
Nesta ocasião, Víctor Feingold, presidente da Contract Workplaces, compartilha conosco seu ponto de vista sobre como o home office é condicionado pelo ambiente, pela cultura organizacional e pela necessidade de inovação.

Nesta ocasião, Víctor Feingold, presidente da Contract Workplaces, compartilha conosco seu ponto de vista sobre como o home office é condicionado pelo ambiente, pela cultura organizacional e pela necessidade de inovação.

A pandemia de coronavírus em 2020 já está criando mudanças em todas as partes da sociedade. Aproveitar essa mudança deve ser o ímpeto para uma revisão há muito esperada do sistema educacional e, em particular, da maneira como ensinamos arquitetura.
Todos os dias, durante a pandemia, descobrimos subitamente o que antes era impossível e que agora é subitamente possível. Como Thomas Friedman disse sobre o aprendizado on-line em 2012, "grandes descobertas acontecem quando o que repentinamente é possível atende ao que é desesperadamente necessário".
Agora nos encontramos em uma posição em que precisamos repensar tudo para combater esse vírus. Essa pandemia nos fará repensar o aprendizado, pois sistemas educacionais inteiros são forçados a se mover on-line. Em geral, a maioria das instituições de ensino formal não está produzindo os pensadores criativos que o mundo precisa com urgência. As soluções para a pandemia de coronavírus exigem pensamento criativo, e como atualmente ensinamos nas instituições produz apenas pensamentos genéricos. Nossa educação não traz à tona o melhor dos indivíduos.

Nós, arquitetas e arquitetos, nos propusemos a refletir sobre os espaços domésticos, protagonistas dos tempos de quarentena que estamos todos atravessando. Nossas reflexões buscam iluminar algumas melhorias viáveis para o bem-estar de pelo menos parte dos moradores da metrópole a partir de nossa própria vivência e se soma a outras tantas iniciativas que repensam a cidade e a moradia no contexto atual.

Os escritórios de arquitetura têm se dedicado a aprofundar os questionamentos sobre a projeção do futuro imposta pela conjuntura pós-confinamento e as novas dinâmicas de vivência da cidade e do território. Nesta ocasião, o ruta4 taller, de Pereira, Colômbia, apresenta sua perspectiva sobre o exercício da profissão no país e sua proposta de transição para uma prática mais participativa, voltada ao benefício das pessoas que habitam as comunidades. O atelier de arquitetura de Pereira já realizou projetos exemplares de arquitetura colaborativa, como o taller de Urbanautas ou a Casa Ensamble Chacarrá, entre outras iniciativas que demonstram, na prática, que a arquitetura empática é um caminho viável e certeiro.

Em várias ocasiões, ouvimos falar dos Modelos BIM (Building Information Modeling) e da variedade de oportunidades que elas trazem para o setor de AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção). Mas como esses modelos BIM são compostos? Este artigo explica os componentes dos modelos e suas características com base em um padrão BIM, abordando a importância dos catálogos e bibliotecas BIM.

Não é de hoje que arquitetos buscam a ideia de integração entre interior e exterior, diluindo os limites físicos e visuais na tentativa de trazer a paisagem para dentro da arquitetura. No entanto, ao visitar o terreno para o desenvolvimento projetual, duas situações distintas podem ocorrer: um terreno urbano, sem vistas ou elementos naturais; ou a presença vegetal pelo espaço, como árvores e maciços, por exemplo. No caso deste segundo, muitos são os projetos que tiram partido da posição de cada uma das árvores in loco para inserção do objeto arquitetônico, respeitando-as e criando novas vistas, através de pátios ou associado ao novo paisagismo. No entanto, é cada vez mais comum que estas, a partir de estudos da espécie e porte, componham o interior, estando parcialmente ou integralmente imersa dentro do espaço.

Só num mundo distópico poderíamos imaginar que nossas crianças não teriam permissão para brincar livremente na rua com seus amigos. Antes da pandemia, estávamos vivendo tempos de luta para que as crianças passassem mais tempo ao ar livre, em contato com a natureza, ocupando os espaços públicos. A maior parte de nossas crianças vive em contextos urbanos e no Brasil, por conta do sentimento de insegurança, brincar na rua para muitas famílias não é considerado uma opção.

Ficar em casa tem provocado, segundo pesquisadores, uma redução nos níveis de poluição, e esse número é maior que as mortes provocadas pelo coronavírus. Imagens dos canais de Veneza sem poluição e de animais voltando a lugares antes ocupados pelos homens correram a internet, provando como nosso modelo de desenvolvimento desenfreado pressiona os recursos naturais do planeta, e como este se regenera rapidamente quando lhe damos oportunidade.
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Até o recente surto da pandemia de COVID-19, a crise climática talvez fosse o problema fundamental que os projetos da nossa era do Antropoceno enfrentavam. A ameaça das mudanças climáticas nos forçou, como arquitetos, a reavaliar como realizamos projetos em todas as escalas. Acabamentos internos ecologicamente corretos, arranha-céus com energia zero e estratégias para impedir que o aumento do nível do mar empurre os residentes das cidades costeiras para o interior são apenas algumas das soluções inovadoras que surgiram da crescente urgência de mitigar os efeitos do clima sobre o nosso mundo.
A inclusão da Inteligência Artificial (IA) na indústria da arquitetura provocou muito debate nos últimos anos - ainda que pareça que poucos de nós saibam exatamente o que é ou por que essa tempestade de emoções foi criada. Há profissionais pesquisando sobre o tema que sabem mais do que eu, mas tenho experiência prática usando IA e algoritmos em meu cotidiano nos últimos 10 anos por meio de vários projetos. Esse é um dos desafios que nosso campo enfrenta. Como podemos fazer uso prático dessas novas ferramentas?

Apresentados como parte de concursos internacionais, os melhores projetos não construídos desta semana reúnem propostas premiadas enviadas por nossos/as leitores/as. Destacando, como de costume, abordagens diversas de várias partes do mundo, o ArchDaily reúne neste artigo uma seleção curada de propostas culturais, cívicas e urbanas.
Em Cingapura, um projeto de reutilização adaptativa transforma uma antiga usina de energia em um hub industrial criativo, enquanto na Indonésia, o desenho de uma cidade inteligente para a nova capital gera um ambiente ecologicamente responsável. Além disso, o escritório Kjellander Sjöberg projeta e desenvolve uma quadra urbana original em Estocolmo, e o TheeAe imagina uma prefeitura para a China. Outras propostas incluem uma superfície inteiramente refletora para uma praça pública na Itália, um novo distrito urbano em Tampere, na Finlândia, um edifício universitário em Varsóvia e uma escola de arte contemporânea em Viena.

Como parte de uma iniciativa realizada por arquitetos/as e urbanistas por ocasião do 50º aniversário de fundação da cidade de Cancún, em Quintana Roo, no México, são apresentados dois quadrinhos que buscam retratar a história da Zona Fundacional de Cancún. Este trabalho, realizado por Pablo Landa, da Landa + Martínez, e David 'El Dee' Espinosa, explica as origens do traçado urbano de da cidade, bem como a história por trás da Zona Fundacional de Cancún para ajudar a compreender sua origem urbana sustentável, voltada para pedestres e promotora da vida em comunidade.
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Ao longo da história do planeta terra, a migração humana - seja em busca de alimento, abrigo ou melhores condições de vida - tem sido a norma e nunca a exceção. Atualmente, no entanto, estamos testemunhando um fenômeno migratório sem precedentes. Segundo números publicados pelas Nações Unidas, mais de 68,5 milhões de pessoas encontram-se bem longe de suas casas no presente momento; os números oficiais apontam para mais de 25 milhões de refugiados, dos quais, mais da metade tem menos de dezoito anos. Entre outros fatores, os conflitos que os países do chamado "primeiro mundo" levam para países como a Síria e Mianmar, estão transformando algo que está na natureza do homem - o processo migratório - em uma crise sem precedentes e um dos principais desafios do século XXI.
Projetos emergenciais geralmente são associados à catástrofes naturais como terremotos e tsunamis. Abrigos emergenciais tem sido projetados e construídos ao longo dos últimos anos com mais e mais frequência e em números cada vez maiores. Mas até hoje, por incrível que pareça, projetos de habitação emergencial que possam proporcionar mais dignidade à vida de milhões de refugiados não tem recebido apoio suficiente e muito menos, a atenção devida por parte da nossa comunidade internacional de arquitetos. Questões importantíssimas permanecem sem respostas: Como adaptar as nossas cidades para poder atender às necessidades mais urgentes criadas pelo cada vez mais intenso processo de migração? Como podemos garantir que nossas comunidades sejam capazes de absorver e integrar refugiados e migrantes em seu tecido urbano e contextos culturais, econômicos e sociais?
No dia mundial dos refugiados, queremos chamar a atenção de todos os arquitetos e arquitetas, divulgando cinco exemplos brilhantes de projetos sociais ao redor do mundo - escolas, hospitais e centros comunitários - especificamente aqueles criados para dar abrigo e uma vida mais digna para populações deslocadas e refugiados.
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As cidades costumavam ser aclamadas por sua diversidade cultural, apresentando um dinamismo vibrante e ressonante. Hoje, no entanto, imperam cenários de desespero: lojas fechadas, ruas sem vida e, de nossas casas, já não desfrutamos da vibração econômica urbana. Enquanto inúmeras empresas enfrentam a falência, outras percebem que, graças à tecnologia, trabalhar a 100 km ou a 5 km de distância não faz diferença alguma. O coronavírus paralisou nossa economia urbana, e o próprio funcionamento das cidades está sendo posto em xeque. A forma como reagirmos a esta crise moldará o ambiente urbano pelas próximas décadas.

New Generations é uma plataforma europeia que analisa as práticas emergentes mais inovadoras no continente, oferecendo um novo espaço para debate, troca de conhecimento, teoria e produção. Desde 2013, a New Generations já envolveu mais de 300 escritórios em um programa diversificado de atividades culturais, como festivais, exposições, chamadas abertas, entrevistas em vídeo, workshops e formatos experimentais.
A New Generations lançou uma nova plataforma de mídia, oferecendo um espaço único onde arquitetos e arquitetas emergentes podem se encontrar, trocar ideias, inspirar-se e colaborar. Projetos recentes, oportunidades de trabalho, análises, notícias e perfis serão publicados diariamente. A seção "perfis" oferece um espaço para quem deseja se juntar à rede de escritórios emergentes e se apresentar à ampla comunidade de estúdios envolvidos na agenda cultural desenvolvida pela New Generations.
ArchDaily e New Generations unem forças! Todos os meses, o ArchDaily publicará uma seleção de perfis de estúdios escolhidos a partir da plataforma New Generations.

Ao passarmos tanto tempo em casa, percebemos que os espaços internos das residências comerciais convencionais não são adequados para responder às demandas de trabalho, moradia e lazer. Essa situação se agrava nos territórios periféricos ou afastados dos centros urbanos. No caso da ilha de Cascajal, em Buenaventura, Colômbia, a relação das moradias costeiras com o mar é imprescindível para o desenvolvimento cultural e econômico local.

O design alemão tornou-se sinônimo de exatidão, eficiência e precisão. Embora o estereótipo tenha raízes na geografia e na cultura local, o ambiente construído no país reflete uma afinidade por estrutura, privacidade e ordem. Combinada com influências de toda a Europa, a arquitetura contemporânea da Alemanha apresenta formas refinadas e ênfase na habilidade técnica.

As “Head Shops” surgiram nos Estados Unidos durante o auge da contracultura, nos anos 60, como estabelecimentos destinados a comercialização de substâncias psicoativas e produtos relacionados principalmente ao uso da maconha. Nos anos 80 foi criado um movimento para acabar com as Head Shops do país, as quais foram obrigadas a vender apenas produtos para uso com substâncias legais e regulamentadas. Como resposta à esta medida, proliferaram-se os estabelecimentos legais com seus nomes furtivos e sinais luminosos extravagantes. Desde o chamativo sinal luminoso da maçã com folhas de maconha estampado na fachada do Adam's Apple em Chicago, até a simplicidade do letreiro de neon do The Fitter na cidade de Boulder, Colorado, criou-se uma linguagem de comunicação inspirada em fantasias letárgicas, disformes e coloridas, imagens que ficaram gravadas no imaginário coletivo daqueles que perseguiram a sub e contracultura ao longo da segunda metade do século vinte.

No momento em que este artigo é escrito, ainda é difícil vislumbrar o mundo pós-pandemia de COVID-19 que se espalhou por todo o planeta em apenas 3 meses desde que os primeiros casos foram detectados na cidade Wuhan, naChina, em dezembro de 2019. Cenários distópicos de devastação humana e econômica gerenciados por regimes totalitários ainda caminham em paralelo a visões de sociedades que consigam voltar às ruas adotando padrões mais sustentáveis e seguros para seus hábitos, formas de produção, consumo e organização social. De qualquer forma, paira a impressão de que o mundo não será mais o mesmo e que precisaremos reorganizar uma parte significativa das nossas vidas coletivas e individuais. A paralisação das atividades em escala global em virtude da COVID-19 pode orientar saídas não apenas para a pandemia, mas também para outras urgências que estão batendo à nossa porta faz algum tempo, em especial as mudanças climáticas e a perseverante (e ainda brutal) desigualdade social.
Cinquenta por cento dos resíduos de aterros sanitários na Nova Zelândia decorrem de construções e demolições. A demanda por habitação nos próximos anos e décadas está superando rapidamente qualquer oferta possível que possamos fornecer com nossos métodos de construção atuais. O doutorando Ged Finch discute os problemas com a indústria e as práticas de construção de casas na Nova Zelândia e propõe uma alternativa ao que ele chama de "modelo descartável" de construção. As casas de hoje não são construídas para durar e podem até nos deixar doentes. A pesquisa de Finch concentra-se, em vez disso, em um modelo completamente reimaginado e sem desperdício para construção. Utilizando as tecnologias atuais de fabricação digital, podemos criar um conjunto de peças de construção otimizadas e reutilizáveis a partir de materiais naturalmente duráveis. Mas a solução técnica é apenas uma parte, afirma Finch. A verdadeira chave é a ambição humana.
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Uma das formas de separar ambientes é por meio do uso de divisórias leves, que podem ser fixas ou móveis. Além de estabelecerem determinados limites entre os cômodos, estas divisórias possuem menores espessuras quando comparadas às tradicionais paredes de alvenaria e até mesmo de drywall, o que permite um melhor aproveitamento do espaço e maior flexibilidade nas suas configurações.

É possível rastrear uma agência, ou mente, coletiva através da condição urbana? E como deveríamos mapear seus efeitos sobre a matéria física de nossas cidades? Uma representação específica de um tipo específico de "lar" é empregada como um exercício para definir o impacto de uma "lógica de pensamento que é ao mesmo tempo incorporada e distribuída, singular e coletiva". A proposta de Hélène Frichot para as "Noourbanografias" foi escrita como resposta à chamada de trabalhos de "Eyes of the City", muito antes de nossos interiores domésticos se tornarem o novo espaço público. Ao analisar a distância entre coletivos hegemônicos e ecologias de subjetividades como um espaço de ação, o ensaio abre caminho para uma gama articulada de questões que envolvem o cuidado, o pensamento diagramático e os espaços de controle.
Para a Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen de 2019 (UABB), intitulada "Interações Urbanas" (21 de dezembro de 2019 a 8 de março de 2020), o ArchDaily está colaborando com a curadoria da seção "Eyes of the City" para estimular o debate sobre como as novas tecnologias podem impactar a arquitetura e a vida urbana. A contribuição a seguir faz parte de uma série de artigos científicos selecionados por meio da chamada de trabalhos "Eyes of the City", lançada em preparação para as exposições: pesquisadores/as internacionais foram convidados/as a enviar suas reflexões em resposta à declaração desenvolvida pelos escritórios curadores Carlo Ratti Associati, Politecnico di Torino e SCUT, que pode ser lida aqui.

Compilamos a seguir uma lista com nossos melhores artigos, notícias e projetos relacionados a um dos materiais construtivos mais antigos da humanidade: a pedra.

No semestre de primavera de 2020, o/a arquiteto/a Wonne Ickx, do escritório PRODUCTORA, foi convidado/a a ministrar um ateliê na RICE University, em Houston, Texas, como professor/a visitante Cullinan. O ateliê, intitulado 'Pyramid Schemes', combinava o interesse pelos projetos habitacionais do início do século XX de Henri Sauvage com um terreno de projeto na Cidade do México e a análise de suas condições locais. O curso teve início com intensas viagens de ida e volta entre Houston e a Cidade do México, incluindo uma viagem de estudos de uma semana dos/as estudantes da RICE à capital mexicana.