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Podemos comer edifícios? Reflexões sobre edifícios comestíveis feitos de terra

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O uso de materiais à base de terra manifesta-se em duas práticas ao longo da história: na construção de edifícios e – de forma muito menos conhecida ou compreendida conclusivamente – em certos padrões de consumo alimentar. Simplificando, a terra, o coletor de nutrientes mais importante do planeta, pode ser utilizada tanto para construir quanto para comer. 

Homomonument: a importância de um espaço de representatividade na cidade

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Homomonument in Amsterdam. Photo: Geert-Jan Edelenbosch, CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons

Quando você caminha pela cidade, você tem medo de ser você mesmo? Por mais estranha que a pergunta possa soar para alguns, ela é realidade para grande parte de pessoas LGBTQIA+, que em algum momento já foram vítimas de hostilidades ao serem notadas performando fora do padrão heteronormativo no espaço público. Se a violência parte de camadas sociais que vão além do espaço desenhado, isso não exime a importância de pensar projetos que podem extrapolar a esfera física e inserir um elementar fator simbólico e de representatividade para incluir e educar seus cidadãos. Esse é o caso do Homomonument, que há mais de três décadas se tornou uma plataforma de celebração e manifestação queer no coração de Amsterdã.

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Para além do bangalô: a evolução da arquitetura residencial nas Filipinas

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A história e a cultura das Filipinas se refletem em sua herança arquitetônica, com inúmeras influências de outras nações abrindo caminho para os designs contemporâneos que vemos hoje, uma mistura de influências culturais entre os edifícios de estilo ocidental. A arquitetura filipina cresceu junto com o progresso da nação e de seu povo, mas as memórias de um passado de glórias ainda estão atreladas à história da nação.

A atual arquitetura filipina é fruto de um autêntico crescimento que enriqueceu a recepção de suas influências. Sua paisagem arquitetônica é um contraste entre pequenas cabanas tradicionais; imponentes fortificações coloniais espanholas; arquitetura americana; e as estruturas contemporâneas e concretas das cidades de hoje em dia. Como resultado, as Filipinas se tornaram um caldeirão arquitetônico. Este artigo explora as maneiras pelas quais a arquitetura nas Filipinas evoluiu desde seus humildes projetos iniciais até as estruturas imponentes que vemos hoje.

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Arquitetura e ioga: ferramentas para o bem-estar

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Viver em um ambiente urbano pode ser cansativo. Estilos de vida ocupados e competitivos deixam as pessoas atordoadas com os efeitos do estresse. Os indivíduos que vivem em áreas urbanas são mais propensos a desenvolver problemas de saúde mental e demonstram uma notória falta de conexão pessoal. Luzes rosadas e arranha-céus da cidade dividem espaço com o aumento dos níveis de estresse, colocando uma questão essencial aos arquitetos — como os espaços afetam o bem-estar?

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As vias expressas urbanas estão chegando ao fim

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As vias expressas urbanas estão chegando ao fim - Imagem de Destaque
Foto: gaf.arq, via VisualHunt.com

Construídas para evitar congestionamentos e facilitar o deslocamento pelas cidades, as estradas rápidas e os viadutos implementados nos centros dos municípios ou em seus entornos não cumprem com o seu propósito. Elas trazem mais problemas que resultados, separando vizinhanças, impactando os negócios e a vitalidade das comunidades e aumentando o tráfego e a poluição ambiental e sonora.

Cozinhas integradas na habitação uruguaia: flexibilidade, funcionalidade e eficiência

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Cozinhas integradas na habitação uruguaia: flexibilidade, funcionalidade e eficiência - Imagem de Destaque
Casa ZGZ / iHouse estudio. Imagem © Aldo Lanzi

Ao projetar os espaços interiores das residências, profissionais de arquitetura inclinam-se cada vez mais ao desenvolvimento de ambientes onde a flexibilidade e o melhor aproveitamento das superfícies permitam oferecer soluções alinhadas às necessidades programáticas e funcionais demandadas, contribuindo para alcançar o bem-estar e o conforto que transformam uma casa em um verdadeiro lar.

Como os espaços arquitetônicos podem ser para todos?

A essência da democracia é o autogoverno e a autonomia do povo, com base em seus próprios direitos. Suas características são demonstradas na igualdade e na participação. Se democracia significa um modo de vida pública mais equitativo na arquitetura, então esse modo de vida depende da homogeneização da estrutura espacial do edifício, com espaços públicos abertos, transparentes e com diversas funções. Também é possível argumentar que o nascimento, a manutenção e o desaparecimento da democracia ocorreram no espaço público.

O regime democrático de Atenas começou no século VI a.C. A praça tornou-se um ponto de encontro, um símbolo da política democrática da arquitetura. Embora o acesso das pessoas à assembleia tenha se tornado mais amplo e prático com o avanço da tecnologia, a existência do espaço público na cidade permanece crítica, representando as demandas espaciais dos direitos públicos dos cidadãos além das condições básicas de sobrevivência e cumprindo uma importante função espiritual de expressar a democracia. Isso posto, como a arquitetura pode ser democrática? Como podemos perceber o caráter público da arquitetura?

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Democracia e apartheid estético na arquitetura

A arquitetura é há muito tempo uma profissão que opera em apartheid estético. A estética favorita do meio, o Modernismo, relegou todos os outros "estilos" à insignificância marginalizada em termos de reconhecimento, ensino e publicações. A última geração viu aqueles que seguem uma estética considerada "tradicional" criarem um sistema completamente separado de escolas, prêmios e publicações.

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O que é a arquitetura forense?

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O termo "Arquitetura Forense" possui diversas definições. Em resumo, refere-se à investigação do ambiente construído, seja em relação ao crime e à injustiça ou a um processo de investigação para descobrir a causa raiz dos danos e da deterioração dos edifícios. Muitas vezes, os arquitetos forenses são convidados a identificar possíveis problemas e a aconselhar como evitá-los. O papel deste arquiteto é permanecer imparcial, identificar questões na construção, determinar causas potenciais e sugerir soluções. Eles devem descobrir evidências factuais, que podem ajudar em uma construção futura ou fornecer respostas a questões associadas a um determinado ambiente construído.

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O que são e como funcionam as lareiras ecológicas?

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Apartamento LR / nmdarq. Foto: © nmdarq

Trazer o fogo para os interiores é o desejo de muitos durante o inverno. Além de esquentar o ambiente, ele cria uma sensação única e que remonta aos primórdios da habitação humana, nos levando a um certo conforto emocional. Se antes eram necessários chaminé e um estoque de lenhas para garantir isso, hoje existem as lareiras ecológicas, que podem ser embutidas ou portáteis: uma ótima escolha para quem mora em apartamentos ou não gosta da fumaça gerada pelo fogo.

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5 Ações para uma retomada verde nas cidades brasileiras

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Requalificação Urbano-Arquitetônica do Parque da Liberdade – Cidade da Criança / Yuri Nobre Arquitetura & Urbanismo. Foto © Felipe Petrovsky

Um futuro mais próspero, resiliente e inclusivo nas cidades brasileiras depende de uma retomada verde. Com investimentos urbanos sustentáveis, o Brasil pode conciliar a recuperação da economia brasileira no curto prazo com a transição gradual para uma trajetória de desenvolvimento de baixo carbono. Mas como financiar essa oportunidade?

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Bienal de Arquitetura de São Paulo propõe ressignificação dos territórios debatendo memórias, identidades e experiências

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Bienal de Arquitetura de São Paulo propõe ressignificação dos territórios debatendo memórias, identidades e experiências - Imagem de Destaque
“É preciso a imagem para recuperar a identidade, tem que tornar-se visível, porque o rosto de um é o reflexo do outro” – Beatriz Nascimento, homenageada da 13ª edição da Bienal – Foto: Nelson Kon – Bienal de Arquitetura

Com o tema Travessias, a Bienal de Arquitetura de São Paulo (BIA) propõe o debate sobre o movimento dos corpos e territórios por meio de uma programação que exerce a troca de experiências, memórias e identidades através de trabalhos plurais e multifacetados. A 13ª edição do evento aposta na formação de uma curadoria colaborativa e interdisciplinar a fim de criar pontes entre diferentes narrativas e sugere a (re)construção de um novo projeto de ocupação dos espaços.

Pesquisadores criam primeira bateria recarregável à base de cimento

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Pesquisadores criam primeira bateria recarregável à base de cimento - Imagem de Destaque
Foto de Taylor Smith, via Unsplash

O armazenamento de energia renovável, sobretudo eólica e solar, ainda é um desafio. Mas, cientistas da Universidade Técnica Chalmers, na Suécia, estão dando um grande passo rumo à criação de uma bateria ecológica feita de cimento. O projeto, ainda em fase de protótipo, é focado na construção civil. 

Micro espaços no Japão: como otimizar ambientes

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Muitas vezes, ao morar no Japão, seja ocupando uma casa compartilhada ou alugando seu próprio apartamento, você terá uma quantidade limitada de espaço. Isso decorre principalmente da escassez de terrenos no país: 73% das terras disponíveis são montanhosas e outra grande porcentagem das terras planas é usada para agricultura. Além disso, há também a questão da superlotação nas áreas urbanas. Devido a esses fatores, o preço da terra é muito elevado, obrigando a maioria das pessoas a viverem em residências pequenas.

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Cozinha Laboratório: Espaço comunitário na Selva Lacandona de Chiapas, México

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Existe algo mais familiar para o ser humano do que a comida? Ela conecta a paisagem à cultura, à emoção, à história e à saúde planetária de modo geral. Compartilhar alimentos e cozinhar para outras pessoas representa um ato básico de cuidado e uma forma de expressar generosidade e hospitalidade, lembrando-nos do quanto dependemos uns dos outros. A comida nos permite refletir de forma simples sobre as relações complexas do habitat e proporciona um espaço comum para nos conectarmos como se estivéssemos em nossa própria casa: ao redor da mesa da cozinha. 

Pátios internos em casas na Colômbia: 15 exemplos em planta

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Pátios internos em casas na Colômbia: 15 exemplos em planta - Imagem de Destaque
Casa Ortega Mora / Estudio Transversal. Imagem © Alejandro Arango Escobar

Caracterizada por sua ampla variedade de paisagens, biodiversidade e pisos térmicos, a Colômbia vê o desenho de pátios internos em suas residências acompanhar as áreas de estar, descanso, acesso e circulação. Em muitos casos, esses elementos se tornam protagonistas, servindo como a principal fonte de contato com a natureza local.

Abrir fronteiras: Desenhos urbanos e curadorias artísticas conscientes no espaço público de Santiago

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A cidade muda constantemente: monumentos desaparecem, marcos urbanos são esquecidos e novos símbolos surgem, fazendo com que ruas, praças e muros ressignifiquem a paisagem urbana, trazendo novos pontos de referência, histórias e maneiras de compreender a cidade, nossa história e a sociedade.

Pensar, dialogar e reconfigurar a cidade a partir da arte envolve uma série de processos: a investigação dos territórios, de quem os habita, dos entornos socioculturais e de suas formas de relação são pilares fundamentais no momento de projetar e implementar dispositivos que gerem impactos no espaço urbano. A proliferação de intervenções artísticas em grande escala, focadas no puramente estético, nos faz refletir sobre o que de fato enfrentamos no espaço público e quais são os impactos disso em nosso cotidiano.

Vagas em Pequim | MAD Architects: Diretor/a Técnico/a / Arquiteto/a Sênior, Arquiteto/a Júnior/Pleno, Estagiário/a de Arquitetura, Gerente de Mídia Internacional

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Fundado em 2004 pelo arquiteto chinês Ma Yansong, o escritório MAD Architects é liderado por Ma Yansong, Dang Qun e Yosuke Hayano. Dedicado a explorar o caminho do futuro da arquitetura, o escritório integra o pensamento oriental à prática arquitetônica, criando atmosferas que promovem o diálogo entre o ser humano, a natureza e o cosmos, além de investigar novas práticas culturais na arquitetura. Diariamente, profissionais de arquitetura nos escritórios do MAD em Pequim, Los Angeles e Roma canalizam sua paixão pelo design para expressar e transmitir nossa compreensão do espaço arquitetônico, gerando ambientes fluidos, visionários e tecnologicamente avançados.

O MAD Architects é um estúdio global de arquitetos/as, designers e pensadores/as criativos/as de grande talento. Dedicamo-nos a transformar a experiência e a compreensão do espaço construído que nos cerca e, a partir disso, desenvolvemos projetos visionários, fluidos e tecnologicamente avançados que personificam uma interpretação contemporânea da afinidade oriental com a natureza.

Desde planejamentos urbanos de grande escala até complexos urbanos de uso misto dotados de grande imaginação, museus, teatros de ópera, habitação social, requalificação de centros históricos e obras de arte, o MAD mantém uma perspectiva de design única ao mesmo tempo em que busca estabelecer um equilíbrio harmonioso entre a humanidade, a cidade e o meio ambiente. Atualmente, a atuação global do MAD inclui projetos como o Museu Lucas de Arte Narrativa, a Praça Cultural de Shenzhen Bay, a Estação Ferroviária de Jiaxing, o Grande Teatro de Yiwu, a Biblioteca Cloudscape de Hainan e projetos residenciais em Paris, Roma e Los Angeles.

Nossa equipe de 130 profissionais atua nos escritórios de Pequim, Los Angeles e Roma. Nossos projetos abrangem desde desenvolvimentos urbanos e masterplans de grande escala até edifícios públicos, culturais, residenciais e hoteleiros imaginativos de diversas proporções. Empenhamo-nos em aprimorar o equilíbrio entre as pessoas, o ambiente construído e o entorno natural.

Direito de morar bem: quem tem acesso à moradia de qualidade?

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Cooperativas de Vivienda Castalia yCuareim, anos 2016 – 4ª geração. . Image © Anaís Jorcin

A arquitetura, entendida como qualidade espacial e de projeto, é muitas vezes vinculada diretamente à riqueza, quase um artigo de luxo destinado a ser aproveitado por poucos em nossa sociedade, sobretudo quando nos referimos a projetos habitacionais em países com grande desigualdade social. Apesar da amplitude que a análise de projetos habitacionais pode ter, este texto pretende refletir sobre a produção de habitação coletiva atual, que tem na qualidade do ambiente construído um resultado derivado da compreensão da moradia como mercadoria e não como direito. 

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Casas brasileiras: concreto aparente em diferentes texturas

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O concreto lidera a construção civil no Brasil estando presente em quase 90% das obras. Essa predominância se deve às suas características específicas como o baixo custo, se comparado com outros materiais, durabilidade, alta resistência às intempéries e versatilidade que facilita a sua produção e manejo por ser uma substância plástica que permite ser moldada.

A fim de tirar vantagem dessa última característica, surgem nos projetos diferentes texturas feitas a partir do concreto, seja por sua maneira de aplicação ou tipo de fôrma utilizada. Quando se trata das fôrmas, é importante perceber que, apesar de serem um elemento provisório na obra, podem custar cerca de 10% do total da construção, sendo feitas em diversos materiais como madeira, metal, plástico ou até mesmo papelão.

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Resquícios do passado: o quartinho de empregada nas residências contemporâneas

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O cômodo feito para os trabalhadores "descansarem", como é dito no discurso atual em que se tenta camuflar a origem e o significado do conhecido “quarto de serviço”, "quartinho de empregada’’ ou "quartinho da bagunça’’ que normalmente é encontrado próximo a áreas de trabalho da morada contemporânea, tem um significado histórico, cultural, social e econômico dentro do contexto atual que pouco é questionado.

Disparidades urbanas: como as castas moldam as cidades indianas

A segregação residencial na Índia urbana vem do antigo sistema de castas que divide a sociedade em grupos hierárquicos. Os ambientes construídos são um reflexo da ordem social e dos ideais dinâmicos da sociedade. Bairros e cidades são relíquias culturais moldadas por diversas comunidades, algumas com mais voz do que outras. Nas últimas décadas, as metrópoles indianas têm crescido com a urbanização. A segregação residencial que padroniza as cidades da Índia pode ser compreendida através do sistema de castas. A questão, no entanto, é em grande parte interseccional. Forças enraizadas em classe, religião e gênero também estruturam o cenário social do país.

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Os jardins se tornaram um privilégio?

Seja uma pequena varanda, um acesso a uma área verde ou um jardim privado, o espaço exterior tornou-se um privilégio para muitos, especialmente com o início da pandemia de Covid-19 e os vários períodos de lock down subsequentes. O espaço verde na cidade está constantemente sob ameaça do mercado ou de governos que buscam aumentar a densidade habitacional para alimentar uma demanda crescente por desenvolvimento suburbano. Como resultado, os jardins e o acesso a espaços verdes/exteriores têm diminuído nos últimos anos em algumas grandes cidades do mundo, uma vez que a prioridade é abrigar o maior número de pessoas possível em empreendimentos residenciais, muitas vezes desconsiderando características benéficas como o acesso a áreas externas.

Em termos de condições de vida, a falta de acesso a esses espaços apresenta desigualdades evidentes, reveladas em períodos de confinamento e restrições durante a pandemia. As pessoas foram confinadas em suas casas e espaços ao ar livre locais, onde poderiam se exercitar. Quem teve acesso a estes espaços públicos e teve os seus próprios jardins/espaço exterior teve muita sorte no sentido de poder usufruir de um elemento do exterior. Enquanto os menos afortunados em apartamentos e áreas pobres enfrentavam condições claustrofóbicas e desmoralizantes, contidas dentro da concha de suas casas.

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Skate, arquitetura e urbanismo

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Parque Urbano Shenzhen Shenwan / AUBE CONCEPTION. Foto: © Tianpei Zeng

No final do século XIX surgia o skate nos Estados Unidos, patenteado oficialmente em 1936, o esporte já enfrentou diversos preconceitos, mas assim como as dinâmicas social e urbana, das quais faz parte, perdurou para demonstrar que sua vivência vai muito além das visões conservadoras e trouxe uma nova forma de vivenciar a cidade ao experimentar movimentos do próprio corpo diante do desenho urbano ou arquitetônico. 

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