Se alguma vez nos perguntarmos como será o futuro, tudo o que temos a fazer é olhar para o nosso passado e observar o quão longe avançamos desde milhares, centenas ou mesmo décadas atrás. A vida era radicalmente diferente naquela época e será tão diferente no futuro. E como sabemos que o futuro apenas se parece com o presente, temos a possibilidade de moldar o nosso futuro da maneira que quisermos. O mais recente livro publicado pela TASCHEN do BIG, Formgiving - Uma história do futuro arquitetônico explora o passado, o presente e o futuro, desenhando uma linha do tempo do ambiente, desde conceituar até construir a forma.
Na reedição desta semana, o autor Walter Jaegerhaus explora o desafio da habitação nos EUA, traçando uma linha do tempo da evolução de diferentes soluções arquitetônicas de todo o mundo. Buscando "inspirar arquitetos de hoje a criar novas opções de habitação" e esperando "que os EUA possam novamente abraçar suas origens experimentais e testar novas ideias e métodos", o artigo destaca exemplos da Europa e das Américas.
Morelos é um estado localizado na região centro-sul do México, fazendo fronteira geográfica com os estados de Puebla, Guerrero, o Estado do México e a Cidade do México. Possui 4.893 km² e é o segundo menor estado do país. Sua capital e cidade mais populosa é Cuernavaca.
A Casa Resor foi um projeto crucial para Mies van der Rohe, tanto em sua vida pessoal quanto em sua carreira. Foi sua primeira comissão nos Estados Unidos e, antes de se estabelecer em Chicago, ele viveu por dois meses no terreno da casa, perto de Jackson Hole, no Wyoming. O projeto era singular na trajetória de Mies por sua inserção na paisagem rural e pelas escolhas de materiais, principalmente o revestimento de madeira no exterior e no interior. Embora nunca tenha sido construída devido ao estouro do orçamento, os desenhos técnicos e as maquetes de estudo foram incorporados ao acervo do MoMA, em Nova York, onde a cliente, Helen Resor, fazia parte do Conselho de Administração. Este vídeo apresenta uma reconstrução digital da casa — realizada a partir desses documentos de arquivo — como ponto de partida para uma visita guiada e uma análise aprofundada da obra. Que tipo de descobertas nos aguardam no interior dessa obra-prima não construída?
Entrar em uma loja de elétrica pode ser intimidador. À primeira vista, todas as luzes ligadas, milhares de lustres e abajures chegam a cegar. Depois, na parte das lâmpadas, estantes com dezenas de opções, formas, cores, preços, usos. Em cada uma das embalagens, tabelas informativas com números que parecem não fazer o menor sentido. Lúmens, temperatura de cor, potência, rendimento. São muitos os termos para nos confundir. Mas antes de desistir de tudo e sair correndo para a casa com a opção mais barata e ao ligar a lâmpada se sentir em uma funerária sinistra em uma cidade do interior, algumas informações podem te ajudar muito. Sabemos que um bom projeto luminotécnico pode melhorar muito o seu projeto. E uma iluminação mal pensada pode arruiná-lo ou afetar negativamente os seus ocupantes. Reunimos algumas informações que podem te ajudar na próxima vez que uma lâmpada queimar na sua casa.
MAIO está construindo atualmente um edifício de cinco pavimentos com 40 habitações sociais em Sant Feliu de Llobregat, Barcelona. O projeto desenvolve uma série de estratégias sociais cujo objetivo se centra na conectividade urbana, na equidade social e na sustentabilidade. A proposta, vencedora do primeiro prêmio em um concurso de duas fases, abrigará espaços genéricos sem hierarquias, flexíveis e adaptáveis às mudanças nas necessidades de vida de seus/suas habitantes.
Jeffry Burchard explora em seu ensaio a "oportunidade encontrada ao estender a vida útil e o propósito de edifícios existentes viáveis", que moldaram nossas cidades. Ao argumentar que "temos uma oferta abundante de edifícios", o autor propõe quatro etapas essenciais para transformar as edificações existentes.
Robot-Printed 'Cloud Village' / Philip Feng Yuan's Team. Image Courtesy of Philip Feng Yuan
A impressão 3D, em suas diversas modalidades, é uma tecnologia voltada à prototipagem e à construção de objetos e edifícios de forma rápida e precisa. As impressoras 3D disponíveis no mercado hoje comumente utilizam metal em pó ou materiais plásticos para imprimir objetos e estruturas personalizadas, sobrepondo camada sobre camada de acordo com as informações fornecidas por um modelo digital.
Archivo de Ideas Recibidas é um projeto interdisciplinar de pesquisa e difusão que busca registrar e relacionar as ideias de pessoas que contribuem para o ecossistema criativo contemporâneo a partir da arte, do design e da arquitetura. Ele se constrói a partir de conversas que a equipe mantém com diversos/as criadores/as, nas quais se aprofundam temas relacionados à memória, à academia, ao contexto cultural, às suas principais influências e metodologias de trabalho.
Nesta ocasião, nos apresentam Sandra Barclay da Barclay & Crousse. Fundado em 1994 em Paris, o estúdio tem sede em Lima desde 2006. Seu trabalho é considerado, segundo os/as próprios/as arquitetos/as, como um laboratório de design que explora os laços entre paisagem, clima e arquitetura para desafiar as noções de tecnologia, uso e qualidade de vida que, a partir das condições específicas dos países em desenvolvimento, podem informar e ser pertinentes em um contexto global.
Hortas, jardins, iluminação zenital e sistemas reticulares na “Primeira cidade da Antártida”. Imagem via Revista rita_
Este artigo de Fulvo Rossetti foi publicado originalmente no número 14° da revista rita_ com o título "Anfitriões e profetas da Antártida: Arquitetura, território e imaginários confrontados na Antártida, 'Argentina', 'Britânica' e 'Chilena', 1961 em diante" e faz parte de uma colaboração conjunta para a difusão de textos acadêmicos.
A seguir, três obras emblemáticas do Reino Unido, da Argentina e do Chile expressam diferentes interesses projetados sobre um mesmo território antártico. Uma delas corresponde à Estação Halley VI, no limite oriental da reivindicação britânica. Outra é a utópica “primeira cidade na Antártida”, imaginada nas proximidades do aeródromo argentino de Marambio, no extremo norte da Península Antártica. A terceira é o Centro Antártico Internacional, um edifício polifuncional para potencializar o papel de Punta Arenas como cidade de cabeceira, porta de entrada para o continente branco.
Esta republicação da Metropolis desta semana explora a reforma e a transformação em andamento de um local icônico em Buffalo, o Silo City, com o objetivo de criar ambiciosos projetos residenciais e públicos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130923/a-transformacao-de-silo-city-sinaliza-um-novo-futuro-para-buffaloOsman Can Yerebakan
A marcenaria, como são comumente chamados os mobiliários de madeira executados por um marceneiro, tem ganhado atenção especial nos projetos de arquitetura. Por serem projetados para se adequarem a espaços e fins objetivos, esses objetos são importantes elementos de organização do espaço, sendo introduzidos em qualquer ambiente, tanto em salas, quartos e escritórios, quanto em cozinhas e banheiros. Além de resolver questões funcionais, a marcenaria introduz outras materialidades, texturas e cores para os ambientes. Neste artigo iremos explorar alguns exemplos de como a marcenaria colorida pode tornar os projetos de arquitetura mais vibrantes.
Como parte de uma investigação motivada pelo terremoto de 19 de setembro de 2017 na Cidade do México, o fotógrafo mexicano Onnis Luque apresenta seu livro “Undercover”, publicado pela editora The Velvet Cell (TVC) América Latina. A obra apresenta uma série de fotografias que revelam edifícios danificados cobertos por uma espécie de véu preto, instalado para evitar a queda de fragmentos dessas estruturas. Essas fotografias, por sua vez, são acompanhadas de textos que conduzem uma leitura que revela diversos temas que não apenas dizem respeito à arquitetura, mas também abordam, sob essa ótica, aspectos sociais e políticos.
AARHUS, Imagem de Rasmus Hjortshoj . Cortesia de BIG
"O futuro já está aqui, só não está muito bem distribuído". Partindo dessa célebre frase de William Gibson, a mais recente publicação do BIG, Formgiving, analisa o passado e o presente para projetar o amanhã. Ao tratar de previsões não tão distantes, mas que podem se concretizar em 5, 10 ou 50 anos, o livro busca “dar forma ao futuro”, ou àquilo que ainda não se materializou.
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Kai-Uwe Bergmann, sócio/a do BIG-Bjarke Ingels Group, para discutir não apenas o manuscrito mais recente do escritório, mas sua trilogia de publicações: Yes is More, um “Arqui-quadrinho sobre Evolução Arquitetônica”, Hot to Cold uma “Odisseia de Adaptação Arquitetônica”, e Formgiving, uma “História do Futuro da Arquitetura”.
A síndrome de burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, tem estado cada vez mais presente entre os profissionais de hoje. Como resultado do acúmulo intenso de estresse e tensão emocional, sua origem está diretamente relacionada ao cotidiano laboral de cada indivíduo, e não somente aos quesitos logísticos e organizacionais das empresas, mas também é motivada pelo ambiente físico de trabalho.
Passamos em média 1/3 do nosso dia nos espaços de trabalho, portanto, não é à toa que eles assumem um importante papel na nossa saúde mental. Passada a onda dos home offices que vivemos no decorrer de 2020, temos assistido, hoje em dia, o crescente retorno aos espaços colaborativos de trabalho. Eles têm voltado à pauta como uma alternativa híbrida que permite um distanciamento do âmbito doméstico, consolidando a separação entre as funções, algo mais do que necessário após um ano de isolamento.
O México é um país localizado na América do Norte, situado entre o Oceano Pacífico e o Golfo do México. Com uma área de 1.964.375 km², possui uma transbordante e riquíssima diversidade cultural que se estende para além das fronteiras nacionais. Isso se evidencia nos 3.141 km de fronteira com os Estados Unidos, que vão do Golfo do México ao Oceano Pacífico, abrangendo territórios situados em uma faixa de 100 km de largura de cada lado do limite internacional — o que inclui 48 condados em 4 estados norte-americanos e 94 municípios em estados mexicanos.
Universidad de Chile, campus Velázquez, c. 1970. Imagem via Archivo Histórico Vicente Dagnino, Universidad de Tarapacá
O Campus Velázquez, projetado por Mauricio Despouy, articula, por meio de uma grelha de concreto, uma série de pátios e galerias com um programa flexível, porém diferenciado conforme os ambientes distribuídos em seu interior. O projeto de infraestrutura educacional está implantado na cidade de Arica, situada no extremo norte do Chile, cujo clima é determinante na construção dos espaços intermediários e dos brises que qualificam a obra.
O aumento da automação (processos mecanizados) dentro das etapas de materialização arquitetônica, tem visto uma notável aceleração nos últimos tempos, graças ao surgimento e desenvolvimento de ferramentas de fabricação digital. Essas ferramentas, tais como impressoras 3D, robôs de montagem ou cortadores a laser, permitiram o aperfeiçoamento das etapas de construção, proporcionando vantagens significativas relacionadas à otimização dos recursos, maior precisão e maior controle.
No caso específico da madeira, as ferramentas digitais de fabricação mais frequentemente utilizadas são as máquinas fresadoras, ou Routers CNC (Controle Numérico Computadorizado). Estas ferramentas permitem a interpretação de desenhos vetoriais 2D ou mesmo modelos 3D, convertendo-os em códigos de coordenadas que controlam as ações da ferramenta. Desta forma, as CNC ou fresadoras permitem, a partir de arquivos digitais (que podem ser feitos em softwares de design amplamente conhecidos, como o AutoCad), cortar madeira de forma fácil e rápida, deixando as peças prontas para serem montadas e combinadas em obra.
Ao chegar a um ambiente escuro e desconhecido, nossas mãos tateiam a uma certa altura, até acharmos um teclado para acender as lâmpadas e, com sorte, achá-lo. É uma das muitas coisas que só realmente percebemos quando estão mal desenhadas. Ao projetar um ambiente, a decisão de locar os controladores em locais acessíveis e intuitivos exige atenção por parte dos projetistas. Teclados se enquadram na lista de objetos que queremos que sejam muito fáceis de achar quando precisamos, mas que, sem uso, preferimos que fiquem escondidos. Isso porque seu design, muitas vezes, chama mais atenção do que deveria, o que pode acabar destoando na proposta estética do ambiente. Mas nem sempre é preciso que seja assim. Há algumas opções que unem design e funcionalidade, com customizações que permitem que os controladores se encaixem em qualquer tipo de projeto.
A seleção desta semana das melhores propostas de Arquitetura Não Construída destaca diferentes projetos vencedores de concursos enviados pela comunidade do ArchDaily. De empreendimentos urbanos de grande escala a pequenas intervenções na paisagem, de projetos comerciais a espaços públicos e estratégias de planejamento urbano com foco ambiental, este artigo apresenta uma variedade de abordagens projetuais, programas e escalas. As propostas apresentadas são fruto de concursos locais e internacionais, englobando desde conceitos criativos até projetos atualmente em andamento.
As propostas premiadas abrangem uma variedade de projetos distintos, desenvolvidos tanto por jovens arquitetos/as quanto por escritórios consagrados. Um projeto de reutilização adaptativa para torres de escritórios em Nova York, a revitalização de uma área industrial na China, uma instalação abstrata para um festival na Rússia ou um masterplan voltado para a resiliência climática e proteção de ecossistemas são alguns dos destaques desta semana.
TECLA, Hábitat Impreso 3D por WASP y Mario Cucinella Architects. Image Cortesía de WASP
Embora há alguns anos atrás a indústria da construção fosse considerada uma das mais atrasadas tecnologicamente, hoje podemos dizer que a automação na arquitetura está definitivamente aqui para ficar.
o que eles entendem por automação na arquitetura (e como eles acham que isso afeta o processo de projeto).
As portas, janelas e painéis móveis operam por meio de diferentes mecanismos, os quais são responsáveis não apenas pelos movimentos de abertura e fechamento, mas também por sua denominação e classificação. Entre uma série de sistemas utilizados nos elementos móveis da arquitetura, que vão desde os mais simples aos mais engenhosos, aquele presente nas janelas e portas “articuladas” ou “camarão” é usualmente adotado com o intuito de unir estética e funcionalidade.
NanShan B&B Hotel / Priestman Architects. Imagem cortesia de Luyi Photograph
Uma cidade de fronteira pode ser classificada como uma aglomeração urbana próxima ao limite entre dois países, estados ou regiões. Hoje em dia, com a rápida expansão de nossas cidades e a constante modernização dos meios de transporte, a fronteira entre as áreas urbanas e rurais tem sido constantemente deslocada e redefinida.
Na Região Metropolitana de Salvador, se registrou (2012) que o uso do transporte motorizado se verifica 51,5% para o gênero masculino, contra 48,5% para o feminino e, em relação ao transporte não motorizado, 44,8% contra 55,2%, respectivamente. Imagem: Prefeitura de Salvador
“Levantar cedo, acordar os filhos, fazer e dar o café da manhã, tomar banho, dar banho neles, seguir para o ponto do ônibus. A bolsa cai, a criança embirra, o buzu atrasa. Colo, mochila, criança… nem se sabe mais a ordem. Na primeira ordem do dia, o primeiro ônibus e os filhos chegam à escola, corre de novo para o novo ponto e uma nova espera, chega o segundo transporte. Embarca em pé, dribla o sono e o assédio até o trabalho. Na hora do almoço, aquela passada na farmácia e, quem sabe, também na feira pertinho. Ou hoje é dia de passar no açougue? Volta do trabalho: pacotes, bolsa e cansaço. Uma parada no caminho para pegar as crianças e a lembrança inoportuna da falta que lhe conduz ao mercado antes de chegar a sua casa com o dia que termina, mas não sem antes preparar o jantar. Ufa!“
O trecho citado é o relato de um dia fictício. No entanto, essa rotina é a crônica diária em muitas residências, em especial nas de baixa renda, nas periferias, nas casas de famílias monoparentais chefiadas por mulheres, onde o drama das muitas idas e vindas pode se intensificar com elementos da interseccionalidade de gênero, raça, classe social, geração, território, capacidade física, orientação sexual, entre outros.
https://www.archdaily.com.br/pt/965354/o-planejamento-da-mobilidade-e-as-mulheresAlessandra Almeida e Aline Prado