Há 12 mil anos, nossos ancestrais perceberam que onde caía uma semente ou um fruto, nascia uma planta. A partir daí, eles analisaram que poderiam plantar as sementes e um tempo depois colher os seus frutos. Por isso, pararam de se mudar de um lugar para outro em busca de alimentos e começaram a morar somente no lugar onde podiam plantar. E assim começaram a se estabelecer nas primeiras cidades do mundo e criar o que hoje chamamos de agricultura.
A incidência solar é uma das variáveis mais importantes a serem consideradas em projetos de arquitetura pois impactam uma série de decisões que vão desde a orientação da edificação no terreno à especificação das esquadrias. Nesse sentido, o estudo adequado não apenas da incidência, mas também da trajetória do sol é fundamental para promover o conforto lumínico nos ambientes internos de um edifício.
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Berlim, Alemanha. Foto de Adam Vradenburg, via Unsplash
Reunimos uma seleção de exposições online sobre urbanismo — disponíveis gratuitamente no Google Arts & Culture —, sobre a história do desenvolvimento de grandes cidades ao redor do mundo. Confira a seguir:
https://www.archdaily.com.br/pt/958974/12-exposicoes-virtuais-gratuitas-sobre-cidades-e-urbanismoAnthony Ling e Gabriel Lohmann
Pesquisadores apontam que "proto-estufas" surgiram por conta da vontade do Imperador romano Tibério (42 a.C. a 37 dC) de comer pepinos todos os dias do ano. Como no inverno era impossível cultivar o vegetal na Ilha de Capri, seus jardineiros desenvolveram camas montadas sobre rodas que se moviam para o sol e nos dias de inverno eram postas sob uma cobertura translúcida feita de Selenita (uma variedade de gipsita bem cristalizada e com aparência vítrea). Mas a produção de estufas em grande escala tornou-se mesmo possível após a Revolução Industrial e com a disponibilidade de folhas de vidro produzidas em massa. Desde então, elas têm sido utilizadas para cultivar alimentos e flores, conformando um microclima adequado às espécies vegetais mesmo em locais com climas severos. Mas em alguns casos, essas condições internas também podem ser interessantes para os espaços de vida. A recente premiação de Lacaton & Vassal reacendeu esse assunto. Como é possível criar estufas que possam ser boas para humanos e plantas?
Juntamente com as preocupações com as questões relacionadas nosso ambiente, surgem movimentos, novas palavras, conceitos e termos relacionados ao seu enfrentamento, que nos obrigam a ficarmos sempre atualizados. A própria palavra sustentabilidade enfrentou alguma resistência até ser incorporada no vocabulário e utilizada largamente nos mais diversos contextos. Atualmente se fala muito sobre Economia Circular, Resiliência, 4 Rs, mineração urbana, entre outros. Além disso, há movimentos que são incorporados de outros meios, evidenciando a transversalidade de tais questões. Um deles é o dos Materiais a 0 km, que têm figurado em manifestos e alguns projetos, ainda que timidamente, nos últimos tempos.
Muitos arquitetos e arquitetas são conscientes da importância de se levar em conta todos os sentidos humanos quando projetam seus espaços e edifícios. Ao abordar a percepção espacial do usuário como o resultado de uma somatória de diferentes sensações, a qual não pode ser reduzida a mera experiência visual do espaço, arquitetas e arquitetos são capazes de projetar edifícios e espaços cada vez mais inclusivos e acessíveis. Felizmente, ao longo das últimas décadas testemunhamos na arquitetura um enorme salto em relação a construção de espaços e edifícios mais acessíveis e acolhedores, principalmente em se tratando de pessoas com algum nível de restrição motora, porém, ainda estamos devendo muito em relação aos usuários com limitações cognitivas ou que passaram por algum tipo de experiência traumática.
A cura de pessoas com traumas não é nada simples e tampouco há um tratamento específico que possa servir à todos os pacientes. Nestes casos, a recuperação é uma longa jornada e que exige muito esforço do indivíduo, de tudo e todos ao seu redor. Muitas vezes, as vítimas de trauma são aconselhadas a passar mais tempo ao ar livre, em contato direto com a natureza. Mas e os espaços interiores? Considerando que atualmente a maioria de nós costuma passar praticamente 90% do tempo em espaços fechados, é imprescindível que a arquitetura destes ambientes de cura também seja concebida para promover a eficácia dos processos terapêuticos. Embora a primeira imagem que nos vem à mente seja um espaço com iluminação e ventilação natural abundante, materiais naturais e cores neutras, será mesmo que estes espaços contribuem para os processos de cura?
Na mais recente entrevista do Louisiana Channel, a arquiteta indiana Anupama Kundoo compartilha suas reflexões sobre a importância de equilibrar as viagens e o momento de solidão consigo mesma. "Acho que viajar é importante, mas se você não estiver ancorado em si mesmo, irá a cem lugares e não verá nada", explica a arquiteta, "viajar ajuda a se distanciar daquilo que consideramos garantido".
Se alguém tentasse te vender uma casa virtual, qual seria a sua primeira reação? Isso mesmo—uma casa virtual, um arquivo digital de uma casa. Você compraria uma casa que jamais poderia habitar pela simples razão de que esta casa jamais seria construída? Apenas uma imagem, um vídeo que você poderia assistir quantas vezes quiser. É disso que se trata quando falamos da comercialização de arquitetura digital NFT, a sigla para Tokens Não Fungíveis—um conceito que parece ter tomado o mundo de assalto da noite para o dia. Caso você tenha dormido no ponto, esta é a infinitésima ‘grande discussão’ do momento no mundo da arquitetura. Em uma profissão que procura constantemente redefinir o seu significado, a chegada dos NFTs promete grandes mudanças para o futuro da arquitetura, sendo a transformação de ambientes virtuais em mercadoria a mais grave delas.
Este episódio de Architecture w/ Stewart explora as únicas cinco formas de organizar a planta de um edifício — pelo menos de acordo com Francis Ching em seu livro canônico Arquitetura: Forma, Espaço e Ordem. Cada uma das cinco — centralizada, linear, radial, agrupada e em grelha — oferece benefícios e oportunidades únicas para arquitetos/as, clientes ou visitantes. Algumas dessas estratégias são reservadas para edifícios cerimoniais formais, ao passo que outras são mais adequadas para proporcionar uma exploração menos rígida e mais orgânica por parte de seus/suas ocupantes. Algumas resultam em formas completas e autônomas, ao passo que outras podem encolher ou expandir com facilidade. Contudo, cada edifício é, de alguma forma, uma combinação dessas cinco estratégias básicas. Utilizando recortes de papel, figuras humanas de plástico e exemplos representativos da história e de construções recentes, Stewart demonstra o valor e as possibilidades de cada estratégia organizacional.
Usado desde a era romana massivamente em construções das mais diversas escalas, é quase impossível pensar em uma edificação que não tenha ao menos um elemento em concreto. De fato, trata-se do material de construção mais utilizado no mundo, por sua versatilidade, resistência, facilidade de manuseio, valor acessível, estética, entre outros fatores. Ao mesmo tempo, sua manufatura também é um dos principais poluidores na atmosfera, sobretudo pelo fato de a indústria de cimento emitir por volta de 8% de todas as emissões mundiais de dióxido de carbono (CO2).
Mas além da sua produção intensiva, tratando-se de um material tão rígido, pesado e composto por cimento, água, pedra e areia, seria possível dar um uso sustentável ao concreto após a demolição, sem destinar os resíduos como entulhos a locais indevidos, ou sobrecarregando os aterros sanitários?
O INCLUSIVE ARCHITECTURAL PRACTICE é um escritório internacional e pioneiro que integra arquitetura, design de interiores, paisagismo e design gráfico. Composto majoritariamente por profissionais de design com experiência acadêmica, profissional e pessoal tanto na China quanto no exterior, a equipe se dedica a criar uma arquitetura inovadora e inclusiva, trazendo transformações voltadas para o futuro nos setores de educação, cultura, pesquisa e desenvolvimento, corporativo e comercial.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131065/vagas-em-pequim-heli-architectural-practice-arquiteto-a-de-conceito-arquiteto-a-de-projeto-designer-de-interiores-arquiteto-a-de-detalhamento-de-interioresMilly Mo
Estou no limite. Não emocional ou psicologicamente — embora esse pudesse ser o caso —, mas literal, física, espacial e geograficamente. Enquanto escrevo isto, estou sentado na varanda de um quarto de hotel em Miami Beach, com vista para o Oceano Atlântico. Atrás de mim está todo o estado da Flórida e, na verdade, todo o continente norte-americano. À minha frente: o calçadão, uma faixa estreita de areia e, depois, muita água — e quase nada mais entre aqui e a Mauritânia, uma distância de mais de 7.000 quilômetros (4.400 milhas).
Como a instituição de ensino superior mais antiga dos Estados Unidos, Harvard consolidou-se como uma das universidades mais conhecidas do mundo. Organizada em dez faculdades acadêmicas e no Radcliffe Institute for Advanced Study, a universidade se estende por mais de 200 acres (cerca de 80 hectares), com seu centro em Harvard Yard, em Cambridge. Desenvolvida ao longo do Charles River adjacente ao bairro de Allston, em Boston, Harvard possui o maior fundo patrimonial (endowment) entre todas as instituições de ensino do mundo. Esses recursos viabilizaram diversos projetos de construção no campus ao longo da história da universidade.
Desde a sua fundação, a Chapman Taylor evoluiu de um escritório baseado em Londres para um grupo internacional que desenvolve projetos globalmente, mantendo um ritmo constante de crescimento e inovação. A filosofia de atuação estabelecida nos anos iniciais foi sendo aprimorada ao longo do tempo, adaptando-se às transformações contemporâneas sem abrir mão de seus padrões tradicionais de excelência. Essa visão permitiu ao escritório expandir continuamente suas operações e superar com sucesso períodos de grande desafio.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131017/vagas-em-xangai-plus-pequim-chapman-taylor-arquiteto-a-designer-grafico-a-gerente-de-desenvolvimento-de-negocios-assistente-de-marketingMilly Mo
A WeTransfer lançou recentemente o seu 2020 Ideas Report, que apresenta os impactos da COVID-19 na criatividade. Em um momento no qual a economia, as taxas de desemprego e o moral geral estavam em baixa, o relatório trouxe um motivo para ter esperança: quase metade (45,3%) das 35 mil pessoas do setor criativo entrevistadas afirmaram ter tido mais ideias criativas durante a pandemia do que antes dela.
O que nos leva à seguinte questão: como replicar os aspectos positivos decorrentes da pandemia e mantê-los a longo prazo no setor? O ThinkLab conversou com lideranças de negócios de dentro — e de fora — do mercado de design de interiores para compreender as mudanças que as empresas fizeram para continuar relevantes nestes tempos de transformação.
As escoras de obra que sustentam as fôrmas para concretagem serviram para estruturar uma capela temporária em Bogotá. Esses elementos, tipicamente dedicados aos processos construtivos, juntamente com telhas de zinco e treliças estruturais aparentes, estruturam a habitabilidade do projeto, que tem a possibilidade de ser itinerante ou simplesmente desmontado, permitindo que suas peças continuem sendo úteis.
Conheça a obra que surgiu da colaboração entre a SCA e o Colab-19 para atender ao desejo dos/as fiéis de Bogotá de celebrar a Páscoa.
O historiador, escritor e curador alemão-holandês, Ole Bouman, é hoje uma das figuras mais influentes do mundo da arquitetura. Apesar de nunca ter frequentado uma escola de arquitetura, o outsider e co-curador da 5ª Bi-City Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Shenzhen afirmou recentemente que “todos nós podemos fazer arquitetura”. Envolvido até o pescoço no discurso da prática da arquitetura contemporânea, Ole Bouman é diretor e fundador da Design Society de Shenzhen, e um dos responsáveis pela introdução de uma série de novos conceitos no discurso da arquitetura além de ter assumido importantes cargos institucionais relacionados aos profissionais da industria da construção civil ao longo de sua carreira.
Neste tempo, Ole Bouman já foi diretor do Instituto de Arquitetos da Holanda (NAi) e também diretor de criação da 5ª Bienal Bi-City de Arquitetura e Urbanismo de Shenzhen/Hong Kong. Buscando congregar em um só lugar todo o conhecimento adquirido ao longo de sua carreira como historiador, escritor, editor, fotógrafo, curador, conferencista e especialista em projeto de arquitetura, Ole Bouman acaba de lançar uma nova plataforma, um lugar onde “a vida se entrelaça com a história”. Para saber mais sobre o a vida e obra Bouman, e especialmente sobre seu artigo recentemente publicado, “Finding Measure”, acompanhe a seguir a entrevista exclusiva do historiador e curador para o ArchDaily, onde o diretor fundador da Design Society discute o presente e o futuro da arquitetura, abordando o papel do arquiteto e os principais desafios do mundo hoje, além da revolução digital e muitos outros tópicos interessantes.
Esta semana, a seleção de projetos de Arquitetura Não Construída destaca estruturas culturais enviadas pela comunidade do ArchDaily. De pavilhões a instalações, este artigo explora o tema das intervenções urbanas de caráter cultural e apresenta abordagens propostas em todo o mundo.
Apresentando desde um pavilhão implantado nas dunas de areia do deserto persa até uma instalação artística interativa e afrofuturista proposta para o festival Burning Man, além de uma nova leitura dos cinemas de verão na Rússia, esta seleção explora como profissionais da arquitetura reimaginaram os espaços tradicionais de encontro e criaram intervenções urbanas em diversas escalas. O panorama inclui ainda projetos localizados nos Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, França e Reino Unido, cada qual respondendo a diferentes contextos e topografias.
O estado da Baja California Norte está localizado na região noroeste do país, suas divisões geográficas fazem fronteira com a Califórnia (nos Estados Unidos), Sonora e Baja California Sur (no México). Da mesma forma, junto com a Baja California Sur, eles são os únicos dois estados do México que enfrentam o Oceano Pacífico e o Mar de Cortez a leste e oeste, respectivamente, protegendo algumas das paisagens e costas mais impressionantes de todo o território mexicano.
O artigo a seguir, elaborado com base na exposição idealizada pela disciplina Desenho Projetual e desenvolvida pelo Laboratório de Fabricação Digital e Design Paramétrico da Instituição Universitária Colegio Mayor de Antioquia (FABLAB COLMAYOR), mostra a adaptabilidade dos cursos de graduação diante da COVID-19. Como resultado, esta mostra apresenta, por meio de renderização e realidade aumentada, novas possibilidades de aplicação de ferramentas pertinentes tanto ao âmbito acadêmico quanto ao profissional.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131049/como-foi-projetada-a-primeira-exposicao-virtual-de-desenhos-de-arquitetura-na-colombiaDiego Agamez, Catherine Preciado y Luis Frey Zapata
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Desenvolvido para Harmony Timber Solutions (https://harmonytimber.com/). Image Cortesia de Steven Emerson
Uma luz incrível, acabamentos brilhando, árvores adultas, saudáveis e figuras humanas devidamente posicionadas parecem ser o kit perfeito para uma boa e tradicional imagem de arquitetura, que nem sempre são tão fidedignas à realidade ou ao contexto. Convencionamos a pensar em renderizações como visões do edifício futuro, pronto e ocupado, que servem para vender ou convencer os clientes sobre um projeto. Mas e se as imagens renderizadas também nos ajudassem a entender a construção, os sistemas e o funcionamento de algumas partes da edificação? Conversamos com dois profissionais que têm desenvolvido imagens que ao mesmo tempo podem ser explicativas e belas.
A pré-fabricação não é um conceito novo para arquitetos/as, mas seu uso está claramente em ascensão. Diante da atual limitação de espaço e da necessidade de otimização de custos, a estratégia industrial de produção arquitetônica migrou para uma abordagem de eficiência integral, permitindo, em alguns casos, a montagem de projetos em questão de dias ou semanas [1][2].
Componentes pré-fabricados de madeira, utilizados tanto em estruturas leves (wood frame) quanto em construções de madeira engenheirada (mass timber), têm ajudado a solucionar muitos desafios de projeto e engenharia. Além da eficiência de tempo e materiais, do desperdício reduzido e do controle de custos [1][2], os elementos de madeira pré-fabricados oferecem as vantagens de projetos passivos de alto desempenho e eficiência energética [3].
Poucos lugares incorporaram as práticas de projeto sustentável de forma tão expressiva quanto a Califórnia. Diante de secas severas, incêndios florestais e crises ambientais recorrentes, o estado passou a criar novas políticas e iniciativas para fomentar soluções de projeto ecologicamente conscientes. De ecobairros e estratégias de gestão hídrica a projetos de edifícios com consumo de energia líquido zero (net-zero), o "Estado Dourado" avança a passos largos para remodelar seu futuro. Ao estabelecer visões e diretrizes de longo prazo sob a ótica do consumo de recursos físicos, a Califórnia trabalha para integrar melhor seus planos de desenvolvimento econômico com métodos construtivos sustentáveis.
“O que é arquitetura?” Esta pergunta, de formulação simples mas com uma essência complexa, continua a ser uma indagação existencial para muitos estudantes e jovens arquitetos/as. Para definir esse questionamento em constante mutação e revelar diferentes perspectivas, a série de entrevistas WIA – What is Architecture? propõe quatro perguntas diretas a alguns dos principais arquitetos/as e pensadores/as do mundo. Os vídeos curtos buscam revelar as visões desses profissionais sobre o que é a arquitetura e o que ela é capaz de realizar, respondendo às seguintes questões: “O que é arquitetura? O que a arquitetura pode fazer? Como você se posiciona no campo da arquitetura? Qual é o seu método de projeto?”