As mudanças climáticas podem ser consideradas uma das maiores ameaças atuais à sobrevivência da humanidade, sendo resultado do aquecimento global que é causado pelo aumento das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), em que o dióxido de carbono (CO2) é o principal deles. No mundo, as edificações foram responsáveis por cerca de 40% emissão de CO2, considerando emissões diretas, indiretas e incorporadas (no ciclo de vida dos produtos de construção) para o ano de 2018 (UNEP, 2019). Ao mesmo tempo, como é um setor que consome e ainda consumirá grande quantidade de materiais para superar o grande déficit habitacional existente, em muitos países, pode ser visto como um setor chave, servindo como uma oportunidade para ajudar o enfrentamento às mudanças climáticas. Para isso, um dos principais caminhos é o incentivo para o uso de biomateriais.
O escritório internacional de arquitetura Kohn Pedersen Fox (KPF) vem se esforçando para aumentar a eficiência nas tarefas e possibilitar uma maior exploração criativa aplicando as tecnologias mais recentes. Com nove filiais ao redor do mundo e projetos baseados na Europa, nos EUA e na China, a empresa adota uma abordagem globalizada no processo de projeto, estimulando a colaboração. Não é incomum, por exemplo, um único projeto envolver integrantes de equipes de Londres, Nova York e Cingapura, que se reúnem virtualmente no que Cobus Bothma, Diretor de Pesquisa Aplicada, batizou de "décima filial".
Segundo os registros escritos, a “pré-história” remonta ao período entre 35.000 a.C. e 3.000 a.C. no Oriente Médio (e 2.000 a.C. na Europa Ocidental). Os antigos construtores e construtoras tinham uma profunda compreensão das respostas humanas às condições ambientais e às necessidades físicas. Inicialmente, famílias e tribos viviam juntas em cabanas cobertas de peles e estruturas de ossos. Milhares de anos depois, os assentamentos humanos evoluíram para muralhas fortificadas de tijolos de adobe que cercavam volumes retangulares com aberturas pontuais para ventilação e iluminação solar.
Nos próximos meses, publicaremos pequenos artigos sobre a história da arquitetura e como ela evoluiu para estabelecer os fundamentos da arquitetura que conhecemos hoje. Nesta semana, exploramos as características arquitetônicas da antiga Índia e do Sudeste Asiático.
Um parque renaturalizado. Ilustração de Sarah Welch. Imagem cortesia de SWA Group
À medida que a pandemia se estende, a população estadunidense tem adotado parques e ruas residenciais como espaços seguros. Este não será um fenômeno passageiro — bicicletas foram consertadas, tênis de corrida foram comprados e filhotes de cachorro, adotados. As pessoas estão se acostumando a passar o tempo ao ar livre para se exercitar, conviver com a família, desfrutar da natureza — e passear com o filhote em crescimento.
Este ano, a Organização das Nações Unidas para o Turismo (OMT) procurou abordar o turismo como uma forma de criar empregos e oportunidades nas áreas rurais sob a bandeira do Turismo e Desenvolvimento Rural.
A arquitetura de base rural e suas edificações tradicionais desempenham um papel importante para o patrimônio local. Elas também podem oferecer empregos e perspectivas mais além das grandes cidades, especialmente para as pequenas comunidades, geralmente em desvantagem econômica.
Temos visto uma maior atenção com a utilização da madeira na construção civil de alguns anos para cá. Com todas as preocupações em relação à sustentabilidade e a pegada de carbono nas edificações, novos métodos construtivos têm sido desenvolvidos junto a possibilidades inovadoras no uso deste material. De fato, a madeira pode ser considerada um material renovável, desde que a exploração seja sustentável, e se tomado alguns cuidados no seu manejo, permitindo que as florestas se regenerem naturalmente. Mas é a versatilidade da madeira é o que a torna tão onipresente nas edificações. De tábuas, vigas, assoalhos, até a telhas e isolantes térmicos e acústicos, a madeira pode estar presente em diversas etapas da obra e com distintos graus de processamento e acabamento.
Fungos estão por toda parte. No ar, na água, no nosso organismo, nas árvores, no forro do banheiro, embaixo da terra. Podem assumir a forma de cogumelos (comestíveis, medicinais, alucinógenos ou muito venenosos), ou outras mais simples, como mofos e bolores. Podem desencadear doenças, mas também produzir remédios antibióticos, como a penicilina, ou ajudar a fermentar queijos e pães incríveis. E se eu te dissesse que eles também podem ser o futuro das embalagens e dos materiais de construção?
Para além da relação com a sustentabilidade que a madeira pode oferecer quando bem manejada, suas características espaciais são muitas vezes relacionadas à sensação de aconchego que ela pode proporcionar. Entre tantos outros fatores positivos, um desenho de marcenaria bem executado pode trazer versatilidade e uma identidade única para o projeto de interiores.
Portas pivotantes não são portas ordinárias. No passado, costumavam ser um incômodo para instalar e, quando no lugar, muitas vezes não funcionava bem. Atualmente, empresas como a FritsJurgens incorporaram tecnologias que melhoram as ferragens dessas portas, com instalação fácil e permitindo versatilidade e criatividade no design. Mas de que forma uma porta pivotante pode melhorar o seu design de interiores?
"Timber Hearth" Building System / Space Popular. Cortesia de Space Popular
As plantas e cortes humanizados podem ser entendidos como uma espécie de tradução da linguagem técnica construtiva para uma linguagem mais acessível àqueles não familiarizados ao desenho arquitetônico. Isto é, são responsáveis por levar a escala do homem para o projeto, não apenas por meio da figura humana, mas também pela presença de móveis, texturas e demais aspectos da arquitetura que a humanizam e tornam sua representação mais intuitiva.
A arquitetura define o cenário e fornece a estrutura, mas o design de interiores e o mobiliário exercem forte influência sobre a atmosfera e o clima de um espaço. À medida que as tendências de design de interiores evoluem, essa transformação costuma se expressar na escolha do mobiliário que preenche o ambiente. Os móveis revelam muito sobre nossas prioridades e personalidades, bem como sobre a atmosfera que desejamos transmitir.
Treliças de madeira são estruturas usadas para apoiar telhados ou outras estruturas pesadas. Fabricadas a partir de uma série de triângulos conectados por uma viga de cumeeira e terças, as tesouras são estruturalmente vantajosas devido à sua alta relação resistência / peso e capacidade correspondente de suportar longos vãos. No entanto, esses componentes estruturais também podem ser usados para fins estéticos e, quando deixados expostos, podem complexificar, embelezar e tornar mais aberto um espaço interior.
https://www.archdaily.com.br/pt/949012/a-beleza-das-trelicas-aparentes-de-madeiraLilly Cao
Embora o tecido da cidade de Buenos Aires seja caracterizado por uma condição morfológica heterogênea e em constante transformação, dentro da gama de habitações de baixa densidade, é possível detectar certas tipologias constantes que emergiram da interação de sucessivas variáveis históricas - tais como as estratégias de loteamento das quadras, as regulamentações urbanas e suas correspondentes atualizações, ou as tradições construtivas daqueles que ergueram a cidade. Uma dessas tipologias identificáveis é o PH, cujo nome deriva da noção de Propriedade Horizontal, uma regulamentação que permitiu o desenvolvimento de residências particulares dentro de um mesmo lote.
Se considerarmos que as pessoas passam grande parte do dia em seus trabalhos, o conforto visual e a regulação da luz ao longo do dia são importantes. A iluminação dos espaços de trabalho deve proporcionar as melhores condições de conforto visual para cada caso específico, adaptando-se às mudanças de luz ao longo das horas do dia, melhorando o desempenho e proporcionando bem-estar físico e mental.
Este artigo de Paula Jaén Caparrós e Enrique Azpilicueta Astarloa foi publicado originalmente no número 7° da revista rita com o título "Arquiteturas reversíveis do Japão. As casas de Shirakawa-go" e faz parte de uma parceria de divulgação. A seguir, apresenta-se um convite à reflexão sobre as diretrizes de projeto e construção presentes nas soluções de casas tradicionais japonesas que poderiam ser resgatadas e aplicadas em propostas contemporâneas, integrando a desmontagem, a recuperação e o translado de todo o objeto construído como fator-chave para um projeto arquitetônico sustentável.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126874/arquiteturas-reversiveis-do-japao-as-casas-de-shirakawa-goPaula Jaén Caparrós y Enrique Azpilicueta Astarloa
Cortesia de PC3 - Pensamento Crítico e Cidade Contemporânea
O plano original do Conjunto Residencial Várzea do Carmo, elaborado por uma equipe do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários - IAPI coordenada pelo arquiteto e urbanista Attilio Corrêa Lima, é uma das propostas mais vanguardistas do período tratado neste livro. Seu urbanismo, radicalmente moderno e racionalista, vai além dos modelos consagrados de bairros residenciais: propõe a criação de uma centralidade urbana tendo como ponto de partida um conjunto de habitação operária.
https://www.archdaily.com.br/pt/949286/habitacao-como-centralidade-urbana-o-conjunto-residencial-da-varzea-do-carmoPC3 - Pensamento Crítico e Cidade Contemporânea
A acupuntura urbana é uma tática de design que promove a requalificação urbana em nível local, apoiando a ideia de que as intervenções no espaço público não precisam ser amplas e caras para produzirem um impacto transformador. Como alternativa aos processos convencionais de desenvolvimento, a acupuntura urbana representa um modelo adaptável para a renovação da cidade. Iniciativas altamente focadas e direcionadas ajudam a regenerar espaços negligenciados, ao implantar estratégias urbanas de forma incremental ou consolidar a infraestrutura social de uma cidade.
Emmi Pikler era uma pediatra húngara que introduziu, nos anos pós segunda grande guerra, uma nova filosofia sobre o cuidado e aprendizado durante a primeiríssima infância (crianças até 3 anos). Foi depois do nascimento de seu primeiro filho que decidiu iniciar um experimento: 'o que acontece quando se permite que a criança se desenvolva livremente?'. Os resultados observados culminaram na introdução de uma nova metodologia.
A abordagem Pikler segue o procedimento de observar o livre desenvolvimento da criança utilizando como ferramentas o cuidado com a saúde física, o afeto, o respeito à individualidade e a autonomia de cada criança. Seguindo essa lógica, torna-se desnecessária alguma estimulação ou intervenção por parte do adulto. Para que a criança possa vivenciar o espaço com liberdade de movimentos, alguns cuidados devem ser tomados na preparação desses ambientes.
Segundo o relatório de 2016 do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), existem 881 milhões de pessoas vivendo em favelas nas cidades dos países em desenvolvimento, e se estima que até 2025 é provável que outras 1,6 bilhão de pessoas precisem de moradia adequada e acessível. Com essas perspectivas, muito se tem discutido sobre Habitação de Interesse Social (HIS) e sobre como projetos realizados nesse âmbito podem ser uma solução para o déficit habitacional, mas o que, afinal, significa esse termo?
O Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS), que desempenha um papel fundamental na logística de entrega de correspondências e encomendas em todo o país, tornou-se objeto de intensos debates nos últimos meses. À medida que a pandemia avança e coincide com uma das eleições presidenciais mais críticas da história americana, surgem especulações e controvérsias sobre a real necessidade e os propósitos do USPS, bem como sobre sua capacidade de se transformar e prosperar diante de condições sociais em constante evolução. Diante disso, muitos se perguntam se não seria o momento de compreender a verdadeira vocação do USPS e como a instituição pode continuar se adaptando para manter sua relevância no futuro.
O modernismo pode ser descrito como um dos momentos mais otimistas da história da arquitetura, um estilo inovador inspirado por pensamento e idéias utópicas que finalmente reinventou nossos espaços de vida e trabalho, assim como a maneira como as pessoas se relacionavam entre si e com o ambiente construído. Conforme expusemos em nosso artigo AD Essentials Guide to Modernism, a filosofia moderna ainda permanece vigente no discurso arquitetônico contemporâneo, mesmo que as condições específicas que deram origem ao movimento moderno na arquitetura no início do século passado, já não tenham mais nada que ver com o mundo em que vivemos hoje.
Ao nos despedirmos do ano que marcou o centenário da Bauhaus, compilamos uma lista dos principais estilos arquitetônicos que definiram o modernismo na arquitetura. Como uma ferramenta para entender o desenvolvimento da arquitetura ao longo do século 20, esta lista tem como principal objetivo apresentar um panorama completo sobre os desdobramentos do modernismo para além de seu contexto teórico.
Com a recente conclusão de diversas novas estações e túneis, a expansão do metrô de Atenas e o desenvolvimento do sistema de metrô de Tessalônica, segunda maior cidade da Grécia, estão prestes a serem concluídos. A construção de uma conexão direta entre o aeroporto de Atenas e o porto de Pireu, bem como o desenvolvimento da primeira linha de metrô de Tessalônica estão em andamento, e as imagens do fotógrafo Pygmalion Karatzas mostram as obras dessas grandes infraestruturas.
Centros da Juventude são estruturas concebidas para proporcionar um ambiente protegido, seguro e informal para a comunidade jovem. São espaços voltados à promover a interação e inclusão social além de disponibilizar uma série de programas e atividades extracurriculares. Ao permitir aos jovens a oportunidade de se engajar em diferentes atividades recreativas e culturais, esses espaços os ajudam a desenvolver suas próprias habilidades físicas, sociais, emocionais e cognitivas, além de estimular o convívio e a colaboração entre indivíduos de diferentes grupos.
https://www.archdaily.com.br/pt/949043/centros-da-juventude-lugares-para-o-desenvolvimento-fisico-social-e-emocionalClara Ott
Em meados dos anos 1990, quando eu era editor na Progressive Architecture, o júri do programa de premiação da revista concedeu um Prêmio de Desenho Urbano à Peterson Littenberg Architects pelo plano que o pequeno escritório nova-iorquino havia desenvolvido para a então estagnada Lower Manhattan.
Na época, o extremo sul de Manhattan figurava como o terceiro maior distrito comercial central dos Estados Unidos. A densa área de uma milha quadrada abrigava uma série de edifícios veneráveis, entre eles a Bolsa de Valores de Nova York, a antiga sede do J.P. Morgan e o imponente Federal Reserve Bank of New York, de estilo neorrenascentista. Embora a grande maioria dos estadunidenses visse o distrito como um poderoso centro financeiro, quem acompanhava a dinâmica local de perto enxergava ali um lugar com perspectivas sombrias. Mais de um quarto de seu espaço comercial estava vago. As empresas estavam trocando Lower Manhattan por Midtown e outras localizações mais distantes. Muitos dos edifícios de escritórios eram considerados obsoletos.