Frequentemente reconhecido como um dos materiais construtivas mais difundidos em todo o mundo, o tijolo é sem dúvidas tão versátil quanto de fácil aplicação e com baixo custo. Compondo estruturas e fechamentos nos projetos, é um material de fácil utilização, pouca manutenção e considerável resistência, graças a sua forma de produção e disponibilidade de mão de obra no mercado. No entanto, embora componha em grande parte superfícies verticais, também apresenta excelentes propriedades quando aplicados em superficies horizontais, como é o caso dos pisos.
Expansão de Las Vegas, 1989/2019. Source Imagery courtesy of The European Space Agency (ESA) Paris, France
Os impactos causados pelo ser humano no planeta Terra passaram e ser tema recorrente, e cada vez mais se fala em um caminho sem volta. Aquecimento global, gases de efeito estufa, exploração dos recursos naturais e produção de resíduos sólidos e atmosféricos são alguns dos assuntos mais urgentes com os quais a comunidade global precisa lidar se desejamos um futuro de qualidade para as próximas gerações. Essas questões são tema e podem ser visualizadas em cores e alta definição no novo livro OverviewTimelapse: How We Change the Earth, de Benjamin Grant e Timothy Dougherty, que reúne 250 fotografias feitas por satélite ou drone de regiões em transformação na Terra.
As inundações são um problema significativo para edifícios em todo o mundo, incluindo tesouros arquitetônicos como a Farnsworth House, que foram atormentados pelo problema várias vezes. Em particular, um terço de todo o território continental dos EUA corre o risco de inundar esta primavera, especialmente as planícies do norte, o meio-oeste superior e o extremo sul. Em abril passado, inundações mortais dizimaram partes de Moçambique, Malawi, Zimbábue e Irã, resultando em cerca de 1.000 mortes, e dezenas de milhares de desabrigados. Embora a arquitetura não possa resolver ou até mesmo proteger completamente das inundações mais mortais, é possível - e necessário - tomar várias medidas de proteção que possam mitigar danos e, consequentemente, salvar vidas.
The Second Studio (anteriormente The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais criativos em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas de profissão, avaliações de edifícios e projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify, e YouTube.
Nesta semana, David e Marina recebem Robert Sonneman, fundador e diretor criativo da SONNEMAN—A Way of Light, para discutir seu processo de design, sua relação com a arquitetura, o artifício no design, como a faculdade de negócios influenciou seu sucesso, o impacto da tecnologia no design de iluminação, a resposta às tendências de design, o trabalho com as gerações mais jovens, o valor do design, as transições necessárias para que sua empresa continue existindo depois dele, a simplicidade e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1127184/robert-sonneman-se-voce-esta-olhando-para-as-tendencias-da-arquitetura-entao-voce-ja-e-noticia-de-ontemThe Second Studio Podcast
Espalhadas pelos quatro cantos do planeta, grandes cidades são consideradas um dos principais fortins da desigualdade e da insustentabilidade. As duas maiores cidades dos Estados Unidos, Nova Iorque e Los Angeles, são também as duas cidades mais desiguais do país enquanto que um terço das pessoas mais pobres do Reino Unido vive em Londres. Somando-se a isso, segundo dados publicados pela C40 Cities, dois terços da energia consumida no mundo e 70% das emissões globais de carbono são atribuídos às cidades. Como arquitetos e urbanistas, estes dados nos fazem refletir sobre como políticas públicas e estratégias de planejamento urbano poderiam ser utilizadas para melhor combater esses dois graves problemas. Como resposta, dezenas de cidades ao redor do mundo têm investido em sistemas de mobilidade urbana mais eficientes, abrangentes e sustentáveis. Neste contexto, levantamos a seguinte questão: e se o transporte público fosse gratuito?
https://www.archdaily.com.br/pt/932326/as-cidades-deveriam-tornar-seus-sistemas-de-transporte-publico-gratuitosNiall Patrick Walsh
Em projetos de arquitetura, a divisão dos ambientes com funções diferentes pode ser feita de inúmeras formas e ir além do uso das tradicionais barreiras verticais, como as paredes, divisórias, painéis e cobogós. A diferenciação dos espaços por meio da disposição dos pisos em múltiplos níveis, seguindo uma lógica de divisão a partir de planos horizontais elevados ou rebaixados, possui a vantagem de permitir uma maior permeabilidade entre os ambientes.
Uma nova tendência de design, inserida entre os domínios da arquitetura e do design de interiores, está transformando a relação entre estas duas disciplinas ao estabelecer objetos capazes de definir e moldar nossos espaços interiores, criando ambientes dinâmicos e altamente flexíveis. Fugindo à qualquer tipo de categorização, tal prática está aproximando duas disciplinas historicamente não muito distantes: a arquitetura e o design. Com cada vez mais frequência nos deparamos com projetos que transitam entre a arquitetura em pequena escala e o design em grande escala, ou melhor, com objetos que não são nenhuma coisa nem outra, ou talvez, que sejam as duas coisas ao mesmo tempo. Quer seja uma consequência da crescente necessidade por espaços cada vez mais flexíveis e compactos ou de uma resposta arquitetônica aos novos desafios de uma sociedade cada dia mais digitalizada, estes projetos estão abrindo caminho para uma extrema versatilidade do espaço habitado.
Em um uso revelador de big data, Raj Chetty e seus colegas no Projeto de Igualdade de Oportunidades usaram registros fiscais anônimos para rastrear, a partir da infância, a renda de pessoas que cresceram nos Estados Unidos. Os resultados mostram que os bairros e áreas metropolitanas onde essas pessoas foram criadas têm um grande impacto nas suas perspectivas econômicas durante a vida.
Surpreendentemente, crianças de famílias de baixa renda que crescem em alguns bairros, especialmente aquelas com rendas mistas e níveis mais baixos de segregação racial, se saem melhor economicamente.
Projeto Original da Estação Central de Helsinque por Eliel Saarinen, 1904. Fonte Revisiting Cranbrook Eliel Saarinen and the Survival of Tradition, 2012.
Kenneth Frampton, importante crítico arquitetônico, caracteriza um conjunto de obras do século XIX como sendo da “Nova Tradição”: com sua origem situada entre 1900 e 1914, como “um estilo historicista conscientemente modernizado” (1997, p. 255). Propõe esses edifícios como resposta a dois significativos eventos históricos: por um lado, o incipiente modernismo Europeu, tendendo à estética da máquina, ao funcionalismo, à abstração formal; por outro, a consolidação de Estados nacionais que ocorria neste mesmo continente.
Com mais de 280 mil seguidores no WeChat, plataforma de mídia social chinesa, o ArchDaily tornou-se o veículo de arquitetura mais influente na comunidade chinesa. Ao longo de 2020, um público de mais de 9,2 milhões de pessoas acompanhou as novidades da arquitetura global por meio da conta oficial 建日筑闻(ADCNEWS). Devido às restrições para a construção residencial na China, o público chinês demonstra uma forte preferência por projetos de caráter cultural e de renovação urbana. Como uma retrospectiva das publicações mais populares de 2020, reunimos a seguir os 10 projetos mais compartilhados em nossa plataforma chinesa no ano passado.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126230/os-10-projetos-mais-compartilhados-no-wechat-do-at-adcnews-em-2020Milly Mo
Na categoria residencial, a seleção traz um projeto de casa subterrânea semelhante a um bunker na Ucrânia, uma cabana suspensa com estrutura de vidro em Portugal, um complexo de unidades habitacionais na França e uma reinterpretação sem implantação específica e estilisticamente inclusiva do bloco de habitação vertical. Somam-se a eles um lúdico edifício comercial no Irã, um memorial da Primeira Guerra Mundial na Sérvia e uma ampliação para a Glasgow School of Art, que se destacam por sua arquitetura imaginativa e ideias inovadoras.
Continue lendo para conhecer os 12 projetos selecionados e suas respectivas descrições enviadas pelos/as arquitetos/as.
De tempos em tempos, o desenvolvimento de novas tecnologias e o surgimento de novos materiais faz com que o mundo da arquitetura opere uma completa mudança de paradigma. O concreto foi a força motriz da expansão do Império Romano, o aço por sua vez, permitiu densificar nossas cidades e construir edifícios em alturas até então inimagináveis. Mais recentemente, os materiais plásticos foram os responsáveis por provocar uma profunda transformação dos nossos espaços interiores assim como da economia da construção.
Mas seria razoável perguntar-se por que, em pleno século XXI, um material conhecido pelo homem desde tempos imemoriais esteja sendo apresentado como o futuro da arquitetura. Ainda que a madeira nos acompanhe desde os primórdios da história da humanidade, as novas tecnologias estão nos ajudando a transformá-la em um material cada vez mais versátil, resistente e sustentável. Apesar de ser material naturalmente heterogêneo e que ainda por cima demanda um processo de montagem bastante elementar – representando a antítese da atual conjuntura da industria da construção civil –, a madeira como um material de altíssima durabilidade e um recurso renovável com capacidade de fixar carbono - ao invés de liberá-lo - tem inspirado a indústria da construção civil a investir fortemente em seu futuro.
A escala molda drasticamente a forma como vivenciamos a arquitetura e o ambiente construído. Seja analisando os edifícios por volume, área construída ou altura, quanto maior o projeto, mais profunda é a mudança em nossa percepção. Projetos monumentais contam histórias impressionantes sobre experiência espacial, programa e design. Erguendo-se imponentes ao nosso redor, essas obras em grande escala tornam-se marcos em contextos urbanos e rurais.
A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos foca em arquiteturas de grande escala localizadas ao redor do mundo. Desenvolvidas por diversos escritórios em diferentes contextos locais, as propostas foram enviadas por nossos leitores e leitoras. Elas demonstram uma ampla gama de abordagens para o projeto em escalas cada vez maiores, desde uma arena expansiva em Viena e um memorial exuberante em Singapura até a torre mais alta do mundo, concebida para chamar a atenção para a pobreza em Toronto.
Diante dos desafios globais atuais, surge a pergunta: o que devemos abordar primeiro?
Este ano de 2020 foi uma grande oportunidade para concentrar todos os nossos esforços e atenção nas questões mais urgentes da arquitetura. Por meio de chamadas, artigos, entrevistas, debates e projetos, os tópicos mensais do ArchDaily apresentaram debates e reflexões acerca dos temas mais relevantes do campo – da crise climática e arquitetura emergencial à inteligência artificial e como viveremos juntos.
Grande parte de nossas memórias da infância são da escola. Sejam elas boas ou nem tanto, a maioria das crianças e jovens passa boa parte dos dias em salas de aula ou instalações educacionais. De acordo com IQAir, “todos os anos, as crianças permanecem uma média de 1.300 horas em edifícios escolares”. Mas mesmo com todas as mudanças do mundo nas últimas décadas, principalmente quanto à disseminação do conhecimento através da internet, é notável que os projetos das escolas, mantêm-se muito similares a modelos, de alguma forma, ultrapassados. Como observado neste artigo, idealmente a tipologia dos espaços educacionais e a configuração das salas de aula deveriam se adequar a formas mais contemporâneas de ensinar e aprender, não necessariamente na usual organização de carteiras enfileiradas com um professor à frente. Mas é importante que as análises não parem por aí. Todas as superfícies e materiais exercem uma influência importante tanto para o bem-estar como para o aprendizado dos usuários do espaço.
House In Rua do Paraíso / fala. Image Courtesy of fala
Cinco novos escritórios de arquitetura, com sede em Portugal, Espanha, França e República Checa, foram escolhidos pelo New Generations, uma plataforma que observa o que há de mais inovador dentre os arquitetos europeus, proporcionando um espaço para troca de conhecimento e confronto, teoria e produção. Desde a sua fundação em 2013, a New Generations trouxe à público mais de 300 escritórios promissores de arquitetura, apresentando um cenário diversificado de studios e ateliês dedicados às mais diferentes atividades culturais, promovendo festivais, exposições, chamadas abertas, entrevistas e oficinas.
Em um ano marcado pelo distanciamento físico, as redes sociais ganharam uma dimensão ainda maior nas formas de se relacionar e se informar. Nosso Instagram ampliou seu alcance e levou ao público o melhor do que publicamos em nossa página: projetos, artigos, entrevistas e notícias do mundo da arquitetura, inspirando novas ideias e ferramentas para um futuro melhor.
Exposição virtual Windowology. Cortesia de Japan House LA
Diante do cenário da pandemia de coronavírus, foi preciso repensar a relação entre as pessoas e o espaço à sua volta. Enquanto espaços fechados, que costumam reunir aglomerações de pessoas, os museus não tiveram outra saída a não ser fechar as portas à medida que o número de casos de infecções aumentava. A programação destes espaços, por outro lado, não necessariamente foi interrompida. Ainda que alguns grandes eventos na área de arquitetura e urbanismo tenham sido adiados para uma data em que espera-se que a pandemia tenha sido controlada (como é o caso da 17ª edição da Bienal de Arquitetura de Veneza), muitos museus, galerias e demais espaços expositivos viram o momento como uma oportunidade para estreitar suas relações com o formato virtual.
A arquitetura residencial é uma das categorias mais populares entre nossos leitores. Durante 2020, publicamos mais de 2.000 casas, apresentando projetos de diferentes regiões do mundo e oferecendo uma variedade de soluções, materiais, contextos, ambientes, escalas e tipologias. Fornecemos, assim, uma ampla fonte de inspiração para quem busca ideias para seus próprios projetos residenciais.
A seguir, apresentamos os 20 projetos residenciais mais visitados no ArchDaily em 2020. Esta seleção representa o que há de melhor no conteúdo criado e compartilhado pela comunidade do ArchDaily nos últimos 11 meses.
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Primeiro Lugar: Cristián Fernández. Imagem cortesia de Fundación Engel
A equipe liderada pelo arquiteto/a chileno/a Cristián Fernández venceu o Concurso Nacional de Arquitetura e Paisagismo para o Novo Museu de Santiago (NUMU, Nuevo Museo de Santiago), um projeto cultural que abrigará a coleção de arte da Fundación Engel no Parque Bicentenário, em Santiago, Chile.
A escolha de um software BIM de alto desempenho é fundamental para o desenvolvimento de projetos eficientes, graças à automatização daquelas tarefas alheias ao projeto em si, como a documentação, os cálculos e outros processos tediosos. O objetivo é reduzir o tempo investido nesses detalhes importantes e minimizar qualquer tipo de erro que resulte em atrasos ou custos adicionais nos projetos.
Em resposta à crise imobiliária na Europa após a Segunda Guerra Mundial, Le Corbusier começou a projetar estruturas residenciais em grande escala. Um de seus projetos de habitação comunitária mais notáveis foi a Unidade de Habitação em Berlim, também conhecido como Corbusierhaus, concluído em 1959.
Explorando a composição particular do edifício, o fotógrafo de arquitetura Bahaa Ghoussainy colocou a unidade habitacional de Le Corbusier na mira de suas lentes.
A arquitetura, e todos os aspectos do mundo do design, experimentou vários movimentos ao longo do tempo que definiram a maneira como nos expressamos por meio de edifícios, artes e outros meios. Criadas a partir de uma insatisfação com o status quo ou do surgimento de novas tecnologias, houve mudanças arquitetônicas particularmente notáveis e ideologias emergentes nos últimos 100 anos. Isso nos deixa com a pergunta - em que momento estamos agora e o que o caracteriza? Como iremos refletir retroativamente sobre este momento arquitetônico, e a pandemia de COVID-19 irá acelerar a inovação para nos levar à nossa próxima era de projeto?
Satellite image of Bahir Dar (Ethiopia) Support of the Sustainable Structure Plan of Bahir Dar. Image Courtesy of UN-Habitat
A Un-Habitat ou agência das Nações Unidas para o desenvolvimento urbano sustentável, cujo foco principal é lidar com os desafios impostos pelo rápido e voraz processo de expansão urbana em países em desenvolvimento, vem desenvolvendo abordagens inovadoras no campo da arquitetura e do urbanismo, centradas nos usuários e nos processos participativos. Pensando nisso, p ArchDaily se associou à UN-Habitat para trazer notícias semanais, artigos e entrevistas que destacam neste setor, disponibilizando conteúdos em primeira mão e direto da fonte.
Com a principal intenção de apoiar e dar suporte aos governos locais de países em processo de desenvolvimento no que se refere a implementação de uma Nova Agenda Urbana que esteja de acordo com os objetivos traçados para estabelecer processos de Desenvolvimento Urbano Sustentável, a UN-Habitat acaba de lançar um Guia de Planejamento Urbano Participativo, “uma espécie de roteiro ou guia para avaliar, projetar, operacionalizar e implementar processos participativos de planejamento urbano sustentável”. O livro guia propõe um cronograma dividido em fases, blocos e atividades, ajudando os líderes comunitários assim como todas as partes interessadas a ter uma visão mais abrangente e estratégica do projeto à execução.