
O CLOU architects é um escritório internacional de design premiado nas áreas de arquitetura, interiores e paisagismo. A equipe de design diversificada do CLOU é composta por cerca de 65 profissionais criativos de todo o mundo.

O CLOU architects é um escritório internacional de design premiado nas áreas de arquitetura, interiores e paisagismo. A equipe de design diversificada do CLOU é composta por cerca de 65 profissionais criativos de todo o mundo.

Enquanto uma parte da sensação de conforto e bem-estar em um ambiente interno está relacionada a fatores externos à edificação, como a iluminação e ventilação naturais, outra está diretamente associada à distribuição espacial interna e às sensações provocadas nos habitantes daquele espaço por meio da arquitetura.
Conciliar todos os fatores que proporcionam um maior conforto e bem-estar nos espaços internos é sempre um desafio em um projeto arquitetônico, sobretudo em ambientes com áreas reduzidas, onde o espaço deve ser aproveitado ao máximo e nem sempre há a possibilidade de prever grandes aberturas para o exterior ou nem mesmo para abrigar todas as funções do programa de uma maneira convencional.

Há um ditado que diz que “toda boa arquitetura vaza”. Embora provavelmente não tenha a intenção de ser um endosso a infiltrações e danos causados pela água, este vídeo leva a sério a afirmação ao analisar, de forma lúdica, alguns dos vazamentos mais célebres da arquitetura. Frank Lloyd Wright era famoso por desconsiderar as muitas goteiras não intencionais de seus edifícios, tendo inclusive dito certa vez ao Sr. Johnson que mudasse sua mesa de lugar caso não gostasse de vê-la sob a chuva. Contudo, existem também diversas infiltrações intencionais marcantes na história da arquitetura, como no hall de entrada das Termas de Vals, de Peter Zumthor. Ali, as paredes permitem que a água subterrânea da montanha ao redor se infiltre, formando belos painéis a partir dos depósitos minerais que a água carrega em seu trajeto pela terra. Sejam intencionais ou não, as infiltrações são uma realidade inevitável e importante para os/as arquitetos/as. Deve haver sempre um plano para lidar com a água que entrará em nossos edifícios, e este vídeo oferece essa reflexão por meio de cinco estratégias bem-humoradas.

Dissociar a arquitetura dos mobiliários é algo quase impossível. Como Le Corbusier estacionava carros contemporâneos à obra para fotografar seus projetos, os mobiliários evidenciam a época e o estilo de vida do usuário que habita o espaço. De fato, a partir do momento que a humanidade deixa de ser nômade, há registros de mobiliários rudimentares. Em um sítio escavado, que data entre 3.100 e 2.500 aC, descobriu-se uma variedade de móveis de pedra, de armários e camas a prateleiras e assentos de pedra. Com o tempo, os móveis foram ganhando protagonismo. Além das funções desempenhadas, mobiliários também sempre foram utilizados para exprimir ideias. Sejam os móveis exclusivos e luxuosos do Egito Antigo, para exercer o poder e a riqueza do império, até o design funcional e simplificado da Bauhaus, em um momento de reconstrução e racionalidade no mundo, estudar a evolução do design de móveis é importante para se entender os estilos de arquitetura.
Atualmente, o avanço da tecnologia e a internet faz com que as mudanças sejam cada vez mais rápidas, até difíceis de assimilar e acompanhar. Os mobiliários acompanham essa tendência, seja na maneira de desenhá-los, fabricá-los ou mesmo vendê-los. Abaixo, selecionamos algumas formas que a tecnologia vem impactando neste campo:
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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge como "Five Women Architects Revitalize a Giant Public-Housing Project in Rome."
O Corviale é um dos maiores conjuntos de habitação social do pós-guerra na Itália e, sem dúvida, um dos mais polêmicos. Reverenciado e detestado na mesma medida, o complexo continua a ser um local de peregrinação para escolas de arquitetura de todo o mundo. Il Serpentone (A Grande Serpente), como é carinhosamente chamado, estende-se por quase um quilômetro em linha reta — um edifício monolítico e brutalista que paira sobre a paisagem na periferia de Roma. No entanto, não há nada de sinuoso em uma construção feita de 750 mil metros quadrados de concreto armado condensados em 60 hectares. Esse colossal arranha-céu horizontal é formado por estruturas gêmeas de 30 metros de altura cada, conectadas por labirintos de corredores longos, passarelas externas e pátios internos. Dividido em cinco unidades habitacionais, cada uma com sua própria entrada e escada, o complexo abriga 1.200 apartamentos e até 6.000 pessoas.

“Antes da era dos combustíveis fósseis baratos, durante a qual se popularizaram as tecnologias modernas de calefação e condicionamento de ar, a arquitetura tradicional, era por assim dizer, mais sensível às condições climáticas específicas. Depois da recente crise energética, o interesse pelas estratégias passivas na arquitetura parece estar ressurgindo com força total.” [1]
Resumidamente, poderíamos dizer que a arquitetura bioclimática é aquela que incorpora, desde as primeiras fases de projeto, estratégias e recursos passivos, ou seja, aqueles que permitem aproveitarmos as condiciones favoráveis específicas do clima e local, oferecendo, simultaneamente, proteção contra as possíveis condições extremas. Desta forma, esta arquitetura não só permite a criação de melhores condições de conforto interior, mas também permite minimizar o consumo energético do edifício como um todo, diferenciando-a das abordagens mais convencionais, onde delega-se o controle das condições de conforto à sistemas mecânicos de condicionamento de ar, de aquecimento e e arrefecimento. A arquitetura bioclimática, então, está baseada em uma busca contínua por otimizar recursos, principalmente através de suas formas e volumes, orientações de fachadas e aberturas, materiais naturais e locais, uso do espaço, e outras tantas variáveis.

Nem todos conhecem a existência e o funcionamento da usina de energia solar Cerro Dominador, na região de Antofagasta, no norte do Chile.

Profissionais de design conceberam instituições cívicas, centros governamentais, praças públicas e diversos outros espaços como testemunhos de valores individuais e coletivos. Como os espaços de encontro e intercâmbio são elementos fundamentais para a vida urbana, a arquitetura também pode atuar como um meio para incentivar a compreensão mútua. Ao defender o conhecimento e capacitar o público, as bibliotecas celebram as ideias, a curiosidade e a empatia.

Em uma pesquisa de 2016 com 400 funcionários nos Estados Unidos, a Saint-Gobain descobriu que os ocupantes de prédios de escritórios geralmente reclamavam de má iluminação, temperatura, ruído e qualidade do ar, levando a empresa a deduzir a necessidade de melhorar a iluminação e o conforto térmico dos edifícios, ao mesmo tempo mantendo baixo consumo de energia e liberdade de projeto para arquitetos e clientes. Sua solução foi o SageGlass, um vidro inovador criado pela primeira vez em 1989 e desenvolvido ao longo das últimas três décadas. O vidro, que possui um envidraçamento dinâmico que protege do calor solar e do ofuscamento, otimiza simultaneamente a entrada de luz natural. Uma solução sustentável e estética, a adaptabilidade do SageGlass às condições externas elimina a necessidade de persianas ou venezianas.

Com 832 quilômetros de costa voltada para o Oceano Atlântico, Portugal tem uma longa e profunda relação com o mar, que por séculos foi considerado a principal porta de comunicação do país com o restante do mundo. Hoje, a costa portuguesa atrai anualmente milhões de turistas vindos de outras partes da Europa e de todo o mundo, que chegam em busca de clima quente e belas paisagens à beira-mar. O principal alvo são as praias do sul, com temperaturas médias mais altas que as da região norte, entretanto, o aumento do número de turistas na última década é visivel em todas as partes do país.

O trabalho remoto ao longo do último ano acelerou a introdução de novas abordagens de renderização em tempo real e, com isso, surgiu uma nova necessidade: como alguém pode se sentir fisicamente presente dentro de um espaço sem realmente estar lá? Diante disso, profissionais de design recorreram ao mundo virtual, um vasto domínio de ambientes construídos interativos que podem ser acessados no conforto do próprio lar. Até mesmo os dispositivos utilizados, como headsets e óculos, tornaram-se mais acessíveis para a grande maioria do público e estão sendo vendidos a preços mais baixos do que inicialmente. Acostumamo-nos a construir, modificar e navegar entre diferentes ambientes, transitando entre o real e o virtual. A verdade é que o virtual se tornou o novo normal.

Você estaria disposto a comprar uma casa através de um robô, utilizando apenas um aplicativo? À medida que a tecnologia se torna cada vez mais integrada ao setor de arquitetura e real state, a ideia, antes bizarra, torna-se realidade. Apenas uma década atrás, quase ninguém falava sobre tecnologia e startups no ambiente construído. O setor imobiliário, que historicamente carecia de inovações tecnológicas em comparação a outros setores, agora está se posicionando para se reinventar, como um setor mais eficiente, flexível e automatizado - resultando em uma das mais novas palavras-chave, que está dominando o mundo, as proptechs - (property technology).

O design solar na arquitetura contemporânea está enraizado na guinada sustentável da profissão. A relação entre arquitetura e energia está atrelada tanto a estratégias passivas quanto ao desempenho proporcionado por inovações tecnológicas mais recentes. Como uma das formas de começar a enfrentar a crise climática global e as emissões de gases de efeito estufa, o design solar está redesenhando cidades e a arquitetura em todo o mundo.
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Em vidas passadas eu fiz um mestrado em semiótica e aprendi a prestar atenção nas palavras que escolhemos. Por exemplo, abra qualquer livro de arquitetura brasileira e você lerá alguns subtítulos que ajudam a organizar cronologicamente nosso espaço construído: Arquitetura Indígena, Arquitetura do Brasil Colônia, Arquitetura do Brasil Imperial, Arquitetura Moderna Brasileira, Arquitetura Contemporânea no Brasil. Notaram a sutil diferença, a palavra Brasil que dá nome a esta terra aparece em todos os períodos pós colonização mas não naquele que é justamente o modo de construir original deste lugar.

Arquitetas, arquitetos, urbanistas e estudantes da área têm muito a aprender com os modelos construtivos dos primeiros ocupantes do território brasileiro, que há muito tempo produzem abrigos adaptados ao contexto local. Estabelecer um conjunto de características comuns às soluções arquitetônicas indígenas se mostra uma abordagem muito superficial, já que as conformações e dimensões das ocas ou malocas indígenas variam a depender da tribo e quantidade de pessoas que habitam ali. Porém, ao estudar os diferentes exemplares da arquitetura indígena, é possível rever a noção de “tecnologia avançada” e assimilar soluções sustentáveis e adaptadas às condições ambientais.

A seleção com curadoria desta semana dos Melhores Projetos Não Construídos foca em propostas voltadas para o aprendizado, a pesquisa e a cultura, enviadas pela comunidade do ArchDaily. De jardins de infância a bibliotecas e universidades, o artigo explora como diferentes espaços de conhecimento ao redor do mundo são projetados para inspirar as pessoas que os frequentam.
Apresentando uma variedade de escalas e programas arquitetônicos, a lista inclui uma biblioteca circular na Coreia do Sul, um jardim de infância em forma de ponte na Polônia e uma universidade em Tel Aviv que cria uma série de oportunidades para interações diretas e aprendizado espontâneo. A seguir, apresentamos programas arquitetônicos que atendem à disseminação do conhecimento em todas as suas formas e para todas as faixas etárias e grupos sociais.

“Fique em casa”. Esse é o slogan que tem regido nossa vida no último ano, uma palavra de ordem que nos fez ressignificar a casa como refúgio, como abrigo, como proteção. Nessa nova condição instaurada, muito se tem discutido sobre o importante papel da arquitetura e do design de interiores para a promoção do bem-estar físico e mental dos seus ocupantes.
Voltamos nossos olhos e nossos esforços para inúmeras estratégias espaciais – das mais elaboradas às mais simples – que nos prometiam devolver a vocação de refúgio aos nossos lares. Em meio a essa busca, e apesar de estarmos vivendo na era mais tecnológica de todos os tempos, curiosamente, voltamos nossa atenção ao mais elementar, como um retorno às origens.
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Em qualquer processo de planejamento, existe uma série de documentos — entre materiais gráficos e textuais — que irão estabelecer um direcionamento para algo que irá se concretizar no futuro. No planejamento urbano, o master plan se configura como um dos instrumentos mais frequentes nesse sentido.

Há 12 mil anos, nossos ancestrais perceberam que onde caía uma semente ou um fruto, nascia uma planta. A partir daí, eles analisaram que poderiam plantar as sementes e um tempo depois colher os seus frutos. Por isso, pararam de se mudar de um lugar para outro em busca de alimentos e começaram a morar somente no lugar onde podiam plantar. E assim começaram a se estabelecer nas primeiras cidades do mundo e criar o que hoje chamamos de agricultura.

A incidência solar é uma das variáveis mais importantes a serem consideradas em projetos de arquitetura pois impactam uma série de decisões que vão desde a orientação da edificação no terreno à especificação das esquadrias. Nesse sentido, o estudo adequado não apenas da incidência, mas também da trajetória do sol é fundamental para promover o conforto lumínico nos ambientes internos de um edifício.

Reunimos uma seleção de exposições online sobre urbanismo — disponíveis gratuitamente no Google Arts & Culture —, sobre a história do desenvolvimento de grandes cidades ao redor do mundo. Confira a seguir:

Pesquisadores apontam que "proto-estufas" surgiram por conta da vontade do Imperador romano Tibério (42 a.C. a 37 dC) de comer pepinos todos os dias do ano. Como no inverno era impossível cultivar o vegetal na Ilha de Capri, seus jardineiros desenvolveram camas montadas sobre rodas que se moviam para o sol e nos dias de inverno eram postas sob uma cobertura translúcida feita de Selenita (uma variedade de gipsita bem cristalizada e com aparência vítrea). Mas a produção de estufas em grande escala tornou-se mesmo possível após a Revolução Industrial e com a disponibilidade de folhas de vidro produzidas em massa. Desde então, elas têm sido utilizadas para cultivar alimentos e flores, conformando um microclima adequado às espécies vegetais mesmo em locais com climas severos. Mas em alguns casos, essas condições internas também podem ser interessantes para os espaços de vida. A recente premiação de Lacaton & Vassal reacendeu esse assunto. Como é possível criar estufas que possam ser boas para humanos e plantas?

Juntamente com as preocupações com as questões relacionadas nosso ambiente, surgem movimentos, novas palavras, conceitos e termos relacionados ao seu enfrentamento, que nos obrigam a ficarmos sempre atualizados. A própria palavra sustentabilidade enfrentou alguma resistência até ser incorporada no vocabulário e utilizada largamente nos mais diversos contextos. Atualmente se fala muito sobre Economia Circular, Resiliência, 4 Rs, mineração urbana, entre outros. Além disso, há movimentos que são incorporados de outros meios, evidenciando a transversalidade de tais questões. Um deles é o dos Materiais a 0 km, que têm figurado em manifestos e alguns projetos, ainda que timidamente, nos últimos tempos.
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Muitos arquitetos e arquitetas são conscientes da importância de se levar em conta todos os sentidos humanos quando projetam seus espaços e edifícios. Ao abordar a percepção espacial do usuário como o resultado de uma somatória de diferentes sensações, a qual não pode ser reduzida a mera experiência visual do espaço, arquitetas e arquitetos são capazes de projetar edifícios e espaços cada vez mais inclusivos e acessíveis. Felizmente, ao longo das últimas décadas testemunhamos na arquitetura um enorme salto em relação a construção de espaços e edifícios mais acessíveis e acolhedores, principalmente em se tratando de pessoas com algum nível de restrição motora, porém, ainda estamos devendo muito em relação aos usuários com limitações cognitivas ou que passaram por algum tipo de experiência traumática.
A cura de pessoas com traumas não é nada simples e tampouco há um tratamento específico que possa servir à todos os pacientes. Nestes casos, a recuperação é uma longa jornada e que exige muito esforço do indivíduo, de tudo e todos ao seu redor. Muitas vezes, as vítimas de trauma são aconselhadas a passar mais tempo ao ar livre, em contato direto com a natureza. Mas e os espaços interiores? Considerando que atualmente a maioria de nós costuma passar praticamente 90% do tempo em espaços fechados, é imprescindível que a arquitetura destes ambientes de cura também seja concebida para promover a eficácia dos processos terapêuticos. Embora a primeira imagem que nos vem à mente seja um espaço com iluminação e ventilação natural abundante, materiais naturais e cores neutras, será mesmo que estes espaços contribuem para os processos de cura?