Quando se trata da candidatura para um novo trabalho, em qualquer campo, muitas vezes a parte mais difícil é destacar-se em meio à multidão. Felizmente para arquitetos, no nosso campo, temos uma ferramenta que pode ajudar a fazer exatamente isso: o portfólio. Infelizmente, de acordo com Brandon Hubbard, muitos arquitetos estão errando quando se trata do tema. Neste artigo, originalmente publicado em seu blog no The Architect's Guide, Hubbard descreve seis dicas para criar e enviar um portfólio de duas páginas que aumentará suas chances de conseguir uma entrevista.
Ao candidatar-se para algum emprego de arquitetura eu aconselho o portfólio mais curto possível. Tenho aplicado com sucesso para as principais empresas do mundo com apenas um currículo e um portfólio de DUAS PÁGINAS. A maioria das pessoas surpreendem-se com isso, uma vez que os portfólios típicos que vejo estão na faixa de 20 a 40 páginas. Para ser claro, estou apenas tratando sobre a introdução inicial a uma vaga num escritório, e não sobre a entrevista para admissão. Para essa etapa recomendo um portfólio completo com o comprimento tradicional.
Para o primeiro contato, recomendo um "portfólio amostra", geralmente com duas a cinco páginas. Assim como o currículo, ele é apenas uma passada rápida no seu trabalho e experiência.
Iniciar uma discussão sobre portfólio é difícil, já que grande parte do produto final é baseado na criatividade. No entanto, cobrirei diversas orientações gerais para preparar e submeter um portfólio de amostra.
Pelo fundo de encostas abruptas, praticamente esculpidas em pedra, corre o rio que as escavou e que foi deixando, num leito também de pedras, uma cicatriz que aparta uma e outra margem. Por estas bandas, desde os alvores da demarcação do reino e das suas fronteiras, também se disputaram terras de pasto e lameiros.
O Dia Mundial da Fotografia, comemorado no dia 19 de agosto, está se aproximando. Ano passado celebramos a data com vários artigos dedicados aos fotógrafos que tornam possível nosso trabalho no ArchDaily Brasil e este ano gostaríamos de fazer algo igualmente especial com a ajuda de nossos leitores.
Usando dados gerados pela plataforma Meu ArchDaily, queremos encontrar as fotografias mais populares entre nossos leitores e, então, conhecer mais a respeito delas através dos fotógrafos que as fizeram. Para isso, selecionaremos as imagens mais marcadas e entraremos em contato com os fotógrafos, pedindo que compartilhem as estórias por trás de cada foto. Então, garanta seu "voto" em suas fotografias favoritas marcado-as no Meu ArchDaily.
Não sabe como marcar fotografias no Meu ArchDaily? Descubra a seguir.
https://www.archdaily.com.br/pt/771714/ajude-nos-a-celebrar-o-dia-mundial-da-fotografia-com-o-meu-archdailyAD Editorial Team
Por Geraldo Benicio da Fonseca e Henrique Felício Pereira
A região do Médio Rio Doce reflete um longo período de violenta exploração de seus recursos naturais. A ocupação deste território seguiu um processo típico de desmatamento e manejo inadequado, que hoje se reflete em uma paisagem empobrecida e ressequida, cenário de declínio econômico e de recursos hídricos cada vez mais escassos. Mas a pequena cidade de Aimorés é palco de uma iniciativa que espera mudar este quadro: o Instituto Terra. Esta ONG foi fundada em 1998 por Sebastião Salgado e Lélia Wanick Salgado para promover programas e ações de conservação, recuperação, gestão e educação ambiental. Sua meta inicial era criar um modelo de recuperação ambiental associado a atividades educacionais, a ser replicado em propriedades no Vale do Rio Doce e outras regiões da Mata Atlântica.
Mesmo recém inaugurado, o Pavilhão da Serpentine Gallery de SelgasCano e os comentários que gerou entrou dentre os leitores de ArchDaily já são tão coloridos quanto o próprio pavilhão, com críticas que vão desde "o pior Serpentine Gallery Pavilion já feito" à "monstro de sacola de lixo", e alguns outros que não vale a pena repetir aqui. Isto pode surpreender algumas pessoas, mas aqui no ArchDaily nós realmente lemos a seção de comentários, e nós sabemos: à menos que você seja a corajosa e persistente alma que comenta como "notyourproblem," que acha que "deve ser excitante entrar em todos estes túneis", há uma grande chance de você ter odiado este pavilhão, e a palavra odiar aqui não é apenas uma expressão.
Mas seria este despedimento violento justificado? Em suma, seria o pavilhão de SelgasCano tão ruim quanto você pensa? Felizmente, não somos a única publicação que está dando cobertura extensiva ao fato: como é de costume, o Serpentine Gallery atraiu um grande número de célebres críticos britânicos. Descubra o que eles acharam do Pavilhão após o salto.
Estamos na época do ano em que muitos recém-formados estão à procura de emprego ou estágio - a época do ano que muitos percebem que é necessário muito mais para conseguir uma posição sólida em uma boa empresa do que simplesmente ser um bom arquiteto. Um dos maiores obstáculos que estes recém-formados irão encontrar é a entrevista de emprego. Há muitos conselhos por aí sobre entrevistas de emprego em geral, mas poucos voltados diretamente para os arquitetos. Neste post publicado originalmente no The Architect's Guide, Brandon Hubbard aborda as cinco principais perguntas mais comuns em uma entrevista de emprego de arquitetura - e como se sair bem nas respostas.
A profissão de arquitetura vem se recuperando desde a recessão de 2009. O Conselho Nacional de Registros de Arquitetura (NCARB) dos EUA lançou o "NCARB by the Numbers", um relatório anual que caracteriza uma tendência positiva para a profissão de arquitetura. Isso significa mais empregos para arquitetos - supondo que você consiga um através de uma entrevista, é claro...
Há dois meses, nós pedimos a todos os nossos leitores que estivessem no último ano do curso de Arquitetura que nos enviassem qualquer trabalho construído que eles tivessem feito como parte de seus estudos. Com isso, nossa intenção era mostrar a fantástica diversidade de ideias e estilos que está surgindo nas diversas instituições mundo afora e a resposta que tivemos foi incrível. Com quase 100 propostas enviadas, recebemos projetos de países como Chile, Estados Unidos, Noruega, Japão e do Brasil. Recebemos desde projetos pragmáticos como uma capela para uma comunidade carente no México e um parklet de baixo custo, até construções extravagantes como uma estrutura de aço que conecta lugares através do som e também um palheiro habitável.
Com a ajuda dos editores do ArchDaily e ArchDaily em Espanhol, fizemos uma seleção de 26 dos projetos mais interessantes e inovadores de todo mundo.
A Casa Farnsworth, o templo do modernismo, projetado por Mies van der Rohe como um retiro de fim de semana para um médico de Chicago, é uma das casas mais paradoxais do século 20. Miragem perfeccionista, ela flutua como um pavilhão em um parque, mas sua história tem sido assolada por pragas e inundações. Na segunda parte de uma série de três clássicos modernistas apresentados pela Archilogic, modelamos a casa Farnsworth para que você possa ver se - a despeito de sua reputação austera - ela é habitável afinal. Neste modelo você pode explorar o arranjo espacial da casa e redecorá-la com cadeiras Eames ou móveis da IKEA.
https://www.archdaily.com.br/pt/771153/um-passeio-virtual-na-casa-farnsworth-de-mies-van-der-roheAdam Jasper & David Tran, Archilogic
Conhecido pelos projetos do Clube de Operários Rusakov e de sua própria casa, o arquiteto e pintor russo Konstantin Melnikov (3 de agosto de 1890 - 28 de novembro de 1974) apenas recentemente recebeu o reconhecimento que merecia. Rejeitado pelo establishment arquitetônico da União Soviética, terminou sua carreira na arquitetura apenas uma década após tê-la iniciado, retornando à pintura e deixando um legado de poucas obras concluídas.
Esquivando-se da suave chuva de Bogotá, um gato de olhos turquesa, banhado em branco em preto, se esconde embaixo da marquise de um escritório em meio a uma frondosa vegetação. Uma generosa abertura de madeira filtra a luz e ilumina um espaço, centenas de livros, pastas amarelas e quadros pendurados. Dentro, cômodo em sua cadeira, Germán Samper pega um lápis, o apoia sobre a superfície do papel e começa a explicar tudo o que diz da maneira mais simples e clara possível.
Seja dando instruções para pegar um táxi em Bogotá ou explicando as recentes modificações na histórica cidadela Colsubsidio, Samper - mestre da arquitetura colombiana - pode expressar suas ideias sobre o papel com uma facilidade que nos faz acreditar que desenhar pode ser muito simples, mas este é o truque. É apenas questão de registro e Samper sabe por experiência própria.
"Não entendo como os arquitetos não desenham mais se é um verdadeiro prazer", se questiona.
A seguir, uma conversa com Germán Samper e uma série de desenhos inéditos do arquiteto colombiano.
Darren Bradley, fotógrafo de arquitetura e dono no instagram @modarchitecture, compartilhou conosco uma série de fotografias da Expo Milão 2015. Cada pavilhão nacional construído na área de exibição de 1,1 milhão de metros quadrados, localizada nos arredores de Milão, mostra o melhor da tecnologia de cada país e oferece "uma resposta concreta para uma necessidade vital: ser capaz de garantir a saúde, a segurança e alimentos para todos, respeitando o planeta e seu equilíbrio."
Sempre me impressionou a definição que de arquitetura dava o teórico chileno Juan Borchers quando dizia que a arquitetura é “a linguagem da imobilidade substancial”. Sou consciente de que tal definição sublinha, uma vez mais, a vigência que para uma definição da arquitetura tem a noção de linguagem. Porém o que mais me surpreende de tal definição é o conceito de “imobilidade substancial” em que a definição de Borchers se fundamenta.
Como todo arquiteto sabe, a profissão tem um problema com a sua cultura de trabalho. Incubada em universidades e perpetuada após a graduação, a tendência ao excesso de trabalho é atualmente objeto de muita discussão - mas, embora possa haver indícios de que uma mudança está acontecendo, é improvável que o trabalho noturno seja substituído. Nesse meio tempo, o que pode um arquiteto estressado fazer para reduzir suas horas de trabalho para algo mais razoável? Originalmente publicado por ArchSmarter, este post apresenta algumas formas de se tornar um arquiteto mais eficiente - permitindo diminuir o tempo perdido através da maximização da eficiência e minimização trabalho desnecessário.
"O que é essa mancha no meio do seu desenho? É parte do conceito?", o membro do júri me perguntou.
"Hum ...", eu respondi, olhando para o desenho. "Eu acho que é do meu nariz. Eu não durmo há uns ... dois dias. Devo ter sujado enquanto pintava", respondi timidamente.
"Bom para você", disse o jurado. "Nada como uma noite em claro para fazer você se sentir vivo. É uma boa prática para quando estiver trabalhando no mundo real."
Com a habilidade de manipular todas as interações que os jogadores podem ter em um jogo, os designers de videogames tem a oportunidade de moldar o modo como estes experienciam o espaço. Assim, estes profissionais frequentemente se voltam para a arquitetura para melhorar a jogabilidade e buscar inspiração para os ambientes construídos de seus mundos virtuais.
No vídeo acima, Jamin Warren, do canal de Youtube PBS Game/Show, considera Halo o "jogo arquitetônico mais criativo", destacando que sua arquitetura inspirada no brutalismo exerce uma forte influência no modo como os jogadores se movem pelos diferentes níveis e torna as batalhas mais imersivas. Warren nota que muitos membros da equipe de desenvolvimento de Halo tem formação em arquitetura; essa observação sugere que a indústria dos videogames enxerga o projeto arquitetônico como um elemento essencial em seus projetos criativos.
Warren faz um interessante apontamento sobre Halo: já que as pessoas que habitam edifícios virtuais não podem experienciá-los fisicamente, os edifícios nos videogames tem o potencial de serem incrivelmente inovadores e interessantes. Que outros videogames apresentam abordagens arquitetônicas? Veja, a seguir, nossa lista dos seis videogames mais "arquitetônicos".
Quinta Monroy, por ELEMENTAL. Cortesia de ELEMENTAL
Nos últimos anos, o mundo da arquitetura viu um aumento significativo no interesse por projetos com consciência social; da sustentabilidade à habitação social, de espaços públicos a projetos para áreas afetadas por desastres, a arquitetura está começando a enfrentar alguns dos maiores desafios humanitários de nosso tempo. Mas, apesar de sua popularidade, o projeto de interesse público é ainda apenas uma atividade marginal na arquitetura, presa a projetos existentes ou praticada por um seleto grupo de pessoas. Neste breve ensaio originalmente publicado na Metropolis Magazine, a editora-chefe da Metropolis, Susan Szenasy, argumenta que, em vez de trabalhar na periferia, "o impulso para melhorar as condições de vida de todos deveria estar no centro da arquitetura e do design contemporâneos."
Em um ensolarado final de semana de abril, um grupo de designers comprometidos, apaixonados e realizados e seus colaboradores das Américas e de outras partes se reuniram no centro de Detroit para falar sobre projetos socialmente responsáveis. Era a 15ª conferência Structures for Inclusion. O organizador, Bryan Bell, é o arquiteto por trás da organização sem fins lucrativos Design Corps, e o espírito por trás do programa SEED (Social Economic Environmental Design).
Do alto do miradouro do morro do convento se vê a praça histórica, implantada aos seus pés, local de fundação da cidade por Martim Afonso há quase cinco séculos. Dessa época colonial são testemunhos os edifícios da Igreja Matriz e da Casa de Câmara e Cadeia –brancos, caiados–, colocados em posição de destaque na ágora. Encostada ao morro, a ferrovia passa entre os elegantes arcos que estruturam a rampa de subida ao convento, dividindo a cidade em duas e marcando o fim do centro histórico.
A arquitetura é um componente único da cultura de um país, tanto quanto a sua linguagem, música, arte, literatura ou culinária. A arquitetura é também o mais visual de tais componentes culturais; as pirâmides do Egito, arranha-céus em Nova Iorque, um templo no Japão, cúpulas na Rússia, tudo transmite uma imagem única. Isso é chamado de "genius loci", o "espírito de um lugar". Cada país tem seu próprio genius loci, sua própria singularidade. Arquitetura vernacular é composta por materiais locais, derivada de costumes locais, técnicas que foram passadas de geração em geração. Mas a arquitetura vernacular na maioria (se não em todos) dos países africanos está prestes a desaparecer, sendo substituída por materiais e técnicas ocidentais.
Nada é mais representativo do progresso que o arranha-céu - mas ao passo que estes continuam a ser construídos, surge a questão: que efeitos viver nas alturas pode causar à nossa saúde mental? Reunindo opiniões de autores, arquitetos, engenheiros e habitantes de apartamentos em grandes torres, a Fast Company relata os prós e contras dessa obsessão vertical do século XXI. Comparando a libertação proporcionada pelo John Hancock Center e o fracasso do projeto Pruitt-Igoe, o artigo analisa como viver em grandes altitudes pode mudar o modo como socializamos e percebemos o espaço. Leia o artigo completo aqui.
Joaquim Manoel Guedes Sobrinho nasceu em São Paulo em 18 de junho de 1932. Hoje ele completaria 83 anos.
Sua obra arquitetônica é singular na Arquitetura Brasileira: possui uma forte busca formal vinculada a um trabalho rigoroso com os material e métodos de construção.
Nos tempos modernos, a produção arquitetônica tem sido, de maneira crescente, resultado da interação entre as tendências internacionais e as circunstâncias locais (históricas, técnicas, econômicas, políticas, urbanas, etc.). O jogo entre ambos grupos de forças se tornou cada vez mais desequilibrado devido à enorme pressão dos meios de comunicação e dos poderes econômicos e políticos, que tendem a uniformizar usos e costumes no planeta inteiro. Porém também é certo que essa mesma pressão tem produzido uma reação que pode observar-se na produção mais original do mundo considerado periférico. Neste rápido e necessariamente esquemático panorama da arquitetura latino-americana das décadas mais recentes, antes que buscar as linhas genealógicas das principais realizações da região, é esta tensão a que tentarei descrever. É um jogo no que amiúde triunfa a força internacional, produzindo-se o simples translado de modelos desde os centros em que foram criados a aqueles que tentaram emulá-los; em ocasiões mais felizes, esses modelos se aceitam criticamente, se adaptam a circunstâncias locais, e se logram versões próprias e até originais; e, por fim, ocorre que, na luta, as forças locais alcançam predomínio, e mediante operações de caráter sincrético logram assimilar aqueles elementos das tendências internacionais compatíveis com sua própria natureza, e criar uma arquitetura que represente simultaneamente o «espírito do tempo» e o «espírito do lugar», no dizer de Enrique Browne.
Todas as coisas boas devem chegar a um fim e a excelente série "History of Cities in 50 Buildings" do Guardian Cities, infelizmente, não é uma exceção. A série definitivamente vale a pena ser lida, trazendo o melhor da escrita acadêmica e arquitetônica de autores convidados e da equipe própria, mas se você está com pouco tempo - e se é um arquiteto, é bastante provável que isso seja verdade - compilamos, a seguir, 10 destaques da lista do Guardian para você.
Milhares de anos atrás, uma pequena civilização de caçadores migraram para as regiões costeiras do sudeste da Ásia. Essas pessoas evoluíram para uma tribo generalizada de viajantes do mar. Até hoje eles permanecem como um povo sem Estado, sem nacionalidade e sem infra-estrutura consistente, às vezes vivendo a quilômetros de distância da terra. No entanto, essas pessoas constituem uma das poucas civilizações cuja vida coletiva tem sobrevivido por tanto tempo através da história humana. Eles são chamados de Badjao, e possuem qualidades surpreendentes que nos ensinarão sobre a arquitetura.
Nos trópicos a luz do sol incide de forma generosa. Os elementos vazados desenham a sombra nos pisos e paredes, um efeito que transforma todo o ambiente para quem o vê desde o exterior e interior. Durante as estações e ao longo dos dias essa luz natural surge de diferentes formas como um componente que sobrevém na Arquitetura. No decorrer da noite, a luz artificial atravessa os pequenos vãos do interior para o exterior, tornando a arquitetura uma espécie de luminária urbana que interage com as sombras de seus usuários e mobiliário.
Além de sua função, o cobogó traz consigo certa poética ao projeto de arquitetura. Decidimos destacar esta criação brasileira, escrever brevemente sobre sua história e apresentar uma seleção de projetos que adotam este elemento.
A qualidade dos espaços de encontro em lugar público é essencial: permite a interação entre gerações, classes sociais e comunidades. Sem estes espaços de qualidade o cidadão acaba por se isolar, e sem ele os espaços tornam-se mais pobres.
“A nossa solidão aumenta consoante o numero de automóveis que passam à nossa porta” —Appleyard [1]