Nesta republicação desta semana da Metropolis, a autora Leilah Stones explora como, ao redor do mundo, arquitetos/as, designers e urbanistas estão redefinindo o significado de ser um/a defensor/a na profissão do design, listando 6 iniciativas que praticam a justiça no design.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130413/seis-iniciativas-servem-de-modelo-para-praticar-a-verdadeira-justica-no-designLeilah Stone
Apesar da quebra de ritmo testemunhada pela indústria da construção civil ao longo dos últimos dois anos, os projetos de megacidades na África continuaram avançando a toque de caixa, e são inúmeros os novos empreendimentos que estão surgindo nas principais cidades de todo o continente. Embora o desenvolvimento das principais cidades africanas possa ser um motivo para celebrar, não devemos fechar os olhos para o descompasso entre a visão dos investidores e das autoridades e a realidade econômica e o contexto cultural das pessoas que ali vivem. Muitos são aqueles que questionam se essas novas cidades poderiam ser construídas de outra maneira, ou se a população de baixa renda também será beneficiada por estes investimentos ou se continuarão a viver às margens, em cidades que preservam muitas das características colonialistas de outrora e em grande parte, permanecem sendo impostas a ela.
Como parte das celebrações anuais dos Prêmios CEMEX, foi anunciado o nome de quem receberá a Bolsa Arq. Marcelo Zambrano, reiterando o compromisso de continuar contribuindo para o desenvolvimento da arquitetura no México. A CEMEX concede a Bolsa Arq. Marcelo Zambrano em homenagem à exemplar trajetória de dedicação profissional e liderança do Arq. Marcelo Zambrano, com o objetivo de impulsionar jovens mexicanos/as a cursar a pós-graduação em universidades de grande prestígio internacional.
Anne Lacaton, Pablo Martínez y Mar Santamaria, Mohan Munasinghe, Francesc Muñoz, Feniosky Peña-Mora, entre otros ponentes del congreso.. Image Cortesía de Congreso Internacional de Arquitectura: La Ciudad que Queremos
De 8 a 10 de setembro, acontece a VI edição do Congresso Internacional de Arquitetura, sob o título “A Cidade que Queremos” — e, pela primeira vez, o evento pode ser acompanhado ao vivo pelo canal do YouTube da Fundação Arquitetura e Sociedade.
Henning Larsen vem criando projetos que abordam o design intercultural, enfrentam diversas zonas climáticas e buscam alcançar objetivos ambiciosos de sustentabilidade. Tudo isso não seria possível sem o uso da tecnologia e de ferramentas de design digital e generativo especialmente desenvolvidas, que permitem a arquitetos e arquitetas tratar qualquer elemento como um parâmetro no projeto.
Em entrevista especial ao ArchDaily, Jakob Strømann-Andersen, sócio e diretor do Departamento de Inovação e Sustentabilidade da Henning Larsen, fala sobre as ferramentas digitais e sua incorporação ao processo de projeto. Concentrando-se nesta conversa especificamente no Sandworm, um novo programa de modelagem que utiliza caixas de areia, Andersen explica como conseguiram escanear e transferir diretamente paisagens manipuladas para um modelo 3D.
Em um esforço para criar uma solução de alto impacto durante a atual pandemia global, o Grupo LAMOSA, sediado no Peru, decidiu desenvolver uma linha de revestimentos cerâmicos com propriedades antivirais baseadas em Nanopartículas de Cobre (NanCu). A equipe decidiu darinício à distribuição da tecnologia BIO-C29 por meio de sua linha de produtos BIO-CER. Essa solução foi alcançada através de uma colaboração entre Mauricio Méndez (Diretor Industrial) e Jenny Morales (Gerente Técnica LATAM) da Cerámica San Lorenzo-Grupo LAMOSA, em conjunto com a Nano Quantum Group SpA. O resultado é uma camada protetora eficaz que erradica consideravelmente os agentes infecciosos, criando espaços arquitetônicos desinfetados e livres de riscos à saúde.
As ferramentas desenvolvidas em torno do trabalho com a madeira, aliadas às novas técnicas de produção, corte e tratamento do material, permitiram obter gradualmente produtos muito variados e de alta qualidade — com diversos tamanhos, resistências, tonalidades, formas e cores. Esses avanços possibilitaram que a madeira, como recurso, seja capaz de satisfazer as mais variadas demandas da construção civil, atuando como estrutura, fechamento, revestimento ou mobiliário em uma grande quantidade de projetos de arquitetura.
Imagem premiada pela ASAI. Projeto: Base Aérea de Tyndall. Data: 2020. Imagem cortesia de SketchUp
Criar uma visualização atraente que comunique a intenção do projeto e conquiste o apoio das partes interessadas não é uma tarefa simples. Embora os/as designers tenham inúmeras ferramentas de visualização à disposição — de potentes motores de renderização à simplicidade do papel e caneta —, não existe uma fórmula única para a visualização. À medida que o projeto evolui, podem ser necessárias diversas renderizações com diferentes níveis de detalhamento.
Segundo Jim Kessler, diretor do Visual Media Group na Jacobs, "quando um projeto está em desenvolvimento e as conversas com os/as clientes estão em andamento, uma renderização fotorrealista transmite a ideia de que o trabalho está concluído e que alterações não são mais possíveis. Por outro lado, uma imagem não fotorrealista sugere fluidez e carrega um forte apelo artístico, algo que atrai os/as profissionais de arquitetura".
No ano passado, o arquiteto Danish Kurani concluiu um novo laboratório de tecnologia em Nova York, em parceria com o Black Girls Code. Concebido como um espaço onde jovens de toda a cidade de Nova York podem se reunir para aprender sobre tecnologia, o projeto de reforma transformou cerca de 360 metros quadrados de área nos escritórios do Google em Nova York em um laboratório de exploração tecnológica.
Antes dos carimbos e das impressões digitalizadas, os papéis de parede eram um artefato de alto luxo e ostentação já que todos os desenhos deveriam ser feitos à mão por artesãos. Como símbolo de riqueza, eles surgiram para substituir as tapeçarias e telas na decoração das casas europeias do século XVI. No Brasil, por exemplo, sua aplicação se tornou economicamente viável apenas em 1930 e sua popularização concretizada somente na década de 60.
Os edifícios de escritórios são conhecidos por serem utilitários, eficientes e rígidos. Embora essa tipologia tenha reputação por adotar grades retilíneas e layouts abertos, os projetos modernos começaram a explorar novas alternativas para o local de trabalho contemporâneo. Indo além das salas de trabalho padrão, espaços de reunião e zonas de apoio, esses projetos estão reimaginando as relações entre o envelope e o programa. Este é um movimento mais amplo no sentido de repensar as características formais e espaciais de onde trabalhamos. Enquanto essa tendência está sendo explorada globalmente, as cidades começaram a adotar novos projetos de escritórios em uma escala maior.
"Domingos Libro" é apresentado por Carmelo, do Enorme Studio, que a cada 15 dias analisa detalhadamente publicações de arquitetura esquecidas, livros e revistas de arquitetura das décadas de 60, 70 e 80 que trazem as histórias mais interessantes nos bastidores.
Neste décimo primeiro capítulo, intitulado "O Ovo", Carmelo fala sobre o livro escrito em 1978 por André Bruyère, intitulado "L'Oeuf". A obsessão por ovos leva o arquiteto francês a propor um arranha-céu com esse formato para Nova York e a escrever este livro que defende o ovoide como forma fundamental.
A seleção com curadoria desta semana do Melhor da Arquitetura Não Construída destaca projetos de museus enviados pela comunidade do ArchDaily. Por meio de exemplos de diversas partes do mundo, o artigo explora como esses espaços de conhecimento e descoberta são projetados para inspirar e informar.
Apresentando um museu de arte de desenvolvimento vertical na Finlândia, uma estrutura que se funde com a paisagem na China e um museu marítimo moldado pelas condições da linha costeira no Brasil, a seleção abrange vários tipos de museus e espaços de arte, bem como diferentes atitudes em relação ao ambiente construído ou natural. Os projetos a seguir revelam as ideias que moldam os museus em diferentes contextos, ilustrando diversas abordagens sobre o que constitui uma instituição voltada ao aprendizado.
Desde que o ArchDaily expandiu seus serviços de recrutamento, recebemos vagas de escritórios de arquitetura de diversas escalas e regiões do país, de Pequim e Shenzhen a Hangzhou. Com estilos singulares, essas marcas atuam de forma dinâmica em diferentes campos da arquitetura, buscando atrair talentos do setor. A seguir, destacamos 8 oportunidades selecionadas e seus respectivos projetos representativos. Convidamos todos/as os/as leitores/as interessados/as a se candidatarem.
O MUDA-Architects (MUDA慕达建筑) foi fundado em 2015 em Pequim, na China, e em Boston, nos Estados Unidos, estabelecendo seu escritório em Chengdu em 2017. O escritório conta com uma equipe internacional de arquitetura, composta por profissionais de diversas origens globais e repletos de criatividade. No campo da arquitetura e do design, a equipe possui uma visão de vanguarda, vasta experiência, alto profissionalismo e uma criatividade única. O portfólio do MUDA abrange arquitetura pública, cultural e comercial, além de desenho urbano, paisagismo e design de interiores.
A transformação das cidades construídas para os carros em ambientes que priorizam o bem-estar e a mobilidade de todas as pessoas pode tornar os centros urbanos mais resilientes e inclusivos. Não é trivial mudar ideias e práticas tão arraigadas no planejamento das cidades. Mas um novo relatório do WRI Brasil, “Ruas Completas no Brasil – Promovendo uma mudança de paradigma”, mostra que a mudança foi semeada e já gera frutos.
A publicação documenta o resultado de quatro anos de atuação da Rede Nacional para Mobilidade de Baixo Carbono, iniciativa do WRI Brasil e da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) que reuniu 21 cidades brasileiras comprometidas com a mudança do paradigma no desenho das ruas e das cidades.
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Juvenal Baracco. Image Cortesía de Archivo de ideas recibidas
Archivo de Ideas Recibidas é um projeto interdisciplinar de pesquisa e difusão que busca registrar e relacionar as ideias de pessoas que contribuem para o ecossistema criativo contemporâneo a partir da arte, do design e da arquitetura. Ele é construído a partir das conversas que a equipe mantém com diversos criadores e criadoras, nas quais se aprofundam temas relacionados à memória, à academia, ao contexto cultural, às suas principais influências e metodologias de trabalho.
Os painéis de policarbonato translúcido apresentam uma estética única e marcante, ao mesmo tempo que mantêm uma eficiência na funcionalidade. Eles podem adicionar profundidade e cor a uma fachada e se adaptar para atender a uma ampla gama de requisitos de desempenho, desde resistência à temperatura até resistência ao impacto, proteção UV e muito mais. A Rodeca, empresa líder na indústria de painéis de policarbonato, oferece produtos de alta qualidade com alta personalização em relação a cores, níveis de transparência, tratamentos, perfis, tamanhos, sistemas de junta e muito mais. Abaixo trazemos uma lista detalhada dessas muitas opções, acompanhada por diagramas e etapas de instalação. Também discutimos vários estudos de caso em que fachadas de policarbonato foram usadas com grande sucesso, aproveitando ao máximo as opções disponíveis junto com as qualidades estéticas intrínsecas dos painéis translúcidos para complementar e elevar seus projetos.
https://www.archdaily.com.br/pt/966598/como-projetar-e-instalar-fachadas-de-policarbonato-translucidoLilly Cao
Sabe-se que a indústria da construção civil é uma das mais poluentes do planeta, porém, muitas vezes temos dificuldade de vincular o trabalho do arquiteto e do urbanista a essa indústria, nos abstendo da responsabilidade de estar inserido dentro de uma das cadeias produtivas mais nocivas que existem. Nesse sentifo, é urgente ressaltar a importância de questionar, não somente os materiais empregados nos projetos, mas também os sistemas produtivos envolvidos.
Trecho da planta térrea do Museu Anahuacalli (à esq.) e trecho da planta térrea do Solar do Unhão (à dir.). Ilustração feita por Beatriz Sallowicz e Teodoro Saldanha
Em 1963, a exposição “Nordeste” inaugurou o Museu de Arte Popular do Unhão em Salvador. Apesar do fortuito cenário para que Lina Bo Bardi deslanchasse o projeto do museu nas dependências restauradas do Solar do Unhão, suas atividades foram interrompidas após um ano de existência. A mostra temporária e única aberta ao público contou com empréstimos de diferentes coleções particulares e acervos museológicos para apresentar uma extensa reunião de objetos variados, baixo um convite ao público geral para compreender o valor do fazer técnico popular. A exposição que a gosto da arquiteta teria sido intitulada ‘Civilização Nordeste’ acusou posturas de classe pouco relacionadas com o conhecimento do que qualificou como a "atitude progressiva da cultura popular ligada a problemas reais". (BO BARDI, 1963)
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelo arquiteto David Lee e pela arquiteta Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão margem a reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros apresentam dicas para colegas de profissão, avaliações de edifícios e projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify, e YouTube.
Esta semana, David e Marina conversam com Phyllis Lambert, arquiteta, diretora de planejamento da sede da Seagram e diretora fundadora emérita do Canadian Centre for Architecture em Montreal.
A pandemia do Covid-19 aprofundou a crise dos centros urbanos, especialmente daqueles que, como o Rio de Janeiro, têm sua vitalidade associada às atividades comerciais e de serviços.
A determinação de períodos de lockdown e o estabelecimento das práticas de trabalho remoto diminuíram de forma substancial a circulação de pessoas, que alimentavam uma série de atividades, especialmente os bares e restaurantes, o pequeno comércio e os estabelecimentos culturais.
https://www.archdaily.com.br/pt/966549/reviver-centro-uma-nova-perspectiva-para-o-centro-do-rio-de-janeiroPedro Duarte e Naiara Amorim
Mirante do Gavião Amazon Lodge / Atelier O'Reilly. Foto: Jean Dallazem
A arquitetura de povos originários manifesta uma profunda relação com o contexto no qual está inserida, de modo que os materiais encontrados no local são trabalhados e testados empiricamente até se desvendarem técnicas de construção e modos de habitar que melhor satisfazem os sentidos de abrigo e simbólico de uma comunidade. Na Amazônia, não é diferente. Com diversos povos habitando o seu território - seja na terra ou nas águas -, foram tecidas muitas sabedorias construtivas que são buscadas por arquitetos que trabalham nessas regiões. Assim, conjuntamente, há uma troca de conhecimentos que se embasam em culturas ancestrais para trazer novas alternativas arquitetônicas para a região.