Artifício da decoração de interiores, a determinação de pontos focais nos ambientes oferece dinamismo, personalidade e ativa ambientes internos e externos a partir do destaque de objetos decorativos ou de elementos construtivos. Veja a seguir o que é e como usar no projeto e decoração da sua casa.
Fundado em Xangai em 2013, o escritório genarchitects realiza uma ampla gama de projetos de design sob a liderança de seus/suas três arquitetos/as diretores/as: Fan Beilei, Kong Rui e Xue Zhe. A prática projetual e a pesquisa acadêmica do genarchitects têm sido amplamente publicadas em periódicos acadêmicos e mídias especializadas, como as revistas Architectural Journal, World Architecture, Time+Architecture, New Architecture e Architecture China, além de figurarem em diversas publicações profissionais de editoras internacionais de prestígio, como Thames & Hudson (Reino Unido), Birkhäuser (Alemanha), Images Publishing (Austrália) e China Architecture & Building Press. O projeto recentemente concluído “Escola de Educação de Adultos de Dingshu” foi destaque de capa na edição 05/2022 da Architectural Journal. Outras obras construídas do escritório também foram convidadas a participar de exposições relevantes, como a Bienal de Arquitetura de Veneza, a Exposição de Arquitetura China-Europa, a Exposição de Arquitetura Chinesa Contemporânea na Universidade de Harvard e a Bienal de Arte e Espaço Urbano de Xangai (SUSAS).
Os/as arquitetos/as diretores/as do genarchitects atuam atualmente como professores/as convidados/as de projeto no Departamento de Arquitetura da Universidade de Tongji, participando do ensino de projeto na classe experimental para talentos inovadores interdisciplinares. Também atuaram como críticos/as convidados/as na Universidade de Southeast, na Universidade de Tianjin e na Academia de Artes da China, além de terem proferido palestras acadêmicas em renomadas instituições e escolas de arquitetura, como a Universidade de Tongji, a Universidade de Nanjing, o Centro de Estudos de Xangai da Universidade de Hong Kong, o TEDx e o Museu de Arte Contemporânea de Xangai (PSA).
Palacete abandonado de Margarida Bonetti. Ao fundo, vê-se o Edifício Louveira de oão Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi. Imagem: Divulgação. Image
Em 7 de junho de 2022 foi lançado o podcast A Mulher da Casa Abandonada, que narra a história real de uma mulher da aristocracia brasileira que escapou de um julgamento nos Estados Unidos nos anos 2000, causando grande comoção ao longo dos quase 2 meses em que os episódios foram lançados. Dos elementos que compõem a narrativa, a casa e o bairro acabaram por se tornar importantes coadjuvantes da história, e de sua repercussão, ilustrando e escancarando como nossa sociedade, e território, são moldados a partir do racismo estrutural.
O apartamento de Josh e Matt incorpora seu estilo de "maximalismo com curadoria". Imagem cortesia de Josh e Matt Design
Com o início da década de 2020, a Geração Z está visivelmente reivindicando seu lugar no mundo com perspectivas e estética ainda mais ousada. A Geração Z experimenta orgulhosamente diferentes identidades, tendo crescido em uma internet opinativa e confusos lockdowns. Eles estão em busca de uma mudança cultural com formas orgânicas, elementos coloridos e padrões conflitantes que dominam a arte, a mídia, a moda e o design de interiores. A tendência está afastando o minimalismo outrora reinante, gritando que menos é um tédio, como já dizia Venturi.
Um dos grandes desafios que arquitetos e arquitetas enfrentam diariamente no momento de projetar começa com a definição do local de implantação do projeto. Isso envolve o estudo e a análise de uma série de fatores, desde a insolação, a topografia e a vegetação circundante até o contexto — variáveis capazes de guiar ou definir os rumos da arquitetura a ser desenvolvida.
Skyline de São Paulo. Foto de Thomas Hobbs, via Flirck. Licença CC BY-SA 2.0
Até meados da década de 1950, o Brasil era um país de população predominantemente rural, com menos de 30% dos habitantes vivendo em áreas urbanas. Entretanto, com o acelerado processo de industrialização, o país vivenciou um grande êxodo rural na transição de um modelo agrário-exportador para um modelo urbano-industrial, modificando drasticamente a paisagem de suas cidades em menos de 50 anos. Como consequência dessa rápida transformação produziu-se um modelo de urbanização predatório e desigual e é nesse contexto que surge o Estatuto da Cidade.
A flexibilidade dentro de um espaço surge como um conceito arquitetônico que segue as transformações da sociedade. Como o arquiteto americano Frank Lloyd Wright disse: "arquitetura é vida; ou pelo menos é a própria vida tomando forma e, portanto, é o registro mais verdadeiro da vida como foi vivida no mundo ontem, como é vivida hoje ou sempre será vivida." Nesse sentido, mudar o layout de uma cozinha vai além de meros ajustes estéticos; Isso reflete a maneira como as pessoas viverão. A abertura da cozinha fechada tradicional cria um espaço mais flexível no qual diferentes atividades compartilham uma conexão visual sem barreiras estruturais.
A retirada das paredes da cozinha permite maior interação dentro das áreas e dá lugar à fluidez em todo o espaço. O design de uma cozinha aberta envolve o uso de tipos específicos de produtos - cada um com seu próprio material, estilo e uso - que se adaptam às dimensões e necessidades de uma casa. Neste artigo, fornecemos uma seleção de produtos que podem ser encontrados na categoria "Cozinha" do Architonic.
Varanda fechada em vidro. Foto via Matison.se, usada sob termos de "fair use"
Vemos, nas cidades brasileiras, novas edificações residenciais sendo construídas com varandas em balanço, isso é, além do perímetro da edificação, avançando sobre os recuos mínimos exigidos (no Rio de Janeiro, sobre os afastamentos). Porém, o que temos visto nos últimos anos é um movimento crescente de fechamento dessas varandas com painéis de vidros e, consequentemente, o aumento dos compartimentos contíguos a eles. Mas qual seria o motivo deste fechamento? Se há necessidade de se aumentar os compartimentos, por que já não são projetados assim?
https://www.archdaily.com.br/pt/987252/o-fechamento-de-varandas-como-artificio-de-vendaDavid Cardeman e Rogerio Goldfeld Cardeman
O que acontece quando ruas, praças e prédios começam a desaparecer em uma cidade?
Este é o caso de Cerro de Pasco, capital do distrito de Chaupimarca e da província de Pasco, localizada 4.380 metros acima do nível do mar nas terras altas dos Andesperuanos. É neste lugar que a constante expansão da prática de mineração "a céu aberto" tem devorado o tecido urbano, resultando em danos permanentes ao território à medida que seus espaços públicos, bens tombados e, consequentemente, sua história, desaparecem.
Toda cidade é um ambiente complexo, reunindo pessoas, culturas, arquitetura, comércio e até a natureza. Ao vivenciar uma cidade, muita atenção é dada à sua aparência, mas isso não é tudo. A teoria do design sensorial visa ir além da visão e explorar a riqueza do ambiente construído por meio de texturas, cheiros e sons. Para as autoridades e urbanistas da cidade, muita atenção geralmente vai para a paisagem visual e sonora de uma cidade, mas em termos de odor, o foco está principalmente no gerenciamento de resíduos ou na limpeza de áreas insalubres. No entanto, o olfato, tão frequentemente negligenciado, está fortemente ligado à criação de memórias afetivas. O sentido contribui para nossa compreensão do mundo; revela práticas culturais de outra forma ocultas, e completa a experiência de um ambiente.
As áreas verdes são consideradas uma das formas mais adequadas e acessíveis para mitigar os efeitos do aumento das temperaturas nos ambientes urbanos. À medida que o clima global aquece, as cidades em todo o mundo enfrentam ondas de calor mais frequentes e extremas, colocando seus cidadãos em risco. Muitas cidades estão adotando estratégias para reduzir o impacto das ilhas de calor urbanas, que são geradas quando a cobertura natural do solo é substituída por superfícies que absorvem e retêm calor, como pavimentos e edifícios. Isso aumenta a temperatura em vários graus. As cidades têm seu microclima, influenciado por esse fenômeno aliado a uma série de fatores muitas vezes esquecidos. Para que uma estratégia climática seja eficiente, todos os fatores precisam ser levados em consideração.
A pergunta-título deste artigo parte da dedução de que, se as cidades — nos moldes modernos — são entes espaciais possuidores de um ponto originário e demarcatório de desenvolvimento, logo, as mesmas também detêm um ponto (ou linha) equivalente de finitude. A questão poderia ser sanada de imediato ao se valer da cartografia. Sob a ótica administrativa e organizacional, mapas permitem, de certo modo, definir a extensão de todo e qualquer aglomerado urbano. Contudo, os limites arbitrados por bases de representação escalar não dão conta de derrogar a reflexão, pois o senso de apreensão da cidade é muito mais complexo. Como elabora Ferrão (2003), numa fala que abarca, para além da geografia e arquitetura, a dimensão sociopolítica da matéria: a cidade é um “objeto de contornos cada vez mais invisíveis.”
https://www.archdaily.com.br/pt/985913/onde-comeca-e-onde-termina-uma-cidadeJoão G. Santos
Relembrando sua infância, Peter Zumthor disse uma vez: “Memórias como essa contêm a experiência arquitetônica mais profunda que eu conheço. São os reservatórios das atmosferas e imagens arquitetônicas que exploro em meu trabalho como arquiteto. ”Essas palavras aludem a um conceito fundamental por trás do design para crianças: tudo o que encontramos nos primeiros anos de nossas vidas, incluindo a arquitetura, pode ter um grande impacto em nossa perspectiva futura do mundo. Quando os espaços são projetados de acordo com as necessidades específicas das crianças, elas estimulam seu bem-estar físico e mental, além de aumentar as habilidades de autonomia, auto-estima e socialização. Arquitetos têm a responsabilidade de garantir que as crianças vivam, brinquem e aprendam em ambientes que contribuam para o seu desenvolvimento saudável de longo prazo.
O ArchDaily apresenta os projetos de arquitetura mais inovadores através do olhar criativo de fotógrafos especializados. Seus registros nos aproximam das obras, refletem a visão dos arquitetos e, sobretudo, transmitem e despertam as mais variadas emoções.
A partir de conversas com esses talentosos fotógrafos, podemos entender, pelo menos um pouco, o que eles sentem ao se depararem com um projeto arquitetônico com uma câmera na mão.
Mesmo com todas as estranhas tendências de design de interiores residenciais voltando, você provavelmente não esperava pelos nichos rebaixados. Este conhecido recurso de design da década de 1970 é ao mesmo tempo retrô e moderno, que proporciona um lugar confortável para relaxar e uma fuga completa das distrações da televisão e do cinema. Em vez de um design que suporta e favorece uma conexão digital, ter uma grande área para sentar e, literalmente, conversar, pode ser o espaço que todos precisamos.
No dia 19 de agosto comemora-se o dia mundial da fotografia, ferramenta fundamental para o registro imagético da nossa sociedade. Se, por um lado, a fotografia é protagonista nos diálogos que envolvem arquitetura e cidade, retratando momentos históricos e valorizando os edifícios, por outro, ela também consegue nos guiar pelo contexto e bastidores do momento, eternizando o processo.
Em 27 de agosto de 1883, o vulcão Krakatoa, nas ilhas da Indonésia, entrou em erupção. Cinzas e rochas foram lançadas a quilômetros de altitude. Barômetros oscilaram três vezes e meia ao registrar a onda de pressão atmosférica circundando o globo. O estrondo foi ouvido do outro lado do Oceano Índico e na Austrália. Durante anos, pequenas partículas de cinza flutuaram na atmosfera, difundindo a luz do sol e dispersando cores pelo mundo.
Em outubro de 2011, inspiradas pelas revoluções da Primavera Árabe, milhares de pessoas na Austrália e em muitas outras cidades do mundo começaram a ocupar espaços públicos. Em Sydney, onde vivo, essa ocupação ocorreu na Martin Place, muito apropriadamente em frente ao Reserve Bank of Australia. Esse protesto amplamente divulgado foi uma tentativa de promover uma mensagem pró-democracia, de liberdade civil e justiça social, além de protestar contra a ganância corporativa e a desigualdade econômica.
Tudo isso levantava uma questão central: tratava-se de uma ocupação do nosso espaço público ou de uma retomada desse espaço frente ao domínio governamental e corporativo?
Para além de sua funcionalidade primária, as coberturas são um dos elementos mais fundamentais na estética de um edifício, podendo assumir diferentes formas, compostas por variadas estruturas e vedadas por diversos materiais. Mas, para além da estética, as coberturas precisam atender às condições climáticas de onde estão localizadas, considerando as mudanças periódicas em relação à chuva, sol e ventos.
Augusto Malta, Demolição do Morro do Castelo, Rio de Janeiro, RJ, 1 de junho de 1922. Imagem cortesia da Biblioteca Nacional Digital Brasil, Fundação Biblioteca Nacional.
Na inauguração do Primeiro Congresso Brasileiro de Eugenia, em julho de 1929, o médico e antropólogo Edgar Roquette-Pinto dirigiu-se a um público preocupado com a questão de como um país tão vasto como o Brasil poderia aumentar e melhorar sua população da melhor forma. Para alcançar isso, Roquette-Pinto exaltou a "eugenia" como a nova ciência que, junto à medicina e à higiene, garantiria a eficiência e a perfeição da raça. Com as seguintes palavras, o cientista brasileiro sublinhou uma agenda positivista que trazia a arquitetura para o cerne do movimento eugênico — a chamada ciência do "melhoramento" racial: "É fundamental ressaltar que a influência [sobre a nossa raça] não provém do meio natural, mas sim do meio artificial, criado pelo homem." Com essas observações de abertura do Congresso, Roquette-Pinto chamou a atenção para o papel crucial que o ambiente construído desempenha no "melhoramento" do que ele chamava de "patrimônio biológico" da diversa população brasileira. Em seu convite à engenharia social, Roquette-Pinto apontou para o conluio genético-ambiental que se esperava trazer consigo a própria possibilidade de progresso.
A fotografia de arquitetura tem sido historicamente um gênero dominado por homens, assim como a própria arquitetura e a indústria da construção em geral. Mas esse cenário está mudando rapidamente. Alguns dos maiores nomes da fotografia de arquitetura muntial agora são mulheres e no campo nacional, não é diferente. Ao enfrentar barreiras de gênero, sendo uma das principais dificuldades a exposição ao espaço público em horas não usuais, carregando equipamentos valiosos — como a fotógrafa Ana Mello já afirmou em entrevista — essas profissionais estão rompendo paradigmas e eternizando as obras com seus olhares aguçados e sensíveis.
O Laboratorio Arte Alameda (LAA) –espaço da Rede de Museus do Instituto Nacional de Bellas Artes y Literatura (Inbal)– em colaboração com a Fundación Telefónica, apresenta Joanie Lemercier. Paisajes de luz, primeira exposição individual de Joanie Lemercier, artista de origem francesa, no México. A proposta oferece "um percurso por diferentes paisagens que transportam desde a contemplação de linhas abstratas depuradas e o fascínio provocado por majestosas montanhas virtuais geradas por computador, até a preocupante realidade de uma natureza superexplorada."
https://www.archdaily.com.br/pt/1134648/joanie-lemercier-apresenta-a-instalacao-paisagens-de-luz-no-laboratorio-arte-alameda-cidade-do-mexicoArchDaily Team
Ao longo dos anos, as configurações urbanas foram mudando e assumindo novas formas. Os espaços de trabalho tornaram-se mais flexíveis, os escritórios em casa são comuns e os crescentes custos na construção levaram a mudanças na forma como as edificações são concebidas e construídas, nos direcionando para áreas externas públicas e comunitárias destinadas à atividades de lazer e encontros sociais. Nossos estilos de vida em constante transformação estão, portanto, moldando uma nova paisagem urbana que influencia na maneira como concebemos e usamos esses espaços. Entretanto, algumas tipologias menores e muitas vezes não reconhecidas persistiram e permanecem tão necessárias como sempre foram.
Estes não são lugares de função definida, mas abrigam instâncias valiosas em nosso dia-a-dia. São os espaços intersticiais (ou intermediários) que atuam como amortecedores e conectam nossos espaços privados aos edifícios ou ambientes públicos e funcionais. São os corredores, áreas de espera, elevadores, escadas, entradas e outras zonas de transição que entrelaçam nosso ambiente construído.
https://www.archdaily.com.br/pt/987010/espacos-intersticiais-e-vida-publica-pequenas-intervencoes-que-tecem-nosso-ambiente-construidoHana Abdel & Paula Pintos
As últimas duas décadas mostraram ao mundo novas maneiras de viver como resultado de diferentes mudanças sociais, econômicas e ecológicas. Naturalmente, essas mudanças chegaram à arquitetura e à prática urbana, provocando novos conceitos dentro das tipologias tradicionais. Ao projetar um espaço, independentemente de sua função, sempre se priorizaram as necessidades dos usuários, garantindo-se a praticidade e funcionalidade, mas, recentemente, palavras-chave como flexibilidade, privacidade, inclusão e consciência ecológica tornaram-se forças motrizes por trás dos processos de design. Neste Interior Focus, veremos como as cidades atuais e as tendências de vida em todo o mundo reformularam o design de interiores e introduziram modificações nas tipologias típicas.