Luminárias de teto pendentes Calla. Imagem cortesia de Cocoweb
Caracterizada por uma estrutura simples e telhado de duas águas, a tipologia tradicional de celeiro responde à sua função original: abrigar produtos agrícolas e gado. Nos últimos anos, no entanto, a estética dos celeiros evoluiu drasticamente, despertando o interesse de designers por seu charme rústico duradouro, forma minimalista, ornamentação refinada e modularidade — qualidades que há muito a tornam popular em refúgios de campo. Reinterpretada para se adequar a um estilo contemporâneo, essa tipologia vintage conquistou projetos modernos que buscam oferecer um refúgio da realidade densa e acelerada da vida urbana. Ao reformar fazendas históricas ou construir novas residências projetadas para se assemelharem a celeiros, arquitetos e arquitetas têm se inspirado nas origens industriais das instalações agrícolas tradicionais, mas com um toque moderno.
A seleção curada desta semana de Melhor Arquitetura Não Construída destaca projetos educacionais e culturais enviados pela comunidade do ArchDaily. A partir de exemplos de diversas partes do mundo, o artigo explora como esses espaços de conhecimento e descoberta são projetados para inspirar e informar.
Com um museu monolítico em Portugal, um centro de patrimônio digital com fachada de mídia na Coreia e um centro de pesquisa em mobilidade na Turquia, esta seleção abrange vários tipos de espaços educacionais e culturais, bem como diferentes abordagens em relação ao ambiente construído ou natural. Os projetos a seguir revelam as ideias que moldam os espaços de conhecimento em diferentes contextos, ilustrando diversas abordagens sobre o que constitui uma instituição cultural.
As escadas costumam ser um elemento inevitável no DNA de uma edificação. Hoje em dia, elas não apenas cumprem uma função prática, mas também se tornaram verdadeiros elementos de destaque, especialmente quando combinadas com uma cor que certamente atrairá olhares. Entre as cores quentes, o vermelho é considerado a mais poderosa. Se, por um lado, evoca sensações de alegria e energia, por outro, remete a alerta e perigo. O vermelho é capaz de estimular uma ampla gama de emoções e, por isso, seu uso deve ser cuidadoso, delicado e bem planejado.
A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily que dialogam diretamente com seus contextos locais, oferecendo espaços seguros para grupos vulneráveis e em situação de risco. De um santuário para meninas desabrigadas no Iraque a um projeto de habitação social no primeiro arranha-céu de Praga, esta seleção reúne propostas focadas nas pessoas, em suas necessidades e aspirações. Muitos desses projetos utilizam materiais locais, como tijolos de argila, para reduzir os custos de construção. Além disso, propõem a reutilização de edifícios existentes e buscam engajar a comunidade local tanto na construção quanto na apropriação dos espaços propostos.
Continue lendo para conhecer 10 projetos com engajamento social, acompanhados de suas descrições enviadas pelas equipes de arquitetura.
“Historia de las villas en la ciudad de Buenos Aires. De los orígenes hasta nuestros días” é o livro de Valeria Snitcofsky que reconstrói os antecedentes históricos das villas na cidade de Buenos Aires. Fruto de uma pesquisa iniciada em 2003, cujos avanços se materializaram em uma monografia de graduação e em uma tese de doutorado, a obra propõe um percurso que se inicia no final do século XIX. O trabalho se alinha ao objetivo da Fundación Tejido Urbano, focado em promover a pesquisa e a produção de conhecimento sobre a problemática do hábitat e da habitação.
Movimentos artísticos históricos e suas características visuais pavimentaram consideravelmente o caminho para a arquitetura moderna. Ao longo dos anos, arquitetos e arquitetas vêm adotando técnicas e abordagens estilísticas para criar suas próprias composições, fundindo ambas as disciplinas. O cubismo, um dos estilos mais influentes do século XX, e bastante criticado por sua experimentação com uma abordagem artística não representacional, é talvez a inspiração arquitetônica mais significativa. Assim como esse movimento artístico radical rejeitou o conceito então enraizado de que a arte deveria imitar a natureza, profissionais da arquitetura também seguiram essa tendência, projetando estruturas que se apropriaram das características vanguardistas do cubismo para criar edifícios que, até hoje, permanecem como marcos icônicos da profissão.
Trata-se de um componente essencial do processo de projeto, no qual as ideações espaciais são traduzidas em forma construída – o desenvolvimento do protótipo. Projetos de arquitetura, ao longo da história e na prática contemporânea, recorrem a protótipos para realizar testes técnicos e estéticos, permitindo compreender melhor a integridade da proposta. É a fronteira difusa entre o experimental e o prático.
Em março de 2021, a ACO e a AIT-Dialog lançaram com sucesso um tour virtual pelos sete continentes do mundo, convidando arquitetos/as, urbanistas, engenheiros/as e arquitetos/as paisagistas a fazerem parte do "beyond.aco | architecture across continents". Agora, a jornada continua: participe do próximo evento ao vivo em 8 de novembro de 2022 e assista a palestras inspiradoras de palestrantes internacionais.
Jim Polshek, que faleceu aos 92 anos na semana passada, foi um premiado arquiteto (Medalha de Ouro do AIA, 2018), designer, defensor público e educador (diretor da faculdade de arquitetura de Columbia de 1973 a 1987). Nascido em Akron, Ohio, no Meio-Oeste americano, ele abriu seu próprio escritório em 1963, fundando o James Stewart Polshek Architects. Com o tempo, o escritório ganhou reconhecimento internacional como Polshek Partnership Architects. Em 2010, os sócios rebatizaram a empresa como Ennead Architects, na qual ele continuou atuando como consultor de projeto.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135301/james-stewart-polshek-reflexoes-sobre-uma-vida-na-arquiteturaMichael J. Crosbie
Realidades Alternativas | AR 2022. Imagem cortesia de Charette _ Por Lau Yee Mu, Ang Hui Yi, Melissa Ho Er Shwen _ Chia Hui Yen - Primeiro Prêmio
Além de diversos outros fatores fundamentais, o sucesso de um projeto de arquitetura depende muito de como ele é comunicado a seus/suas usuários/as e construtores/as. A maioria dos/as arquitetos/as opta por renderizações realistas geradas por computador para apresentar seus projetos, enquanto outros/as preferem explorar diferentes técnicas, traduzindo suas narrativas arquitetônicas por meio de colagens de fotos, esboços, animações, modelos em miniatura hiper-realistas, passeios virtuais, diagramas e, ocasionalmente, roteiros.
A seleção com curadoria desta semana de Melhor Arquitetura Não Construída destaca projetos enviados pela comunidade do ArchDaily que são apresentados por meio de diferentes mídias. De um esboço feito à mão para uma requalificação costeira na Noruega a uma composição abstrata de fotografia e desenhos arquitetônicos na Polônia, esta seleção de projetos não construídos apresenta diversas tipologias arquitetônicas e suas visualizações singulares. O artigo também inclui projetos dos Países Baixos, Hungria, Polônia, Emirados Árabes Unidos e Uzbequistão.
No início dos anos 1980, quando assisti pela primeira vez ao filme The Social Life of Small Urban Spaces e, logo depois, li o livro, ambos de autoria de William H. Whyte, aquilo me fascinou. Eu já conhecia Holly — como era carinhosamente chamado — desde a minha época de repórter no New York Post nos anos 1970, e costumávamos ter ótimas conversas sobre a cidade de Nova York, os erros cometidos por planejadores/as urbanos/as e o descaso de incorporadores/as imobiliários/as. Nos anos 1980, eu já trabalhava em meu primeiro livro, The Living City: Thinking Small in a Big Way, e conversava frequentemente com Jane Jacobs, que viria a se tornar uma grande amiga e mentora. Jacobs validava os pequenos esforços comunitários de base (de baixo para cima) em Nova York que eu vinha observando e que seriam os estopins — tantas vezes ignorados — para impulsionar o lento e constante renascimento da cidade. Minhas observações eram categoricamente rejeitadas — e até ridicularizadas — por profissionais de planejamento e de desenho urbano, mas foram celebradas e incentivadas tanto por Whyte quanto por Jacobs, e hoje fazem parte do consenso geral.
Finanças bem gerenciadas podem ser o caminho para o sucesso de um escritório, mas, se não forem mantidas sob controle, rapidamente se transformam em um assassino silencioso. Por quê? Como nós, arquitetos/as, não recebemos muita formação em negócios na faculdade, um dos problemas mais comuns acaba sendo a má gestão financeira.
Com níveis de produtividade 50% superiores em comparação aos modelos anteriores, a HP apresenta sua nova linha de soluções de impressão de grande formato HP Latex. A série é composta por quatro dispositivos – as HP Latex 700 e 800, e as HP Latex 700W e 800W–, que oferecem a capacidade de impressão com tinta branca pela primeira vez nesta categoria. Os trabalhos de impressão executados por esta nova série não apenas apresentarão cores mais brilhantes e detalhes mais nítidos, mas também serão realizados em velocidades ainda maiores, alcançando até 36 m² por hora.
Etimologicamente, a palavra balcón (sacada) vem do italiano balcone: “plataforma saliente de um cômodo superior na fachada de um edifício, cercada por um guarda-corpo”, e a palavra italiana balcone provém do germânico (longobardo) balko, que significa viga. E é assim que são conhecidas, como pequenos recintos que se projetam das fachadas dos edifícios, mas a realidade é que seu significado, seu simbolismo e sua importância para o desenvolvimento de nossas vidas vão muito além.
Colagem: Kevin Fu Fang, Cristobal Palma, Eduardo Hirose, Renzo Rebagliati, Iván Salinero
O mundo da gastronomia não envolve apenas a comida; o espaço desempenha um papel fundamental na experiência culinária dos participantes. Nesse sentido, a arquitetura vai além da funcionalidade, gerando atmosferas com um controle minucioso da luz, da acústica, das cores, das texturas e das formas, proporcionando privacidade e conforto aos comensais.
A cidade de Lima, capital do Peru — país gastronômico por excelência —, reúne uma variedade de restaurantes e cafeterias que refletem a diversidade peruana. A seguir, apresentamos uma lista com 10 restaurantes e cafeterias que proporcionam diferentes experiências culinárias na cidade.
"A arquitetura é narrativa incrustada", escreveu Marco Frascari. Ao enfatizar a reciprocidade entre arquitetura e narrativa ao longo de sua carreira, o arquiteto, teórico e professor italiano via as histórias como chave para criar uma arquitetura "não trivial", ou seja, transcendente. De suas ideias, textos, ensinamentos e estudos surge a reflexão que dá origem a este texto.
Uma das características mais importantes das cidades é a sua inegável capacidade de reunir o talento criativo por meio da multiculturalidade e da transdisciplinaridade. Hoje em dia, torna-se cada vez mais importante gerar espaços e plataformas dentro desses ambientes urbanos que funcionem como laboratórios criativos para compartilhar e, sobretudo, refletir sobre o que está sendo produzido atualmente — não apenas no âmbito do design como um elemento descontextualizado, mas sim como um conceito integral que conjuga diversas disciplinas. Esse pensamento está latente em algumas das cidades mais influentes do mundo, como é o caso da Cidade do México, um dos territórios mais efervescentes e empolgantes da atualidade no que diz respeito ao design, à arquitetura e à gastronomia no cenário global. Na primavera deste ano, como parte de uma iniciativa do SPACE10 — laboratório de design e pesquisa independente da IKEA — para concentrar a energia, a diversidade e o talento criativo, de 26 de março a 9 de abril realizou-se um pop-up na Cidade do México. O evento reuniu cerca de 45 palestrantes em debates, oficinas e exposições que desencadearam diversas reflexões sobre o que constitui o bom design na atualidade. Ao longo de 14 dias dedicados a explorar o tema "Beyond Human-Centered Design" (Para além do design centrado no ser humano), diferentes agentes locais se reuniram para propor soluções criativas que colaborem para a construção de um futuro melhor para o planeta e para os seres humanos. A programação de eventos ocorreu no LOOT, um espaço de galeria localizado no bairro de Roma Norte que ofereceu um percurso estimulante. O local funcionou como uma vitrine temporária para exibir o trabalho de profissionais do design, da tecnologia, das artes, da arquitetura, da academia, do empreendedorismo e do ativismo em painéis diários e palestras magnas, integrados a um programa de exposições, oficinas e experiências gastronômicas imersivas. Dirigido por Kevin Curran, o espaço foi projetado em colaboração com o estúdio criativo multidisciplinar Niños Heroes. Para oferecer maior flexibilidade e fluidez espacial, foram fabricadas mesas curvas modulares inspiradas nos clássicos trilhos de trem de brinquedo de madeira, que desenham linhas práticas tanto para grandes oficinas quanto para jantares intimistas. Nessa plataforma colaborativa, explorou-se como o design e a tecnologia podem ser uma força poderosa para criar uma vida cotidiana melhor tanto para as pessoas quanto para o planeta. Paralelamente, foi apresentado o SPACE10 Radio, um programa de rádio de 10 episódios que reúne as conversas dos diferentes painéis realizados durante o evento, já disponíveis no site do SPACE10, no Apple Podcasts e no Spotify. Para mais informações, acesse SPACE10.
Desde la periferia é um projeto audiovisual dirigido por José Luis Uribe, doutor em arquitetura e professor da Escola de Arquitetura da Universidade de Talca, Chile. O projeto consiste em três documentários a serem lançados progressivamente nos próximos dois anos, que investigam os diversos aspectos associados à arquitetura contemporânea latino-americana. A primeira produção, Volume I: Feos, sucios & malos. Uma arquitetura contemporânea na América Latina, é um ensaio audiovisual que reúne algumas das primeiras reflexões sobre o estado atual da disciplina por meio do relato oral de um grupo de arquitetos e arquitetas em um quarto de hotel em Assunção, Paraguai.
Durante as primeiras décadas do século XX, período ainda dominado por uma perspectiva arquitetônica tradicional de linguagens e ordenamentos clássicos, o arquiteto Luis Miró Quesada Garland (1914-1994) foi um precursor fundamental na mudança de mentalidade que levaria o Peru rumo a uma arquitetura moderna e contemporânea.
Publicar arquitetura é uma necessidade da própria disciplina para ser compreendida como tal. A ausência desse ato a transforma em um fazer sem questionamentos públicos, repleto de práticas privadas. Contudo, sua presença abre um campo que permite traduzir uma linguagem material para uma escrita, reformulando os discursos que emergem desse cenário. Entre as "menores" publicações estão os fanzines, que emergem do desejo de autogestão e de uma materialização de baixo custo e tiragem reduzida, capazes de se adaptar a diversos conteúdos, assumindo a forma de livretos ou mesmo de papéis dobrados.
A possibilidade de experimentação do fanzine impulsionou sua crescente popularização no Chile, manifestando-se em sua incorporação na XXI Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile em 2019. Embora as noções sobre esse meio antecedam o evento, há um vácuo em relação às suas características que nos obriga a fazer perguntas de construção simples, quase ingênuas, que questionam o fanzine sobre as singularidades de sua produção, mas cuja discussão revela a rede invisível tecida entre quem, sem saber, já se conhecia.
Agravada pela pandemia, a crise habitacional tornou-se um fenômeno global. O aumento dos preços, a falta de acesso e as políticas habitacionais deficientes traduziram-se em maior escassez e condições de precariedade. O caso do Chile não é exceção. Inclusive, de acordo com os últimos relatórios emitidos pela Câmara Chilena da Construção (CChC), existem “mais de 700 mil famílias com problemas de coabitação involuntária e moradias irrecuperáveis, somando-se às 81 mil famílias que vivem em acampamentos”.
O Projeto Especial Paisagístico Rio Rímac, desenvolvido no âmbito do Programa Municipal para a Recuperação do Centro Histórico de Lima (PROLIMA), é uma proposta municipal surgida diante de uma necessidade latente que vem se agravando com o tempo: a significativa degradação do Rio Rímac em sua passagem pelo Centro Histórico da capital peruana.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135281/projeto-especial-paisagistico-rio-rimac-corredor-verde-ecologico-como-oportunidade-para-a-regeneracao-urbana-de-limaSusana López y Diego Vivas
Palacio de Puruchuco. Image Cortesía de Norma León Lescano
O Peru é um país que conta com um extenso, rico e transcendente patrimônio arqueológico. Lamentavelmente, o passar dos anos trouxe consigo uma acentuada deterioração. Os autores Norma León Lescano, Yann Barnet e Alvaro Racchumi expõem, por meio de seu artigo “Captura de datos 3D para virtualizar el patrimonio cultural”, o método que utilizaram para obter em três dimensões uma réplica do Palácio de Puruchuco. Desse modo, busca-se fornecer as informações necessárias que sirvam de guia para promover o processo de virtualização do maravilhoso patrimônio cultural, proporcionando maior alcance, valorização e conservação do mesmo.
O dia 3 de maio é uma festividade que tem como origem a Invenção da Santa Cruz, Cruz de Maio ou também Festa das Cruzes, que remonta ao rito romano para celebrar o culto à Cruz de Cristo. Essa comemoração evoluiu ao longo do tempo, sendo adotada em cidades do México, Chile, Espanha, Equador, El Salvador, Guatemala, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago, Argentina, Colômbia e Venezuela, onde parte da celebração consiste em decorar com flores, realizar procissões e danças.