Mapeamento do degelo do permafrost, desertificação e principais regiões de tufões. Imagem cortesia de Samarskaya & Partners
Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge sob o título "Considering Climate Migration".
Na última semana, vi pelo menos dois grandesartigos na grande imprensa sobre migração climática, à medida que mais pessoas parecem cogitar o destino de sua próxima mudança — algo entre a Dakota do Norte e qualquer outro lugar com a palavra "norte" no nome. Geralmente, isso se dá em uma simplificação reducionista de toda a gama de transformações que ocorrem ao nosso redor.
As empenas são conhecidas como as paredes laterais de um edifício, normalmente previstas para ladear uma construção vizinha. Mesmo em edifícios com recuos laterais mais generosos, que permitem aberturas para portas e janelas, as empenas podem ser mantidas como grandes superfícies contínuas, criando uma fachada cega na edificação.
Nesse sentido, as empenas em concreto aparente, que se valem da textura do material sem a necessidade de revestimentos, podem ser empregadas como elementos estéticos na composição plástica do edifício. Como parte da série Casas Brasileiras, apresentamos a seguir 10 residências com empenas de concreto:
A busca por segurança na arquitetura está ligada, entre outros aspectos, à criação de interiores resguardados que nos permitam realizar as atividades diárias com conforto e sem imprevistos. No entanto, os desafios envolvidos na proteção de pessoas e propriedades mudaram drasticamente nos últimos anos. Hoje, procuramos sentir-nos seguros onde quer que estejamos e, numa arquitetura cada vez mais aberta e transparente, o material da sua envolvente torna-se cada vez mais relevante, principalmente nas suas zonas envidraçadas.
Que parâmetros devemos considerar ao escolher um vidro de segurança? Conversamos com os técnicos da Cristales Dialum, que desenvolveram soluções com diversos níveis de resistência para vidros simples e duplos.
O Halloween é uma festividade centrada no espaço e no ritual. Com origem provável nos festivais celtas de colheita, a data está atrelada a rituais como o "gostosuras ou travessuras", bem como à história e a narrativas espaciais. A celebração exalta cenários, personagens e eventos imaginados. Em celebrações semelhantes, como o Dia dos Mortos no México, as pessoas se reúnem em locais inusitados; cemitérios tornam-se o pano de fundo para piqueniques e comemorações. Nesses locais, as famílias oferecem flores e alimentos aos parentes falecidos, celebrando a história e a vida de seus entes queridos.
IE School of Architecture and Design anuncia a 7ª edição do Prêmio IE Architecture+ para jovens arquitetos/as e designers, buscando atrair talentos de destaque de todo o mundo para ingressar em um dos programas de mestrado da instituição no próximo ano letivo. Se você acredita que negócios e design são mais fortes juntos, formou-se entre 2010 e 2020 e esteve entre os 25% melhores alunos/as de sua turma, você está qualificado/a a concorrer ao Prêmio IE Architecture+.
Os escritórios Rojkind Arquitectos e AmasA Estudio divulgaram um novo projeto em uma área denominada de “Três Cerritos” no Valle de Guadalupe, na famosa rota do vinho na região de Francisco Zarco em Enseada, Baixa Califórnia, norte do México. O projeto surge de uma compreensão do valor histórica da natureza como refúgio e santuário, promovendo a criação de um novo conceito de hospitalidade que promova a reaproximação entre seres humanas e o meio ambiente.
https://www.archdaily.com.br/pt/950256/rojkind-arquitectos-e-amasa-estudio-apresentam-projeto-ummara-no-norte-do-mexicoArchDaily Team
Críticas aos modelos mais comuns de Habitação de Interesse Social (HIS) no Brasil são bastante frequentes. E, com efeito, geralmente são fundamentadas, haja vista a precariedade arquitetônica e urbanística da maioria dos conjuntos construídos – sobretudo aqueles erguidos em zonas afastadas das centralidades urbanas que negam aos moradores seu direito à cidade.
Há, entretanto, bons exemplos. Projetos construídos a partir de premissas de acesso à infraestrutura urbana, conectividade com o entorno imediato, eficiência construtiva, conforto ambiental e salubridade nos interiores das unidades habitacionais. A seguir, reunimos seis exemplos de HIS – projetados por Biselli Katchborian Arquitetos, Jirau Arquitetura, MMBB Arquitetos, H+F Arquitetos, Boldarini Arquitetura e Urbanismo e Vigliecca & Associados – que apresentam soluções interessantes para um programa tão complexo e delicado.
No início do mês de outubro foi inaugurado na Cidade do México um novo espaço sob o nome de Design House no Público Coworking, que expõe uma série de intervenções integrando disciplinas como design, arquitetura e design de interiores. Ao longo de dez anos, o evento tem apresentado, em diferentes imóveis, as propostas de vanguarda de mais de cem escritórios participantes, em colaboração com os showrooms integrantes da Rota do Design, que disponibilizam aos escritórios as peças e os acessórios que compõem as diversas propostas.
A recente polêmica em torno do projeto de lei para autorizar a privatização e posterior edificação de uma porcentagem de terras ribeirinhas recuperadas na orla do Rio da Prata (Buenos Aires, Argentina) nos convida a nos envolvermos nos problemas metropolitanos de infraestrutura e ordenamento territorial e a refletir sobre o papel da sociedade nos processos de planejamento urbano, reabrindo os debates em torno das transformações de nossa orla.
Como parte dos esforços conjuntos da equipe do Design Week, realizados anualmente na Cidade do México, no dia 9 de outubro foi inaugurada a exposição "Inédito" na galeria Espacio CDMX Arquitectura y Diseño. A mostra integra a sexta edição consecutiva desta convocatória aberta, cujo objetivo é apoiar, difundir e promover projetos de design utilitário nas seguintes categorias: impacto social, impacto ambiental, inovação, função, estética, conceito, experiência do/a usuário/a, materiais e processos. A exposição divide-se em três categorias — profissional, estudantes e digital — nas quais, longe de competir, abre-se um panorama de oportunidades para o bom design nos mercados nacional e internacional, com viabilidade comercial e de produção.
Museu Liangzhu 2008 / David Chipperfield Architects. Imagem cortesia de Vanke
O desenvolvimento urbano na China tem sido um tema controverso, marcado por megacidades e infinitos condomínios fechados — resquícios das antigas unidades comunitárias de trabalho e moradia do país, conhecidas como "danwei". Nos últimos anos, contudo, esse paradigma vem sendo amplamente transformado por incorporadoras em busca de conceitos de moradia mais inovadores, baseados na criação de comunidades inclusivas ancoradas por edifícios públicos e culturais voltados para a coletividade. Um dos primeiros experimentos nesse sentido, o Liangzhu New Town, desenvolvido pela Vanke, tornou-se uma referência na criação de comunidades diversas.
Capela e Cemitério de Zovik. Imagem cortesia de Nenad Fabijanić
10 projetos, 10 funções. Com uma infinidade de programas diferentes, a seleção com curadoria desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca abordagens conceituais diversas e inovadoras. Enviada por nossos leitores e leitoras, esta variedade de propostas abrange fins esportivos, religiosos, culturais, educacionais e sociais.
Reunindo projetos de várias partes do mundo, esta seleção apresenta um templo budista em Bangkok, na Tailândia, um centro de experiências em forma de anel e catalisador de ecoturismo na Letônia, um cemitério na Bósnia e Herzegovina e o maior parque de esportes radicais da Rússia. Além disso, espaços corporativos não convencionais ganham destaque com um centro de inovação para startups no Vietnã, uma sede em Shenzhen e o novo edifício da prefeitura de Tirana.
Paul Romer, economista americano ganhador de prêmio Nobel, acredita que um fator importante para o sucesso das aglomerações urbanas é a clara definição do que é espaço público e privado antes do início da construção de um bairro ou de uma grande cidade.
O autor exemplifica o sucesso dessa estratégia com um caso clássico, o da grelha viária de Nova York. Muito antes da ocupação construída da ilha de Manhattan, seja de ruas ou de edifícios, em 1807 se definiu o chamado Comissioner’s Plan, que delineava o xadrez de espaços públicos e privados que definiriam o futuro da cidade.
A escolha de materiais de construção e a reflexão contínua inerente sobre o alcance e as capacidades da arquitetura são uma maneira alternativa interessante de abordar essa questão. Os materiais utilizados na habitação social devem abordar as possibilidades locais e econômicas e as reais necessidades de acesso à moradia no contexto contemporâneo.
Na busca por fornecer inspiração e ferramentas aos arquitetos para a construção de melhores moradias sociais, analisamos diferentes projetos publicados em nosso site para identificar quais são os materiais predominantes, tanto para a formação de estruturas ou fechamentos, a fim de proporcionar um panorama global de diferentes estudos de caso, considerando principalmente sua localização geográfica e aspecto construtivo.
Diante da questão de quais são os materiais utilizados na habitação social, apresentamos uma compilação de 15 projetos que convidam à reflexão.
Tijolo de Revestimento Endicott. Imagem cortesia de Endicott
Provavelmente você se depara com tijolos diariamente, seja estruturando um edifício, pavimentando uma rua ou servindo como lareira ou chaminé. No entanto, será que todas essas aplicações utilizam o mesmo tipo de tijolo? Como eles servem de suporte ou são suportados? De que esses tijolos são realmente feitos? A versatilidade e a onipresença do tijolo significam que há mais de uma resposta para essas perguntas. Mesmo entre as aplicações mais comuns do tijolo — como fachada de edifícios e/ou material de parede estrutural —, há uma grande variedade de tipos e métodos construtivos empregados.
O apelido de Idaho é "The Gem State" (O Estado Gema) devido à sua abundância de recursos naturais e áreas cênicas, que vão de desfiladeiros e vales profundos a montanhas cobertas de neve. Não surpreende que a arquitetura do estado se inspire nesse contexto, especialmente em projetos residenciais remotos. Ao reinterpretarem métodos construtivos, materiais e relações espaciais, profissionais de arquitetura projetaram uma série de residências incríveis em Idaho que estão redefinindo o modo de viver em meio à natureza.
Historicamente, o bambu tem sido utilizado como matéria-prima em construções tradicionais de baixa renda, servindo como substituto de outras madeiras para materializar estruturas, armários e até móveis. Hoje, devido às suas inúmeras vantagens associadas à durabilidade, resistência, versatilidade e baixo impacto ambiental, conseguiu ganhar o nome de “aço vegetal” e obter um lugar privilegiado na indústria da construção. A atual busca por novos materiais para o desenvolvimento sustentável tem gerado novas fusões construtivas que colocam materiais e técnicas contemporâneas em jogo com elementos tradicionais, amalgamando e valorizando as qualidades dos materiais em cada região.
A arquitetura dos edifícios diplomáticos situa-se em um território ambíguo e até certo ponto, contraditório. Procurando equilibrar os imprescindíveis requisitos de segurança e uma máxima abertura e integração com a paisagem, edifícios de embaixadas atuam como símbolos representativos de uma cultura. Em sua essência, edifícios diplomáticos também são concebidos para expressar os principais valores e ideais de uma nação. Atualmente, os projetos de embaixadas necessariamente precisam atender rígidos padrões de segurança, ao mesmo tempo que procuram construir uma conexão física e imaterial com a cultura local específica onde encontram-se inseridos.
A representação das mulheres nos edifícios e calçadas das ruas de São Paulo. Fonte: Jornal Estado de São Paulo, 06 de julho de 1958. Releitura por Beatriz Hubner
O estudo da arquitetura e sua relação com a vida cotidiana e com as questões de gênero têm estimulado pesquisadores a buscarem novas fontes de estudo e a ampliar a análise sobre suas ideias e realizações. Este ensaio busca compreender a presença feminina nos espaços urbanos a partir de extratos de vestígios dos cotidianos levantados em textos e imagens publicados em crônicas, reportagens e anúncios do jornal “Estado de São Paulo”.
Todas as empresas do país estão falando sobre "diversidade" e "inclusão" — mas quais ações estão sendo realmente tomadas para enfrentar esses problemas? Em maio, após a morte de George Floyd e a ascensão do movimento Black Lives Matter , conversas foram iniciadas, declarações foram emitidas e protocolos foram cumpridos. No entanto, alcançar a verdadeira diversidade e inclusão exigirá enfrentar questões sistêmicas de longo prazo que não podem ser resolvidas com um quadrado preto no Instagram ou um comunicado cuidadosamente elaborado por um departamento de relações públicas.
O primeiro passo em direção à diversidade e à inclusão é reconhecer que apenas falar sobre o assunto não basta, e que o caminho para a mudança real será um processo contínuo.
A escala é um elemento de referência fundamental na arquitetura. Uma vez manipulada, torna-se uma ferramenta crucial para transformar nossa experiência espacial. “Svizzera 240: House Tour”, o pavilhão da Suíça na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2018, é um caso exemplar que coloca a escala no centro das atenções, proporcionando aos visitantes uma experiência que remete a “Alice no País das Maravilhas” ao subverter o comportamento e a percepção do espaço. Premiado com o Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional, o pavilhão foi descrito pela organização como “uma instalação arquitetônica extremamente atraente que, além de proporcionar prazer imediato, aborda questões fundamentais do espaço doméstico”.
À medida que nossas cidades crescem a um ritmo cada dia mais vertiginoso, intensifica-se também a demanda para que arquitetos e construtores realizem seus trabalhos de forma mais eficiente e rápida. A pré-fabricação e modularidade foram introduzidas na arquitetura há séculos, um conceito que transformou e revolucionou a forma como concebemos e construimos nossos edifícios. Ao trabalharmos com padrões e relações de escala entre os vários componentes de um edifício, a arquitetura modular nos permite alcançar uma maior flexibilidade espacial, assim como rapidez, eficiência e economia de recursos durante o processo de construção.
A automação residencial, desde assistentes virtuais controlados por voz a termostatos controlados por aplicativos, introduziu o futuro de maneira rápida e inesperada em nossas próprias casas. À medida que a tecnologia continua a progredir, a maneira como interagimos com o ambiente provavelmente se tornará cada vez mais futurista - até em espaços tão pessoais quanto os banheiros de nossas casas. Embora a perspectiva de uma vida pessoal altamente digitalizada possa ser assustadora para alguns, outros veem o potencial dessa tendência para melhorar não apenas o conforto, mas também a saúde e a segurança. Abaixo, descrevemos algumas das tecnologias que esperamos ver nos banheiros do futuro.
https://www.archdaily.com.br/pt/926296/como-serao-os-banheiros-no-futuroLilly Cao
O que é a escala humana senão as relações entre um corpo e o ambiente que o cerca? E o que seria o corpo senão o vínculo inevitável entre a nossa experiência sensorial do mundo material e a consequente sensibilização de cada um de nossos sentidos?