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Existe algo de “inteligente” nas cidades inteligentes?

Não tem como ser um urbanista ou se interessar pelas questões das cidades e ainda não ter ouvido — muito — sobre o movimento “Cidades Inteligentes” (“Smart Cities”). A ideia é que não há nada nas cidades que o uso de dados (especialmente “big data”) ou de tecnologia não resolva. O resultado tem sido uma série de afirmações sobre como é possível solucionar problemas tão desafiadores como habitação, tráfego e desigualdade simplesmente criando modelos mais elaborados com base em big data ou implantando novas formas de tecnologia.

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Rotunda de Terra Crua: residência sustentável impressa em 3D em 200 horas

Este projeto é a mais recente colaboração entre a empresa italiana de impressão 3D Mario Cucinella Architects (MC A) e a WASP. Trata-se da primeira vez que as duas equipes utilizam um material natural e reciclável — a terra crua (solo não processado) — para uma construção impressa em 3D. O domo resultante, batizado de TECLA, está localizado em Massa Lombarda, na província de Ravenna, Itália. A estrutura foi construída a partir do funcionamento simultâneo de várias impressoras 3D ao longo de 200 horas.

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Por que Luis Barragán ganhou o Prêmio Pritzker?

No dia 9 de março comemoramos o nascimento de Luis Barragán, um dos mais importantes arquitetos mexicanos de todos os tempos. Seguindo a recente divulgação dos últimos vencedores do Prêmio Pritzker de 2021, voltamos no tempo para falar do contexto no qual Barragán foi escolhido vencedor do mais importante prêmio de arquitetura a mais de quarenta anos atrás.

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Belgrado brutalista pelas lentes de Alexey Kozhenkov

O brutalismo é um estilo arquitetônico profundamente divisor - uma subcategoria do movimento modernista que apresentava acabamentos de concreto à vista, formas incomuns e uma estética sem dúvida única. Com especial protagonismo no Brasil e no Reino Unido, exemplos emblemáticos desse estilo também podem ser encontrados na Europa Oriental – particularmente, no território anteriormente conhecido como Iugoslávia.

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Intervenção de urbanismo tático inclusivo no Parque Villemar, em Fontibón

O momento na carreira de arquitetos e arquitetas em que se pode investir mais energia e tempo em um determinado projeto é, sem dúvida alguma, durante o período de formação universitária. Neste caso, duas estudantes compartilham conosco como elas, em colaboração com a população local do distrito de Fontibón, em Bogotá, e outros/as estudantes e membros do coletivo da SCA, realizaram a revitalização do Parque Villamar por meio do urbanismo tático inclusivo.

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Mais vegetação, espaços de convívio e mobilidade ativa: o que desejam os paulistanos na pandemia

A resiliência urbana foi posta em cheque com a chegada da pandemia de forma acelerada e drástica nas cidades. A limitação de deslocamentos, contatos e acesso aos espaços públicos foi a estratégia mais eficaz de contenção do vírus. Mas a estrutura da cidade, somada à falta de políticas públicas emergenciais, revelou-se nada resiliente quando grande parcela da população teve que continuar percorrendo longos trajetos em transporte público para trabalhar em serviços essenciais, e também quando a saúde mental e física da população foi afetada pela falta de acesso a locais que possibilitassem a prática de exercício físico em segurança, evidenciando a precariedade de oferta desses espaços na cidade.

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O futuro da habitação multifamiliar e os desafios de segurança associados

A habitação multifamiliar em ambientes urbanos proporciona benefícios sociais, econômicos e ambientais tanto para quem nela reside quanto para as cidades como um todo. Impulsionada após a crise financeira de 2008, a demanda por habitação multifamiliar continuou a crescer desde então e permanece forte hoje. As gerações Y e Z representam a parcela mais jovem e urbanizada de adultos, e esse grupo de jovens profissionais vem impulsionando grande parte da demanda por moradias compactas nos centros urbanos. Embora as gerações mais jovens sejam as principais promotoras dessas mudanças, a expectativa é que o resultado proporcione uma vida mais segura e prática para todas as pessoas.

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Fachadas de pedra: 7 casas revestidas de ardósia

A ardósia é um produto mineral, totalmente inerte e ecológico, com um processo de produção simples e eficiente. É um dos produtos naturais mais versáteis, adaptando-se a qualquer projeto como material de revestimento, seja em para cobertura, pisos ou fachada.
Dentre suas propriedades, destaca-se a resistência a temperaturas extremas, uma durabilidade superior a 100 anos e uma alta impermeabilidade, o que garante um bom rendimento em qualquer condição climática. Sua diversidade de formas, tamanhos e texturas permite uma multiplicidade de combinações, convidando os arquitetos a despertarem seu lado criativo.
A seguir, conheça 7 residências exemplares que utilizaram a ardósia como material de revestimento.

Da fazenda ao prato: como a arquitetura pode contribuir para o fornecimento de alimentos mais frescos

Se pararmos para pensar, a maioria dos alimentos que vemos em nosso prato possui uma história marcada por um longo trajeto que somos incapazes de descrever. Robyn Shotwell Metcalfe, em seu livro Food Routes: Growing Bananas in Iceland and Other Tales from the Logistics of Eating (2019), cita como exemplo a improvável rota dos peixes que são pescados na Nova Inglaterra, exportados para o Japão, e depois enviados de volta como sushi, revelando uma grande e complexa rede invisível aos olhos de quem compra a bandeja de comida japonesa no mercadinho da esquina.

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Otimização e eficiência da construção modular em projetos de casas brasileiras

Como já explicamos em um artigo publicado anteriormente, o conceito da modulação na arquitetura se traduz na adaptação de um projeto a um módulo definido, seja a partir de uma medida específica utilizada como base ou das dimensões de determinado material construtivo.

Atrelada à esse conceito, mas fundamentada ainda em outras definições, as construções modulares partem do estudo prévio e da previsão de módulos pré-fabricados transportáveis para montagem no local da construção, motivo pelo qual costumam ser concluídas de forma mais ágil e eficiente quando comparadas àquelas tradicionais.

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Casas circulares de terra crua: estrutura e revestimento em 200 horas de impressão 3D

Uma recente colaboração entre a equipe de Mario Cucinella Architects (MC A) e a WASP, especialistas em impressão 3D na Itália, resultou na primeira construção impressa que usa um material natural, reciclável e neutro em carbono: terra crua. O protótipo de habitação circular se chama TECLA e foi construído em Massa Lombarda (Ravenna, Itália), por meio de múltiplas impressoras 3D sincronizadas para funcionar ao mesmo tempo.

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O paradoxo do desenvolvimento “sustentável” sem fim

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge

Em um recente artigo publicado no Common Edge, discuti brevemente um conceito que chamo de “mentira tripla”, que é a idéia de um sistema econômico “saudável” alimentado por um número crescente de pessoas, as quais consumirão cada vez mais—e que este sistema continuará funcionando perfeitamente ad infinitum. Ao longo de sua história, os Estados Unidos se apegaram à ideia de um crescimento econômico infinito, e muito disso se deve ao fato que esta ilusão opera como uma espécie de ópio para o povo, dissimulando o conflito de classe. No entanto, “a mentira tem pernas curtas” e como todos nós sabemos, estamos nos aproximando do limite finito do crescimento, tanto do ponto de vista dos recursos (estamos esgotando nossas matérias-primas) quanto do ponto de vista tecnológico (nossas invenções estão se tornando cada dia menos revolucionárias).

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Craig Dykers: "Muitas pessoas não querem a desordem. Elas querem uma beleza que vai além da perfeição"

O podcast Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e a vida cotidiana. Apresentado pelos arquitetos David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diversos profissionais criativos em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e debates pessoais.

Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros apresentam dicas para profissionais de design, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.

Esta semana, David e Marina conversam com Craig Dykers, cofundador do escritório Snøhetta, para discutir como a arquitetura pode gerar tanto segregação quanto inovação nos escritórios e no Capitólio dos EUA; a importância de dialogar de forma significativa com o público leigo; a natureza caótica da vida; a criação de uma arquitetura bela que beneficie a sociedade em geral; a luta por igualdade; uma breve história da profissão contemporânea de arquitetura e seu estado atual; a dependência da teoria na arquitetura; e muito mais. Aproveite!

Cidades do futuro: das utopias modernas às propostas ecológicas contemporâneas

Ao longo da história, reformadores religiosos e arquitetos-estrelas visionários tentaram imaginar o futuro de nossas cidades: da cidade modelo veneziana de Palmanova ao complexo habitacional de vários andares para 5.000 pessoas desenhado pelo arquiteto italiano Paolo Soleri, da Broadacre City de Frank Lloyd Wright a Ville Radieuse de LeCorbusier, vários planos foram elaborados para ilustrar algumas das ambições sem precedentes.

Atmosferas brancas: criando espaços calmos com divisórias de tecido

No apogeu do modernismo, arquitetos como Le Corbusier e Mies van der Rohe exaltaram o valor estético das superfícies brancas, que eles viam como uma conotação de pureza e simplicidade. A Casa Farnsworth de Mies van der Rohe, por exemplo, combinou a brancura despojada de seu esqueleto estrutural com amplas esquadrias do chão ao teto, usando a luz natural envolvente para elevar ainda mais as aspirações já celestiais do espaço. Hoje, alguns arquitetos e designers contemporâneos desenvolveram a estética sublime da arquitetura moderna de alta tecnologia usando divisórias com tecidos translúcidos, complementando a pureza das paredes brancas com o jogo etéreo de luz e sombra dos tecidos. Abaixo, discutimos diferentes estratégias projetuais para trabalhar com tecidos brancos dessa forma e incluímos dois exemplos de projetos que usaram tecidos translúcidos de maneiras suaves, mas inovadoras.

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Paisagismo em escala urbana: 12 projetos de parques lineares

Presentes em diferentes contextos – de orlas fluviais, áreas costeiras ou inseridos na malha urbana – parques lineares representam uma tipologia muito particular de espaço público que, de partida, evoca a ideia de um vetor e, consequentemente, o sentido de movimento. Nem por isso limitam-se a atividades e programas associados à passagem e deslocamento, mostrando-se uma instigante solução para a carência de espaços de lazer, contemplação e permanência nas mais variadas situações urbanas.

A seguir, reunimos 12 exemplos de parques lineares construídos em diferentes partes do mundo, ilustrados por fotografias e pelos desenhos de suas plantas. 

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Dia Mundial da Justiça Social: 20 projetos que promovem a igualdade na América Latina

“Este tipo de projeto é de vital importância, pois busca reverter a instabilidade social, econômica, urbana e política, oferecendo um atendimento organizado às necessidades comunitárias e criando plataformas construídas que servem como articuladoras entre a escala intrapessoal e a intrainstitucional.” Trecho do memorial descritivo do Centro de Desenvolvimento Comunitário / OCA + BONINI

Desde 2008, a cada dia 20 de fevereiro, a celebração do Dia Mundial da Justiça Social busca apoiar e promover o trabalho da comunidade internacional voltado a alcançar o desenvolvimento sustentável, erradicar a pobreza, promover o pleno emprego, o trabalho decente, a proteção social universal, a igualdade de gênero e o acesso ao bem-estar social e à justiça para todas e todos. Para as Nações Unidas, “A justiça social é um princípio fundamental para a convivência pacífica e próspera, tanto dentro dos países quanto entre eles", representando o núcleo de sua missão na promoção do desenvolvimento e da dignidade humana.

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Espaços públicos, privados e utopias tecnológicas: de que maneira a pandemia afetou os/as não designers?

Espaços públicos, privados e utopias tecnológicas: de que maneira a pandemia afetou os/as não designers? - Image 1 of 4Espaços públicos, privados e utopias tecnológicas: de que maneira a pandemia afetou os/as não designers? - Image 2 of 4Espaços públicos, privados e utopias tecnológicas: de que maneira a pandemia afetou os/as não designers? - Image 3 of 4Espaços públicos, privados e utopias tecnológicas: de que maneira a pandemia afetou os/as não designers? - Image 4 of 4Espaços públicos, privados e utopias tecnológicas: de que maneira a pandemia afetou os/as não designers? - Mais Imagens

Em todo o mundo, tanto arquitetos e arquitetas quanto designers especulam sobre os espaços pós-covid e variadas são as suas propostas impulsionadas pela utopia da tecnologia avançada e do wi-fi para todos, caminhando lado a lado com preocupações genuínas: Como projetar espaços que não exijam contato físico? Será o fim dos espaços de coliving ou coworking? Como projetar para o isolamento? Mas o que acontece no México? Considerando que mais de 56% dos/as habitantes se dedicam ao comércio informal e onde há uma exclusão digital de mais de 40% da população que não possui conexão com a internet.

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As possibilidades do Concreto Pigmentado: 20 edifícios impregnados de cor

Quando pensamos em concreto, a cor cinza geralmente nos vem à cabeça. O traço tradicional do concreto, que leva cimento, brita, areia e água pode apresentar variações por conta dos seus elementos compositivos, mas sempre varia entre o cinza claro e o escuro. No entanto, um recurso que vem sendo cada vez mais utilizado é o de agregar pigmentos a essa mistura, para se alcançar cores variadas na aparência final da obra, já que tornam todo o concreto, por dentro e por fora, colorido. Essas tonalidades decorrem da adição de óxidos: as cores amarelo, vermelho e suas derivações (marrons) são obtidas com a adição do óxido de ferro, enquanto que o óxido de cromo e de cobalto criam o efeito de cor verde e azul, respectivamente. Para o concreto preto, geralmente inclui-se óxido de ferro preto e óxido de carbono, combinados com cimento pozolânico .

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A fascinante história e a feiura oculta do "curb appeal"

Qual é o perigo de tornar algo bonito? No caso das residências, no entanto, a questão pode ser complexa. A atratividade da fachada — o chamado *curb appeal* — parece um conceito inofensivo, mas profissionais da arquitetura já o definiram como um “significante vazio de bom design” ou até mesmo como algo sinistro ou perturbador. Esse apelo visual prioriza a composição estética superficial em detrimento de considerações espaciais mais profundas. Além disso, a regulamentação excessiva do decoro visual facilmente descamba para práticas exclusionárias e opressivas. Este vídeo analisa detalhadamente a história, a evolução e as consequências do *curb appeal* sob a perspectiva de um/a arquiteto/a, utilizando exemplos da cultura popular, da arte, do cinema e da arquitetura. Origens inesperadas e desvios peculiares por jardins pitorescos, espelhos para observação da paisagem e exposições como ‘Signs of Life’, de Venturi e Scott Brown, servem como marcos em nossa jornada para compreender a visão das pessoas sobre como as casas devem ser.

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Última chamada: inscreva seu projeto no A' Design Awards 2021

Se você estava em dúvida sobre enviar ou não o seu trabalho para a edição de 2021 do A’ Design Award, a hora é agora! Esta é a sua última oportunidade de inscrever o seu projeto, pois o prazo final para envio de propostas se encerra em 28 de fevereiro de 2021. O prêmio internacional A' Design Award oferece a designers a oportunidade de apresentar seus trabalhos a um público global, seja você designer, arquiteto/a ou inovador/a de qualquer outra área do design. Entre outras premiações e concursos do setor, o A' Design Award se destaca por sua escala excepcional, contando com mais de 100 categorias de design.

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Por que o Do-It-Together pode ser a solução para muitos problemas da arquitetura?

Ao redor do mundo, uma nova geração de arquitetos está questionando a “velha maneira de se fazer arquitetura”, trazendo consigo mudanças consideráveis para o nosso meio, especialmente no que se refere às camadas mais pobres da população, que antes não tinham acesso ou sequer condições de aceder ao serviço de profissionais. Este é o primeiro de uma série de artigos nos quais pretendemos apresentar e debater de que forma esta nova prática está transformando o campo de ação de muitos arquitetos e arquitetas ao redor do mundo. A arquitetura Do-It-Together é uma prática fundamentada no respeito mútuo entre as partes envolvidas e procura estabelecer processos colaborativos baseados na confiança entre arquitetos e clientes.

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Smart Buildings: Metodologia BIM para a criação de edifícios inteligentes

O simples fato de associar a palavra "Smart" a algum termo arquitetônico, tecnológico ou de qualquer outro tipo parece transformá-lo em algo inovador ou futurista. Exemplos como Smart City, Smart Industry ou Smart Commerce mostram como o adjetivo "Smart" começa a ser mais comum do que imaginamos e, além disso, já não nos soa tão estranho. Pois bem, o Smart Building também é um conceito inovador e bastante utilizado no mundo da arquitetura atual. O grande desafio, como ocorre com qualquer termo ambíguo e inovador, é encontrar uma definição clara para ele. Embora exista uma vasta literatura a esse respeito e seja difícil encontrar uma definição 100% consensual, podemos definir o Smart Building como: "aquela edificação que busca a plena eficiência energética em seu uso, alcançando esse objetivo por meio de uma gestão e de um controle integrados e automatizados de todos os seus sistemas".

O que faz com que uma casa seja considerada "verde"?

Muitas vezes não consegui decifrar se uma construção cheia de árvores se encaixa bem na categoria de arquitetura sustentável. Da mesma forma, já tive que argumentar com amigos ou familiares, ou seja, pessoas que não estão familiarizadas com a ideia de infraestrutura verde, que essas edificações podem estar muito longe de serem realmente sustentáveis. 

Atualmente, o marketing feito em cima da ideia de arquitetura sustentável está, em grande medida, ligado ao greenwashing. Não há mais uma lacuna clara entre o que pode ou não contribuir para a criação de ambientes mais saudáveis. Quando trazemos essa inquietação para a tipologia residencial, isto é, o tipo de arquitetura mais produzido no planeta, a questão se torna realmente preocupante. Então nos perguntamos: o que torna uma casa "verde"?

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