Como parte das atividades da agenda cultural da semana de arte de 2022 na Cidade do México, guadalajara90210, em colaboración com Michan Architecture e Luis Young, apresentou a mostra "YACIMIENTOS", que reuniu peças de 53 artistas, arquitetas e arquitetos. A mostra foi sediada em um edifício localizado no bairro de Condesa que está em processo de reconstrução, e aconteceu de 12 a 20 de fevereiro.
Muitos de nós concordamos com Roman Mars, do 99% Invisible, quando ele diz que "tendemos a não notar as coisas bem projetadas" – mas também concordamos que o design costuma ser considerado algo voltado apenas para alguns. Por isso, devemos nos perguntar o que é verdadeiramente democrático na questão do design – e, a partir daí, podemos ajudar a definir e a colaborar com a nossa visão para uma sociedade mais justa.
Sob a perspectiva do design e da arquitetura, podemos olhar para a democratização do design a partir de diferentes ângulos. Desde como incluir soluções de design para as necessidades diárias até como projetar de maneira inclusiva. Na base de tudo isso está a busca por respostas para melhorar a acessibilidade e a habitabilidade em nossas vidas.
O estúdio David Pompa, fundado em 2013 e sediado na Cidade do México, é composto por profissionais de design, engenharia e fabricação estabelecidos no México e na Áustria. David Pompa cresceu em ambos os países e estudou design de produto em Londres. Ao longo do tempo, o estúdio tem demonstrado um forte interesse pelos materiais e pelas técnicas tradicionais e, desde a sua fundação, mantém um compromisso com a cultura mexicana, o que se reflete na criação de objetos de design estéticos e acessíveis. Desta vez, apresentam uma nova coleção para a Semana de Design de Milão 2022 na Via Simone Saint Bon, como parte do Fuorisalone de 5 a 12 de junho.
Embora a indústria da construção venha avançando há anos em novos campos, como biomateriais, nanotecnologia e impressão 3D, entre outros, ela continua sendo uma das mais atrasadas no que diz respeito ao uso da tecnologia. Muitas dessas inovações não passam de uma fase experimental. Como essa situação pode ser revertida?
Este artigo de Jheisson Joseph Lasso Imbachi foi publicado originalmente com o título "Habitar tras el destierro: Desplazamiento forzado y retorno como configurador de nuevos hábitats en el Putumayo" na edição nº 30 da revista Dearq em 1º de maio de 2021 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq30.2021.05).
O texto explora os processos migratórios no sul do país, decorrentes de economias extrativistas que determinaram a organização territorial e provocaram desterros, deslocamentos forçados e dois fenômenos menos debatidos: o estabelecimento e a permanência da população em um território de acolhimento e o retorno ao seu lugar de origem. Para tanto, foram estudadas, analisadas e interpretadas fontes documentais e testemunhais que permitem uma aproximação direta com a comunidade deslocada pela violência, a fim de analisar as diversas formas de habitar após o deslocamento, concluindo com algumas considerações para futuras propostas de habitação rural de fácil acesso para a população vítima.
A seguir, apresentamos o texto como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões que a comunidade acadêmica nacional e internacional elabora sobre arquitetura, temas urbanos e áreas afins.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134415/habitar-apos-o-desterro-novos-habitats-no-putumayo-colombiaJheisson Joseph Lasso Imbachi
A quarta temporada do podcast Causa Comum, uma coprodução entre a Fundación Lepe e a Fundación Aldea para o festival OH! Stgo, realizado em meados de janeiro em Santiago do Chile, aborda o passado, o presente e o futuro da capital, bem como o papel que seus/suas habitantes nela ocupam, priorizando o bem comum e a forma colaborativa de fazer, habitar e imaginar o lar compartilhado.
Sob a direção e coordenação de Francisca Cordero, Soledad Díaz de la Fuente, Magdalena Novoa e Trinidad Piriz, ao longo de seis capítulos são analisados histórias, comunidades, monumentos e espaços públicos que habitamos diariamente, sob novas perspectivas, apresentando temas que vão desde as múltiplas identidades de uma praça, a liderança feminina nos projetos de habitação e a construção da memória na cidade, até os cerros isla (morros-ilha) como oportunidades socioambientais, o habitar urbano mapuche e o edifício do GAM como expoente da arquitetura e da mudança social.
Enquanto caminhamos pela exibição da reconstrução nos jardins e na sala de exposições do Centro Cultural Las Condes neste ano de 2022, ele nos conta em detalhes cada um dos inovadores e particulares aspectos construtivos da obra demolida, projetada originalmente por Fabio Cruz Prieto, arquiteto e mestre fundador da Escola de Arquitetura e Design da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso.
Las formas de la sala. Escenarios de representación. Image Cortesía de Carlos Montes González
“As formas da sala. Cenários de representação” é um trabalho de pesquisa realizado pelo arquiteto Carlos Montes González para o Mestrado Universitário em Estudos Avançados de Arquitetura da Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona. Nele, propõe-se um estudo alternativo das salas. Esse espaço nevrálgico de qualquer moradia ganha destaque a partir da análise de sua relação com os cômodos adjacentes.
No atual turbilhão da era da informação, existem escritórios de arquitetura latino-americanos que voltam a explorar formatos analógicos, desde fanzines até ilustrações, passando por manuais e cartões-postais.
No contexto do Taller Social Latinoamericano na Colômbia, conversamos com os escritórios Ruta 4 Taller (Colômbia), Coonvite (Colômbia), La Cabina de la Curiosidad (Equador) e República Portátil (Chile), que, coincidentemente, têm explorado esses formatos em suas trajetórias recentes.
Nas partes altas dos Andes Centrais encontram-se os bofedais. Conhecidos por alguns como ‘áreas úmidas alto-andinas ou de altitude’, os bofedais são ecossistemas e paisagens fundamentais para a regulação e o armazenamento hídrico nos Andes. Além disso, constituem infraestruturas naturais que configuram um patrimônio material e imaterial para enfrentar a crise climática contemporânea e garantir a subsistência das comunidades andinas que os manejam há gerações.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134310/bofedais-infraestruturas-naturais-e-paisagens-andinasDiego Vivas
“Mercado Retablo” é a proposta vencedora do II Concurso Semilla promovido pela organização MURU, que consiste em uma nova proposta de projeto para o Mercado Municipal Playa Grau, localizado na cidade de Ayacucho. Os/as arquitetos/as Santiago Nieto Valladares e Lucía Uribe Osores comentam que “o mercado propõe espaços públicos de qualidade que o constituem como um lugar de encontro, deixando de ser apenas um local de passagem e de comércio para acolher e abrigar atividades de integração social”.
O Prêmio Nacional de Arquitetura do Chile é concedido pelo Colegio de Arquitectos como reconhecimento a "uma vida dedicada ao serviço da arquitetura", segundo a instituição. Sua primeira edição ocorreu em 1969, ano em que Juan Martínez foi o primeiro vencedor do Prêmio Nacional de Arquitetura do Chile, sendo autor de obras históricas como a Faculdade de Direito da Universidade do Chile e o Templo Votivo de Maipú.
É sabido que a indústria da construção está entre as maiores produtoras de CO2. Embora muito se tenha avançado na tecnologia e nos processos de projeto e construção, ainda há um longo caminho a percorrer para reduzir ao mínimo ou a quase zero as emissões de carbono no desenvolvimento dos habitats construídos.
Afinal, hoje em dia, por mais revolucionária que a indústria da construção possa parecer, ela é responsável por quase 40% das emissões de dióxido de carbono do mundo, das quais 11% são resultado da fabricação de materiais de construção como o aço, o cimento e o vidro.
Quais são as últimas tendências para reduzir as emissões tanto no projeto quanto na fabricação de materiais? Como a indústria deve avançar rumo ao caminho da arquitetura net zero? Estas são algumas das perguntas que queremos que você nos ajude a responder.
Embora as lojas online existam desde a democratização da internet no final do século XX, o cenário atual da pandemia marcou um antes e um depois na evolução do e-commerce. Em resposta às restrições de mobilidade e aos confinamentos, comércios de todas as escalas foram obrigados a aderir à transformação digital, o que permitiu economizar tempo e, em alguns casos, reduzir custos. Além disso, à medida que mais usuários descobrem a conveniência de receber produtos em casa, é provável que as compras online continuem crescendo mesmo após a pandemia.
Arteries of Hope por Partner-z Architects. Imagem cortesia de Partner-z Architects
A seleção desta semana de melhores projetos de Arquitetura Não Construída destaca instalações educacionais enviadas pela comunidade do ArchDaily. De uma escola de terra contextual no Senegal a uma escola colaborativa e sem fronteiras no Vietnã, esta seleção de projetos não construídos demonstra como os/as arquitetos/as integraram a natureza à arquitetura, oferecendo a estudantes a oportunidade de se conectar com a paisagem e aprender sobre o entorno a partir de suas instituições de ensino. O artigo também apresenta projetos no Líbano, Suíça, Armênia, Ucrânia e Grécia.
Existem conexões extraordinárias entre o mundo natural e a capacidade criativa dos seres humanos. Em seu livro Last Child in the Woods, o jornalista e escritor Richard Louv observa: “A natureza inspira a criatividade na criança ao exigir visualização e o uso pleno dos sentidos. Se tiver a oportunidade, a criança levará a confusão do mundo para a floresta, lavará essa confusão em um riacho e a virará para ver o que vive no lado oculto dela.” Ele conclui que, na natureza, “a criança encontra liberdade, fantasia e privacidade: um lugar distante do mundo adulto, uma paz à parte.” Da mesma forma, o arquiteto Frank Harmon escreveu de forma tocante sobre o ar livre, as florestas e a água como cenários perfeitos para cultivar a sede de aprendizado e descoberta: “Crianças criadas próximas a riachos nunca se entediam. Crianças de riacho não conhecem o aprendizado por repetição, tampouco estão condicionadas a trabalhar das nove às cinco. Suas primeiras descobertas são as frutas silvestres, os ninhos de pássaros e o contemplar das estrelas surgindo no céu. Mais tarde, elas descobrem os livros. Para as crianças de riacho, o aprendizado é descoberta, não instrução.”
https://www.archdaily.com.br/pt/1134302/uma-jornada-arquitetonica-pela-florestaMichael J. Crosbie & Suzanne Bott
A seleção desta semana de Melhores Projetos de Arquitetura Não Construída destaca propostas enviadas por escritórios de arquitetura renomados, reunindo trabalhos conceituais, propostas de concursos e projetos em diferentes etapas de desenvolvimento. Desde a transformação de um antigo shopping center em uma instalação de saúde nos Estados Unidos, passando pelo plano diretor para a remodelação de um zoológico no Canadá, até a regeneração de uma cervejaria na China, a seleção a seguir explora uma variedade de projetos desenvolvidos por escritórios globais de arquitetura.
Com a participação de escritórios como Perkins +Will, Henning Larsen Architects, URBANUS ou Mandaworks, a seleção de projetos não construídos desta semana destaca intervenções globais que ilustram uma variedade de ideias, abrangendo estratégias de reuso adaptativo, intervenções em patrimônios históricos e novos modelos de edifícios públicos.
Ao construir próximo ao mar, a estratégia de projeto deve dedicar atenção especial aos efeitos da corrosão marinha. O teor de sal no ambiente provoca um processo físico-químico que desencadeia a degradação e o desgaste dos materiais, comprometendo a durabilidade da infraestrutura da edificação.
Em resposta às demandas de edifícios litorâneos e de seus respectivos componentes de fachada, a air-lux desenvolveu um sistema projetado para apresentar um desempenho confiável em condições marítimas. Graças aos seus materiais resistentes à corrosão, revestimentos de superfície aprimorados e componentes tecnicamente otimizados, o sistema resiste ao clima marinho e minimiza os danos causados pela água salgada.
O arquiteto Cino Zucchi (n. 1955) cresceu e trabalha em Milão, na Itália. Formou-se no MIT, em Cambridge, e no Politecnico di Milano, mas se considera em grande parte autodidata, embora tenha sofrido influência de compatriotas como Aldo Rossi e Manfredo Tafuri. É conhecido internacionalmente por diversos projetos em toda a Europa. Muitos deles são complexos residenciais abstratos e, ao mesmo tempo, contextuais na Itália, particularmente em Milão, Bolonha, Parma, Ravenna e, mais notavelmente, em Veneza. O edifício residencial D, projetado por Zucchi em Giudecca, atraiu atenção e elogios internacionais quando foi concluído em 2003. Encontrei Cino Zucchi no ano passado durante a Bienal de Arquitetura de Veneza; esse encontro deu origem a uma longa entrevista realizada recentemente via Zoom entre Nova York e o estúdio do arquiteto em Milão, repleto de livros e luz solar.
fala - Casa com Três Gestos. Imagem Cortesia de fala
A seleção com curadoria desta semana das melhores propostas de arquitetura não construída destaca projetos enviados por escritórios consagrados. De um museu dedicado à história judaica a um centro de transporte ferroviário de alta velocidade e um centro estudantil universitário, a seleção a seguir apresenta uma variedade de conceitos, abordagens de projeto e programas desenvolvidos por escritórios globais de arquitetura.
Com a presença de escritórios como KPF, Aedas, Fala Atelier, ADP Architecten e Peter Pichler Architects, a seleção de projetos não construídos desta semana explora intervenções arquitetônicas e urbanas em diferentes escalas e em vários estágios de desenvolvimento. Sejam trabalhos conceituais, em andamento, planejados para execução ou até mesmo em construção, cada projeto busca oferecer uma resposta adequada às necessidades espaciais, funcionais, sociais e ambientais de seu contexto.
No período de 1925 a 1975, a sociedade dinamarquesa passou por transformações profundas. Diante disso, demandou-se dos/as arquitetos/as que ajudassem a moldar o cotidiano da população na Dinamarca moderna. O papel das mulheres também se transformava, na esteira da emenda constitucional de 1915 que lhes garantiu o direito ao voto. Nos anos seguintes, as primeiras gerações de mulheres concluíram sua formação nas disciplinas de projeto. Entre 1925 e 1975, as mulheres exerceram um impacto significativo, ainda que muitas vezes negligenciado, na configuração do ambiente cotidiano, ao projetarem e repensarem cozinhas, edifícios públicos, habitações, paisagens e áreas urbanas, entre outros elementos.
O projeto Women in Danish Architecture busca oferecer uma compreensão mais completa da história da arquitetura dinamarquesa e apresentá-la de forma mais envolvente e inclusiva. O objetivo é contribuir para uma visão da história da arquitetura que não a coloque como obra de grandes indivíduos isolados, mas sim como resultado de colaborações mútuas e criativas. O projeto está sediado na Seção de Arquitetura de Paisagem e Planejamento do Departamento de Geociências e Gestão de Recursos Naturais da Universidade de Copenhague.
Edifício CODE / Wolf Ackerman, EskewDumezRipple. Imagem cortesia de Kingspan
Um relatório de 2022 das Nações Unidas afirma que os impactos negativos da crise climática estão se intensificando muito mais rápido do que a comunidade científica previa há menos de uma década. O aumento das emissões de gases de efeito estufa poderá, em breve, superar a capacidade de adaptação de muitas comunidades, e as consequências continuarão a atingir as populações mais vulneráveis do mundo. Como sugere Maarten van Aalst, especialista em ciência do clima, “qualquer atraso adicional na ação global sobre adaptação e mitigação fechará uma janela de oportunidade breve e que está se esgotando rapidamente para garantir um futuro habitável e sustentável para todos”. Os dados são claros: para proteger nosso planeta, precisamos evitar um aumento de 1,5 °C nas temperaturas globais neste século. Para isso, o mundo deve alcançar uma redução de 45% nas emissões globais de carbono em relação aos níveis de 2010 até 2030, para então atingir a neutralidade de carbono até 2050. Fica evidente, contudo, que estamos no caminho para perder essa meta por uma margem substancial. O tempo está correndo, e todos os setores da indústria devem agir de maneira rápida (e drástica) para que possamos sequer sonhar com cidades mais verdes.
O crescimento da população mundial levou a um aumento na construção de moradias e edifícios ao redor do mundo. Considerando que hoje a indústria da construção é responsável por 40% das emissões de CO2 do planeta e que, de acordo com a Câmara Chilena da Construção, até 2035 o Chile precisará de moradias para 2,6 milhões de pessoas, é necessário orientar esse setor para uma alternativa amigável ao meio ambiente. A resposta a esse desafio está na própria natureza, onde existem diferentes soluções construtivas eficientes e sustentáveis. É o caso da madeira: um material nobre e renovável capaz de capturar CO2 e contribuir para um futuro ambiental melhor.
Hoje, graças aos avanços tecnológicos, a madeira engenheirada ou madeira laminada, constituída por camadas de madeira estrutural orientadas perpendicularmente entre si, consolidou-se como uma forte tendência de material construtivo no mundo, e o Chile não deve ser exceção.
O concreto é o segundo material mais consumido no planeta, superado apenas pela água. Sua produção vem crescendo significativamente e a previsão é de que salte de 4,4 bilhões de toneladas para 5,5 bilhões até 2050. Infelizmente, esse crescimento acarreta um enorme custo ambiental, respondendo por quase 8% das emissões globais de carbono. Diante dessa projeção de aumento, os/as agentes do setor da construção devem se comprometer a integrar materiais de construção sustentáveis e processos inovadores.