícios com a paisagem até o contrário. Hoje, uma mistura de torres e monumentos futuristas fala de um legado arquitetônico atípico, e uma série de projetos modernos mostra como os arquitetos estão trabalhando para construir uma nova narrativa para o país.
Os processos de globalização, com seus crescentes avanços tecnológicos e de conectividade, conseguiram, sem dúvida alguma, entrelaçar e vincular os mercados, as culturas, as economias e os territórios dos diversos países do mundo. Esse caráter do “global” também influenciou o campo da arquitetura e, hoje em dia, por exemplo, é mais do que frequente que os escritórios recebam encomendas internacionais, manifestando sua marca local em geografias que lhes são alheias.