Jarahieh Escola de Refugiados. Imagem Cortesia de CatalyticAction
Nos últimos meses, a comunidade de arquitetura vem tentando trazer sua contribuição para a luta contra a pandemia. A disseminação global dessa crise pode ter desencadeado um esforço coordenado e, mais visível, mas não é a primeira vez que os profissionais se mobilizam em momentos de crise. Ao longo dos anos, desastres naturais e emergências fizeram com que vários arquitetos se envolvessem em iniciativas de auxílio a desastres, bem como em uma ampla gama de ações humanitárias. Neste artigo, analisaremos diferentes ocasiões em que arquitetos e iniciativas contribuíram de forma significativa, ajudando as comunidades afetadas a superar as dificuldades.
O SCI-Edge, Center for Advanced Studies in Architecture, oferece 5 programas de pós-graduação de Master of Science. Este ano marca a quarta turma do SCI-Arc Edge, e seus/suas egressos/as já estão se estabelecendo como vozes inovadoras que definem o significado de atuar na arquitetura no século XXI. O corpo discente atual acaba de concluir o semestre de outono, que é o primeiro da sequência de três semestres dos programas. O grupo que ingressa nos programas representa uma diversidade surpreendente de trajetórias e interesses de pesquisa. Convidamos duas pessoas da turma para descrever seus interesses de pesquisa e como estão começando a construir pontes entre sua formação anterior e as novas experiências no SCI-Arc Edge.
Cada cidade possui edifícios singulares que definem sua identidade. Paris tem o Centro Pompidou, Londres tem o Lloyd's, Nova York tem o Museu Guggenheim. Obviamente, Chicago, a capital mundial da arquitetura, não é exceção, abrigando o James R. Thompson Center. O edifício foi nomeado em homenagem ao governador republicano de Illinois, que exerceu quatro mandatos consecutivos entre 1977 e 1991, cuja visão audaciosa viabilizou a inauguração da obra em 1985. Sede de escritórios do governo do estado de Illinois, a estrutura se diferenciava drasticamente de tudo o que havia sido construído até então.
Dado que a Inteligência Artificial, ao longo dos últimos anos, passou a ser uma das principais forças motrizes no âmbito da inovação tecnológica e no desenvolvimento econômico – provocando ainda uma revolução nas relações sociais–, ela tem exigido de todos nós a aquisição de novos conhecimentos e um conjunto adicional de habilidades. Assim como o domínio de pelo menos um software BIM passou a ser um pré-requisito para a maioria dos postos de trabalho no setor da arquitetura e construção, ter uma compreensão mínima ou até mesmo saber como utilizar ferramentas de IA já é algo que se espera de um arquiteto, e provavelmente, muito em breve, passará a ser mais um dos tantos requisitos exigidos de um arquiteto em uma entrevista de emprego. Entretanto, em meio ao oceano de informações disponíveis, como podemos começar a navegar neste universo? A seguir, organizamos uma lista de recursos disponíveis online, com palestras e cursos gratuitos, os quais nos permite melhor compreender de que maneira podemos nos beneficiar das tecnologias de IA e como aplicá-las à nossa prática profissional.
Toda vez que nos aproximamos do final do ano ouvimos as pessoas dispararem aos quatro ventos: “o mundo já não é mais o mesmo”. Acontece que, no epílogo do ano de 2020, esta profecia parece enfim, soar como algo verdadeiro. Embora tenhamos visto centelhas de esperança ao longo dos últimos meses, a pandemia de coronavírus definitivamente está provocando uma mudança de paradigma na arquitetura.
Na minha opinião, 2020 representará o fim do século XX na arquitetura. Isso porque mudanças radicais na nossa disciplina nunca coincidem com datas exatas e números redondos. O modernismo, como exemplo máximo disso, nasceu em um momento onde as monarquias ocidentais estavam em queda e com a efervescência de um mundo imerso em plena revolução industrial. É importante lembrar que o modernismo na arquitetura é uma decorrência deste contexto e não a sua razão.
O que se poderia chamar de Complexo Industrial das Feiras de Arte tem sido uma força ambivalente tanto para o mercado de arte quanto para a própria arte nos últimos anos: por um lado, as feiras oferecem ao público a oportunidade de ver obras internacionais às quais, de outro modo, não teria acesso; por outro, a dinâmica de grande shopping center que as caracteriza acaba reduzindo o contexto ao mero comércio.
Uma maçaneta de linhas simples porém, muito difícil de executar. Motivados por este desafio, a equipe de projeto do escritório Zaha Hadid Design uniu forças com a especialista em ferragens arquitetônicas izé para criar esta peça de design escultural e ergonômica.
https://www.archdaily.com.br/pt/954316/continuidade-e-simplicidade-nexxa-a-nova-macaneta-assinada-por-zaha-hadid-designLilly Cao
No debate da arquitetura, muito se discute sobre a influência do meio onde se insere o edifício, seja pela incorporação de elementos do entorno durante o processo de desenho, seja pela negação ou superação de características indesejadas desses locais. Algumas situações evidenciam mais essa negociação do que outras, sobretudo quando o entorno natural é dominante. Nesses casos, observa-se a todo momento o confronto entre a preexistência natural e as intervenções humanas, e as formas possíveis de atingir a harmonia entre ambas.
Históricamente, persianas leves e brises de madeira estão a serviço da arquitetura como alguns dos mais importantes elementos de proteção—desde épocas remotas produzidas com fibras vegetais, galhos e bambu—os quais permitiam, através de mecanismos de grande simplicidade, filtrar a luz do sol e proteger os espaços interiores das intempéries. Amplamente utilizadas ao longo da costa mediterrânea e outras zonas tropicais e sub-tropicais do planeta, além de oferecer proteção a incidência direta dos raios de sol, estas estruturas permitem controlar o grau de privacidade sem abrir mão da ventilação natural constante.
Com uma evolução digital e física em curso, a 5ª Bienal de Design de Istambuladotou uma nova abordagem. “Em vez de focar na apresentação de resultados finais em um período comprimido de tempo e espaço”, as circunstâncias globais criaram a oportunidade de apresentar novos projetos ao longo de um período de tempo maior e em espaços expandidos, oferecendo não uma exposição, mas sim “um programa digital e de pesquisa com uma série de intervenções permanentes na cidade.”
Lançado em 15 de outubro de 2020, o evento reuniu, com sua nova estrutura, diferentes formatos sob o tema Empathy Revisited (Empatia Revisitada). Com o fim da primeira parte da exibição física, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Mariana Pestana, arquiteta e curadora da 5ª Bienal de Design de Istambul, sobre o evento, as escolhas por trás do tema deste ano, os programas, os/as participantes e a evolução de sua abordagem diante das circunstâncias globais.
No campo da arquitetura, é comum notar em muitos projetos uma certa predileção dos arquitetos pelo emprego de materiais e elementos arquitetônicos em seu estado aparente ou bruto, como alguns preferem chamar. Com o intuito de expor a materialidade da estrutura de um edifício, é frequente, sobretudo em projetos de reformas, um processo de retirada de forros e revestimentos. Essa busca pela retomada de um estado anterior da construção — ainda sem o acréscimo de elementos para cobrir a estrutura, tubulações, canos e eletrodutos — transforma esses espaços em lugares onde não há nada a esconder.
Ao longo de quase um século, o maior sonho do americano médio era comprar uma casa com jardim, garagem e uma cerquinha branca. O sonho da casa própria e a ideia de viver em um bairro familiar afastado da agitação da centro da cidade eram considerados o estilo de vida ideal e o auge do sonho americano. Mas com o passar do tempo e as sucessivas crises econômicas e sociais que abalaram os Estados Unidos ao longo das últimas décadas, as autoridades locais começaram a perceber que bairros suburbanos exclusivamente residenciais não necessariamente eram um sonho, mas sim, um pesadelo.
A primeira responsabilidade da imprensa deve ser transmitir informações e conhecimentos de valor. A segunda é difundir os valores da sociedade. No entanto, o compromisso mais importante é apresentar conteúdos completos e multidimensionais que orientem a atenção pública para questões fundamentais, impulsionando, em última análise, a transformação progressiva da sociedade.
No ano passado, fomos "confinados" e obrigados a dialogar com o mundo através da pequena tela de nossos celulares e computadores. Embora as reuniões virtuais tenham economizado muito tempo, o excesso de conteúdo digital rapidamente se transformou em uma cultura de consumo rápido — a maioria virou apenas abas abertas no celular, onde "ler mais tarde" equivale a "nunca mais ler". A pressa na veiculação de conteúdos nos roubou a paciência de esperar: não queremos mais contemplar as transformações do clima, da luz e do contexto humano no espaço; queremos apenas ver a foto finalizada e perfeita. Ao mesmo tempo, a falta de contato físico nos levou a criar "bolhas de debate internas", limitando o desenvolvimento do projeto a uma perspectiva puramente local e doméstica. Com isso, a comunidade de valores compartilhados baseada no consenso social está se desintegrando, e a avaliação pessoal do/a arquiteto/a passou a ditar o critério de julgamento do próprio projeto de arquitetura.
Como um veículo internacional de arquitetura, o ArchDaily eleva mais uma vez seus padrões editoriais. Nossa equipe de 22 editores em todo o mundo passará a apresentar conteúdos com perspectiva global, multidimensionais, abertos, temáticos e profundamente comprometidos com as questões sociais. Os temas do ArchDaily Topics de 2019 e 2020 mostraram que não oferecemos apenas a cobertura de notícias mais completa do setor, mas também assumimos um posicionamento claro. Este ano, nosso tema é "Unidade entre o Saber e o Agir", rejeitando imagens enganosas e textos puramente autoelogiosos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131133/2021-unidade-entre-conhecimento-e-acao-plano-de-ano-novo-do-archdaily韩爽 - HAN Shuang
Além do apelo estético, a utilização de materiais em suas formas brutas, aparentes, podem representar uma economia de recursos materiais para uma edificação, ao dispensar revestimentos e processos adicionais. Esse tipo de solução usualmente era utilizada em edificações utilitárias, como de infraestruturas, fábricas e depósitos. Os pisos de concreto aparente, por exemplo, que antes eram mais vistos em indústrias, mercados, estacionamentos e postos de gasolina, vêm ganhando cada vez mais espaço em obras de diversos programas, por conta de sua aparência, durabilidade, resistência e possibilidades de acabamentos. Mas quais são os principais fatores a atentar ao especificar um piso de concreto aparente em um projeto?
https://www.archdaily.com.br/pt/933187/pisos-de-concreto-polido-18-projetos-que-unem-estetica-durabilidade-e-facilidade-de-execucaoEduardo Souza e Matheus Pereira
Este foi um ano repleto de imprevistos e surpresas. A pandemia alterou profundamente o ambiente em que vivemos, transformando também nossa psicologia e comportamento. Como observador e crítico de arquitetura, percebo que a maior mudança trazida pela pandemia para o setor foi:a nossa forma de observar o mundo. O confinamento (lockdown) nos levou a consumir cultura e espaço cada vez mais por meio de imagens. Esse modo de observação nos confina em plataformas digitais, onde dependemos de textos interpretados, fotos tratadas e vídeos editados. Com isso, a compreensão sensorial completa do espaço — que envolve visão, audição, olfato e tato — reduziu-se apenas ao olhar, e nosso julgamento crítico passou a se basear em uma colagem de fragmentos.
Diante da mudança nos canais pelos quais consumimos conhecimento, os próprios critérios de avaliação do espaço se transformaram. Mas será que isso impactará o campo do projeto? O físico Carlo Rovelli afirmou que, "às vezes, uma perspectiva louca enxerga mais longe do que a nossa visão habitualmente embaçada". Espera-se que, ao olharmos através das lentes da Covid-19, os problemas sejam expostos para gerar uma reflexão coletiva, e não mera complacência. Nesta retrospectiva de fim de ano, buscamos debater alguns desses fenômenos. A seguir, apresentamos os dez artigos mais discutidos do ano, categorizados em dez temas que buscam inspirar novos questionamentos e reflexões.
Queridos/as leitores/as, com a sua companhia, o ArchDaily atravessou o ano de 2020. Ao longo deste período, trouxemos diariamente o que há de mais relevante na arquitetura global; crescemos, conquistamos o reconhecimento de arquitetos/as e contamos sempre com o apoio de nosso público. O ano de 2020 foi singular. Em um momento em que encontros e reuniões presenciais não eram possíveis, recorremos ao ambiente digital para trocar votos de boas-festas, transmitindo afeto e proximidade por meio de cartões virtuais. Reunimos os cartões de fim de ano que recebemos para compartilhá-los com vocês. Convidamos todos/as a conferir a criatividade dos/as arquitetos/as e, juntos/as, darmos as boas-vindas a 2021.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130615/boas-vindas-a-2021-cartoes-de-boas-festas-de-arquitetas-e-arquitetos-do-mundo-todoMilly Mo
2020 foi sem dúvidas um ano marcado por transformações e novos paradigmas. Pela primeira vez na história após mais de 100 anos desde a Gripe Espanhola, enfrentamos uma pandemia que nos levou ao completo isolamento dentro de nossas casas. No que se refere ao campo do Design de Interiores, a quarentena fez com que milhares de pessoas em todo o mundo repensassem sua relação pessoal com o lar e diferentes espaços. No Brasil, apesar da alta em reformas e a aquisição de produtos da indústria moveleira, o segmento enfretou uma baixa, mas o Produto Interno Bruto (PIB) do setor da construção deve crescer 3,8% em 2021, de acordo com dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-SP) em parceira com a Fundação Getulio Vargas (FGV) publicados no site da Revista Época Negócios.
Debruçados sobre os projetos de interiores brasileiros publicados nos últimos meses, somado a nossa experiência diária em curadoria, mapeamos 22 tendências que apontam o caminho para o futuro do Design de Interiores no terrítório brasileiro em 2021 e nos próximos anos. Baseado na integridade da seleção realizada, dividimos em cinco grandes grupos conceituais: Cores; Acabamentos e Superfícies; Integração Espacial; Economia e Ganho de Espaço; e Materiais Construtivos ressignificados nos Interiores. Confira a seguir:
Iniciativas ao redor do mundo têm, ultimamente, se voltado a imaginar formas de intervir no ambiente urbano a partir da atuação dos seus próprios habitantes, seja na concepção, construção, ou gerenciamento dos projetos. Compartilhando desta ideia, o urbanismo open-source, ou urbanismo de código aberto, tem buscado potencializar o papel de mudança dos cidadãos a partir da prática colaborativa.
Enquanto conceito elaborado e discutido em profundidade mais recentemente, é possível encontrar textos que abordam, em diferentes medidas, o conceito de urbanismo open-source com significados diversos. Mas, de forma geral, uma definição comum pode ser esboçada a partir do entendimento do urbanismo open-source como uma co-produção de bens urbanos comuns de código aberto.
Localizada a pouco mais de 100 quilômetros de distância de Tel Aviv, Beerseba (Be'er Sheva) é considerada uma das cidades mais antigas do Estado de Israel. Ainda que tenha sido fundada a mais de dois mil anos, a cidade de Beerseba foi destruída e reconstruída muitas vezes ao longo de sua vasta história, de forma que a sua identidade hoje pode ser definida por uma sobreposição de diversas camadas temporais. Uma das principais forças que veio a transformar a estrutura urbana da cidade de Beerseba foi o avassalador crescimento populacional da década de 1950 (logo após o estabelecimento do Estado de Israel em 1948). Naquele momento, o governo israelense decidiu por expandir e revitalizar a estrutura urbana da cidade, a qual passou de um pequeno vilarejo de pouco mais de 4.000 habitantes—em sua maioria militares—, para um dos maiores e mais importantes centros urbanos junto ao deserto de Negev. Desta forma, Beersheba, como muitas outras cidades do país, se transformou em um canteiro de obras a céu aberto, um lugar onde muitos jovens arquitetos modernistas puderam explorar a nova forma de se fazer arquitetura.
Quarenta por cento da população mundial vive próxima à áreas litorâneas, em uma faixa de no máximo cem quilômetros de distância à partir da costa, sendo que dez por centro delas ocupam áreas apenas dez metros acima do nível do mar. Este é um dado importantíssimo a se considerar quando pensamos em como as mudanças climáticas podem afetar a vida nas cidades. Hoje em dia, estima-se que até 2050 o aumento dos níveis das marés e as recorrentes inundações possam custar anualmente mais de um trilhão de dólares às cidades litorâneas do mundo todo. Não podemos negar que a humanidade está chegando a um impasse, um momento onde nunca estivemos tão vulneráveis às consequências das mudanças climáticas.
https://www.archdaily.com.br/pt/931856/como-as-cidades-estao-usando-a-arquitetura-para-combater-inundacoesNiall Patrick Walsh
China: Escritório de Vendas The Curtain / Larry Wen e Yibo Wang - Aoe. Imagem Cortesia de A' Design Award
O A’ Design Award é um prêmio internacional cujo objetivo é proporcionar a designers, arquitetos/as e inovadores/as de todas as áreas do design uma plataforma competitiva para apresentar seus trabalhos e produtos a um público global. Entre as diversas premiações do mundo do design, o A' Design Award destaca-se por sua escala e abrangência excepcionais, contando com mais de 100 categorias e tendo consagrado mais de 12.000 designers ao longo de seus 11 anos de história.
“A mão inteira será a décima parte do homem; Da parte inferior do queixo ao topo da cabeça é um oitavo de sua altura; Dos mamilos ao topo da cabeça será a quarta parte da altura.” Se você continua aqui sem ter ido buscar uma trena, essas frases foram escritas por Marcos Vitrúvio Polião, arquiteto romano que viveu no século I a.C., cujo maior legado foi o tratado escrito em latim “De Architectura Libri Decem” (em português, traduzido para Tratado de Arquitetura). Os dados apresentados por Vitruvius foram compilados e desenhados cerca de mil e quinhentos anos depois por Leonardo Da Vinci, em seu célebre trabalho “L’Uomo di Vitruvio”, intensamente reproduzido em diversos contextos, de capas de livros a aventais de cozinha.
É inegável que a inteligência artificial está transformando a maneira como projetamos e construímos nossos edifícios e cidades. Acredita-se que nos próximos trinta anos, até 2050, a incorporação de tais avanços tecnológicos serão amplamente sentidos em todos os aspectos da nossa vida cotidiana. Tendo em vista todos os desafios que se desenham à nossa frente, incluíndo as mudanças climáticas e a dificuldade cada vez maior de acesso à moradia, a inteligência artificial – se utilizada da maneira certa –, pode ser um dos nossos principais aliados para transformar um potencial futuro distópico e um mundo habitável e sustentável. Ao imaginarmos o futuro hoje, é impossível não tentar prever como será a vida daqui a trinta anos, e está cada vez mais difícil, dissociar a imagem do futuro como uma realidade definitivamente entrelaçada e dependente das novas tecnologias.
Em um mundo que já foi tão obcecado por imagens, ou por uma arquitetura que apenas servisse para alimentar o feed do “insta”, a ascensão do TikTok está criando uma reviravolta na forma como experimentamos e consumimos arquitetura. Em se tratando de números, podemos dizer que o TikTok já não é mais apenas uma modinha: só com a hashtag #architecture podemos acessar mais de 950 milhões de vídeos carregados, frequentemente utilizados para apresentar edifícios e obras de arquitetura segundo um tema ou interesse específico. Com a disseminação deste fenômeno, talvez estejamos assistindo ao fim da era do “edifício instagramável” e presenciando um momento em que o TikTok chegou para provocar uma transformação na maneira como nos conectamos e nos relacionamos com a arquitetura.