Escadaria labiríntica. Screenshot da série. Cortesia de Netflix
Pessoas morrem em Squid Game. Muitas pessoas. Mas apesar de violência ser um dos ingredientes mais apelativos para o sucesso (ou fracasso) de uma produção para televisão, não é por isso apenas que a série se tornou tão popular no mundo todo. Cultura pop, cenários hipnotizantes e uma trama repleta de metáforas sociais contribuem para isso.
Lançada pela Netflix no dia 17 de setembro deste ano, Squid Game (conhecida também como Round 6) já é a maior série realizada em um idioma que não o inglês, disse Ted Sarandos, co-CEO e Chefe de Conteúdo da plataforma de streaming, e tem grandes chances de se tornar a maior série já produzida pela gigante do entretenimento. Escrito e dirigido por Hwang Dong-hyuk, o survival thriller narra a jornada de 456 pessoas mergulhadas em dívidas que competem por um generoso prêmio em dinheiro de 45.6 bilhões de wons – aproximadamente R$210 milhões.
A neurociência ambiental é um campo emergente, dedicado ao estudo do impacto dos ambientes sociais e físicos, sobre os processos e comportamentos do cérebro. Desde várias oportunidades de interação social aos níveis de ruído, e acesso a áreas verdes, as características do meio urbano têm implicações importantes para os mecanismos neurais e o funcionamento do cérebro, influenciando assim nosso estado físico. O campo ilustra uma imagem diferente de como as cidades impactam nossa saúde e bem-estar, proporcionando assim uma nova camada científica de compreensão, que poderia ajudar arquitetos, urbanistas e tomadores de decisão a criar ambientes urbanos mais equitativos.
Quando consideramos o contexto das cidades, ao mesmo tempo que a violência urbana é um reflexo dos problemas e das desigualdades sociais, ela também reflete no território e na nossa forma de viver. Em outubro, no dia 2, foi celebrado o Dia Internacional da Não-Violência – inspirado nisso, destacamos aqui uma série de projetos para refletir sobre formas não-violentas de ocupar os espaços públicos.
O impacto que a crise climática teve no planeta na última década é uma influência crítica de como os arquitetos e urbanistas projetam as cidades do futuro. É claro que, tanto em nível individual quanto corporativo, é importante agir e proteger a Terra antes que os impactos negativos mudem nossos ambientes familiares para sempre - e o tempo esteja se esgotando rapidamente. Quando se trata de criar formas para salvar nossas cidades do “the next big one”, seja um furacão, enchente, nevasca ou incêndio, a maneira como projetamos a infraestrutura preventiva negligencia um número significativo de pessoas. A mudança climática não afeta apenas os lugares mais ricos do mundo, na verdade, tem efeitos maiores sobre os mais pobres.
Projeta-se que, até 2025, a população mundial ultrapasse 8,1 bilhões de pessoas — e a grande maioria estará concentrada em áreas urbanas. Embora grande parte do foco esteja em preparar e reconfigurar nossos centros urbanos já hiperdensos para absorver ainda mais habitantes, na periferia, cidades e vilas menores ao redor do mundo têm apresentado uma expansão significativa, definindo-se como locais “em ascensão”. Lugares que antes talvez passassem despercebidos agora ganham destaque por seu rápido crescimento, vitalidade econômica e custo de vida acessível, entre outras características.
The Second Studio (anteriormente The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos arquitetos David Lee e Marina Bourderonnet, traz diferentes profissionais da área criativa em conversas espontâneas que dão espaço para análises profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas de profissão, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais do cotidiano e do design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina discutem as diferenças entre a faculdade de arquitetura e a prática profissional. A dupla aborda temas como projetos acadêmicos versus edifícios reais; processo de projeto; trabalho em equipe; conceitos de arquitetura; desenvolvimento pessoal; clientes versus empregadores/as versus docentes; o ritmo da arquitetura; trajetórias de carreira acadêmica e profissional; conjuntos de habilidades; e o que essas diferenças significam para estudantes, recém-formados/as e para a própria profissão.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131209/o-podcast-the-second-studio-sobre-as-diferencas-entre-a-faculdade-de-arquitetura-e-a-pratica-profissionalThe Second Studio Podcast
Se anteriormente já discutimos o fato da área de serviço, ou lavanderia, ser um luxo dispensável na casa contemporânea. O fato inegável é que ela é um ambiente presente nos lares brasileiros. Um espaço no qual além de lavar e secar roupas, também armazenamos produtos de limpeza e outros objetos. Por se tratar de uma área, na maioria das vezes, pequena e que deve ser muito funcional, nem sempre é fácil mantê-la organizada. Por isso, apresentamos aqui algumas dicas para aqueles que pretendem tornar esse ambiente ainda mais estruturado para um melhor cotidiano.
Balneário Camboriú, Santa Catarina. Cidade com 5 dos 10 prédios mais altos do Brasil. Foto de: carlosoliveirareis on VisualHunt
O que você acha de construir mais rodovias para diminuir os engarrafamentos? Se você acompanha o debate sobre política urbana, já deve ter a resposta na ponta da língua: construir mais pistas não melhora o trânsito! Quanto mais rodovias, mais carros!
Construir vias estimula mais pessoas a se tornarem motoristas. Com mais faixas asfaltadas à disposição, mais pessoas se dispõem a trocar o transporte público pela conveniência do automóvel. A população pode buscar moradias mais distantes, imaginando que conseguirá dirigir rapidamente até o trabalho.
“Nos países tropicais, é na sombra e no ar fresco que as pessoas se reunem e não em espaços fechados e cálidos como em outras regiões do planeta. Para a nossa sorte, aqui na Costa Rica não falta sombra e tampouco brisa,” comenta Bruno Stagno sobre uma possível arquitetura para os trópicos. Neste sentido, além da sombra e da ventilação natural o que é que define a arquitetura costarriquenha contemporânea?
Recentemente, tem se observado um interesse crescente e a adoção de uma estética surgida em refúgios rurais, conhecida como cottagecore. Essa tendência remete à época de Laura Ingalls Wilder e a outros tempos mais simples de pioneirismo, colonização e antigos assentamentos europeus. O cottagecore engloba elementos como flores, madeira, tons quentes, telhados de palha, móveis desgastados pelo tempo e outros objetos e motivos associados à vida no campo. Embora o poder restaurador dos chalés e refúgios seja reconhecido há muito tempo, sua popularidade e o interesse renovado por eles coincidem com a pandemia, em um momento no qual nossas vidas são marcadas pelo tempo excessivo em espaços fechados e pela comunicação feita exclusivamente por meios digitais.
Na busca incessável para combater as mudanças climáticas, é cada vez mais fácil encontrar soluções grandes e ousadas, como a visão conceitual "water smart city", a proposta do ecologista Allan Savory para tornar os desertos do mundo mais ecológicos, e até mesmo o plano, do presidente da câmara de Nova York, Bill de Blasio, para transformar parte da Governors Island num "laboratório vivo" para a investigação climática. A restauração dos recifes de ostras ocorre em quase todos os cruzamentos críticos ao longo da costa leste, desde a Florida até ao Maine. Esforços valiosos, no entanto, quando considerados coletivamente, o ônus de resolver a nossa crise climática foi deixado em grande parte aos governos municipais, e aos atores privados, tornando a maioria das soluções fragmentadas. O sucesso de uma abordagem tem pouca ou nenhuma correlação com a de outra. Mas o que aconteceria se todas as soluções relacionadas pudessem ser aplicadas num ecossistema único e controlado, quando o meio ambiente e o urbanismo, não estão em desacordo, mas trabalham em conjunto? Conheça a cidade experimental.
https://www.archdaily.com.br/pt/968786/repensando-o-papel-das-cidades-experimentais-no-combate-as-mudancas-climaticasJustin R. Wolf
A vontade de construir um caminho que conecte não apenas os territórios limítrofes do Chile e da Argentina, mas também a própria comunidade transnacional que se encontra fragmentada, faz parte de um trabalho impulsionado há mais de 50 anos pela ONG Comisión Pehuenche. O Marco Comemorativo que leva seu nome busca reconhecer e representar, neste lugar de encontro, a memória e a tradição do povo que, por meio do erguimento dessas pedras vulcânicas ao longo do território, se identificava para além das fronteiras. O projeto para o Marco Comemorativo Comisión Pehuenche, realizado pela arquiteta recém-formada Antonia Ossa, insere-se na série de intervenções de mínima escala construídas na região cordilheira da Região do Maule, no Chile, como parte do processo de graduação da Escola de Arquitetura da Universidade de Talca.
Archivo de Ideas Recibidas é um projeto interdisciplinar de pesquisa e difusão que busca registrar e relacionar as ideias de pessoas que contribuem para o ecossistema criativo contemporâneo a partir da arte, do design e da arquitetura. O projeto é construído por meio de conversas que a equipe mantém com profissionais da criação, nas quais se aprofundam temas relacionados à memória, à academia, ao contexto cultural, às suas principais influências e metodologias de trabalho. Nesta ocasião, compartilham conosco a entrevista do arquiteto e urbanista Manuel de Rivero, cofundador do 51-1 Arquitectos, um escritório de arquitetura sediado em Lima, Peru, e do Supersudaca, um coletivo internacional de pesquisa urbana.
As cidades em que vivemos hoje foram construídas com base em princípios concebidos há décadas, com a perspectiva de garantir que sejam habitáveis por todos. Ao longo da história, as cidades têm sido catalisadoras do crescimento econômico, servindo como pontos focais para negócios e migração. No entanto, na última década, especialmente durante os últimos dois anos, o mundo testemunhou reconfigurações drásticas na forma como as sociedades funcionam, vivem e se deslocam.
O tecido urbano de hoje destaca dois padrões demográficos: rápida urbanização e grandes populações jovens. As cidades, embora crescendo em escala, na verdade se tornaram mais jovens, com quase quatro bilhões da população mundial com menos de 30 anos vivendo em áreas urbanas, e em 2030, UN-Habitat espera que 60% da população urbana tenha menos de 18. Então, quando o assunto é planejamento urbano e futuro das cidades, fica evidente que os jovens devem fazer parte da conversa.
Open House por Framlab. Imagem cortesia de Framlab
O projeto residencial tornou-se um verdadeiro desafio. Seja pela crise habitacional e suas repercussões, pela crescente consciência ambiental ou pelo fato de as pessoas passarem mais tempo dentro de suas moradias, arquitetos e arquitetas agora se concentram no desenvolvimento de projetos que vão além da casa típica e que oferecem respostas a questões como: como profissionais de arquitetura podem oferecer privacidade e conforto aos moradores e, ao mesmo tempo, manter a conexão com o exterior? E de que forma esses espaços podem atender às necessidades espaciais e funcionais de todos os membros da família, especialmente quando as fronteiras entre trabalho, lazer e descanso se tornam difusas?
De um complexo habitacional inspirado em Matrix na Arábia Saudita à primeira estrutura de aço impressa em 3D do mundo para casas modulares na Sardenha, esta seleção de projetos residenciais não construídos demonstra como arquitetos e arquitetas vêm reimaginando a tipologia residencial tradicional, investigando como essas estruturas podem atender aos usuários, ao local e ao meio ambiente. Esta seleção também inclui projetos nos Países Baixos, na Sibéria, na Suécia e na Itália.
A humanidade como a conhecemos hoje é resultado de séculos e mais séculos de fenômenos naturais e migratórios complexos responsáveis por forjar a aparência geográfica e humana do planeta no qual habitamos. Humanos são seres sensoriais, e como tais, se relacionam com o mundo através de suas experiências vividas, mas, além disso, há outra forma pela qual podemos compreender o mundo no qual vivemos, isto é, através da uma representação bidimensional inventada pelo homem—os mapas. A cartografia, muitas vezes, é utilizada para delinear fronteiras e estabelecer limites, e desta forma têm sido utilizada historicamente como uma ferramenta de opressão e segregação.
O Bangladesh construiu uma nova onda de arquitetura cultural na última década. Vinculados a influências de projeto de toda a região de Bengala e do subcontinente indiano como um todo, os edifícios modernos do país erguem-se ao lado de monumentos que remontam a milhares de anos. Com uma arquitetura enraizada na religião, na história e na cultura, os projetos contemporâneos apoiam-se no passado para imaginar um novo futuro para o Bangladesh e suas cidades.
PERI, uma das líderes globais em fabricação de fôrmas e andaimes, e a fabricante de materiais de construção HeidelbergCement uniram seus conhecimentos em arquitetura e concreto para a execução desta obra. Nesse processo, os limites das soluções de construção em concreto da PERI foram superados. Os destaques arquitetônicos do projeto foram viabilizados com sucesso por meio de sistemas especiais de fôrmas da PERI.
Uma das paixões nacionais e unânime ícone de brasilidade, as redes fazem parte do dia a dia do brasileiro e representam um importante mobiliário da casa. Morar em apartamentos ou casas pequenas, porém, muitas vezes pode tornar mais difícil a inclusão delas no ambiente doméstico. Neste artigo apresentamos exemplos de como incluir as redes nos projetos, inspirando seu uso em apartamentos.
"Domingos Libro" é apresentado por Carmelo, do Enorme Studio, onde, a cada 15 dias, ele se aprofunda em publicações de arquitetura esquecidas, livros e revistas de arquitetura das décadas de 60, 70 e 80, que guardam as histórias mais interessantes por trás de sua criação.
Este novo episódio aborda a monografia do arquiteto japonês Arata Isozaki editada pela Rizzoli e sua obsessão por Marilyn Monroe (a ponto de reproduzir a geometria de seu corpo em vários de seus edifícios).
https://www.archdaily.com.br/pt/1131202/utopias-iztapalapa-projeto-vencedor-no-concurso-acao-x-habitacao-e-assentamentos-frente-a-covid-19ArchDaily Team
Já estamos acostumados com campanhas de educação ambiental, algumas gerações mais recentes tiveram aulas na escola sobre o tema, as informações são bem simples e já estão marteladas na cabeça de muita gente: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Apesar disso por algum motivo a maioria ainda não consegue seguir a simples recomendação de separar os diferentes resíduos que descartamos diariamente: os orgânicos (passíveis de serem reaproveitados como adubo), os sólidos (passíveis de reciclagem) e finalmente os rejeitos (o que não é reaproveitável) que vão necessariamente direto para os aterros sanitários.