É curioso pensar como uma região geográfica tão pequena tenha uma influência tão marcante no design, desde o meio do século XX e continuando em voga por todo o mundo atualmente. O design escandinavo é conhecido por unir simplicidade, craftsmanship, elegant functionality e quality materials. A sofisticação fica a cargo dos detalhes e seus mobiliários caracterizam-se pelas dimensões bem estudadas, economia de materiais e o não excesso de informações. De fato, há inclusive um termo dinamarquês e sueco que define a filosofia: “hygge” diz respeito ao aconchego que proporciona a sensação de bem-estar e contentamento. Mas de que forma podemos incorporar algumas lições do design escandinavo para que nossos projetos de interiores possam tornar-se mais aconchegantes e confortáveis?
Em apartamentos e casas pequenas, os espaços de descanso e de entretenimento costumam dividir o mesmo ambiente fazendo com que a sala de estar esteja totalmente voltada para a televisão. Porém, o que fazer quando a televisão é removida do espaço? Veja a seguir ideias de como organizar a sala de estar sem ter a televisão como principal objeto do cômodo.
La ciudad en el espacio. Image Cortesía de Ricardo Bofill Taller de Arquitectura
Corria o ano de 1968 quando o Ricardo Bofill Taller de Arquitectura publicava uma espécie de manifesto em resposta às prementes demandas de uma sociedade em constante transformação. A ideia da Cidade no Espaço surgia pela primeira vez e se apresentava como uma arquitetura absoluta, capaz de resolver todas as complexidades de sua contemporaneidade por meio de um modelo único, aberto, flexível e tridimensional.
Salzburgo visto do Festung Hohensalzburg (Fortaleza de Hohensalzburg). Imagem via Flickr User Janusz Sliwinski
Os rios há muito são considerados as artérias da Terra, servindo como a essência das comunidades urbanas à medida que os assentamentos humanos desenvolveram seus abrigos ao longo deles. Séculos depois, a arquitetura ribeirinha permaneceu vital à medida que essas áreas se expandiam para além das tipologias residenciais e aproveitavam estruturas dinâmicas de uso misto e funções públicas. Por mais valiosas que possam parecer, essas paisagens trazem o risco de inundações inesperadas, aumento dos níveis de água ou secas completas, o que obrigou os arquitetos a projetarem ambientes construídos capazes de responder a essas mudanças abruptas. Então, como esses assentamentos foram construídos no passado e como a densificação urbana de hoje e os avanços tecnológicos influenciam na maneira como são construídos?
A concentração da população mundial em centros urbanos torna os terrenos cada vez mais caros nas grandes cidades. Além disso, com as mudanças climáticas, o aumento do nível do mar coloca em risco a moradia de milhões de pessoas em todo o mundo – calcula-se que 800 milhões de pessoas estarão em risco até 2050.
A vida sobre a água pode ser uma solução para estes dois grandes problemas. Esta ideia deu origem a um bairro em Amsterdã, capital da Holanda, país que sempre se adaptou muito bem às adversidades e tem um quarto do seu território abaixo do nível do mar.
Nordic Structures. Imagem cortesia de Quebec Wood Export Bureau
A construção offsite é um setor em rápida expansão na indústria global da construção civil. Com esse crescimento, surgem diversos desafios para todas as partes envolvidas, especialmente para profissionais de arquitetura, que historicamente se mantiveram distantes dos meios e métodos de construção. Os desafios relacionados aos custos têm levado muitos escritórios a buscar entender melhor como otimizar os projetos para os métodos de viabilização offsite. Para ajudar a acelerar a transformação do setor, uma iniciativa cooperativa e de código aberto liderada pelo Quebec Wood Export Bureau vem desenvolvendo um conjunto de ferramentas colaborativas e sem fins lucrativos voltadas a arquitetos e arquitetas. Em www.offsitewood.org, a iniciativa oferece um plug-in gratuito para o Revit, pacotes de conteúdo detalhados e um estimador de carbono incorporado para fases iniciais de projeto integrado ao BIM, chamado Carbon Fixers.
Um projeto arquitetônico vai muito além das plantas finais, imagens impressionantes ou uma maquete. Ele passa por diversas etapas que geram um conjunto de documentos baseados em desenhos técnicos, textos e diversas outras formas de representações que abrangem desde a concepção do projeto até sua construção. Mais do que uma metodologia, essas etapas são regidas por normas, tendo a NBR 13532, Elaboração de projetos de edificações - Arquitetura, como base das condições necessárias para a elaboração projetual arquitetônica.
Ao falarmos de eficiência energética de edificações, é inevitável mencionarmos o isolamento térmico. Dificilmente vemos ele numa edificação acabada e, mesmo nos desenhos técnicos, a camada isolante figura como uma hachura fina. Mas trata-se de um elemento que exerce vital importância, já que atua como uma barreira ao fluxo de calor, dificultando as trocas de energia entre o interior e o exterior, diminuindo a quantidade de calor que escapa no inverno e a energia térmica que entra no verão. Em uma edificação com bom isolamento térmico há menor necessidade de meios mecânicos e gasto de energia para manter a casa em uma temperatura agradável, reduzindo também a sua pegada de carbono. Atualmente há muitos países que exigem um nível mínimo de isolamento térmico para as edificações, com parâmetros cada vez mais rígidos. Mas como essa questão deverá ser tratada num futuro próximo, com uma previsão nada animadora em relação à crise climática?
A arquitetura dos tribunais é geralmente representada por projetos cívicos e monumentais. Projetos que fazem uso de uma linguagem contemporânea, superam as representações tradicionais e exploram novas abordagens da forma. De maneira geral, tribunais são tidos como grandes marcos nas cidades e refletem alguns valores fundamentais da sociedade; funcionam, também, como pontos de encontro comunitário.
Kowloon Walled City, Hong Kong. Image Courtesy of 'City of Darkness Revisited’
As cidades estão crescendo, e crescendo para cima. Isso está longe de ser um fenômeno contemporâneo apenas, claro, e por mais de um século, os arranha-céus têm sido uma parte integral dos cenários urbanos por todo o mundo. Esse crescimento urbano engloba uma rede complexa de processos – avanços em conexões de transporte, urbanização e migração, para mencionar alguns deles. O crescimento, no entanto, é muito frequentemente associado a um fracasso governamental em atender todas as demandas da população urbana. Assentamentos informais são nascidos disso: pessoas encontrando seu espaço por si próprias para viver em meio à falta de apoio do Estado.
Foto: Priscila Pacheco/WRI Brasil Cidades Sustentáveis
A pandemia de Covid-19 atingiu o transporte coletivo em cheio. Inicialmente, o número global de passageiros chegou a cair em até 80%, e no final de 2020 o transporte coletivo ainda circulava com em torno de apenas 20% da quantidade de passageiros do cenário pré-pandêmico. A preocupação é de que, caso o transporte coletivo não se recupere, as pessoas optem cada vez mais por veículos particulares.
https://www.archdaily.com.br/pt/977320/3-maneiras-de-transformar-o-transporte-coletivo-com-foco-no-clima-saude-e-equidadeBen Welle, Rogier van den Berg e Claudia Adriazola-Steil
O novo projeto para a torre do Two World Trade Center do Foster + Partners se baseia no seu design original, mas descartou uma coroa de diamante fractal para volumes escalonados e tetos verdes. A cobertura mais alta chegará a cerca de 410 metros. Imagem cortesia deVisualhouse
A terceira vez é realmente a definitiva? Novas imagens divulgadas pelo New York YIMBYno começo deste mês mostram o novo projeto para a torre há muito tempo esperada, com uma mudança marcante em relação ao que foi divulgado por Foster + Partners em 2005.
Isso não é uma grande surpresa. Embora Foster + Partners tenha recebido o projeto há 17 anos e a fundação tenha sido iniciada em 2013, o trabalho está avançando lentamente e a equipe original foi substituída pelo BIG em 2015, depois que o investidor Silverstein Properties decidiu adotar uma abordagem mais contemporânea apresentando a torre como a futura casa da News Corporation de Rupert Murdoch e da 21st Century Fox.
"Inovação" e "design thinking" podem ser duas das expressões mais utilizadas tanto online quanto offline ao longo da última década. Para responder à necessidade global pela "mudança do status quo", empresas bem estabelecidas, start-ups, e até universidades começaram a utilizar essa abordagem para gerar novas maneiras de resolução de problemas e desenvolvimento de novos produtos, levando em conta seu apelo, conveniência e viabilidade. E com isso, um novo arquétipo foi concebido: o design thinker, uma pessoa que tem um kit de ferramentas criativo para gerar algo disruptivo. Então qual é o significado do design thinking e qual sua relação com a arquitetura?
Foto: Daniël Bleumink/Flickr. Cortesia de Caos Planejado
Nas últimas décadas, as discussões sobre o enfrentamento dos desafios climáticos vem ocorrendo ao mesmo tempo em que sentimos os seus efeitos. Apesar de carros e motos serem os principais emissores de poluentes, os ônibus também têm uma participação significativa nas emissões de gases de efeito estufa e no aumento das doenças relacionadas à poluição do ar. Neste sentido, a adoção de novas tecnologias, como os ônibus elétricos e o uso de combustíveis alternativos, é essencial para reduzir os seus impactos à saúde pública e ao meio ambiente.
https://www.archdaily.com.br/pt/977317/onibus-eletricos-podem-tornar-nossas-cidades-mais-sustentaveisITDP Brasil
Marta Minujín, Parthenon of Books, Dokumenta 14, Kassel, Alemanha, 2017. Imagem de Anne-Catrin Schultz. Imagem cortesia de Real and Fake in Architecture–Close to the Original, Far from Authenticity?
O termo “fake” (falso) tem sido frequente na mídia no início do século XXI, referindo-se a manchetes e declarações fictícias que são percebidas como reais, influenciando a opinião e a ação pública. Substituindo o termo historicamente mais comum “propaganda”, as chamadas *fake news* visam à desinformação e buscam “prejudicar uma agência, entidade ou pessoa, e/ou obter ganhos financeiros ou políticos, muitas vezes usando manchetes sensacionalistas, desonestas ou totalmente fabricadas”. Rastrear notícias falsas, diferenciar informações “reais” de opiniões pessoais e identificar o engano intencional (ou não) pode ser complicado. Não menos complexo é decifrar a dualidade entre o falso e o real no ambiente construído. Com o intuito de explorar o contexto mais amplo das manifestações do falso na arquitetura e no projeto ambiental, faz-se necessário examinar a definição de falso e seus termos correlatos.
Estamos passando por um período de transição demográfica, e isso, todos nós já sabemos. O crescimento da população acima de 60 anos vem sendo exponencial, entretanto, não é apenas o aumento demográfico que deve ser considerado, mas também o novo perfil dessas pessoas – afinal, não se faz mais idosos como antigamente.
Michael Sorkin costumava considerar a crítica como “uma profissão de serviço”, destacando a capacidade do campo de moldar a opinião pública e a direção da arquitetura em geral. A crítica de arquitetura intelectualmente expansiva não apenas avalia os méritos e deficiências de um projeto, mas revela como os edifícios estão situados em relação à história e à teoria e como eles contribuem para os dilemas econômicos, sociais e ambientais atuais. A seguir, entramos no campo da crítica de arquitetura, destacando algumas de suas figuras-chave e refletindo sobre como esse papel mudou com o surgimento das mídias digitais.
Videos
Gêmeo Digital. Imagem via Shutterstock/Videoflow
O surgimento do fenômeno do "gêmeo digital" anunciou uma grande mudança em termos de planejamento urbano. Ele apresenta essencialmente a cidade como dinâmica, de forma virtual. Garante que todos os elementos do tecido histórico, novas construções e transporte público sejam contabilizados em um modelo tridimensional. Não só apresenta elementos-chave em termos de paisagem, como também engloba condições muitas vezes esquecidas, como a presença de luz ao longo do dia, sombreamento e vegetação. Tudo isso contribui para um melhor processo de análise do território.
Como parte da programação cultural da semana de arte que ocorreu na Cidade do México, a PEANA apresenta a exposição "Por debajo del árbol" no Taller de Arquitectura de Agustín Hernández, que abre suas portas ao público pela primeira vez para reunir obras contemporâneas de quinze artistas em diálogo com o universo de Agustín Hernández. A mostra tem curadoria de Ana Pérez Escoto e Carlota Pérez-Jofre e permanecerá aberta de 10 de fevereiro a 4 de março.
A Boss Design defende que o escritório não é mais um espaço de trabalho baseado na rotina, mas sim um espaço de destino impulsionado por um propósito. Imagem cortesia de Boss Design
As exigências e expectativas em relação ao ambiente de trabalho mudaram drasticamente nos últimos dois anos. O próprio propósito do escritório está sendo reescrito, e seu papel e função, redefinidos. Mark Barrell, Diretor de Design da fabricante global de mobiliário Boss Design, argumenta que o avanço do trabalho híbrido — modelo adotado por 80% dos clientes da Boss — significa que os escritórios devem se transformar em "espaços de destino", ou melhor, em uma série de diferentes espaços de destino.
Delft Hotel Interiors. Imagem via Frame Magazine utilizada sob os termos de "fair use"
Nos últimos anos houve um clamor significativo em torno dos hábitos e impactos da geração millennial. Manchetes como "millennials são o motivo de não usarmos mais guardanapos" ou "os millennials estão matando o mercado imobiliário" eram comuns. Depois de serem culpados pela morte de praticamente qualquer coisa, a força de trabalho millennial se afastou dos holofotes para abrir caminho para a próximo geração, a Geração Z, ou "Gen Z", que segundo muitos acreditam deve gerar perturbações significativas na sociedade, incluindo a arquitetura e o design.
Seria possível um espaço ser um e muitos ao mesmo tempo? Sob o nome Mínimo Múltiplo Comum, Estudio BNAA projetou um espaço de superfícies mínimas, comumente utilizado para fins comerciais ou escritórios, com a particularidade de poder se transformar em múltiplos espaços ao mesmo tempo. Localizado em San Luis, Argentina, trata-se de um projeto que faz referência ao conceito matemático (MMC), mas sob outra perspectiva e função, combinando movimento, flexibilidade e o uso do magnetismo como sistema construtivo.
Todos os aspectos da sociedade estão se tornando cada vez mais digitais. A interconexão e velocidade com que somos capazes de pesquisar e transferir informações nos deixaram acostumados a explorar novas maneiras pelas quais a tecnologia pode impactar nossas vidas. Nos últimos anos, a ascensão do bitcoin, do blockchain e agora do metaverso, fez com que arquitetos e designers reconsiderassem a noção de espaço físico e virtual. Mas, além disso, existe um "meio-termo" entre os espaços que serão projetados para receber o escapismo tecnológico que o metaverso e a web3 oferecem. Embora esses mundos virtuais estejam na fronteira da digitalização de tudo, os arquitetos desempenharão um enorme papel na concepção dos espaços físicos do mundo real que podem suportá-los.
Massimo Paolini compartilha conosco o seguinte artigo, publicado originalmente no El Salto, trazendo novas reflexões sobre a mobilidade urbana no futuro das cidades.