Seja você profissional de arquitetura ou de design de interiores, ter as ferramentas certas pode fazer toda a diferença para otimizar seu fluxo de trabalho. O SketchUp conta com ferramentas potentes que ajudam milhões de profissionais a acelerar o desenvolvimento de seus projetos. A seguir, apresentamos sete maneiras pelas quais este software de modelagem 3D e design pode ajudar você a alcançar seus objetivos.
Oct Art Center, Foto por Xia Zhi. Imagem cortesia de Zhu Pei Studio
“Isso vai ser incrível! Estou muito entusiasmado,” diz Zhu Pei sobre o Museu e Observatório das Ruínas de Majiayao, atualmente em construção em Lintao, na província de Gansu. O arquiteto, baseado em Pequim, projetou o edifício como um espaço cavernoso profundamente inserido no solo, que evoca um fragmento gigante de cerâmica antiga, assemelhando-se a um sítio arqueológico do Período Neolítico descoberto no local há um século. A edificação é tão incomum que não pode ser descrita em termos arquitetônicos convencionais. Por exemplo, uma vasta casca hiperbólica de concreto moldado in loco repousa sobre o solo, bloqueando o vento frio do noroeste no inverno. O arquiteto utilizou areia e cascalho do rio Tao local para produzir um concreto bruto especial com ranhuras horizontais na superfície, simbolizando os vestígios de milhares de anos de erosão. Todos os edifícios de Zhu são notáveis. Ainda assim, apesar de suas inovações, estão enraizados na cultura, na natureza e no clima. São projetados com base em sua filosofia arquitetônica, a "Arquitetura da Natureza", articulada em cinco pontos fundamentais: integridade incompleta, arquitetura esponja, caverna e ninho, postura de assentamento, e estrutura e forma.
Uma grande variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas de design, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações descontraídas sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify, e YouTube.
Esta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, discutem suas maiores frustrações no projeto de arquitetura. A dupla aborda elementos históricos mal adaptados; o uso inconsistente de materiais e detalhes em um projeto; corredores sem saída; falhas de execução na obra e muito mais.
Destaques e Minutagem
https://www.archdaily.com.br/pt/1140292/podcast-the-second-studio-o-que-mais-irrita-na-arquiteturaThe Second Studio Podcast
Novos empreendimentos, empresas e startups do setor imobiliário estão transformando as percepções e necessidades em torno da casa própria e das experiências de locação. Em uma sociedade na qual a propriedade imobiliária é associada ao sucesso pessoal, as inovações no mercado de aluguel residencial buscam aumentar a atratividade da locação. As mudanças nas demandas dos consumidores estão impulsionando uma tendência de modelos de moradia exclusivos e focados na comunidade. Essa transição está redefinindo a forma como as pessoas enxergam seus espaços de convivência, interagem com suas comunidades e percebem o valor de seus lares.
À medida que as comunidades se tornam mais multiculturais e progressivamente diversas, esses locais servem como manifestações físicas de inclusão religiosa, incentivando a aceitação de minorias étnicas e religiosas em paisagens multiculturais. Sua proliferação reflete uma necessidade crescente de ambientes inclusivos que atendam a diversas necessidades espirituais e, ao mesmo tempo, promovam a compreensão inter-religiosa. Contudo, projetar e implantar esses espaços impõe desafios complexos, frequentemente gerando debates sobre representatividade, neutralidade e a própria natureza do espaço sagrado. Tais discussões evidenciam o delicado equilíbrio que profissionais de arquitetura devem encontrar ao criar ambientes que sejam ao mesmo tempo universalmente acolhedores e espiritualmente significativos.
Iluminación sostenible y cumplimiento de la Norma DS1 en proyecto en Colcura, Chile. Image Cortesía de Schréder
A iluminação pública desempenha um papel fundamental nas cidades modernas e evoluiu consideravelmente ao longo da história. Na Antiga Grécia e em Roma, métodos rudimentares como tochas e lamparinas a óleo iluminavam algumas ruas. Durante a Idade Média, castelos e ruas de cidades europeias utilizavam lanternas a óleo e, posteriormente, velas. Um avanço significativo ocorreu com a invenção da lâmpada a gás no final do século XVIII, que foi utilizada pela primeira vez para iluminação pública em Londres em 1807, melhorando la visibilidade nas ruas e contribuindo para a redução da criminalidade. A invenção da lâmpada elétrica por Thomas Edison em 1879 revolucionou a iluminação pública, e as lâmpadas incandescentes começaram a substituir o gás, proporcionando uma iluminação mais eficiente e segura.
Parque Público de Karantina 2020-2023. Imagem cortesia de CatalyticAction
Os espaços públicos nem sempre são moldados pelo planejamento urbano, mas pelas práticas que acolhem. Sua existência decorre de nossa necessidade inerente de conexão com o outro. Como espaços de encontro, essas áreas urbanas, abertas e acessíveis refletem a maneira como interagimos com nosso entorno e uns com os outros, ao mesmo tempo em que oferecem locais para a prática de exercícios, o brincar, a socialização e o lazer.
Reconhecendo que os espaços públicos são mais do que meros ambientes físicos, a CatalyticAction dedica-se a promover um senso de comunidade, segurança e pertencimento, especialmente para as crianças, que estão entre as pessoas mais vulneráveis da sociedade. Sua missão não consiste apenas em criar espaços onde as crianças possam brincar e crescer, mas também em empoderá-las, garantindo que tenham voz ativa na definição de seu entorno. Para saber mais sobre esse trabalho, Christele Harrouk, editora-chefe do ArchDaily, conversou com Joana Dabaj, cofundadora e diretora de programas da CatalyticAction.
O espaço doméstico é um reflexo das atividades, condutas e comportamentos dos indivíduos, onde convive uma série de dinâmicas e processos que fazem parte do cotidiano. Embora cada residência conte com suas próprias lógicas de distribuição de acordo com o momento de sua concepção, as demandas de seus habitantes, as tecnologias da época, entre outros fatores, as reformas de interiores residenciais muitas vezes expressam o interesse em recuperar estruturas e fachadas antigas, reciclar mobiliário em desuso, restaurar elementos de qualidade em revestimentos e pisos, ou diretamente integrar novas soluções que permitam alcançar maior fluidez espacial, iluminação e otimização de suas superfícies.
Ao longo da história, a pedra tem sido um material de construção fundamental devido à sua resistência, beleza e apelo intrínseco. O material é utilizado há séculos para erguer construções duradouras, de monumentos históricos a residências contemporâneas. Sua resiliência a torna adequada tanto para projetos de design de interiores quanto de exteriores, proporcionando uma ampla variedade de aparências. Existem inúmeras variedades de pedras, cada uma com textura e coloração distintas, incluindo o mármore, o granito e o calcário. Graças a essa diversidade, o material pode ser usado de forma criativa por arquitetos/as e construtores/as para criar detalhes de destaque ou edifícios inteiros. Esta seleção de projetos não construídos,enviada pela comunidade do ArchDaily, mostra como a pedra continua sendo um material de construção confiável e adaptável, capaz de aliar o artesanato tradicional ao estilo contemporâneo.
Seriam os seres humanos os únicos guardiões do ambiente construído? Para grande parte dos/as profissionais de arquitetura e urbanismo, os espaços são projetados com foco nas necessidades, no conforto e na saúde humana. Um ordenamento espacial, tanto nos espaços construídos quanto na malha urbana, estabelece o ser humano como o/a único/a usuário/a padrão. No entanto, por mais que a humanidade tenha influenciado a trajetória do planeta, outras espécies desempenham um papel crucial no desenho, na formação e na manutenção das paisagens urbanas do século XXI.
A madeira é, indiscutivelmente, uma escolha elegante para projetos de arquitetura, oferecendo uma estética natural e acolhedora que valoriza qualquer espaço. No entanto, quando exposta às intempéries, essa mesma madeira exige um alto nível de manutenção. A ação do sol, da chuva e das variações de temperatura pode comprometer sua aparência e integridade ao longo do tempo, demandando cuidados regulares para preservar sua beleza original. Para muitos, esse é o preço a se pagar pela estética insubstituível do material, mas tem crescido a busca por alternativas que aliem beleza natural e durabilidade, permitindo desfrutar do charme da madeira com menos esforço.
No mundo de hoje, as mudanças climáticas representam um dos nossos desafios mais urgentes, com o ambiente construído sendo responsável por quase 40% das emissões globais de carbono. Diante disso, como nós, profissionais do setor de AEC, podemos destacar nosso papel na mitigação desse impacto?
As paredes há muito tempo deixaram de ser meros elementos estruturais; elas são telas que narram histórias, refletindo desejos de natureza, espiritualidade ou a busca por tranquilidade e estímulo. Com os avanços nos pixels de LED endereçáveis, as paredes evoluíram para superfícies digitais imersivas, capazes de exibir qualquer imagem em grande formato, adaptando-se às necessidades do momento.
No entanto, enquanto as universidades continuam a formar arquitetos/as e designers de interiores para criar edifícios estáticos, a arte de contar histórias significativas por meio de telas digitais — especialmente as dinâmicas — permanece em grande parte inexplorada nos currículos acadêmicos.
No campo da arquitetura, a integração da Inteligência Artificial (IA) já não é uma visão de futuro, mas uma realidade presente que transforma a maneira como os projetos são concebidos e executados. À medida que o renomado escritório global de arquitetura Kohn Pedersen Fox (KPF) redefine os limites da inovação, a empresa adotou estrategicamente o D5 Render, uma ferramenta avançada de renderização em tempo real baseada em IA, para otimizar a eficiência de seus projetos.
Localizada ao norte de Dakar, perto do aeroporto da cidade, há uma composição arquitetônica de volumes triangulares conhecida como Centro de Feiras e Exposições Internacionais de Dakar, Senegal. Também conhecido como Foire Internationale de Dakar ou FIDAK, esse complexo é um exemplo icônico do modernismo dos anos 1960 na África Ocidental. A estrutura sintetiza a complexidade de formas simples inseridas em padrões espaciais vernaculares. Concluída em 1974, reflete a ambição pós-colonial do país e consolidou-se como uma estrutura espacial flexível para grandes eventos culturais e exposições.
Centros educacionais e culturais funcionam como espaços fundamentais onde as comunidades se conectam com o conhecimento, a criatividade e as experiências compartilhadas. Como programas arquitetônicos, eles oferecem oportunidades únicas para explorar como os ambientes físicos podem promover o aprendizado, a expressão cultural e a interação social. A importância desses projetos reside não apenas em sua função, mas em como refletem os valores e as aspirações da sociedade. Quando escritórios de arquitetura consolidados assumem esses projetos, suas escolhas projetuais tornam-se uma lente pela qual podemos examinar abordagens contemporâneas de espaço, lugar e comunidade, oferecendo um vislumbre do papel em constante evolução da arquitetura na modelagem de paisagens educacionais e culturais.
Entre a seleção desta semana de projetos não construídos enviados por escritórios de arquitetura consagrados, o projeto do fala atelier para uma escola em Broc, na Suíça, destaca-se por sua integração sensível de elementos da arquitetura alpina; o Xylopolis Centre, na Polônia, projetado pelo WXCA, reflete uma profunda contemplação sobre a relação da humanidade com a natureza; enquanto o edifício de ciências da vida do KPF em Londres e o Centro de Educação da Água do Jones Studio no Arizona exemplificam ainda mais como a arquitetura pode responder às necessidades sociais contemporâneas — desde o fomento a ecossistemas de inovação até a educação do público sobre questões ambientais críticas.
O design da Bauhaus influenciou a nossa sociedade contemporânea de maneiras óbvias e sutis. Exemplos icônicos incluem os designs de Marcel Breuer, como a Cadeira Wassily e a Cadeira B55, a tipografia da Bauhaus e os princípios do design gráfico que enfatizam linhas limpas, cores primárias e formas geométricas. No entanto, os detalhes construtivos arquitetônicos do movimento Bauhaus são bem menos discutidos. Embora a maioria das pessoas identifique facilmente os edifícios modernos ou da Bauhaus por suas formas geométricas, funcionalidade e materiais industriais, seus detalhes arquitetônicos costumam ser negligenciados. Eles não apenas ecoam a linguagem de design das renomadas peças de mobiliário de Breuer, mas também influenciaram os célebres detalhes arquitetônicos em vidro de Mies van der Rohe. Como os detalhes da Bauhaus eram executados e como eles poderiam ser traduzidos em detalhes contemporâneos hoje?
A inspiração para escrever este ensaio veio de uma publicação fascinante sobre a dinâmica social das varandas, de autoria de Patrick Deneen, intitulada A Republic of Front Porches. Lugares sustentáveis devem ser acessíveis por diversos meios, especialmente a pé. Bairros onde as pessoas caminham para diversos destinos têm mais chances de ser seguros, pois os moradores costumam conhecer melhor seus vizinhos e, consequentemente, percebem com mais facilidade a presença de estranhos na área. A caminhabilidade é essencial para que um lugar seja funcional, pois as pessoas não se deslocarão a pé para usufruir desses serviços se a experiência do pedestre for ruim. Assim, a caminhada é um aspecto fundamental para a sustentabilidade de qualquer lugar. As varandas podem desempenhar um papel crucial na caminhabilidade das ruas residenciais de um bairro e, consequentemente, na própria sustentabilidade do bairro.
Como é possível abrir os espaços educativos para o exterior e quais são as condições adequadas para o seu desenvolvimento? Quais estratégias bioclimáticas podem ser implementadas para contribuir com o conforto ambiental e a preservação cultural das comunidades? Ao conceber espaços de aprendizagem ao ar livre e diluir os limites entre interiores e exteriores, as dinâmicas das infraestruturas educativas projetadas pela associação Semillas na selva peruana convidam a refletir sobre as oportunidades de encontro, reunião e participação comunitária entre estudantes, famílias e moradores locais. Ligada aos usos e costumes do lugar, essa concepção de espaço representa uma forma de habitar na qual a implementação de estratégias bioclimáticas aliada à utilização de materiais e técnicas construtivas locais se unem para criar uma arquitetura em relação ao seu entorno e sua própria história.
The Second Studio (antigo The Midnight Charette) é um podcast franco sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos arquitetos David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para profissionais de design, análises de edifícios e outros projetos, ou reflexões descontraídas sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, recebem Robert Gilligan, consultor sênior de tecnologia na Amplified Lifestyles, para conversar sobre sua trajetória em tecnologia audiovisual, os avanços na automação residencial, a gestão de sistemas de áudio e vídeo domésticos, o papel de profissionais de engenharia audiovisual em projetos de arquitetura, sistemas de segurança residencial, o futuro do setor e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140333/podcast-the-second-studio-design-de-av-na-arquiteturaThe Second Studio Podcast
As cidades, assim como as pessoas, são dinâmicas e estão em constante evolução para acompanhar e se adaptar às transformações sociais, econômicas e ambientais de seu tempo. Da mesma forma, a visão de como a cidade ideal deve ser planejada tem sido influenciada pelas realidades e correntes de pensamento predominantes de cada época.
A industrialização, a crescente migração do campo para as cidades, o crescimento populacional, o desenvolvimento de novos materiais e tecnologias construtivas, a hegemonia do automóvel como meio de transporte e, mais recentemente, a busca por formas alternativas de ocupar e se deslocar pelo espaço urbano impactaram as teorias de planejamento urbano ao longo da história. Essas influências moldaram a estrutura das cidades contemporâneas — com seus acertos e desafios.
Os aeroportos modernos tornaram-se, cada vez mais, símbolos de inovação arquitetônica, indo além de sua função principal como hubs de transporte para se transformarem em marcos urbanos significativos. Uma tendência marcante no design contemporâneo de aeroportos é o uso de formas curvas para criar espaços fluidos e dinâmicos que potencializam tanto a funcionalidade quanto o impacto visual. Viabilizadas pelos avanços na tecnologia de construção, essas curvas permitem interiores mais flexíveis e amplos, além de projetos que se integram melhor às paisagens naturais e aprimoram a circulação e a experiência das pessoas.
Em 2019, a Secretaría de Desarrollo Urbano contratou a Facultad de Arquitectura de la Universidad Nacional Autónoma de México para convocar um concurso voltado ao desenvolvimento de obras públicas de pequena escala em regiões vulneráveis do norte do México. Na ocasião, Gabriela Carrillo, Carlos Facio, José Amozurrutia, Eric Valdez e Israel Espín, profissionais formados pela referida universidade, uniram-se para participar do desafio com sua proposta. Convencidos da importância de se estruturarem como equipe e compreendendo que a arquitetura surge desses momentos de discussão coletiva, troca de ideias e posicionamentos, além do compartilhamento de conhecimentos e experiências de cada um, criaram o coletivo de arquitetura C733.
Copenhague foi fundada por volta do século XI a partir de uma pequena vila de pescadores chamada "Havn" (porto), que servia como ponto estratégico para o comércio e a navegação. Ao longo do tempo, esse assentamento transformou-se em uma cidade industrial até se tornar a capital da Dinamarca. Apesar de sua dimensão reduzida, Copenhague exerce uma influência global significativa como modelo de vida urbana. Espalhada por duas ilhas, a cidade é reconhecida como uma das mais habitáveis do mundo, compensando sua escala modesta com um caráter marcante, refletido em sua vida urbana vibrante e em um horizonte pontuado por torres históricas, edifícios de baixa altura e uma mescla de arquitetura antiga e moderna.