Um parede vazia nem sempre é um respiro, em alguns momentos ela pode passar uma sensação fria, da falta de algo. E é por esse motivo que ela se apresenta como um espaço a ser ocupado para trazer mais originalidade e um maior caráter para o seu espaço, a questão é: como intervir nela? A seguir, reunimos algumas ideias presentes em diversos projetos para te inspirar.
Big White Pivot Door / FritsJurgens. Image Courtesy of FritsJurgens
Portas internas servem a diversos propósitos em residências, como fornecer segurança e privacidade, separar espaços e ruídos. Mas além dessas funções óbvias, elas também podem definir o tom e aprimorar a estética de uma sala com sua beleza, tornando-se poderosas características de design por si mesmas. Considerando esse impacto, arquitetos devem levar em consideração todos os fatores ao escolher uma porta, incluindo cor, material, estilo e mecanismo de abertura. As dimensões também são importantes, mas tendem a ser padronizadas, pois são limitadas pelo tamanho da estrutura da porta. Geralmente, elas tem cerca de 210 cm de altura e variam de 70 a 90 cm de largura. Recentemente, no entanto, isso deu uma guinada no design moderno.
O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast explícito sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma ampla gama de assuntos é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas de profissão, avaliações de edifícios e projetos, ou reflexões informais sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina recebem Stuart Graff, presidente e CEO da Fundação Frank Lloyd Wright, para discutir a missão da organização; o papel das instituições culturais no apoio às profissões criativas; a preservação e a difusão do legado de Wright por meio de programas e colaborações; propriedade intelectual; a trajetória de Stuart até se tornar CEO da fundação; a gestão de uma organização sem fins lucrativos de sucesso; os princípios de Frank Lloyd Wright, entre outros temas.
Sem conceito definido, o uso do termo cidades inteligentes é utilizado com mais frequência a cada ano que passa. Muitos teóricos apontam que a dificuldade conceitual está atrelada à rápida adesão e expansão do seu uso por grandes corporações e instituições, tonando-se, assim, um termo da moda. Apesar do discurso “inovador”, a escolha do modelo para implementação de uma cidade inteligente pode causar impactos segregacionistas e privilegiar determinado grupo se não desenvolvida considerando as particularidades e envolvendo as lideranças locais (MENDES, 2020). Neste ensaio será adotado um entendimento de que a inovação e inteligência não estão necessariamente ligadas ao uso de tecnologias digitais ou recursos de alto custo, mas sim ao novo olhar para os problemas urbanos e o desenvolvimento de soluções não tradicionais nas tomadas de decisão e execução.
Pavilhões do Museu do Louvre / França . Imagem Cortesia de Studio Malka Architecture
Abrigando objetos de importância artística, cultural, histórica e científica, o termo ‘museu’ é derivado do latim. No que diz respeito à antiguidade clássica, em grego antigo ‘mouseion’, que significa ‘conjunto de musas’, era uma instituição filosófica, um lugar para contemplação e pensamento. Essas musas referem-se às 9 musas da mitologia grega, as deusas das artes e das ciências e patronas do conhecimento. As origens dos primeiros museus vêm de coleções particulares de famílias, indivíduos ou instituições ricas, exibidas em “gabinetes de curiosidades” e muitas vezes em templos e locais de culto. Entretanto, estas “coleções” são antecessoras do museu moderno. Elas não buscavam categorizar e exibir racionalmente suas coleções, como as exposições que vemos hoje.
Em definição, o museu moderno é um edifício ou instituição que cuida ou exibe uma coleção de artefatos de importância cultural, histórica, científica ou artística. Por meio de exposições permanentes e temporárias, a maioria dos museus públicos disponibiliza esses artefatos para visualização e, muitas vezes, procuram conservar e documentar sua coleção, para atender tanto à pesquisa quanto ao público em geral. Em essência, os museus abrigam coleções importantes, sejam elas em pequena ou grande escala.
Ao longo dos anos, a arquitetura de interiores evoluiu de acordo com as necessidades que foram surgindo mas, sobretudo, com as experiências que procura evocar no usuário. Nos últimos dois anos pudemos testemunhar uma mudança radical e um interesse especial por este tema visto que a pandemia obrigou-nos a dar uma atenção específica à configuração dos lugares que habitamos. Isso trouxe consigo projetos muito mais abrangentes que buscam atender ao bem-estar do usuário, combinando cores, experiências sensoriais, tecnologia e elementos naturais que promovem a saúde.
UNStudio y BIG invierten en la plataforma de diseño virtual SpaceForm. Image Cortesía de UN Studio
Dos NFTs e do Metaverso às vantagens produtivas da renderização em tempo real, este ano representa uma excelente oportunidade para discutir as últimas tendências no campo das visualizações arquitetônicas. Nesse sentido, abrimos o debate para nossos leitores e leitoras em torno das seguintes perguntas: Quanto podemos aprender com outras indústrias correlatas, como o cinema, os videogames e o design industrial? Como a arquitetura pode contribuir e avançar no mundo das visualizações?
Após ler e compilar todos os comentários recebidos, tanto de profissionais da construção civil quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, concordamos que, à medida que os avanços tecnológicos continuam, o futuro da visualização arquitetônica provavelmente será mais democrático, liberal e descentralizado. A seguir, apresentamos os pontos de vista mais frequentes do nosso público leitor.
Le Corbusier disse uma vez que “a luz cria ambiência e senso de lugar, bem como a expressão de uma estrutura”. Apesar de outras tecnicalidades externas e escolhas projetuais feitas dentro dos espaços públicos, como a forma na qual o espaço é construído e o uso de cores e da materialidade, esses elementos seriam essencialmente inutilizados sem o uso adequado da iluminação.
Muitas escolhas e decisões de projeto de arquitetos atendem à iluminação geral de um determinado ambiente e à sensação e ao humor que os arquitetos pretendem que os indivíduos do público experimentem enquanto ocupam o espaço. A iluminação, portanto, deve ser integrada ao mobiliário e à arquitetura, pois a iluminação desempenha um papel decisivo na criação da atmosfera certa.A iluminação mais baixa cria uma atmosfera íntima e sofisticada, especialmente em restaurantes, bares e lounges, onde os indivíduos são mais propensos a se aproximarem.
Pisos de madeira trazem aconchego, personalidade e estilo para quaisquer interiores, sejam eles antigos ou novos. Com um aspecto ao mesmo tempo rústico e elegante, a madeira entrega boas características térmicas, com uma temperatura agradável ao toque, além de melhorar a acústica do ambiente, por absorver parte das ondas sonoras. Também são altamente duráveis e resistentes ao desgaste diário e, não por acaso, um dos materiais preferidos e mais cobiçados para interiores residenciais. Sua aparência também agrada a muitos: mesmo de uma mesma espécie e fabricante, há variações entre as peças, conforme o local de onde saiu do tronco. Entre diferentes espécies de árvores, tonalidades e desenhos também variam muito, de amarelos claros a marrom escuro, com infinitas possibilidades. Além disso, é possível paginar os pisos de madeira das formas mais diversas, conforme as dimensões das peças e o efeito desejado para o espaço. Veja, abaixo, uma série de possibilidades de pisos de madeira no Architonic.
Qual a relevância do uso da cor na arquitetura? Ao longo da história, encontramos diversos cenários em que a cor assume o protagonismo na sua integração com a obra arquitetônica. Atualmente, isso não é diferente. Isso se deve ao fato de a cor ser um meio capaz de provocar emoções e reações profundas e imediatas em quem a observa. Por esse motivo, a cor desempenha um papel importante na leitura arquitetônica, tendo o poder de evidenciar os componentes que a conformam ou, pelo contrário, alterar a percepção da obra ou do espaço.
A lista a seguir apresenta diversos projetos de residências ibero-americanas que adotaram uma abordagem particular da cor em sua composição. Nelas, vemos a concepção da cor como elemento integrador da obra ou como meio de destacar um elemento em particular, seja ele interno ou externo.
As mãos seguram o peso do corpo inteiro, sentindo em sua membrana fina a textura áspera da argamassa não rebocada. Mesmo com todo corpo estirado contra o muro ainda assim não era possível ver o que havia por trás dele. O suor, num misto de adrenalina e calor, escorria por entre as têmporas indicando a movimentação para um esforço final, um derradeiro impulso antes da queda iminente que, por alguns segundos, permitiu ultrapassar a última fiada. Abriu-se, então, o campo de visão para um mundo fragmentado, desconexo e estranhamente livre. Uma potência urbana que se deixava estrangular pelo alento da vegetação tropical enquanto era consumida pelo abandono em meio a cidade ativa e dinâmica.
Movimentos sindicais têm sido uma tendência entre os jovens com formação universitária nos EUA, segundo o New York Times. Eles buscam solidariedade e fortalecimento através da coletividade para alcançar mudanças desejadas em contrapartida à resistência que eles têm encontrado. Enquanto a Amazon e a Starbucks ganham as manchetes dos jornais quando o assunto é sindicalização, arquitetos mais jovens também estão se organizando. Isso é incentivado pelo The Architecture Lobby, um grupo que se inclina para o campo do socialismo democrático. O escritório SHoP, com sede em Manhattan, foi alvo recente de um grupo de funcionários que não obtiveram sucesso na sua proposta de sindicalização.
Beijing Daxing International Airport / Zaha Hadid Architects. Image by @seven7panda
Na arquitetura e no urbanismo, os movimentos de aproximação e se afastamento de determinado objeto de estudo, seja na escala do edifício ou da cidade, são corriqueiros e permitem ora visualizar melhor os detalhes, ora ter uma visão mais ampla do todo – ambas essenciais para compreensão do objeto em questão. A mudança do ponto de vista possibilita percepções distintas de um mesmo local: ao nos deslocarmos do nível térreo, ou do observador, ao qual somos habituados a vivenciar no cotidiano, para o ponto de vista aéreo, podemos estabelecer relações que se aproximam das obtidas através plantas de situação, de localização e planos urbanísticos.
A arquitetura, com seus/suas profissionais, acadêmicos/as e teóricos/as, há muito tempo explora ideias utópicas na esperança de transformá-las em algo concreto em prol de um mundo melhor. Contudo, à medida que o mundo caminha para uma polarização ainda maior do que a atual, a prática da arquitetura viu-se obrigada a se adaptar aos sistemas vigentes do planeta, limitada por condicionantes em constante crescimento. Aos poucos, quem atua na área percebeu que a utopia não pode ser vista de fato como a solução ideal, necessitando ser readaptada ou fundida a outros conceitos para que realmente funcione. A mais recente monografia da DETAIL, BIG. Architecture and Construction Details / BIG. Architektur und Baudetails — uma relação entre as utopias imaginativas e não construídas do BIG e sua arquitetura construída e funcional —, explora 20 projetos desenvolvidos pelo escritório.
Centro comercial futurista. Imagem via Os Jetsons, 1962 / Hanna-Barbera Productions
O surgimento da energia nuclear, avanços dramáticos no desenvolvimento de foguetes e o desejo de ser o primeiro a colocar homens no espaço e na lua deram início a uma era conhecida como a "Era Espacial". Após o encerramento da Segunda Guerra Mundial, tanto os soviéticos quanto os aliados se encontraram em um estado de antagonismo, pois ambos começaram a lutar para avançar na exploração espacial antes do outro, uma corrida pelo espaço. A era daria lugar a rápidos avanços na tecnologia e grandes realizações, incluindo o pouso na Lua em 1969. A estética da Era Espacial mudou completamente a forma como os designers visualizavam o novo mundo e deixou uma marca dramática na arquitetura e nos interiores. Uma nova visão de futurismo e prosperidade.
Open BIM é uma sigla para Open Building Information Modeling e consiste em uma abordagem universal para o projeto, a execução e a operação colaborativa de edifícios baseada em padrões e fluxos de trabalho abertos. Trata-se de uma iniciativa da buildingSMART apoiada por muitos dos principais desenvolvedores de software da indústria da construção.
A abordagem define métodos para a descrição orientada a objetos de edifícios por meio de formatos de dados abertos que facilitam a entrega integrada de projetos. O Open BIM proporciona uma linguagem comum para o intercâmbio de informações em equipes multidisciplinares de projeto.
Para o advogado especialista em Direito Urbanístico e consultor legislativo do Senado Federal Victor Carvalho Pinto, mais importante que financiar obras municipais seria apoiar a modernização das administrações das cidades e estados, o chamado “desenvolvimento institucional”. Em entrevista exclusiva ao Geocracia, Carvalho Pinto, que é Coordenador do Núcleo Cidade e Regulação do Laboratório Arq.Futuro de Cidades do Insper, não se diz preocupado com o fim do Ministério das Cidades, já que o orçamento federal, a Caixa Econômica Federal e o BNDES destinam recursos a fundo perdido para muitas obras municipais.
https://www.archdaily.com.br/pt/982566/antes-de-obras-municipais-vem-informacao-cartografia-e-cadastro-imobiliarioCarlos Vieira e Victor Carvalho Pinto
PROJECT 普罗建筑 foi fundado em 2014 e é um coletivo de pesquisa e projeto reconhecido internacionalmente. Atualmente, a equipe conta com mais de dez profissionais, com estúdios em Pequim, Xangai e Shenzhen. Seus fundadores, Chang Ke e Li Wenhan, graduaram-se respectivamente pela Universidade de Tecnologia de Delft (TU Delft), nos Países Baíses, e pela Universidade de Artes Aplicadas de Viena, acumulando anos de experiência em grandes escritórios de arquitetura na Europa e na China, sendo ambos arquitetos registrados nos Países Baixos. Como especialistas nas áreas de renovação urbana e edifícios públicos, a filosofia central do escritório define a demanda como contexto, a resistência como força motriz e a inovação como questionamento estrutural. O PROJECT 普罗建筑 busca romper as fronteiras do design tradicional, transcendendo as limitações de escala e categoria, definindo cada encargo como um "PROJECT" (projeto) integrado. Ao focar nas condições específicas de viabilidade de cada projeto, o escritório propõe soluções estratégicas e explora novos programas e tipologias espaciais — em especial aquelas que emergem de iniciativas populares. Ao conectar o projeto à vida cotidiana, estimulando e organizando a vitalidade gerada por esses novos modelos, o escritório busca contribuir de forma ativa para o desenho espacial da vida urbana e rural contemporânea.
O PROJECT 普罗建筑 oferece serviços completos de consultoria e projeto, que abrangem desde o planejamento conceitual, arquitetura, paisagismo e interiores, até mobiliário, design de produto, sistemas de sinalização e consultoria de execução de obras. Longe de enxergar o design como uma intervenção isolada, o escritório utiliza o conceito de "PROJECT" para transformar cada projeto em um sistema contínuo de pesquisa focado na inovação criativa. O escritório dedica-se a explorar uma pesquisa e prática arquitetônica locais enraizadas no contexto sociopolítico da China contemporânea. Com uma metodologia baseada no estudo coletivo e no debate, toda a equipe de design participa ativamente das discussões e tomadas de decisão de cada projeto. O PROJECT 普罗建筑 funciona como uma inteligência coletiva, revelando novas possibilidades e mecanismos ideais a partir de múltiplas perspectivas. Unir a prática local ao caráter cívico e social define a direção atual do escritório. Ao conciliar projetos sob encomenda de pequena e média escala com concursos para edifícios públicos de grande escala urbana, a equipe busca consolidar um modelo viável para escritórios de arquitetura locais, equilibrando a atuação comercial e o rigor acadêmico. Este é, portanto, o momento ideal para receber novas mentes e abrirmos juntos novos caminhos.
Claramente, designers gráficos não são arquitetos, mas projetos colaborativos entre esses dois campos do saber que se interseccionam em seus detalhes, podem vir a funcionar bem.
A indústria criativa como um setor evoluiu e muitas pessoas agora estão em novos campos. Se você está colaborando, pode avançar rapidamente e já falamos disso aqui. A tendência é ser colaborativo, e muito diferente de 25 anos, quando você deveria ser um designer gráfico sozinho fazendo layout e gramaturas de papel ou um arquiteto isolado num escritório em seu autocad.
Historicamente associadas à imagem de fábricas e edifícios industriais em geral, as instalações aparentes também têm sido adotadas nos últimos anos em outras tipologias, entre elas a residencial. Os eletrodutos, tubos hidráulicos e demais elementos utilizados nas instalações, que por muito tempo foram relegados ao segundo plano, escondidos por paredes e forros, podem ser elementos chave de partidos arquitetônicos.
Em uma tarde de domingo quente e nebulosa, os cortiços de concreto de Nairóbi se elevam sobre os barracos (ou “favelas”) da cidade. Homens e mulheres penduram roupas em telhados e varandas — fazendo com que os edifícios pareçam uma colcha de retalhos, um mosaico de tecido.
Ainda estamos no alvorecer do Metaverso, a próxima onda da internet. As atuais plataformas de Metaverso mais populares servem como recipientes experimentais para abrigar os sonhos mais ousados de mundos virtuais onde deveríamos libertar a imaginação. No entanto, sob a perspectiva do design espacial, até agora elas têm sido sem graça e comuns. Sem as restrições do mundo físico, como elaborar os projetos urbanos no metaverso? Acredito que os/as planejadores/as do metaverso podem encontrar inspiração em As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino, obra na qual o autor revela uma abordagem poética e matemática do "planejamento urbano" em mundos imaginários.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134433/o-que-os-as-planejadores-as-do-metaverso-podem-aprender-com-star-as-cidades-invisiveis-star-de-italo-calvinoChloe Sun
Já ouviu falar em neuroarquitetura? Como seriam os espaços se os arquitetos projetassem os edifícios baseados nas emoções, na cura e na felicidade do usuário? Hospitais que ajudam na recuperação do paciente, escolas que estimulam a criatividade, ambientes de trabalho que te deixam mais concentrado…
Isso é neuroarquitetura: projetar ambientes eficientes baseados não apenas em parâmetros técnicos de legislação, ergonomia e conforto ambiental, mas também em índices subjetivos como emoção, felicidade e bem-estar.
O novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas destaca o enorme potencial da natureza para reduzir os riscos das mudanças climáticas e aumentar a resiliência. O contexto político tem se tornado propício para essa abordagem. Em 2021, por exemplo, 137 países se comprometeram, de forma coletiva, a acabar com a perda de florestas e a degradação de paisagens até 2030 como parte da Declaração dos Líderes de Glasgow sobre Florestas e Uso da Terra. Os signatários reafirmaram a importância de todas as florestas para a adaptação aos impactos das mudanças climáticas e para manter saudáveis os serviços ecossistêmicos. Promessas de financiamento se seguiram à declaração, incluindo US$ 19,2 bilhões para proteger e restaurar florestas em todo o mundo.