Como parte de uma iniciativa da LIGA, um espaço independente fundado na Cidade do México em 2011, que promove a arquitetura contemporânea latino-americana por meio de exposições, publicações, eventos, palestras e oficinas, foi inaugurada, no dia 21 de abril, a mostra “Registro: Museo Tamayo”, que integra a iniciativa LIGA-ARCHIVOS. Nesta ocasião, apresentou-se uma releitura do edifício projetado pelo arquiteto Teodoro González de León e construído em 1981 na Primeira Seção do Bosque de Chapultepec.
Islas de los Uros en el lago Titicaca. Image Cortesía de Leyda Aza Medina
A importância da arquitetura voltada para a sustentabilidade leva os/as arquitetos/as a explorar novas alternativas de materiais de construção sustentável que possam ser implementados em novas edificações. A pesquisa “La totora como material de aislamiento térmico: propiedades y potencialidades” foi publicada pela arquiteta Leyda Aza Medina como dissertação de mestrado em 2016 e venceu o prêmio de práticas acadêmicas ADUS 2021. O estudo apresenta uma alternativa sustentável, utilizando como base o recurso renovável da totora para o uso de isolantes térmicos em edificações no altiplano peruano.
Ao longo dos anos, o design de interiores tem evoluído de acordo com as necessidades emergentes, mas, sobretudo, com as experiências que busca evocar em quem habita o espaço. Nos últimos dois anos, fomos testemunhas de uma mudança radical e de um interesse especial por este tema, uma vez que a pandemia nos obrigou a prestar atenção redobrada à configuração dos lugares que habitamos. Isso resultou em projetos muito mais integrais que buscam atender ao bem-estar das pessoas, combinando cores, experiências sensoriais, tecnologia e elementos naturais que promovem a saúde.
A pintura é sinônimo de cor, mesmo quando é branca. É a forma mais simples de restaurar e corrigir as imperfeições de qualquer superfície, seja interna ou externa. Sem desmerecer esse grande benefício estético, a pintura possui propriedades que, por sua composição, transformam uma obra atraente e bem-acabada em um edifício saudável e com menor impacto ambiental durante seu ciclo de vida.
Falar do México é falar de suas regiões, costumes e, naturalmente, de sua comida. Nossa herança culinária remonta à Mesoamérica, à domesticação do milho, da pimenta e do feijão. No entanto, também se faz presente o simbolismo em torno do fogo e dos encontros que ele proporciona. O ambiente da cozinha torna-se protagonista nas histórias e na convivência familiar, nos afazeres domésticos e nas festas populares; afinal, preparar a comida é uma necessidade básica, mas também um deleite na hora de festejar. A cozinha é um objeto em si. É também um repositório de outros objetos, um sistema criativo que se adapta a quem a ocupa e colabora nas tarefas do cuidado alimentar em hospitais, escolas, empresas e lares. A partir daí, dividimo-nos em estilos: moderno, contemporâneo, tradicional, minimalista, rústico e um longo etc., cuja história resumirei em duas partes.
“Ninguém terá deixado de observar que com frequência o solo se dobra de tal maneira que uma parte sobe em ângulo reto com o plano do solo, e depois a parte seguinte se coloca paralela a este plano, para dar lugar a uma nova perpendicular, comportamento que se repete em espiral ou em linha quebrada até alturas sumamente variáveis”, diz Julio Cortázar em suas Instruções para subir uma escada.
De todos os elementos arquitetônicos existentes, as escadas sempre estiveram entre os mais interessantes e curiosos. Teóricos/as, arquitetos/as e escritores/as falaram sobre elas ao longo do tempo, compartilhando suas percepções e descrevendo seus diferentes aspectos. Este enigmático elemento, que muitas vezes é o protagonista de obras arquitetônicas emblemáticas, esconde muitas histórias e abriga tantas outras.
No meio de um dos desertos mais áridos do mundo, localizam-se os aquedutos de Nasca. Eles compõem um sistema hidráulico que, há quase dois mil anos, demonstra avançados conhecimentos geológicos e hidrológicos, permitindo obter água tanto para o consumo humano quanto para a agricultura, gerando férteis oásis no deserto. Os Aquedutos de Nasca representam um sistema hidráulico único na América, seja por seu desenho característico, técnica construtiva, localização ou função. Eles são um testemunho excepcional da grande capacidade do ser humano na antiguidade de superar condições adversas, cujas soluções poderiam ser aplicadas à problemática climática dos nossos tempos.
A digitalização dos projetos de arquitetura e design já começou há algum tempo e se intensificou ainda mais na atualidade, impulsionada, em grande parte, pelo surgimento da pandemia global. Ouvir falar sobre o metaverso, NFTs ou gêmeos digitais parece ser comum hoje em dia, um momento em que a economia digital está em franca expansão e no qual começam a proliferar arquitetos e arquitetas, bem como designers, que buscam migrar do mundo físico para o virtual. Diante disso, seria a virtualidade o futuro da visualização arquitetônica?
Polígonos en pendiente en Barcelona. Image Cortesía de Matías Falero
La mancha urbana contemporánea parece ampliar sus fronteras sin mayores restricciones al mismo tiempo que aumenta su complejidad. Las grandes ciudades como Barcelona se han expandido a tal punto que sus límites políticos ya solo representan las líneas de demarcación de una gestión territorial que en la imagen satelital o en el intercambio vivencial, en muchas ocasiones, prácticamente ya no existe o son difícilmente reconocibles. La lectura actual de su Área Metropolitana, extendida entre las sierras, los ríos y el mar, por otro lado, demuestra que esta expansión progresiva ha estado siempre condicionada por su particular enclave geográfico.
Foram anunciados os resultados da XIV Bienal de Arquitetura Yucateca, na qual foram entregues 17 reconhecimentos, compostos por 1 medalha de ouro, 6 medalhas de prata e 10 menções honrosas em 15 categorias distintas. O júri foi composto pelos arquitetos Edgar Herrera, Manuel Herrera, Felipe Leal e Carlos Rodríguez. Continue lendo para conhecer os vencedores.
La época dorada de la Glorieta de insurgentes. El Universal. Image Cortesía de coolhuntermx
No cruzamento de duas das avenidas mais importantes do centro da CDMX, encontra-se a Glorieta de los Insurgentes. Este nó cultural, social e urbano localiza-se entre as avenidas Chapultepec e Insurgentes, facilitando o acesso às ruas Oaxaca, Jalapa e Génova. Esta importante praça pública, que conecta o bairro Roma Norte ao Juárez, tornou-se o principal ponto de encontro da comunidade LGBTIQ+ que visita a Zona Rosa.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134682/a-glorieta-de-los-insurgentes-na-cidade-do-mexico-um-espaco-lgbtiq-plusBob J. Barraza
Valladolid é uma cidade de pouco menos de 50 mil habitantes, localizada no leste de Yucatán. Fica exatamente no meio do caminho entre Cancún e Mérida, e a cerca de 40 minutos da zona arqueológica de Chichén-Itzá. Inicialmente, os turistas que chegavam ali o faziam apenas como escala em seu trânsito pela península. No entanto, sua gastronomia e sua arquitetura fizeram com que deixasse de ser um ponto de parada involuntário para se tornar um destino turístico por si só.
Libro “Ideas de Hábitat. Arquitectura en Perú 2010-2020”. Image Cortesía de Arcadia Mediática
A livraria e editora Arcadia Mediática, junto à revista de arquitetura, design e construção Arkinka, iniciaram o ano de 2022 com o lançamento de sua primeira produção editorial conjunta “Ideas de Hábitat. Arquitectura en Perú 2010-2020”. O livro busca apresentar, por meio de projetos construídos em diversas escalas e territórios representados por mais de quatro gerações de arquitetos e arquitetas, as melhores obras de arquitetura contemporânea no Peru nos últimos dez anos.
Imagem de termografia infravermelha que mostra a falta de isolamento térmico de uma residência. Imagem de Ivan Smuk. Image via Shutterstock
Como poderíamos analisar o impacto ambiental gerado pelas edificações? Que estratégias poderiam ser desenvolvidas para melhorar a qualidade de vida das pessoas e alcançar uma relação de harmonia com o meio ambiente? Ano após ano, cada vez mais questionamentos se somam à lista de decisões de projeto de milhares de arquitetos e arquitetas em todo o mundo que buscam tomar medidas e implementar políticas para promover a melhoria do desempenho ambiental de suas construções, diminuindo o consumo de energia e de recursos, bem como reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e a geração de resíduos.
Existe algo mais familiar para o ser humano do que a comida? Ela conecta a paisagem à cultura, à emoção, à história e à saúde planetária de modo geral. Compartilhar alimentos e cozinhar para outras pessoas representa um ato básico de cuidado e uma forma de expressar generosidade e hospitalidade, lembrando-nos do quanto dependemos uns dos outros. A comida nos permite refletir de forma simples sobre as relações complexas do habitat e proporciona um espaço comum para nos conectarmos como se estivéssemos em nossa própria casa: ao redor da mesa da cozinha.
Conjunto Habitacional Márquez de Valparaíso / Pedro Goldsack
A captura de uma imagem tornou-se espontânea e imediata. Embora a fotografia móvel mantenha a qualidade, perde-se o ritual de fotografar — isto é, o ato de pensar uma imagem ao caminhar por uma nova cidade ou de explorar as possibilidades de enquadramento de um edifício a partir do seu ponto de vista. Em suma, cada imagem é o resultado do foco, da abertura, da exposição e das características do próprio espaço. Viajar com uma câmera de 35 mm impõe limites: há quem diga que se trata da lente mais próxima do olho humano, enquanto outros a consideram muito estreita para capturar uma obra pelo exterior; sem dúvida, contudo, tudo depende do seu critério e das capacidades do equipamento disponível.
1 e 3. Via Poema del Ángulo Recto. 2. Cortesia de Perspectivas: Revista Científica de la Universidad de Belgrano
Como a primeira arquiteta formada na Colômbia, em 1945, María Luz Amorocho Carreño representa uma figura de destaque no campo arquitetônico do país, tendo exercido a profissão em diversas frentes — desde o ensino e o projeto para os setores público e privado até a escrita e a crítica, principalmente na revista Proa. Com uma trajetória de mais de 40 anos, soube defender seus ideais em meio a um contexto de transição voltado à consolidação da modernidade, abrindo um precedente histórico para a prática profissional de futuras arquitetas. A partir da análise de seu trabalho e de sua obra, é possível examinar os diferentes papéis desempenhados por arquitetos e arquitetas, que vão do desenho e da construção à pesquisa e à gestão.
Como conhecemos as cidades? O que nos mobiliza? O que lembramos delas? Monumentos? Museus? Somos simples turistas? Ou vivenciamos a cidade como uma experiência? A arte faz parte da cidade; é uma maneira de criar novos percursos, formas de vida e guias que nos levam a identificar espaços e momentos únicos vividos nela. A arte não está apenas nos museus, mas também nas ruas, nos muros e edifícios que compõem a cidade. O espaço público dialoga com a expressão artística; com pessoas, bairros, urbes e um mundo que se relaciona e cria novos modos de comunidade, dentro de uma cultura atenta que compreende nossos contextos e ecossistemas.
Mais do que uma tendência, a industrialização é uma necessidade no setor da construção. Nos últimos anos, temos sido testemunhas de sua importância no aumento da produtividade e da velocidade de execução – bem como na redução de desperdícios – em obras de arquitetura. Além de agilizar os processos construtivos, essa produção seriada, mecânica e padronizada aumenta a qualidade e reduz os prazos de entrega. Se as primeiras decisões de um projeto consideram a modulação das diferentes etapas que podem ser industrializadas em parâmetros verticais e horizontais, o resultado é mais eficiente do que se isso for avaliado apenas no momento da execução (quando já não é mais possível reduzir as perdas por meio da modulação). Além disso, ao minimizar resíduos e diminuir o consumo de recursos energéticos e hídricos, também se contribui para uma indústria mais sustentável.
Ao projetar os espaços interiores das residências, profissionais de arquitetura inclinam-se cada vez mais ao desenvolvimento de ambientes onde a flexibilidade e o melhor aproveitamento das superfícies permitam oferecer soluções alinhadas às necessidades programáticas e funcionais demandadas, contribuindo para alcançar o bem-estar e o conforto que transformam uma casa em um verdadeiro lar.
O projeto de memória e pesquisa histórica que recupera a obra de figuras fundamentais no mundo do design de meados do século XX no México, por meio da fabricação de algumas de suas peças mais emblemáticas, o "Clásicos Mexicanos" abre suas portas mais uma vez para celebrar o trabalho de Armando Franco (n. 1921), personagem-chave no cenário da arquitetura e do design mexicano.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134579/clasicos-mexicanos-apresenta-armando-franco-e-sua-colecao-cofranArchDaily Team
O Programa Municipal para a Recuperação do Centro Histórico de Lima (PROLIMA) apresentou as Diretrizes de intervenção em fachadas para novas construções no Centro Histórico de Lima (CHL), instrumento que busca contribuir para novas edificações no âmbito do centro histórico.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134593/diretrizes-de-intervencao-em-fachadas-para-novas-construcoes-ferramentas-para-intervir-no-centro-historico-de-limaSarita Rodríguez, Rodrigo Martel, Oscar Becerra y Diego Vivas
O projeto “Moray, o território perdido – Experimentando Muyus” foi realizado no âmbito da AAVS Nanoturismo, um programa experimental de ensino, pesquisa e desenvolvimento promovido pela AA Visiting School da Architectural Association, School of Architecture de Londres, Reino Unido. A iniciativa foi desenvolvida por uma equipe multidisciplinar em 2019 em Maras, Cusco, Peru.
O nanoturismo reconsidera o turismo tradicional e o direciona para uma perspectiva crítica, criativa e local. Por essa razão, a metodologia de pesquisa utilizada foi o método PAR (Pesquisa-Ação Participativa), que, por meio da participação, ação e pesquisa, permitiu identificar aspectos fundamentais “escondidos” dentro do contexto determinado.