Você moraria em uma casa construída em uma fábrica? A evolução tecnológica no projeto e produção arquitetônica está trazendo mudanças inegáveis na maneira como pensamos e construímos a arquitetura. A possibilidade de materializar uma casa através de um sistema de peças fabricadas industrialmente em uma área fora do canteiro final da obra abriu a porta para muitos arquitetos investigarem e experimentarem novos materiais e tecnologias alimentados pela fabricação digital.
Os seres humanos se esforçam muito para fazer o inexplicável ser entendido. A nossa espiritualidade torna-se religião. A justiça torna-se lei. E o que nos encanta torna-se a estética, e a estética se reduz ao “estilo” nas artes plásticas e na arquitetura. A descrição, depois a definição, da estética nos permite julgar e, com sorte, controlar o que nos emociona: "Os estilos podem mudar, os detalhes podem ir e vir, mas as amplas exigências do julgamento estético são permanentes". — Roger Scruton
Mas o prazer instantâneo que às vezes sentimos quando ouvimos, provamos, pensamos ou vemos partes de nossa experiência é irracional em sua apreensão. Tentamos criar valor em nossos resultados, definindo-os além da experiência — isso é estética.
As periferias constituem um dos campos de ação preferidos de quem trabalha com arquitetura social em contextos de "primeiro mundo". Em 2020, um grupo de estudantes do curso de Architecture for Humanity da YAcademy — a renomada escola internacional de arquitetura localizada em Bolonha, na Itália — teve a oportunidade de trabalhar com Michele De Lucchi para levar arte, beleza e qualidade às cinzentas periferias de Milão.
HeartFelt® Multipanel. Imagem cortesia de Hunter Douglas Architectural
Conhecido como a “quinta parede”, o forro é a superfície superior interna que define o limite de um ambiente. Ao contrário da decoração, do papel de parede, do mobiliário e de outros elementos que definem a atmosfera de um espaço, ele raramente é destacado como um componente crucial de projeto, o que costuma resultar naquele clássico tom branco liso que continua sendo a norma na maioria dos ambientes internos. No entanto, os forros podem desempenhar múltiplos papéis em qualquer projeto de arquitetura. Por exemplo, eles proporcionam conforto, atuam como superfícies de proteção para outras instalações prediais, ocultam elementos estruturais e adicionam camadas de textura, movimento e cor. Além disso, permitem o fechamento ou a separação de espaços e contribuem para a difusão sonora, reduzindo, consequentemente, a transmissão de ruídos entre os ambientes.
A estética visual das últimas décadas pode ser definida como projetar com os princípios do “nada”. Seja por meio de arte, estilo de vida, moda, design industrial ou de interiores, há uma suposta necessidade de manter as coisas no mínimo, promovendo a tendência globalmente amada e altamente criticada do minimalismo. Minimalismo é essa noção de reduzir algo a seus elementos necessários, mas quem está decidindo o que é necessário e quem está decidindo o que é demais? Com essas questões em mente, combinadas com mudanças radicais no consumismo e na maneira como as pessoas vivem nos últimos anos, as tendências atuais mostraram que o minimalismo veio para ficar, mas não sem uma reviravolta.
Atualmente, metade da população mundial vive em cidades, segundo os últimos relatórios da ONU-Habitat, e as previsões mostram que esse número deve aumentar para dois terços da população até 2050. Essa realidade intensifica exponencialmente os desafios urbanísticos, tornando mais evidente do que nunca a necessidade de transformação de nossas cidades. Anualmente, a estimativa da população mundial avalia o crescimento das cidades e o número de moradores que vivem em áreas metropolitanas para que as tendências globais sejam analisadas. Em 2022, a lista dos 20 países mais populosos manteve-se semelhante à edição de 2021, com ligeira alteração em números e posições. Tóquio manteve o status de maior cidade do mundo, com 37 milhões de habitantes, enquanto Delhi e Xangai seguiram em segunda e terceira posições.
Comparando os resultados com a edição de 2021, a única queda que pode ser observada no top 20, envolve ambas as cidades japonesas, Tóquio e Osaka. O restante da lista teve, em média, um crescimento de 1,8% no total de pessoas residentes em regiões metropolitanas. De fato, as cidades africanas Kinshasa, na República Democrática do Congo, e Lagos, na Nigéria, reuniram as taxas mais altas, com um aumento de residentes de 4,39% e 3,54%, respectivamente, em 1 ano. A maior cidade do continente americano ainda é São Paulo no Brasil, seguida de perto pela Cidade do México e Buenos Aires. Na Europa, Istambul é a mais populosa, com mais de 14,5 milhões de habitantes.
De acordo com a estética que se busca conferir a um espaço, a economia dos materiais ou mesmo sua manutenção a longo prazo, existem diversos tipos de forros capazes de atender às necessidades técnicas e funcionais dos projetos de arquitetura. Independentemente de seu método de fabricação, seja ele industrializado ou artesanal, os forros (também chamados de falsos tetos) representam um elemento construtivo que constitui o acabamento ou revestimento interno das coberturas.
A estética ocidental baseia-se na análise matemática da estrutura formal de um objeto, usando leis clássicas de beleza, como equilíbrio, simetria e a proporção áurea. A estética oriental difere nisso, pois enfatiza a experiência intuitiva, como o espaço em branco na pintura tradicional chinesa, através da comunicação emocional com o imaginário para produzir uma certa concepção. O contraste entre a realidade e o vazio permite que a imaginação e os sentimentos do espectador floresçam.
Com a chegada do inverno e das temperaturas mais baixas muitas vezes nos vemos em um esforço para transformar nossas casas em espaços mais aconchegantes para suportar as baixas temperaturas. Veja a seguir algumas ideias de como trazer aconchego para a casa durante o frio.
Logo que um bebê começa a se movimentar pela casa, a família adapta esse ambiente para garantir proteção e as melhores condições para o desenvolvimento do filho. Conforme a criança cresce, novas adequações são feitas, sempre tendo como objetivo tornar o lar um local acolhedor, seguro e estimulante. Na cidade, as ruas, praças e parques são uma extensão da casa. E, como na casa, esses espaços públicos devem acolher e proteger as crianças, estimular o seu desenvolvimento e, ao mesmo tempo, convidá-las a experimentar a cidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/982803/como-qualificar-espacos-publicos-para-a-infancia-experiencias-e-aprendizados-em-sao-pauloPaula Manoela dos Santos, Ariadne Samios, Larissa Oliveira e Fernando Corrêa
A teoria da seleção natural de Charles Darwin buscava explicar a origem e a sobrevivência das espécies no Planeta. Em suma, aponta que o organismo mais apto sobrevive e pode reproduzir-se, perpetuando as variações úteis a cada espécie em determinado local. A adaptação é, portanto, uma característica que favorece a sobrevivência dos indivíduos em um contexto. No mundo da construção poderíamos traçar alguns paralelos. Seria a adaptação uma qualidade realmente importante para acrescer a vida útil e a eficiência de uma edificação ao longo do tempo, considerando as mudanças e demandas da sociedade, bem como as tecnologias e os estilos de vida?
No campo do projeto e da construção, a questão de gênero é um ponto de conflito: quem tem a possibilidade de construir? Quais são as alternativas para nós profissionais da arquitetura? Estas são as perguntas que o Taller General busca (re)pensar. Foi a partir dessas questões que surgiu Femingas, uma jornada de construção participativa com uma perspectiva de gênero. Estas se manifestam como uma alternativa à construção de "mingas", jornadas de trabalho conjunto entre os membros de uma comunidade para alcançar um bem comum.
“Deixe-me dizer o que penso da bicicleta. Ela tem feito mais para emancipar as mulheres do que qualquer outra coisa no mundo. Ela dá às mulheres um sentimento de liberdade e autoconfiança. Eu aprecio toda vez que vejo uma mulher pedalando... uma imagem de liberdade”. Susan Anthony, uma das mais importantes lideres sufragistas norte-americanas, disse isso no início do século XX, enaltecendo o poder libertário representado pela mulher e sua bicicleta na época.
Através de suas teorias pioneira e obras provocadoras, o casal Robert Venturi (25 de junho de 1925 - 18 de setembro de 2018) e Denise Scott Brown (3 de outubro de 1931) ocuparam a vanguarda do movimento pós-moderno na arquitetura, liderando uma das mudanças mais significativas em nosso campo disciplinar no século XX, e publicando livros seminais como Complexidade e Contradição em Arquitetura (de autoria de Robert Venturi) e Aprendendo com Las Vegas (de Venturi, Scott Brown e Steven Izenour).
https://www.archdaily.com.br/pt/942383/denise-scott-brown-e-robert-venturi-o-casal-por-tras-do-pos-modernismo-popArchDaily Team
Mais do que nunca, hoje, a ida a um salão de beleza tornou-se um momento de fuga necessário. Ela promete uma experiência relaxante, com um resultado esteticamente agradável. No entanto, este caso, como muitos outros, depende de um espaço bem projetado, com um design eficiente para promover a melhor experiência ao usuário. Muitas diretrizes espaciais têm que ser consideradas ao montar um salão de beleza funcional e bem-sucedido, e não há melhores exemplos a serem estudados do que os pitorescos salões de beleza japoneses.
A maioria de nós usa escadas todos os dias, mas poucas vezes paramos para contemplar seu design ou pensar muito em sua função. Com seus degraus, espelhos e guarda-corpos, elas são facilmente um dos elementos arquitetônicos mais fundamentais em qualquer edificação com mais de um pavimento. Além de fornecer um acesso seguro, simples e fácil de um andar ao outro, é através de escadas que os arquitetos criam formas espaciais exclusivas e visuais fortes. De longe, pode-se observar pessoas se movendo para cima e para baixo repetidamente; De dentro, o usuário é apresentado a novos ângulos e maneiras de perceber um espaço. Portanto, uma boa escada é mais do que apenas um meio de circulação vertical. Através de sua força e escala, pode se tornar o protagonista de um espaço - um ponto focal de design que sobe ao nível da arte. Neste artigo, apresentamos suas características versáteis e qualidades materiais através de uma seleção de exemplos inspiradores, todos os quais podem ser encontrados na seção 'Escadas' do Architonic.
Infelizmente, todos os anos, testemunhamos tragédias humanas e ambientais causadas por chuvas em diferentes partes do Brasil. Com as mudanças climáticas, a tendência é que estes eventos se intensifiquem: cheias dos rios, alagamentos nas cidades, deslizamentos de encostas e, com isso, mortes, pessoas desalojadas ou desabrigadas, infraestrutura destruída e grandes prejuízos financeiros, ecológicos e humanos.
Nos últimos 60 anos, arquitetos e engenheiros se renderam a soluções industriais de construção, com edifícios criados para serem construídos cada vez mais rápidos e com um custo muito baixo.
À medida que surgia uma abordagem internacional de construção mais padronizada ao longo do século XX e (a curto prazo) mais barata, muitos profissionais abandonaram as tradições vernáculas de suas culturas ancestrais, que foram desenvolvidas ao longo de milhares de anos, para combater os extremos climáticos de diferentes regiões.
Amanhã, 25 de junho de 2022, completam-se 170 anos do nascimento de Antoni Gaudí, o maior expoente do modernismo catalão, e celebramos a data compartilhando a história de sua vida e relembrando sua obra.
As ilhas são parte essencial do layout das cozinhas mais amplas, aumentando o espaço de bancada, armazenamento e o espaço para comer, além de oferecer um ponto focal para a área da cozinha. Servindo uma variedade de funções, elas podem ser projetadas de maneiras diferentes, com algumas banquetas ou cadeiras incorporadas, pias, gavetas ou até máquinas de lavar louça e microondas. Para determinar quais elementos incluir e como organizá-los, os arquitetos devem determinar o objetivo principal ou o foco para a ilha. Servirá principalmente como uma bancada para tomar café da manhã, um espaço para entreter convidados, uma extensão da cozinha ou como alguma outra coisa? E, com essa função em mente, como deve melhorar o fluxo de trabalho da cozinha em relação ao restante da área? Essas considerações, combinadas com os requisitos básicos de acessibilidade, exigem que o projeto da ilha seja cuidadosamente pensado. Abaixo, enumeramos alguns dos fatores essenciais do design da ilha de cozinha.
A responsabilidade social e o desejo de melhorar a sociedade há muito são influenciados pelo ambiente construído. Olhando para os centros das cidades, a arquitetura tem contribuído para a melhoria do tecido urbano, seja através de estratégias de planejamento e zoneamento, integração de espaços públicos ou pequenas intervenções. Em alguns casos, no entanto, essas intervenções são de fato usadas como ferramentas para manter os sem-teto fora das ruas, disfarçadas de arte ou projetos conceituais. Várias políticas públicas urbanas proibiram implicitamente os moradores de rua e outros grupos sociais marginalizados nos centros das cidades, alegando que sua presença e uso "irregular" do espaço público poderiam comprometer a reputação, a segurança e a conveniência na cidade.
A empresa de Steven J. Orfield, a Orfield Laboratories (OL), atua há 50 anos nas áreas de projeto, pesquisa e ensaios arquitetônicos, orientada pela premissa de que o aspecto fundamental do design é o usuário final, pois projetar sem considerar o conforto, a preferência e a satisfação do usuário constitui um fracasso. Nesse processo, a empresa desenvolveu normas de desempenho de edifícios para a maioria das tipologias comerciais e, agora, incorporou a essas diretrizes as necessidades de metade da população mundial: pessoas com deficiências perceptivas e cognitivas (DPC). O investimento financeiro para viabilizar essa iniciativa foi expressivo, mas esta se tornou uma das buscas mais importantes na vida de Orfield.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135154/quando-se-trata-de-design-para-pessoas-com-deficiencia-deixe-que-a-ciencia-conduza-o-processoSteven J. Orfield
Quando chegar a hora de definir a estética de um espaço interno ou externo, os profissionais de arquitetura e design de interiores devem começar perguntando-se quais são ou serão as necessidades de seus futuros habitantes. O diálogo com os usuários é fundamental para estabelecer o estilo dos espaços, o que envolve elaborar formas específicas de ambientação através da composição, cores, formas, mobiliário e, é claro, sua arquitetura.
A maioria dos visitantes da Cidade do México passa o tempo explorando bairros tranquilos e idílicos como Roma e Condesa, repletos de edifícios charmosos, calçadões movimentados e atrações cosmopolitas. No entanto, a vida na capital mexicana coloca a maior parte da população do lado desfavorecido de uma desigualdade vertiginosa, marcada por salários baixos, pela constante ameaça de violência e por uma gritante falta de infraestrutura pública. As tentativas do governo de lidar com esta última questão frequentemente fracassaram; é prática comum que projetos que demandam especialidade arquitetônica sejam atribuídos a empreiteiras, resultando em propostas desprovidas de qualquer sensibilidade de design. Isso ocorre apesar de a Cidade do México ostentar hoje uma das cenas de design mais férteis do mundo e possuir um forte legado de arquitetos/as renomados/as trabalhando em parceria com o governo para realizar obras públicas excepcionais — dos conjuntos habitacionais urbanos de Mario Pani aos edifícios monumentais de Pedro Ramírez Vázquez.