Você pode se surpreender, mas os dias de compras nas lojas físicas estão longe de acabar - na verdade, eles estão em fase de revitalização, para criar um modelo totalmente novo de experiência e design, de forma a atrair novamente os consumidores para as lojas. A ascensão do e-commerce e a pausa causada pela pandemia COVID-19 serviram como um catalisador perfeito para a criação de um novo modelo de experiência, através de recursos projetuais exclusivos, avanços tecnológicos e customização, que revitalizarão as lojas físicas no futuro.
Na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2016, o curador Alejandro Aravena decidiu reutilizar 100 toneladas de materiais descartados pela Bienal de Arte passada para montar a ambiência de salas das exposições. Mais do que proporcionar uma sobrevida a 10.000 m² de gesso acartonado e 14 km de estruturas metálicas, a iniciativa tinha o intuito de conferir valor, através do desenho, a algo que seria descartado como resíduo. E, principalmente, trazer à luz outra constatação: Como arquitetos, geralmente nos restringimos a pensar nos nossos edifícios durante o projeto, a construção e, quando muito, em como suas partes irão resistir ao tempo. Dificilmente pensamos do que serão deles quando demolidos, no fim de sua vida útil, e isso é algo que, urgentemente, deve entrar no debate.
Fevereiro de 2021 foi um mês histórico para a exploração de Marte. Embora as aproximações ao planeta já estejam em curso há mais de 50 anos — com a primeira espaçonave entrando em órbita em 1971 e o primeiro rover pousando na superfície em 1997 —, esta é a primeira vez que três sondas de diferentes países (China, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos) chegam ao planeta no mesmo mês. Ainda que cada expedição tenha seus próprios objetivos, elas ampliarão as informações disponíveis até o momento sobre o planeta por meio de análises profundas do solo, coleta de amostras e estudos diversos. Além de lançar luz sobre aspectos ainda desconhecidos da história de Marte, estas missões pretendem gerar um avanço substancial que permita, em pouco tempo, enviar naves tripuladas à superfície do planeta — um plano que Elon Musk projeta para 2022.
SPACE10 e EFFEKT Architects. Imagem Cortesia de Space 10- The Ideal City
O mundo está em constante mudança e nossas cidades estão em constante evolução para se adaptar a ele. À medida que nos encontramos imersos em desafios, os especialistas se veem reexaminando as abordagens que a humanidade fez até agora, a fim de estabelecer novas ideias para um amanhã melhor.
"As cidades estão no centro do problema e, portanto, também no centro da solução." O Space 10, um laboratório de pesquisa e design focado nas pessoas e no planeta, acaba de lançar sua última publicação, The Ideal City, em colaboração com a gestalten. Reunindo conhecimentos de todo o mundo, o livro repensa as cidades, investigando como criar espaços que apoiem o bem-estar dos moradores e contribuam para um mundo melhor. Coletando projetos e opiniões de especialistas, ele destaca 5 pilares principais que ajudam a moldar o futuro das cidades.
Boston City Hall. Imagem Cortesia de Reed Hilderbrand
Certamente têm razão aqueles que dizem que as tendências aparecem tão rapidamente quanto subitamente desaparecem—na moda, na música, na arte e, especialmente, na arquitetura. O brutalismo tornou-se um estilo bastante popular ao longo da primeira metade do século XX, atingindo seu auge na década de 1970 para então cair no esquecimento, à medida que as tendências apontavam para edifícios de linhas puras, formas simples e atemporais. Mas hoje, praticamente meio século depois, o amor pelas superfícies brutas e rugosas do concreto aparente parecem estar ressurgindo com toda força.
“As mudanças estimulam a inovação e por isso, devemos repensar e transformar sempre os nossos espaços de trabalho”, disse Nicole Senior, diretora dos escritórios do Tinder. Mudança, inovação e engajamento no ambiente de trabalho foram alguns dos tópicos abordados em um recente Think Tank que foi ao ar no último dia 17 de dezembro, apresentado pelo Rapt Studio e intitulado “Observando o passado e pensando no futuro: lições para serem aprendidas em 2021”.
Talvez as abelhas sejam os insetos que mais despertam fascínio e curiosidade. Com exceção da Antártica, elas são encontradas em todos os continentes, em todos os habitats que contêm plantas com flores polinizadas por insetos. Representações de humanos coletando mel de abelhas selvagens datam de 15.000 anos atrás e, inclusive, potes de mel foram encontrados nas tumbas de faraós do Egito como Tutancâmon. Ainda que geralmente tenhamos uma ideia fixa sobre a aparência das abelhas dos desenhos animados, existem milhares de espécies pelo mundo, com diferentes tamanhos, cores e comportamentos. Há, inclusive, diversos exemplos de abelhas solitárias, muitas sem ferrão e até algumas espécies que sobrevivem saqueando outras colônias mais fracas. Mas algo que tem impressionado pesquisadores é a organização de suas colmeias, que são verdadeiras cidades altamente populosas, com uma eficiência a dar inveja a qualquer planejador urbano.
A Gehl acaba de publicar o seu ‘Masterplan Framework with ecology at its heart’, um interessante estudo de caso desenvolvido em Huechuraba, região central do Chile. A equipe composta por David Sim, Esben Neander Kristensen, Alexander Spitzer e Tamara Kalantajevska chama a atenção para a vocação ecológica do plano diretor estratégico desenvolvido em parceira com a empreiteira chilena Tanica.
Não tem como ser um urbanista ou se interessar pelas questões das cidades e ainda não ter ouvido — muito — sobre o movimento “Cidades Inteligentes” (“Smart Cities”). A ideia é que não há nada nas cidades que o uso de dados (especialmente “big data”) ou de tecnologia não resolva. O resultado tem sido uma série de afirmações sobre como é possível solucionar problemas tão desafiadores como habitação, tráfego e desigualdade simplesmente criando modelos mais elaborados com base em big data ou implantando novas formas de tecnologia.
No dia 9 de março comemoramos o nascimento de Luis Barragán, um dos mais importantes arquitetos mexicanos de todos os tempos. Seguindo a recente divulgação dos últimos vencedores do Prêmio Pritzker de 2021, voltamos no tempo para falar do contexto no qual Barragán foi escolhido vencedor do mais importante prêmio de arquitetura a mais de quarenta anos atrás.
O brutalismo é um estilo arquitetônico profundamente divisor - uma subcategoria do movimento modernista que apresentava acabamentos de concreto à vista, formas incomuns e uma estética sem dúvida única. Com especial protagonismo no Brasil e no Reino Unido, exemplos emblemáticos desse estilo também podem ser encontrados na Europa Oriental – particularmente, no território anteriormente conhecido como Iugoslávia.
Cortesía de María Camila Montes y Paula Tatiana Erazo
O momento na carreira de arquitetos e arquitetas em que se pode investir mais energia e tempo em um determinado projeto é, sem dúvida alguma, durante o período de formação universitária. Neste caso, duas estudantes compartilham conosco como elas, em colaboração com a população local do distrito de Fontibón, em Bogotá, e outros/as estudantes e membros do coletivo da SCA, realizaram a revitalização do Parque Villamar por meio do urbanismo tático inclusivo.
A resiliência urbana foi posta em cheque com a chegada da pandemia de forma acelerada e drástica nas cidades. A limitação de deslocamentos, contatos e acesso aos espaços públicos foi a estratégia mais eficaz de contenção do vírus. Mas a estrutura da cidade, somada à falta de políticas públicas emergenciais, revelou-se nada resiliente quando grande parcela da população teve que continuar percorrendo longos trajetos em transporte público para trabalhar em serviços essenciais, e também quando a saúde mental e física da população foi afetada pela falta de acesso a locais que possibilitassem a prática de exercício físico em segurança, evidenciando a precariedade de oferta desses espaços na cidade.
A ardósia é um produto mineral, totalmente inerte e ecológico, com um processo de produção simples e eficiente. É um dos produtos naturais mais versáteis, adaptando-se a qualquer projeto como material de revestimento, seja em para cobertura, pisos ou fachada. Dentre suas propriedades, destaca-se a resistência a temperaturas extremas, uma durabilidade superior a 100 anos e uma alta impermeabilidade, o que garante um bom rendimento em qualquer condição climática. Sua diversidade de formas, tamanhos e texturas permite uma multiplicidade de combinações, convidando os arquitetos a despertarem seu lado criativo. A seguir, conheça 7 residências exemplares que utilizaram a ardósia como material de revestimento.
Se pararmos para pensar, a maioria dos alimentos que vemos em nosso prato possui uma história marcada por um longo trajeto que somos incapazes de descrever. Robyn Shotwell Metcalfe, em seu livro Food Routes: Growing Bananas in Iceland and Other Tales from the Logistics of Eating (2019), cita como exemplo a improvável rota dos peixes que são pescados na Nova Inglaterra, exportados para o Japão, e depois enviados de volta como sushi, revelando uma grande e complexa rede invisível aos olhos de quem compra a bandeja de comida japonesa no mercadinho da esquina.
Como já explicamos em um artigo publicado anteriormente, o conceito da modulação na arquitetura se traduz na adaptação de um projeto a um módulo definido, seja a partir de uma medida específica utilizada como base ou das dimensões de determinado material construtivo.
Atrelada à esse conceito, mas fundamentada ainda em outras definições, as construções modulares partem do estudo prévio e da previsão de módulos pré-fabricados transportáveis para montagem no local da construção, motivo pelo qual costumam ser concluídas de forma mais ágil e eficiente quando comparadas àquelas tradicionais.
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TECLA, 3D Printed Habitat by WASP and Mario Cucinella Architects. Image Cortesía de WASP
Uma recente colaboração entre a equipe de Mario Cucinella Architects (MC A) e a WASP, especialistas em impressão 3D na Itália, resultou na primeira construção impressa que usa um material natural, reciclável e neutro em carbono: terra crua. O protótipo de habitação circular se chama TECLA e foi construído em Massa Lombarda (Ravenna, Itália), por meio de múltiplas impressoras 3D sincronizadas para funcionar ao mesmo tempo.
Em um recente artigo publicado no Common Edge, discuti brevemente um conceito que chamo de “mentira tripla”, que é a idéia de um sistema econômico “saudável” alimentado por um número crescente de pessoas, as quais consumirão cada vez mais—e que este sistema continuará funcionando perfeitamente ad infinitum. Ao longo de sua história, os Estados Unidos se apegaram à ideia de um crescimento econômico infinito, e muito disso se deve ao fato que esta ilusão opera como uma espécie de ópio para o povo, dissimulando o conflito de classe. No entanto, “a mentira tem pernas curtas” e como todos nós sabemos, estamos nos aproximando do limite finito do crescimento, tanto do ponto de vista dos recursos (estamos esgotando nossas matérias-primas) quanto do ponto de vista tecnológico (nossas invenções estão se tornando cada dia menos revolucionárias).
https://www.archdaily.com.br/pt/956944/o-paradoxo-do-desenvolvimento-sustentavel-sem-fimChristopher L. Cosper
O podcast Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e a vida cotidiana. Apresentado pelos arquitetos David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diversos profissionais criativos em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros apresentam dicas para profissionais de design, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina conversam com Craig Dykers, cofundador do escritório Snøhetta, para discutir como a arquitetura pode gerar tanto segregação quanto inovação nos escritórios e no Capitólio dos EUA; a importância de dialogar de forma significativa com o público leigo; a natureza caótica da vida; a criação de uma arquitetura bela que beneficie a sociedade em geral; a luta por igualdade; uma breve história da profissão contemporânea de arquitetura e seu estado atual; a dependência da teoria na arquitetura; e muito mais. Aproveite!
https://www.archdaily.com.br/pt/1130814/craig-dykers-muitas-pessoas-nao-querem-a-desordem-elas-querem-uma-beleza-que-vai-alem-da-perfeicaoThe Second Studio Podcast
The Master Plan of the Radiant City. Image Courtesy of LE CORBUSIER FOUNDATION
Ao longo da história, reformadores religiosos e arquitetos-estrelas visionários tentaram imaginar o futuro de nossas cidades: da cidade modelo veneziana de Palmanova ao complexo habitacional de vários andares para 5.000 pessoas desenhado pelo arquiteto italiano Paolo Soleri, da Broadacre City de Frank Lloyd Wright a Ville Radieuse de LeCorbusier, vários planos foram elaborados para ilustrar algumas das ambições sem precedentes.
No apogeu do modernismo, arquitetos como Le Corbusier e Mies van der Rohe exaltaram o valor estético das superfícies brancas, que eles viam como uma conotação de pureza e simplicidade. A Casa Farnsworth de Mies van der Rohe, por exemplo, combinou a brancura despojada de seu esqueleto estrutural com amplas esquadrias do chão ao teto, usando a luz natural envolvente para elevar ainda mais as aspirações já celestiais do espaço. Hoje, alguns arquitetos e designers contemporâneos desenvolveram a estética sublime da arquitetura moderna de alta tecnologia usando divisórias com tecidos translúcidos, complementando a pureza das paredes brancas com o jogo etéreo de luz e sombra dos tecidos. Abaixo, discutimos diferentes estratégias projetuais para trabalhar com tecidos brancos dessa forma e incluímos dois exemplos de projetos que usaram tecidos translúcidos de maneiras suaves, mas inovadoras.
https://www.archdaily.com.br/pt/957079/atmosferas-brancas-criando-espacos-calmos-com-divisorias-de-tecidoLilly Cao
Presentes em diferentes contextos – de orlas fluviais, áreas costeiras ou inseridos na malha urbana – parques lineares representam uma tipologia muito particular de espaço público que, de partida, evoca a ideia de um vetor e, consequentemente, o sentido de movimento. Nem por isso limitam-se a atividades e programas associados à passagem e deslocamento, mostrando-se uma instigante solução para a carência de espaços de lazer, contemplação e permanência nas mais variadas situações urbanas.
A seguir, reunimos 12 exemplos de parques lineares construídos em diferentes partes do mundo, ilustrados por fotografias e pelos desenhos de suas plantas.
“Este tipo de projeto é de vital importância, pois busca reverter a instabilidade social, econômica, urbana e política, oferecendo um atendimento organizado às necessidades comunitárias e criando plataformas construídas que servem como articuladoras entre a escala intrapessoal e a intrainstitucional.” Trecho do memorial descritivo do Centro de Desenvolvimento Comunitário / OCA + BONINI
Desde 2008, a cada dia 20 de fevereiro, a celebração do Dia Mundial da Justiça Social busca apoiar e promover o trabalho da comunidade internacional voltado a alcançar o desenvolvimento sustentável, erradicar a pobreza, promover o pleno emprego, o trabalho decente, a proteção social universal, a igualdade de gênero e o acesso ao bem-estar social e à justiça para todas e todos. Para as Nações Unidas, “A justiça social é um princípio fundamental para a convivência pacífica e próspera, tanto dentro dos países quanto entre eles", representando o núcleo de sua missão na promoção do desenvolvimento e da dignidade humana.