A natureza é muitas vezes utilizada como fonte inspiradora para a arquitetura. Seja a partir de suas formas, a extração e utilização de seus materiais, ou até a incorporação de processos físicos e químicos nas tecnologias empregadas, é sempre relevante procurar relações entre o meio construído e o meio natural. Dos muitos ecossistemas presentes no planeta Terra, os oceanos representam a maior parte da superfície e guardam em si histórias, místicas, símbolos e formas que podem ser referenciadas na arquitetura.
Apesar da fauna e flora abundantes, muitas vezes a arquitetura brasileira resiste em encontrar estratégias para integrar a casa ao meio natural, seja ela dentro do centro urbano, seja ela emaranhada nos diversos biomas brasileiros. Selecionamos 16 casas brasileiras que integram a habitação com a natureza em diferentes cenários, a partir de diferentes abordagens.
Municípios diversificados, intensos e com combinações de usos possuem as sementes de sua própria regeneração, com energia de sobra para solucionar os problemas e as necessidades que apareçam, defende a jornalista, escritora e ativista Jane Jacobs em seu livro “Morte e vida de grandes cidades”. Lançada em 1961, a obra é uma referência até hoje para planejadores urbanos que desenvolvem cidades para pessoas, com vias seguras, vibrantes e que incentivam a circulação de seus moradores em diferentes horários e para a realização de variadas atividades. A partir da análise de localidades dos Estados Unidos, a autora afirma que a melhor maneira de desenhar ou reurbanizar os municípios é olhando para os indivíduos e como eles se movimentam pelas ruas e as utilizam — e não partindo de visões idealistas.
https://www.archdaily.com.br/pt/982800/como-as-fronteiras-desertas-levam-as-cidades-a-decadenciaSomos Cidade
Profissionais que trabalham com impressão profissional de grande formato necessitam de soluções e equipamentos que facilitem o trabalho diário e entreguem impressões com a mais alta qualidade. Para obter esses resultados, as plataformas de impressão híbridas podem ser excelentes soluções. Nesse sentido, as impressoras HP Latex Série R entregam alta qualidade de imagem em uma ampla gama de materiais rígidos e flexíveis, com maior produtividade e eficiência no uso de insumos.
Quem trabalha com impressões profissionais de grande formato necessita de soluções e equipamentos que facilitem o trabalho diário e entreguem impressões da mais alta qualidade. Para obter esses resultados, as plataformas de impressão híbridas despontam como excelentes soluções. Nesse sentido, as impressoras HP Latex Série R entregam alta qualidade de imagem em uma ampla gama de materiais rígidos e flexíveis, proporcionando maior produtividade e eficiência no uso de insumos.
De papel relevante na composição espacial, as escadas podem gerar dinamismo no espaço e trazer o movimento do corpo para a arquitetura. Em alguns projetos, elas ganham um destaque ainda maior ao serem acompanhadas por um desenho paisagístico, que traz o verde para os interiores e transforma o modo como percebemos o espaço ao mesmo tempo que brinda diversas vantagens para o usuário.
O projeto “Moray, o território perdido – Experimentando Muyus” foi realizado no âmbito da AAVS Nanoturismo, um programa experimental de ensino, pesquisa e desenvolvimento promovido pela AA Visiting School da Architectural Association, School of Architecture de Londres, Reino Unido. A iniciativa foi desenvolvida por uma equipe multidisciplinar em 2019 em Maras, Cusco, Peru.
O nanoturismo reconsidera o turismo tradicional e o direciona para uma perspectiva crítica, criativa e local. Por essa razão, a metodologia de pesquisa utilizada foi o método PAR (Pesquisa-Ação Participativa), que, por meio da participação, ação e pesquisa, permitiu identificar aspectos fundamentais “escondidos” dentro do contexto determinado.
Este artigo foi publicado originalmente no La Joven Cuba em 28 de junho de 2022.
Há algumas semanas visitei o terraço mirante do hotel Paseo del Prado e me extasiei com tanta beleza durante o entardecer. À frente, a entrada da baía e o Castelo dos Três Reis do Morro; girando para a esquerda, a silhueta do Malecón; virando para a direita, o Paseo del Prado, com o imenso Capitólio coroando a perspectiva. Poucas cidades no mundo possuem tanta beleza arquitetônica e paisagística, tanta história e monumentalidade.
No entanto, ao olhar para trás, o que percebi não era motivo de orgulho. Embora ainda mantivesse certa beleza, era uma vista triste e cinzenta: a grande massa desbotada e deteriorada de toda a cidade por trás das fachadas do Prado e do Malecón.
O A’ Design Award nasceu "do desejo de destacar os melhores designs e produtos bem projetados". Trata-se de um prêmio internacional cujo objetivo é proporcionar a designers, arquitetos/as e inovadores/as de todas as áreas do design uma plataforma para apresentar seus trabalhos e produtos a um público global. A edição deste ano já está aberta para inscrições antecipadas; os/as profissionais podem registrar seus projetos aqui.
Quando falamos de produção social, tratamos dos processos em que os líderes das comunidades são adultos que representam e tomam as decisões por sua comunidade; mas deixamos de fora as crianças que também se apropriam e vivem em seus espaços. Quem têm imaginação e criatividade ilimitadas, que criam cenários em Marte em uma quadra de basquete. Quem têm as melhores corridas de carros na areia espalhada de seu quintal. Meninos e meninas que, por diferentes circunstâncias familiares ou econômicas, não podem escrever uma carta, mas conseguem dizer o que sentem e querem nas entrelinhas.
Rem Koolhaas, co-fundador do Office for Metropolitan Architecture (OMA), ganhador do Prêmio Pritzker em 2000 e um dos mais proeminentes teóricos do urbanismo hoje em dia, foi um dos primeiros a questionar o fenômeno dos arranha-céus e sua influência na transformação da cidade. Particularmente intrigado com a região do Golfo Pérsico e as ambições urbanas desta área, em 2009, durante a 9ª edição da Bienal de Sharjah, fez uma palestra sobre o potencial de reinventar a urbanização nos Emirados Árabes Unidos.
Por ocasião do jubileu de ouro dos Emirados Árabes Unidos, marcando 50 anos desde que foram fundados em 1971, 50U, publicado pela Archis, explora os diferentes desenvolvimentos no Golfo, esta região que "testemunhou a transformação de uma cidade parcialmente nômade, parcialmente baseada na comunidade em uma sociedade metropolitana globalmente ativa”. Depois de Al Manakh, em 2007, seguido em 2010 por Al Manakh Cont’d, 50U conta a história dos Emirados Árabes Unidos por meio de 50 retratos de pessoas, plantas e lugares. O livro também compartilha um trecho da palestra de Koolhaas em 2009 que reflete sobre as condições contemporâneas, focando especificamente em sua leitura de Dubai, seu envolvimento arquitetônico e suas previsões urbanas futuras.
Você moraria em uma casa construída em uma fábrica? A evolução tecnológica no projeto e produção arquitetônica está trazendo mudanças inegáveis na maneira como pensamos e construímos a arquitetura. A possibilidade de materializar uma casa através de um sistema de peças fabricadas industrialmente em uma área fora do canteiro final da obra abriu a porta para muitos arquitetos investigarem e experimentarem novos materiais e tecnologias alimentados pela fabricação digital.
Os seres humanos se esforçam muito para fazer o inexplicável ser entendido. A nossa espiritualidade torna-se religião. A justiça torna-se lei. E o que nos encanta torna-se a estética, e a estética se reduz ao “estilo” nas artes plásticas e na arquitetura. A descrição, depois a definição, da estética nos permite julgar e, com sorte, controlar o que nos emociona: "Os estilos podem mudar, os detalhes podem ir e vir, mas as amplas exigências do julgamento estético são permanentes". — Roger Scruton
Mas o prazer instantâneo que às vezes sentimos quando ouvimos, provamos, pensamos ou vemos partes de nossa experiência é irracional em sua apreensão. Tentamos criar valor em nossos resultados, definindo-os além da experiência — isso é estética.
As periferias constituem um dos campos de ação preferidos de quem trabalha com arquitetura social em contextos de "primeiro mundo". Em 2020, um grupo de estudantes do curso de Architecture for Humanity da YAcademy — a renomada escola internacional de arquitetura localizada em Bolonha, na Itália — teve a oportunidade de trabalhar com Michele De Lucchi para levar arte, beleza e qualidade às cinzentas periferias de Milão.
HeartFelt® Multipanel. Imagem cortesia de Hunter Douglas Architectural
Conhecido como a “quinta parede”, o forro é a superfície superior interna que define o limite de um ambiente. Ao contrário da decoração, do papel de parede, do mobiliário e de outros elementos que definem a atmosfera de um espaço, ele raramente é destacado como um componente crucial de projeto, o que costuma resultar naquele clássico tom branco liso que continua sendo a norma na maioria dos ambientes internos. No entanto, os forros podem desempenhar múltiplos papéis em qualquer projeto de arquitetura. Por exemplo, eles proporcionam conforto, atuam como superfícies de proteção para outras instalações prediais, ocultam elementos estruturais e adicionam camadas de textura, movimento e cor. Além disso, permitem o fechamento ou a separação de espaços e contribuem para a difusão sonora, reduzindo, consequentemente, a transmissão de ruídos entre os ambientes.
A estética visual das últimas décadas pode ser definida como projetar com os princípios do “nada”. Seja por meio de arte, estilo de vida, moda, design industrial ou de interiores, há uma suposta necessidade de manter as coisas no mínimo, promovendo a tendência globalmente amada e altamente criticada do minimalismo. Minimalismo é essa noção de reduzir algo a seus elementos necessários, mas quem está decidindo o que é necessário e quem está decidindo o que é demais? Com essas questões em mente, combinadas com mudanças radicais no consumismo e na maneira como as pessoas vivem nos últimos anos, as tendências atuais mostraram que o minimalismo veio para ficar, mas não sem uma reviravolta.
Atualmente, metade da população mundial vive em cidades, segundo os últimos relatórios da ONU-Habitat, e as previsões mostram que esse número deve aumentar para dois terços da população até 2050. Essa realidade intensifica exponencialmente os desafios urbanísticos, tornando mais evidente do que nunca a necessidade de transformação de nossas cidades. Anualmente, a estimativa da população mundial avalia o crescimento das cidades e o número de moradores que vivem em áreas metropolitanas para que as tendências globais sejam analisadas. Em 2022, a lista dos 20 países mais populosos manteve-se semelhante à edição de 2021, com ligeira alteração em números e posições. Tóquio manteve o status de maior cidade do mundo, com 37 milhões de habitantes, enquanto Delhi e Xangai seguiram em segunda e terceira posições.
Comparando os resultados com a edição de 2021, a única queda que pode ser observada no top 20, envolve ambas as cidades japonesas, Tóquio e Osaka. O restante da lista teve, em média, um crescimento de 1,8% no total de pessoas residentes em regiões metropolitanas. De fato, as cidades africanas Kinshasa, na República Democrática do Congo, e Lagos, na Nigéria, reuniram as taxas mais altas, com um aumento de residentes de 4,39% e 3,54%, respectivamente, em 1 ano. A maior cidade do continente americano ainda é São Paulo no Brasil, seguida de perto pela Cidade do México e Buenos Aires. Na Europa, Istambul é a mais populosa, com mais de 14,5 milhões de habitantes.
De acordo com a estética que se busca conferir a um espaço, a economia dos materiais ou mesmo sua manutenção a longo prazo, existem diversos tipos de forros capazes de atender às necessidades técnicas e funcionais dos projetos de arquitetura. Independentemente de seu método de fabricação, seja ele industrializado ou artesanal, os forros (também chamados de falsos tetos) representam um elemento construtivo que constitui o acabamento ou revestimento interno das coberturas.
A estética ocidental baseia-se na análise matemática da estrutura formal de um objeto, usando leis clássicas de beleza, como equilíbrio, simetria e a proporção áurea. A estética oriental difere nisso, pois enfatiza a experiência intuitiva, como o espaço em branco na pintura tradicional chinesa, através da comunicação emocional com o imaginário para produzir uma certa concepção. O contraste entre a realidade e o vazio permite que a imaginação e os sentimentos do espectador floresçam.
Com a chegada do inverno e das temperaturas mais baixas muitas vezes nos vemos em um esforço para transformar nossas casas em espaços mais aconchegantes para suportar as baixas temperaturas. Veja a seguir algumas ideias de como trazer aconchego para a casa durante o frio.
Logo que um bebê começa a se movimentar pela casa, a família adapta esse ambiente para garantir proteção e as melhores condições para o desenvolvimento do filho. Conforme a criança cresce, novas adequações são feitas, sempre tendo como objetivo tornar o lar um local acolhedor, seguro e estimulante. Na cidade, as ruas, praças e parques são uma extensão da casa. E, como na casa, esses espaços públicos devem acolher e proteger as crianças, estimular o seu desenvolvimento e, ao mesmo tempo, convidá-las a experimentar a cidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/982803/como-qualificar-espacos-publicos-para-a-infancia-experiencias-e-aprendizados-em-sao-pauloPaula Manoela dos Santos, Ariadne Samios, Larissa Oliveira e Fernando Corrêa
A teoria da seleção natural de Charles Darwin buscava explicar a origem e a sobrevivência das espécies no Planeta. Em suma, aponta que o organismo mais apto sobrevive e pode reproduzir-se, perpetuando as variações úteis a cada espécie em determinado local. A adaptação é, portanto, uma característica que favorece a sobrevivência dos indivíduos em um contexto. No mundo da construção poderíamos traçar alguns paralelos. Seria a adaptação uma qualidade realmente importante para acrescer a vida útil e a eficiência de uma edificação ao longo do tempo, considerando as mudanças e demandas da sociedade, bem como as tecnologias e os estilos de vida?
No campo do projeto e da construção, a questão de gênero é um ponto de conflito: quem tem a possibilidade de construir? Quais são as alternativas para nós profissionais da arquitetura? Estas são as perguntas que o Taller General busca (re)pensar. Foi a partir dessas questões que surgiu Femingas, uma jornada de construção participativa com uma perspectiva de gênero. Estas se manifestam como uma alternativa à construção de "mingas", jornadas de trabalho conjunto entre os membros de uma comunidade para alcançar um bem comum.
“Deixe-me dizer o que penso da bicicleta. Ela tem feito mais para emancipar as mulheres do que qualquer outra coisa no mundo. Ela dá às mulheres um sentimento de liberdade e autoconfiança. Eu aprecio toda vez que vejo uma mulher pedalando... uma imagem de liberdade”. Susan Anthony, uma das mais importantes lideres sufragistas norte-americanas, disse isso no início do século XX, enaltecendo o poder libertário representado pela mulher e sua bicicleta na época.