
Massimo Paolini compartilha conosco o seguinte artigo, publicado originalmente no El Salto, trazendo novas reflexões sobre a mobilidade urbana no futuro das cidades.

Massimo Paolini compartilha conosco o seguinte artigo, publicado originalmente no El Salto, trazendo novas reflexões sobre a mobilidade urbana no futuro das cidades.

Como proteção contra as baixas temperaturas, os tapetes surgiram há cerca de 3.500 anos e, com o passar do tempo, tornaram-se uma verdadeira arte, alcançando um alto nível de especialização a partir do século XVI. Tapetes e tapeçarias de diversas formas, cores, texturas e padrões são utilizados nos diferentes ambientes das residências com o objetivo de satisfazer as necessidades de seus habitantes e proporcionar conforto aos espaços, estendendo-se, por vezes, além da finalidade para a qual foram originalmente concebidos.

Publicar arquitetura é uma necessidade da própria disciplina para ser compreendida como tal. A ausência desse ato a transforma em um fazer sem questionamentos públicos, repleto de práticas privadas. Contudo, sua presença abre um campo que permite traduzir uma linguagem material para uma escrita, reformulando os discursos que emergem desse cenário. Entre as "menores" publicações estão os fanzines, que emergem do desejo de autogestão e de uma materialização de baixo custo e tiragem reduzida, capazes de se adaptar a diversos conteúdos, assumindo a forma de livretos ou mesmo de papéis dobrados.
A possibilidade de experimentação do fanzine impulsionou sua crescente popularização no Chile, manifestando-se em sua incorporação na XXI Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile em 2019. Embora as noções sobre esse meio antecedam o evento, há um vácuo em relação às suas características que nos obriga a fazer perguntas de construção simples, quase ingênuas, que questionam o fanzine sobre as singularidades de sua produção, mas cuja discussão revela a rede invisível tecida entre quem, sem saber, já se conhecia.

Desde la periferia é um projeto audiovisual dirigido por José Luis Uribe, doutor em arquitetura e professor da Escola de Arquitetura da Universidade de Talca, Chile. O projeto consiste em três documentários a serem lançados progressivamente nos próximos dois anos, que investigam os diversos aspectos associados à arquitetura contemporânea latino-americana. A primeira produção, Volume I: Feos, sucios & malos. Uma arquitetura contemporânea na América Latina, é um ensaio audiovisual que reúne algumas das primeiras reflexões sobre o estado atual da disciplina por meio do relato oral de um grupo de arquitetos e arquitetas em um quarto de hotel em Assunção, Paraguai.

Durante as primeiras décadas do século XX, período ainda dominado por uma perspectiva arquitetônica tradicional de linguagens e ordenamentos clássicos, o arquiteto Luis Miró Quesada Garland (1914-1994) foi um precursor fundamental na mudança de mentalidade que levaria o Peru rumo a uma arquitetura moderna e contemporânea.

Caracterizada por sua ampla variedade de paisagens, biodiversidade e pisos térmicos, a Colômbia vê o desenho de pátios internos em suas residências acompanhar as áreas de estar, descanso, acesso e circulação. Em muitos casos, esses elementos se tornam protagonistas, servindo como a principal fonte de contato com a natureza local.

Com o objetivo de celebrar a vida e a obra do arquiteto Armando Franco – que faleceu no último mês de junho aos 100 anos de idade – a Clásicos Mexicanos apresenta o livro Armando Franco COLECCIÓN COFRAN (1955-2022). Esta publicação, fruto do trabalho de pesquisa da equipe da Clásicos Mexicanos, reúne dados biográficos, plantas, esboços, desenhos e fotografias das obras mais emblemáticas da carreira de Franco, um dos arquitetos modernos mexicanos mais originais e enigmáticos do século XX.
Charles-Édouard Jeanneret-Gris, mais conhecido como Le Corbusier, é um dos principais referenciais e grandes mestres do Movimento Moderno. Sob a direção de Gerardo Panero, o documentário de longa-metragem intitulado “Plan para Buenos Aires” busca expor as tentativas do arquiteto de concretizar suas ideias sobre o traçado da cidade de Buenos Aires.

A arquiteta Jimena Hogrebe apresenta “Bordado Arquitetônico”, um projeto íntimo que explora as possibilidades de representar e compreender a arquitetura a partir dos limites de outras disciplinas, como uma atividade múlipla e diversa. O bordado é uma técnica milenar que exige abstração e uma compreensão clara do que se borda, mas trata-se, sobretudo, de fazer uma pausa no tempo; assim como no desenho à mão, conecta-se a mão ao cérebro, vincula-se a reflexão à memória e realiza-se um registro e uma interpretação da arquitetura sob outra narrativa.

Como parte da agenda cultural da Semana da Arte e como resultado da crise da pandemia, um novo espaço abriu suas portas na Cidade do México para reimaginar a situação atual e repensar nossa relação com o espaço público e com o Bosque de Chapultepec. A partir das raízes da mudança gerada por essa crise, surgiu a oportunidade de recuperar e ressignificar o emblemático edifício conhecido como "Restaurante Lago" – inaugurado em 24 de outubro de 1964 e projetado pelo arquiteto Alfonso Ramírez Ponce – para lhe dar um novo propósito que incluísse "transformar o privado em público, o exclusivo em inclusivo, o social em cultural. Desvelar as camadas da história e trazer o presente de volta à origem, para redescobrir um ícone da arquitetura moderna dos anos sessenta."

Etimologicamente, a palavra balcón (sacada) vem do italiano balcone: “plataforma saliente de um cômodo superior na fachada de um edifício, cercada por um guarda-corpo”, e a palavra italiana balcone provém do germânico (longobardo) balko, que significa viga. E é assim que são conhecidas, como pequenos recintos que se projetam das fachadas dos edifícios, mas a realidade é que seu significado, seu simbolismo e sua importância para o desenvolvimento de nossas vidas vão muito além.

O mundo da gastronomia não envolve apenas a comida; o espaço desempenha um papel fundamental na experiência culinária dos participantes. Nesse sentido, a arquitetura vai além da funcionalidade, gerando atmosferas com um controle minucioso da luz, da acústica, das cores, das texturas e das formas, proporcionando privacidade e conforto aos comensais.
A cidade de Lima, capital do Peru — país gastronômico por excelência —, reúne uma variedade de restaurantes e cafeterias que refletem a diversidade peruana. A seguir, apresentamos uma lista com 10 restaurantes e cafeterias que proporcionam diferentes experiências culinárias na cidade.

Com níveis de produtividade 50% superiores em comparação aos modelos anteriores, a HP apresenta sua nova linha de soluções de impressão de grande formato HP Latex. A série é composta por quatro dispositivos – as HP Latex 700 e 800, e as HP Latex 700W e 800W–, que oferecem a capacidade de impressão com tinta branca pela primeira vez nesta categoria. Os trabalhos de impressão executados por esta nova série não apenas apresentarão cores mais brilhantes e detalhes mais nítidos, mas também serão realizados em velocidades ainda maiores, alcançando até 36 m² por hora.

A proximidade, entendida como uma qualidade urbana que facilita a gestão e o desenvolvimento das diferentes atividades da vida cotidiana, tem sido, há décadas, uma reivindicação do urbanismo feminista e com perspectiva de gênero. Nos anos 1970, acadêmicas de diferentes disciplinas começaram a analisar o vínculo entre a configuração e o uso dos espaços e as relações e papéis de gênero. Desde então, desenvolveu-se uma crítica consistente à configuração androcêntrica da cidade, ao mesmo tempo que se elaboraram propostas e critérios para repensar os espaços a partir de uma perspectiva de gênero.

"A arquitetura é narrativa incrustada", escreveu Marco Frascari. Ao enfatizar a reciprocidade entre arquitetura e narrativa ao longo de sua carreira, o arquiteto, teórico e professor italiano via as histórias como chave para criar uma arquitetura "não trivial", ou seja, transcendente. De suas ideias, textos, ensinamentos e estudos surge a reflexão que dá origem a este texto.

Este artigo de Miguel Paredes Maldonado foi publicado originalmente com o título "Casa, ciudad, territorio: Una investigación colectiva sobre las transformaciones del habitar urbano contemporáneo" na edição nº 31 da revista Dearq em 1º de setembro de 2021 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq31.2021.02).
O artigo explora as relações interescalares estabelecidas recentemente entre o domínio doméstico da habitação e os âmbitos coletivos da cidade e do território, sob a ótica do desenvolvimento de novos “comuns urbanos”. Essa exploração se formaliza como uma investigação coletiva, baseada na participação em concursos de arquitetura e elaborada no contexto docente da Universidade de Edimburgo (Reino Unido) entre setembro e dezembro de 2020. Seus resultados destacam o pronunciado substrato infraestrutural do habitar urbano contemporâneo e identificam os principais processos de transferência entre os domínios do doméstico e do coletivo em uma série de cenários de habitação urbana.
A seguir, apresentamos o texto como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões elaboradas pela comunidade acadêmica nacional e internacional sobre arquitetura, cidade e áreas afins.

Barcelona é uma cidade que já foi estudada inúmeras vezes. Pelas quadras do Plano Cerdá e pelas esquinas chanfradas, por seu centro histórico e pelas guerras que ali ocorreram, pela arquitetura dos modernistas e seus edifícios monumentais. No entanto, não se tem muito conhecimento de que ela já tenha sido estudada a fundo a partir de um material tradicional de revestimento e suporte artístico como o esgrafiado.

O Projeto Especial Paisagístico Rio Rímac, desenvolvido no âmbito do Programa Municipal para a Recuperação do Centro Histórico de Lima (PROLIMA), é uma proposta municipal surgida diante de uma necessidade latente que vem se agravando com o tempo: a significativa degradação do Rio Rímac em sua passagem pelo Centro Histórico da capital peruana.

Como ocorreu em ocasiões anteriores, o Ministério das Culturas, Artes e Patrimônio do Chile organizou a montagem de Testimonial Spaces, o mais recente pavilhão nacional apresentado na Bienal de Veneza 2021, no hall do Museu de Arte Contemporânea do Parque Forestal (Santiago) para que possa ser visitado pelo público local.
Embora a chamada que o ministério costuma realizar para a convocatória de cada edição da bienal seja focada no projeto de um pavilhão, o edital especifica que o/a curador/a selecionado/a será responsável pela elaboração de um conceito curatorial e de uma proposta arquitetônica. Certamente, no contexto contemporâneo, a noção de pavilhão é uma categoria amplamente maleável, razão pela qual não deixa de ser interessante essa diferença estabelecida nas próprias bases da convocatória: embora seja evidente que o conceito curatorial deva estar associado a alguma instância arquitetônica relevante, ele não é, necessariamente por si só, uma proposta arquitetônica.

Como sabemos, em 2015 houve um boom nos espaços de coworking, um tipo de escritório compartilhado que geralmente se desenvolve em um ambiente aberto (embora algumas empresas ofereçam escritórios fechados) localizados tanto em andares inteiros de edifícios altos quanto em imóveis antigos reformados para essas novas formas de habitar. Esses novos arranjos refletem uma comunidade de profissionais que se reinventa, na qual há cada vez mais empreendedores/as, freelancers e pequenas empresas que necessitam de espaços a preços acessíveis, onde seja possível fazer networking com outros/as profissionais em ambientes de trabalho cooperativo que permitam compartilhar espaços e recursos como internet de alta velocidade, mesas, cadeiras, luminárias, arquivos, impressoras, copiadoras, copa e cabines telefônicas em regiões estratégicas da cidade.

Como motores da economia e da produção, as cidades abrigam as maiores massas populacionais e estima-se que, até o ano de 2050, concentrarão 70% da população mundial. Nesse contexto, arquitetos e arquitetas incorporam dia após dia a articulação de usos mistos em suas edificações, buscando favorecer la diversificação e evitar a monofuncionalização.
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CHINAS CHINAS é um projeto de pesquisa realizado por FLORA. Consiste em um percurso pela cidade de Buenos Aires, Argentina, a partir da análise tipológica de supermercados chineses. Tem o objetivo de reconhecer e explorar os modos de apropriação e as microescalas domésticas que neles ocorrem, evidenciando que a arquitetura da cidade é moldada a partir das banalidades cotidianas. É assim que a arquitetura ganha sentido quando as condições de vida são dadas pelas próprias pessoas. Habitar (para além do funcional) tem a ver com isso.

Há um futuro para as nossas cidades se não adotarmos um modo de vida sustentável? Há algum tempo, a sustentabilidade urbana vem sendo abordada mais sob a perspectiva das mudanças climáticas do que a partir de uma visão holística que incorpore a sociedade e a maneira como vivemos em comunidade.
Que novas formas de viver estamos experimentando com as diferentes transformações sociais, econômicas e ecológicas? Certamente precisamos colocar em pauta os diversos casos de referência que têm surgido em diferentes partes do mundo e compreender as últimas tendências sobre a maneira como vivenciamos nossas cidades.

O poder da representação visual na arquitetura permite fomentar o debate e a reflexão sobre diversos temas de discussão. “Imaginários urbanos” é uma iniciativa coletiva da Nómena arquitectura e da Cuatro Cero Cuatro Arquitectura que, por meio de diversas imagens sugestivas, propõe conscientizar e impulsionar uma mudança no desenho das ruas de Lima.