Com um século de história, a Confitería del Molino, obra do arquiteto Francisco Gianotti, nascido na Itália em 1881 e que chegou ao país em 1909, é um dos marcos patrimoniais da arquitetura argentina. Após permanecer fechado por mais de 20 anos, em julho de 2018, o Congresso Nacional assumiu a posse do imóvel e deu início aos trabalhos de recuperação. Particularmente na Argentina onde, por negligência ou desinteresse, um grande número de obras de valor patrimonial foi perdido, projetos desse tipo nos convidam a refletir sobre o papel da arquitetura na construção da memória coletiva de uma cidade.
As infraestruturas urbanas permitem proporcionar conforto aos habitantes e mitigam possíveis riscos de desastres, como os alagamentos. As subterrâneas, especificamente, retiram dos nossos olhos os sistemas urbanos e configuram-se como verdadeiros labirintos sob as ruas. Distribuição de água potável, drenagem urbana, esgoto, e até fiação elétrica e fibra óptica em alguns casos, passam sob nossos pés sem que nos damos conta. Para tal, a indústria desenvolveu há cerca de 100 anos peças pré-moldadas de concreto que proporcionam rapidez construtiva, resistência adequada aos esforços e, principalmente, ao tempo. Tubulações de concreto de seção circular, nos mais diversos diâmetros, talvez sejam os condutos mais utilizados e são onipresentes no mundo. Mas há quem também use essas estruturas aparentes, em criativos usos arquitetônicos.
O termo "biofilia" é traduzido como "amor às coisas vivas" no grego antigo. Apesar do termo parecer relativamente novo, apresentando-se como uma tendência nos campos da arquitetura e design de interiores, a ideia de biofilia foi explorada pela primeira vez em 1964 pelo psicólogo Erich Fromm e depois popularizada nos anos 80 pelo biólogo Edward O. Wilson, que estudou a desconexão com a natureza ocasionada pela urbanização.
O princípio norteador é bastante simples: conectar as pessoas com a natureza para melhorar seu bem-estar e qualidade de vida. Como a arquitetura poderia fazer isso? Buscando alternativas de integrar a natureza – seja por meio de elementos ou estratégias – em seus projetos.
Os donos do apartamento são um jovem casal e confiaram-me completamente o design de interiores do projeto. Responsável pela criação, decidi criar um projeto ousado que lhes garantisse a oportunidade de esquecer a vida cotidiana agitada e ajudá-los a fazer uma pausa da metrópole. Interior leve, suave, pontuado por curvas, junto a paredes de terracota rosa que adicionam originalidade a todo o projeto.
A promoção da casa própria como uma estratégia de investimento é uma proposta arriscada. Nenhum consultor financeiro recomendaria contrair dívidas para aplicar uma parte tão grande de suas economias em um único ativo financeiro, qualquer que seja, por ser uma grande concentração de risco.
Pior ainda, esse risco não é aleatório: ele recai mais pesadamente sobre os compradores de baixa renda, que recebem condições de financiamento piores e cujos bairros são sistematicamente mais propensos a ter valores residenciais mais baixos ou mesmo em queda, causando resultados devastadores sobre a diferença de riqueza entre grupos raciais.
Para que serve a cor na arquitetura? A escolha da cor de uma fachada ou espaço pode afetar diretamente em nosso humor e produtividade: ela influência diretamente na maneira como percebemos e nos relacionamos com o espaço. As possibilidades são infinitas, desde cores que contrastam entre si até ambientes monocromáticos.
Apresentaremos a seguir um índice de artigos relacionados à cor na arquitetura publicados recentemente aqui no ArchDaily. Nesta lista você irá encontrar tudo aquilo precisa saber sobre o uso da cor na arquitetura, desde as principais estratégias de projeto até às últimas novidades e tendências além de um amplo catálogo de obras que exploram a cor em todas os seus tons e nuances.
Oferecer infraestrutura de qualidade para modos sustentáveis é oportunidade de estimular mudança de comportamento. Foto: Luísa Zottis/WRI Brasil
Muitas coisas têm mudado nas cidades – algumas, felizmente, para melhor. Mais brasileiras e brasileiros passaram a ver a bicicleta como a melhor escolha para a mobilidade urbana, e 67% das pessoas trocariam seus carros ou motos por alternativas de transporte mais limpas. A avaliação da qualidade do ar entre a população é desanimadora, mas a consciência sobre as mudanças climáticas aumentou, e 92% das pessoas desejam ônibus elétricos em suas cidades.
https://www.archdaily.com.br/pt/955796/brasileiro-abandonaria-carro-por-transporte-sustentavel-mas-deseja-conforto-e-praticidadeFernando Corrêa, Cristina Albuquerque e Ariadne Samios
A fachada é dos elementos mais importantes em um projeto de arquitetura. Além de ser a primeira barreira da construção contra o calor, a chuva, a neve ou o vento, também determina, em grande parte, a aparência de uma edificação. Pode fazer o projeto se destacar, mesclar-se no contexto ou mesmo manifestar, à primeira vista, valores de sobriedade, transparência, leveza e até despojamento que o arquiteto busca transmitir através do desenho. Junto a isso, também corresponde a uma significativa parcela do custo total da obra e deve ser especificada com muita atenção, levando em conta, além da estética, sua funcionalidade, necessidade de manutenção e seu comportamento a longo prazo.
https://www.archdaily.com.br/pt/948404/paineis-metalicos-nao-laminados-dicas-e-detalhes-de-construcao-para-envelopes-de-construcaoSponsored Post
O ArchDaily dá continuidade a uma tradição de seis anos que celebra e reconhece os melhores desenhos de arquitetura do ano. A edição 2020 destaca uma coleção cuidadosamente curada de desenhos arquitetônicos e visualizações com uma ampla variedade de técnicas e representações, todas orientadas para o objetivo comum de compartilhar ideias, visões e projetos.
Dizem que arquitetos e arquitetas costumam “matar um leão por dia”, dedicando a maior parte do seu tempo à labuta, ou aquilo que costumamos chamar em um escritório de arquitetura de “trabalho braçal”. Dentro da academia, por outro lado, arquitetos em formação passam seus dias aprendendo a serem mais sensíveis para com a paisagem e o espaço construído, a desenvolver a sua criatividade e com isso, propor soluções criativas que procuram respostas para as principais “questões” de nosso tempo. Considerando isso, é evidente que existe um enorme distanciamento entre o ensino da práticada arquitetura e a prática da arquitetura propriamente dita. Enquanto, dentro da academia, nossos futuros profissionais passam a maior parte de sua formação exercitando sua criatividade e desenvolvendo projetos ideais em contextos igualmente idealizados, a vida lá fora é muito diferente disso.
Entre os dias 18 e 25 de janeiro, foi realizada a 14ª Bienal de Arquitetura Boliviana 2021, um evento cultural e acadêmico organizado pelo Colegio Departamental de Arquitectos de La Paz CDALP e pelo Colegio de Arquitectos de Bolívia CENA CAB, por meio de sua Comissão Organizadora. O objetivo deste encontro foi celebrar e difundir as obras construídas, projetos e produções intelectuais referentes ao ambiente urbano e arquitetônico dos últimos anos, tanto no âmbito nacional quanto no internacional.
Nesta edição, foram apresentados 169 projetos provenientes tanto dos 9 departamentos da Bolívia quanto dos 12 países que participam das categorias internacionais. Conheça, a seguir, os/as vencedores/as nas categorias Obra Construída, Modalidade Projeto, Investigação e Produção Intelectual, e Projetos de Graduação - Estudantes.
Chihuahua é um estado localizado na região noroeste do México que faz fronteira com os Estados Unidos e se limita geograficamente com os estados de Novo México, Texas, Coahuila, Durango, Sinaloa e Sonora. Conta com 247.455 km² de superfície e é o terceiro estado mais populoso do país.
E assim começamos o ano de 2021, logo depois de encerarmos um dos anos mais difíceis e desafiadores das últimas décadas. E agora? Quais são as nossas expectativas para o futuro próximo? Em recente pesquisa, a UN75 relata que a maioria das pessoas se mantém muito otimista em relação ao que está por vir: “em todo o mundo, a maioria dos entrevistados acredita que a nossa civilização estará muito melhor em 2045 do que hoje (49%), ao passo que 32% dos entrevistados acreditam que a nossa situação estará pior.”
IBA Timber Prototype House / ICD University of Stuttgart. Image Courtesy of ICD University of Stuttgart
Enquanto a imagem tradicional da cabana é a de uma casa de madeira rústica localizada longe de qualquer vestígio da sociedade, os arquitetos têm refutado tais convenções, experimentando com materiais mais novos e considerações tecnológicas para expandir os limites da "cabana" hoje. Quer seja reimaginando a estética, utilizando técnicas de fabricação avançadas para modernizar o rústico, ou mesmo reconfigurando a cabana de madeira para o cenário da cidade, arquitetos e designers têm transformado integralmente a arquitetura da cabana tradicional para uma existência mais contemporânea. Abaixo, consideramos 10 projetos inovadores que alcançam essa transformação por meio de experimentações com diferentes materiais e tecnologias construtivas. Embora cada uma explore diferentes estratégias e funções, muitas compartilham semelhanças em seu uso de sistemas de pré-fabricação, em sua dedicação à sustentabilidade e em sua atenção e otimização de propriedades específicas de materiais.
https://www.archdaily.com.br/pt/955223/10-cabanas-que-inovam-com-seus-materiais-e-sistemas-construtivosLilly Cao
Autodeclarado um movimento unido em torno da ideia de que o ambiente físico pode ter impacto direto no oferecimento de vidas mais prósperas e felizes aos habitantes, o Novo Urbanismo surgiu enquanto conceito nos Estados Unidos na década de 1990 e se consolidou por meio dos Congressos do Novo Urbanismo (CNU), realizados anualmente desde 1993.
Em 1996, três anos após o I Congresso do Novo Urbanismo, é lançada a Carta do Novo Urbanismo com o objetivo de estabelecer os ideais e princípios norteadores do movimento e, dessa forma, explorar as possibilidades do desenvolvimento das cidades norte-americanas.
O uso de malha metálica para dividir espaços internos permite definir áreas semi-abertas, mas privativas. O material - composto por um tecido de arame enrolado - oferece certa textura, mas mantêm uma aparência suave e levemente diáfana.
A seguir, apresentamos o uso do material como divisória de espaços de trabalho, embora este também possa ser usado em estabelecimentos comerciais, revestimentos de parede, elementos artísticos, entre outros.
A arquitetura como resultado da ação humana sobre a paisagem, confronta-se sempre com o desafio de construir relações entre o espaço construído e o contexto natural específico. Quando tratamos de edifícios enterrados, este vínculo se torna ainda mais evidente além de um fator fundamental para o sucesso do projeto. Neste contexto, a decisão de intervir na paisagem natural, seja enterrando ou aterrando, geralmente trás uma série de benefícios para um projeto de arquitetura, entre os quais podemos destacar a integração com o contexto e outros benefícios técnicos, como por exemplo, uma melhor eficiência termodinâmica.
A relação entre o mercado e o Estado tem sido tradicionalmente entendida como um esquema de três camadas. O Estado garante os direitos de propriedade e outras pré-condições dos mercados. Os mercados operam dentro desta estrutura e oferecem resultados eficientes. O Estado corrige as falhas do mercado por meio de instituições complementares como, em alguns casos, políticas de bem-estar social. A gestão das cidades não é diferente e questões como o desenvolvimento econômico, acessibilidade a bens e serviços, mobilidade, sustentabilidade, liberdade e bem-estar, dependem da relação entre os mercados e o Estado.
Cercado ao sul, leste e oeste pelo Oceano Atlântico, o estado da Flórida, nos Estados Unidos, possui um litoral de mais de dois mil quilômetros de extensão e é caracterizado pela grande presença de lagos, rios e poços em todo o seu território. Com booms de crescimento significativos ao longo do tempo, sobretudo no último século, o rápido desenvolvimento de bairros, comunidades e cidades no estado frequentemente incorporaram os recursos hídricos abundantes no território, nem sempre de forma bem sucedida.
Entre 1914 e 1915, Le Corbusier projetava a Maison Dom-Ino, uma proposta de sistema estrutural que subvertia os modelos de então substituindo densas paredes portantes por pilares e lajes de concreto reforçado com aço. Muito mais leve e composto por elementos esbeltos, a este sistema se uniria o uso de grandes superfícies de vidro que garantiriam, de uma só vez, a entrada de higiênica luz solar nos espaços interiores e uma almejada transparência arquitetônica que diluiria as fronteiras entre interior e exterior – ao menos, metaforicamente.
Em nossos tempos modernos, a cultura obcecada pela imagem nos faz consumir uma grande quantidade de arquitetura através de fotografias, ao invés de experiências físicas e espaciais. As vantagens da fotografia de arquitetura são muitas: permitem que as pessoas obtenham uma compreensão visual de edifícios que talvez nunca tenham a oportunidade de visitar, criando um recurso valioso que permite expandir nosso vocabulário arquitetônico. No entanto, devemos permanecer críticos em relação às desvantagens da fotografia quando se trata de arquitetura. Jeremy Till, autor de "Architecture Depends,” (Arquitetura Depende, ainda sem versão em português) resume isto no capítulo "Out of Time" (Fora do tempo): "A fotografia permite que esqueçamos o que veio antes (o sofrimento do trabalho prolongado para cumprir com a entrega de um edifício completamente formado) e o que está por vir depois (as intempéries do tempo, sujeira, usuários, reformas). Ela congela o tempo. A fotografia de arquitetura 'eleva o edifício para fora do tempo' e proporciona um consolo para os arquitetos que podem sonhar por um momento que a arquitetura é um poder estável existente por sobre as marés do tempo".
O tramado ortogonal é a manifestação de um princípio de ordem, condição reforçada pela repetição de elementos que expressam a racionalidade construtiva incorporada a um sistema estético. Há também a liberdade enaltecida pela desvinculação entre estrutura e paredes que, aliada à eficiência pragmática, faz com que as grelhas estruturais se mantenham presentes nas construções de diferentes escalas no Brasil e no mundo.
Em uma linguagem técnica, as grelhas são compostas por estruturas lineares, no caso vigas, situadas em um mesmo plano por meio do qual formam uma malha capaz de resistir a cargas estruturais. Geralmente, são vistas com espaçamentos regulares cruzados em ângulos retos que variam em dimensões conforme o material utilizado.
Pense na cidade onde você mora. Quanto tempo você leva para chegar ao supermercado a pé? A sua escola ou trabalho é perto o suficiente para ir caminhando? Que tal um parque público, um consultório médico, uma creche ou qualquer outro lugar que você visita diariamente? Enquanto algumas cidades já entenderam a importância de se viver perto de todas essas necessidades, outras estão reformulando suas estratégias de planejamento urbano e projetando seus bairros para serem mais amigáveis aos pedestres, com o conceito de “cidades de 15 minutos”.
A Escola da Cidade por meio da disciplina Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea, em 2017, então coordenada pelo professor José Guilherme Pereira, recebeu a antropóloga e doutora em Ciências Sociais, Manuela Carneiro da Cunha para discutir sobre o histórico, a espacialização e o cotidiano dos povos indígenas no Brasil evidenciando problemáticas do ponto de vista não apenas cultural, mas também legal e ambiental.