Estação de Montanha Zugspitze / Eibsee, Alemanha - Foto por Christoph Seelbach. Imagem cortesia de Vetrotech Saint-Gobain
Embora o vidro seja frequentemente considerado o ponto mais fraco de uma edificação, isso nem sempre é verdade. Com os avanços tecnológicos e a constante inovação da indústria, alguns tipos de vidro conseguem permitir a entrada de luz natural nos espaços internos ao mesmo tempo que protegem a estrutura contra incêndios. Além das chamas, outros riscos, como gases quentes, fumaça e transmissão de calor, também ameaçam a evacuação segura das pessoas e a integridade do patrimônio.
A COP26, Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, está programada para ser realizada na Escócia na última semana de outubro de 2021. No pano de fundo desta conferência está uma maior consciência global das mudanças climáticas, à medida que discussões ocorrem sobre como um futuro mais igualitário pode ser alcançado. O estado atual e futuro da arquitetura é um componente-chave desta conversa, já que, as críticas são dirigidas aos escritórios de arquitetura que fazem uso do "greenwash" (ou maquiagem verde) levantando questões sobre se o termo "sustentabilidade" está cada vez mais sendo usado apenas como a palavra da moda de hoje.
Com mais de 20 anos de atuação, o Studio Arthur Casas celebra a totalidade da prática arquitetônica. O escritório trabalha em diversas escalas, de mobiliário a projetos urbanos, passando por residências, apartamentos e edifícios, mantendo rigor em relação à qualidade dos detalhes.
Conversar com a arquiteta Marta Maccaglia sobre seu trabalho não é falar apenas sobre arquitetura. Cada um de seus projetos deriva de um modo de trabalhar participativo, baseado na aproximação e na profunda compreensão das pessoas que habitam e utilizam esses espaços em seu contexto social e local, suas necessidades, o território e os recursos disponíveis, resultando em obras que adquirem um sentido que vai além da própria função.
As vias expressas são estradas de acesso limitado em áreas populosas, desenhadas para permitir o tráfego motorizado em alta velocidade por longas distâncias. Algumas passam pelos centros das cidades, enquanto outras circundam o centro urbano.
A iniciativa já foi o auge do design de transporte na década de 1950, mas hoje são tão obsoletas quanto disquetes. A caminhada, a bicicleta e o transporte público são mais sustentáveis, seguros, saudáveis, eficientes e produtivos. Para contribuir com o tema, o Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (IPTD) produziu o material Vias Expressas vs. Ruas Completas, com o objetivo de comparar ambas em termos de saúde, eficiência, habitação e qualidade ambiental e de vida.
https://www.archdaily.com.br/pt/970842/deixando-as-vias-expressas-para-trasITDP Brasil
Embora seja verdade que a obra do arquiteto mexicano Luis Barragán é mundialmente reconhecida e estudada devido ao inestimável compromisso com a arquitetura de seu tempo e de seu contexto — mas, sobretudo, erguida sobre bases profundamente harmônicas e poéticas que se conectam com uma busca muito pessoal em uma "solidão cósmica, com o México como a morada temporária que aceita amorosamente", como descreveu o Júri do Prêmio Pritzker ao premiá-lo em 1980 —, até recentemente (e antes mesmo do lançamento do site da Barragan Foundation) era um tanto difícil compreender o espectro completo que Barragán representa dentro da história da arquitetura, já que algumas de suas obras permaneceram privadas (ou de difícil acesso) por muitos anos.
Costumamos considerar muitas coisas como garantidas e, às vezes, mal percebemos o que é realmente importante, notando sua ausência apenas quando faz falta. Isso se aplica a muitos aspectos da vida, naturalmente, mas é especialmente evidente na indústria da construção e, em particular, na tecnologia predial inteligente, que opera silenciosamente nos bastidores enquanto assegura a funcionalidade e a longevidade das propostas arquitetônicas.
Com uma produção inspirada no legado dos cariocas Sérgio e Claudio Bernardes, o escritório Bernardes Arquitetura é “fruto de uma história que atravessa três gerações com mais de mil projetos”. Criado em 2012 por Thiago Bernardes, o escritório hoje conta com mais 7 sócios e tem filiais no Rio de Janeiro, São Paulo e Lisboa.
A escassez de moradia acessível é um tema que, quando combinado a problemáticas como a gentrificação ou a turistificação, forma um coquetel bastante explosivo. ATRI (Agrupamentos Táticos de Repovoamento Inclusivo) é uma estratégia que utiliza a habitação pública ou de coprodução público-comunitária como instrumento de melhoria urbana para defender as malhas consolidadas contra a gentrificação. Isso é feito por meio da gestão conjunta e simultânea de uma constelação de pequenos empreendimentos com execução mais rápida, econômica, justa e sustentável do que a dos sistemas convencionais de habitação pública.
É uma crença comum entre o público leigo (e até mesmo entre alguns/as arquitetos/as) que os telhados de duas águas são inerentemente superiores aos planos. O argumento geralmente é de que a cobertura em duas águas demonstra uma sensibilidade de “a forma segue a função”, escoando facilmente a água e a neve por meio da geometria e da gravidade. Sendo assim, os telhados planos seriam propensos a infiltrações. Embora isso seja verdade, este vídeo desmistifica o assunto ao analisar mais detalhadamente alguns pontos que podem fazer você mudar de ideia. Isso inclui o motivo original de Louis Sullivan para escrever a frase “a forma sempre segue a função”, bem como a capacidade das coberturas planas de oferecer espaços públicos ao ar livre, receber telhados verdes, proporcionar simplicidade estrutural e apresentar melhor comportamento em relação ao vento, entre muitos outros fatores. Há também outra razão funcional e formal concorrente pela qual uma cobertura com pouca inclinação pode ser mais prudente do que uma inclinação mais acentuada, mesmo em áreas com ocorrência de neve, como Chicago.
# Red Dot Design Award 2020 - Product Design # Longlist Archiproducts 2019 # Exposto no ADI DESIGN INDEX 2020
Quando Mies van der Rohe nos incentivou a reduzir as quatro paredes ao seu estado mais essencial com a célebre frase "menos é mais", ele talvez não imaginasse que acabaríamos nos cansando de caixas perfeitamente uniformes. Embora o minimalismo continue sendo uma vertente estética dominante em todo o mundo, há um desejo crescente de ir além da simplicidade pura, introduzindo detalhes engenhosos que quebrem a monotonia e tragam calor e refinamento estético. É dessa busca que nasce o Eclisse 40.
O batente da série Eclisse 40 não representa apenas uma inovação técnica, mas também uma releitura da estética do marco como elemento decorativo e de design. Seu perfil inclinado esculpe o volume e dialoga com a luz para criar um efeito cenográfico único. Um elemento estrutural que outrora era puramente invisível — o batente — assume o protagonismo do design, transformando a porta em uma presença marcante e altamente expressiva no design de interiores.
Brincando com nossa imaginação ao diluir os limites entre céu e mar, as piscinas de borda inifinita têm se tornado cada vez mais recorrentes em projetos de arquitetura. A ilusão de ótica que atrai tantos clientes acontece quando uma ou mais paredes laterais da piscina correspondem exatamente ao nível d'água, iludindo os olhos e fazendo crer que não existem limites físicos contendo o volume. Nesses sistema, a água literalmente transborda, caindo em um reservatório de onde é bombeada novamente à piscina.
A forma como os espaços interiores se compõe é essencial para o bem-estar das pessoas. Durante a pandemia da Covid-19 o assunto ganhou proporções ainda maiores, uma vez que o projeto de um ambiente fechado - além de ser esteticamente agradável - também pode ajudar na prevenção de doenças e influenciar diretamente na forma como nos sentimos.
Palácio de Versailles. Foto de Jeremy Bezanger, via Unsplash
Localizado próximo a Paris e símbolo do poder dos monarcas franceses absolutistas, o Palácio de Versalhes começou a ser construído entre 1610 e 1643 como residência rural para os períodos de caça do Rei Luís XIII da França. Com o tempo, a residência foi sendo reformada e aperfeiçoada, até que em 1634 tornou-se em um palacete. Sua transformação em um grande palácio de luxo e ostentação da realeza se dá a partir da regência de Luís XIV, conhecido como o Rei Sol.
O estúdio de design PECA –dirigido pela arquiteta mexicana Caterina Moretti–, lança sua nova coleção intitulada "Impronta Terracota", feita de barro e vidro fundido. Composta por dois recipientes que dão uma reviravolta inesperada ao seu propósito original, transformando-se em pedestais para mesas que se elevam a duas alturas diferentes. Essa exploração foi desenvolvida no ateliê de cerâmica Taller de Locos, em Guadalajara.
Quando a Grande Recessão de 2008 destruiu a receita publicitária de todo o setor editorial e reduziu drasticamente o orçamento de arquitetos e arquitetas para assessoria de imprensa e fotógrafos/as, o modelo estabelecido para promover esses profissionais e sua arquitetura foi brutalmente comprometido. Esse mesmo momento testemunhou a rápida popularização dos smartphones, munidos de câmeras excepcionais, grande capacidade de memória e, pouco depois, da transmissão 5G. Essas revoluções tecnológicas transformaram leigos em artes gráficas em verdadeiros artistas. Hoje, qualquer pessoa pode fotografar, filmar e narrar qualquer percepção em qualquer lugar, de maneira instantânea e gratuita — e compartilhá-la globalmente. O clichê de que a internet "mudou tudo" mostra-se uma verdade incontestável na forma como o mundo enxerga a arquitetura.
Esse duplo impacto de devastação fiscal e revolução tecnológica deu origem a uma Nova Prática: o/a Arquiteto/a que se Autopromove, agindo de forma independente da engrenagem que dita as tendências na arquitetura.
Modelos sinuosos, curvas acentuadas, formas geometricamente complexas. Quando se aborda o tema da arquitetura paramétrica, essas são, provavelmente, as primeiras imagens que surgem em mente. E não é à toa. Enquanto modo de projetar, a utilização de parâmetros no processo de criação tem possibilitado a criação de formas impressionantes no enlaçamento entre a tecnologia digital e a construção civil.
Com o estilo de vida contemporâneo priorizando o ato de receber em casa, as ilhas de cozinha voltadas para a área social — com assentos integrados — transformaram o "ficar em casa" no novo "sair". Mas o que define a ilha de cozinha perfeita?
Como parte da conferência online Build for Life, da Velux, o ArchDaily sediará as Sessões Daylight in Architecture. Hoje, Li Hu, Sun Yimin, Song Yehao, Ye Qing e Joerg Lonkwitz discutirão como potencializar as edificações para beneficiar o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida.
Cotidianamente nos deparamos com imagens de edifícios históricos que foram recentemente modernizados, ressignificados e trazidos de volta à vida. O contraste entre passado e presente, entre memória e a história viva de um determinado lugar ou edifício e a tensão entre estas duas coisas é algo que muito contribui para com a experiência da arquitetura e do espaço construído. E mais do que isso, a reabilitação de estruturas históricas pode ter um significado ainda mais profundo, principalmente quando tratamos da vida das pessoas que habitam estes lugares. Neste sentido, a arquitetura pode ser vista como um contentor de memórias coletivas compartilhadas, e o seu desenvolvimento, um livro que narra a própria história da humanidade, seus desafios, conquistas e traumas.
Quatro jovens escritórios de arquitetura com sedes na Grécia, Lituânia, Itália e Dinamarca foram escolhidos pela New Generations, uma plataforma que observa o que há de mais inovador dentre os arquitetos europeus, proporcionando um espaço para troca de conhecimento e confronto, teoria e produção. Desde a sua fundação em 2013, a New Generations trouxe a público mais de 300 escritórios promissores de arquitetura, apresentando um cenário diversificado de studios e ateliês dedicados às mais diferentes atividades culturais, promovendo festivais, exposições, chamadas abertas, entrevistas e oficinas.
Este artigo de Ana María López-Ortego foi publicado originalmente com o título "Transformações territoriais e transbordamentos na zona rurbana da localidade de Bosa (Bogotá) sob a perspectiva de movimentos urbanos de base" no número 30 da revista Dearq em 1º de maio de 2021 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq30.2021.06).
Este artigo gira em torno dos conflitos entre a cultura urbanística e a cultura urbana nas áreas rurbanas da localidade de Bosa (Bogotá, Colômbia), onde se reproduz um modelo urbanístico distante da condição territorial de borda e das identidades culturais de seus habitantes (migrantes do campo, população indígena e coletivos de jovens vinculados à cultura urbana, ao esporte e ao hip-hop). A partir da análise bottom-up das transformações da região, emergem percepções de segregação urbana e perda de mecanismos de governança, embora se reconheçam processos de apropriação e ressignificação espacial por parte de movimentos de base de caráter rururbano, coletivo e independente.
A seguir, apresentamos o texto como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões que la comunidade acadêmica nacional e internacional elabora sobre arquitetura, temas da cidade e áreas afins.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131080/transformacoes-territoriais-e-transbordamentos-na-zona-rurbana-da-localidade-de-bosa-bogotaAna María López-Ortego