O ano de 2018 está quase no fim e nos deixa com um fato bastante interessante. Instagram, dada a sua natureza visual, tornou-se uma ferramenta muito importante para a difusão da arquitetura na era digital.
Nesse sentido, em nossa conta compartilhamos os diversos projetos publicados no site e mantemos o registro das fotografias com mais interações. Você sabe quais foram as imagens mais populares do nosso Instagram em 2018?
Antes de se decidir por uma carreira em arquitetura, muitas dúvidas podem surgir: Qual faculdade escolher? Devo estudar no exterior ou optar por uma instituição local? Ingressar em uma das melhores universidades de arquitetura do mundo custaria uma fortuna? Quanto tempo vai levar para que eu possa, finalmente, projetar minha própria obra? No fim das contas, a trajetória para se tornar arquiteto/a é simples: meia década de faculdade e mais um pouco.
Quer você pretenda estudar no exterior ou no seu próprio país, é fundamental saber quanto tempo leva para se tornar arquiteto/a no local escolhido. Veja a seguir quanto tempo costuma levar para obter o diploma em diferentes países do mundo e o que é necessário fazer (além de frequentar a faculdade) antes de conseguir o registro profissional.
Liderado por Cazú Zegers e GrupoTalca, o AndesWorkshop 2017 foi realizado entre maio e junho do ano passado em Patachoique, Lonquimay (Chile), junto à comunidade mapuche de Arenales. Este projeto tem como objetivo projetar, em parceria com estudantes e comunidades locais, o Mirador de la Corona, que teve um grande impacto para as comunidades pehuenches, servindo como ativador do macroprojeto Ruta Pehuenche.
Cidades inundáveis e escassez de água na Amazônia: contradições e problemas que se acentuam ainda mais com as mudanças climáticas. Embora o reassentamento populacional seja uma solução em si, geralmente tende à insustentabilidade, o que acaba gerando um problema ainda mais complexo. Isso se deve à falta de métodos adequados de subsistência e à pouca adaptação da infraestrutura arquitetônica e urbana às particularidades culturais, sociais e ambientais de contextos específicos. Como alcançar a sustentabilidade? CASA [Cidades Auto-Sustentáveis Amazônicas], como o próprio nome indica, é um programa cujo trabalho se concentra em populações amazônicas vulneráveis que buscam ser sustentáveis e se transformar em resilientes a partir de seus próprios processos.
Há exatamente um ano, um terremoto de magnitude 7,1 sacudiu pelo menos nove estados do México, deixando diversas áreas gravemente afetadas na Cidade do México, Puebla, Morelos, Oaxaca, Veracruz, Tlaxcala, Guerrero e no Estado do México. Passaram-se doze meses de luta constante para reparar os vestígios daquele pesadelo que inundou as ruas onde, a cada dia, renascia a esperança de um fenômeno social que impulsionou comunidades efervescentes, mobilizadas para reerguer as construções que nos constituíam.
Sem dúvida, o 19S representou um momento fundamental para nos lembrar de quão frágeis somos, mas também de quão fortes podemos ser quando trabalhamos coletivamente. Lembrou-nos da importância de colocar o corpo no local e de dialogar para encontrar as soluções adequadas para as comunidades, fazendo-nos repensar o funcionamento das cidades e de suas periferias — mas, acima de tudo, nossa prática como arquitetas e arquitetos. Compreendemos de forma crua como funcionam a política e o poder no país, gerando uma crítica real que expôs as fraturas deixadas pela corrupção e nossa escassa preparação para esse tipo de desastre natural. O 19S foi, entre tantas outras coisas, um lembrete de onde estamos pisando e do nosso dever como habitantes deste território.
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em fotorreportagens urbanas e arquitetônicas, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam um olhar intencional, e inclusive crítico, sobre como a arquitetura moderna reconfigurou os centros urbanos e relacionou os novos edifícios e espaços públicos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto da fotografia de rua, é fundamental mencionar Leo Matiz, Armando Matiz e Hernán Díaz. Esses três fotógrafos retrataram personagens, acontecimentos e o cotidiano urbano de Bogotá. Destacamos e selecionamos aqui, em meio à sua vasta produção, seus registros de ruas, praças, cruzamentos e edifícios representativos da cidade — espaços emblemáticos ou anônimos que, por meio da fotografia, consolidam o patrimônio moderno na memória coletiva, e nos quais a arquitetura e os espaços urbanos assumem o protagonismo das cenas.
Interior de Kursaal. Image Cortesía de MUGAK Bienal de Arquitectura
A primeira Bienal Internacional de Arquitetura do País Basco MUGAK inaugurou, na última sexta-feira, 22 de dezembro de 2017, no Convento de Santa Teresa (San Sebastián, Espanha), a exposição "A cidade que perdemos: gestão do patrimônio urbano em San Sebastián, 1950-2017", que apresenta edifícios emblemáticos da cidade que desapareceram ao longo das últimas décadas.
Esta exposição, com curadoria da associação Áncora, percorrerá os bairros de San Sebastián para se debruçar sobre a cidade que hoje só permanece na memória das pessoas — ou seja, os edifícios que desapareceram nas últimas sete décadas. De Martutene a Igeldo, passando por Alza, Amara, Antiguo ou Ibaeta, o itinerário não se limita apenas ao patrimônio icônico da cidade, mas busca ir além da zona mais emblemática de San Sebastián e valorizar outros tipos de obras.
Campo de Magadoz . Image Cortesía de Colectivo ARKRIT
Os arquitetos Rafael Pina e Nicolás Maruri, do Coletivo ARKRIT, refletem sobre os campos de futebol em meio às comunidades de adobe e taipa no Alto Atlas, Marrocos. Espaços que mal transformaram o território, integrando-se e fundindo-se à topografia por meio de modificações e ações mínimas para seu único e simples objetivo: jogar.
Para construir, é necessário mobilizar recursos materiais e meios humanos e, inevitavelmente, transformar o território. Construir utilizando o que está disponível é uma postura que pode ser imposta por uma atitude ética, mas também por uma situação de necessidade. O resultado, em ambos os casos, costuma ser econômico e adequado. O consumo de recursos é mínimo e sua adaptação ao meio, uma consequência natural.
O trabalho em estreita colaboração com um grande número de fabricantes e fornecedores de produtos nos permite ter acesso a informações valiosas para apoiar nossos processos de projeto e construção com diferentes tipos de materiais.
Com o objetivo de disponibilizá-los, reunimos uma série de guias, manuais e dicas que abrangem desde o trabalho com madeira laminada e a instalação de revestimentos até a aplicação de vernizes para sua proteção e acabamento. Confira 12 artigos úteis a seguir.
Muitas cidades vêm acompanhando o declínio progressivo de seus centros históricos: comércios fecham, as reformas diminuem, o volume de aluguéis cai e não há renovação geracional na região. As comodidades dos novos empreendimentos residenciais (elevador, garagem, comércio próximo) fazem com que muitas novas famílias sequer cogitem morar nas ruas centrais. É o caso de Olot, na Espanha, que, ao contrário de outras cidades, decidiu tomar uma atitude para compreender com clareza os motivos desse abandono progressivo de seu centro histórico. Para tanto, optou-se por um processo que articulasse permanentemente a opinião dos moradores e dos grupos de especialistas, nos moldes do que já havia sido realizado no bairro de Sant Miquel, em Olot.
O escritório de inovação urbana Paisaje Transversal acompanha, desde abril de 2017, a administração municipal catalã em seu esforço para melhorar a qualidade de vida no centro e devolver-lhe a vitalidade que sempre o caracterizou. Como parte desse processo, foi apresentado recentemente o Diagnóstico Participativo, correspondente à segunda fase do projeto #OlotMésB, que tem como objetivo elaborar o PIAM (Plano Integral de Ações de Melhoria) do Nucli Antic da cidade. O principal objetivo deste documento é analisar as realidades do centro histórico por meio de diferentes instrumentos, tais como a coleta e o processamento de informações técnicas e cidadãs, servindo de ferramenta para definir diretrizes estratégicas e ações de melhoria alinhadas ao contexto estudado. Desde o início do processo, a participação cidadã tem sido fundamental, e continuará sendo nas fases seguintes.
Devido à sua natureza barulhenta, ousada e noturna, os shows de rock costumam ser realizados em bares escuros e casas noturnas projetadas para resistir à agitação de fãs e de artistas que quebram guitarras. No entanto, à medida que bandas e artistas conquistam seu público, acabam migrando de porões úmidos de cerveja para teatros prestigiados, anfiteatros ao ar livre, arenas e estádios. Tanto para artistas quanto para fãs de música, tocar ou assistir a um show em um espaço como o Carnegie Hall, o Royal Albert Hall, o Madison Square Garden ou o Red Rocks Amphitheatre, no Colorado, pode ser uma oportunidade memorável e única na vida, que une o poder sublime que a grande música e a arquitetura podem evocar. Por mais raras que sejam essas oportunidades, um grupo exclusivo de nomes icônicos da música conseguiu alcançar um patamar de prestígio ainda maior ao organizar apresentações únicas em meio aos sítios históricos mais valiosos da humanidade — da Acrópole e antigas cidades maias ao Coliseu e à Torre Eiffel.
Embora esses shows especiais tenham proporcionado a fãs a chance de vivenciar a história da música de perto, muitos também foram cercados de polêmica, à medida que autoridades locais e residentes manifestaram preocupação com possíveis danos aos locais ou com o uso comercial inadequado de patrimônios culturais tão valiosos. Apesar dessas preocupações legítimas e muitas vezes justificadas, esses oito sítios icônicos sediaram alguns dos shows mais ambiciosos da história da música popular:
“Um desenho deve ser a chave para a compreensão da arquitetura – o que há para gostar ou desgostar, de onde surgem as ideias dos/as arquitetos/as, como essas ideias chegam ao papel e o que é importante nesse processo.” - Sergei Tchoban
Durante o último mês, o arquiteto, artista e colecionador russo-alemão Sergei Tchoban foi o tema central da exposição *Sergei Tchoban: Drawing Buildings/Building Drawings*, que reuniu cinquenta dos desenhos de fantasia urbana em grande escala do arquiteto. Esses desenhos, embora intrigantes por seu valor técnico e artístico, também refletem as reflexões profundamente pessoais de Tchoban sobre o passado, presente e futuro de suas cidades favoritas — São Petersburgo, Roma, Amsterdã, Veneza, Berlim, Nova York — além de uma documentação detalhada de cinco projetos construídos (dois museus, dois pavilhões de exposição e uma cenografia teatral).
No último domingo, 1º de abril, encerrou-se no Peru a 15ª edição do Taller Social Latinoamericano (TSL), um workshop anual que reúne estudantes e profissionais da arquitetura de todo o continente americano para analisar, refletir, projetar e construir equipamentos públicos durante dez dias nos mais diversos contextos da América Latina.
Conhecida como XV TSL Puno, esta edição foi realizada em Chucuito, um povoado peruano a mais de 3.800 metros de altitude, às margens do Lago Titicaca e próximo à cidade de Puno, a capital folclórica do Peru. Ali, 250 estudantes, distribuídos/as em três equipes, trabalharam em projetos de landscape, espaço público e restauração patrimonial, liderados por ENSUSITIO + Jhony Chávez, Ruta 4 e Lucio Torres, respectivamente.
Após as jornadas de trabalho, entre folhas de coca e truta frita, surgia constantemente uma pergunta enquanto conversávamos com os/as participantes: como a arquitetura social pode ir além da fotografia de crianças desenhando e adultos/as conversando em uma assembleia? A seguir, apresentamos as reflexões de quatro escritórios latino-americanos que participaram do TSL entre 2017 e 2018.
Embora a fundação das cidades hispano-americanas sempre tenha estado relacionada à disponibilidade de cursos d'água, nem sempre essas cidades conseguiram harmonizar seu desenvolvimento com os rios que as atravessam. No caso de Córdoba, isso ocorre em relação ao Rio Suquía, ao qual a cidade deu as costas durante o século XX, utilizando-o como limite industrial.
Em contrapartida, a canalização parcial do arroio La Cañada é concebida quase como um elemento inerente à cidade, constituindo-se como um traço marcante da imagem urbana, tanto por ser um eixo estruturante e ordenador quanto por seu grande apelo paisagístico e turístico.
Dias (ou melhor, noites) antes do prazo final, o ateliê se torna um refúgio para estudantes que correm contra o tempo renderizando, editando no Photoshop e imprimindo as últimas partes de suas apresentações, usando a adrenalina da entrega como motivação. Embora seja comum discordar sobre a verdadeira definição de uma "virada de noite" — seria trabalhar até o sol nascer, ficar acordado/a por mais de 24 horas ou até mesmo emendar o trabalho com a hora de dormir na noite seguinte? —, estudantes costumam se gabar, de forma pouco saudável, de quantas delas já sobreviveram.
As verdadeiras personalidades começam a aflorar nas primeiras horas da manhã, revelando quem as pessoas realmente são. Embora muitos/as de nós provavelmente já tenhamos passado por noites assim, felizmente essa é uma cultura que superamos ao longo da faculdade de arquitetura, ou pelo menos algo que aprendemos a contornar ao reavaliar nossas prioridades. Ainda assim, as lembranças daqueles e daquelas que sofreram ao nosso lado nunca serão esquecidas.
Um dos fatores mais importantes ao projetar é o clima específico do local. Isso pode representar uma dificuldade quando se trata de climas extremos, em que é necessário utilizar materiais isolantes que se adaptem a condições variáveis. No entanto, quando se fala do México e de seu clima privilegiado, esse aspecto atua a favor dos/as arquitetos/as, permitindo criar microclimas e espaços que se fundem na transição entre o interior e o exterior.
Os pátios se tornaram um elemento tradicional de projeto, e os efeitos psicológicos que produzem são fundamentais para serem retomados em propostas futuras, pois constituem o ponto de encontro entre o interior e o exterior, o comum e o privado. É uma forma de trazer o sol e a chuva para o interior da casa, abrindo espaço para o acaso de outras trajetórias e vivências que não ocorrem plenamente nos espaços internos. A seguir, apresentamos uma seleção de projetos no México que utilizam o pátio como recurso principal de projeto.
Após concluir o Town Square, um complexo de uso misto de duas torres no coração de St. Paul, Minnesota, em 1980, o falecido arquiteto Donald Smith, do SOM, declarou à revista Architectural Record: “Devemos reorientar nossa atenção para o centro das cidades para salvá-las.”
As palavras de Smith mostraram-se proféticas, porém não da maneira que ele esperava.
No mês passado, o Town Square — agora conhecido como UBS Plaza — chamou a atenção do mundo inteiro quando um guaxinim franzino e obstinado escalou os 25 andares de sua torre sul.
Uma casa da moeda que se tornou o palácio de governo do Chile. Um pavilhão em Paris que se transformou em um museu infantil. A primeira obra do movimento moderno no Chile e um revolucionário plano diretor urbano que nunca se materializou.
Estes e outros casos em nossa seleção de clássicos da arquitetura chilena, explicados através de suas plantas.
Em 2011, foi apresentado à UNESCO um plano de melhoria para o Centro Histórico da Cidade do México para os anos de 2011 a 2016. O projeto foi proposto como um plano conjunto entre a sociedade civil, a iniciativa privada e o governo, o que resultou na melhoria de grande parte do centro histórico e na recuperação social e material de muitos imóveis do bairro.
O legado arquitetônico da Cidade do México se estende para além do Centro Histórico e, embora o plano inicial tenha beneficiado enormemente essa região, ainda existem muitos edifícios sem intervenção dentro e fora da Colonia Centro. Após o terremoto que sacudiu o México em 2017, os edifícios danificados passaram a engrossar a lista daqueles que já estavam em desuso, abandonados ou em avançado estado de degradação, espalhados por toda a Cidade do México.
Entre todos eles, destacamos aqueles cuja reabilitação e posterior reutilização gerariam um maior impacto na região onde se encontram, com base em seu valor simbólico, arquitetônico e material.
'Territórios e habitação' é um projeto dos arquitetos Alberto Kalach e Carlos Zedillo, que explora as visões em grande escala de diferentes regiões do país, como Yucatán, Vale de Oaxaca, Eixo Neovulcânico e Bacia do México, com as quais propõem organizar o território nacional em apenas três áreas: naturais, agrícolas e urbanas.
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em ensaios fotográficos urbanos e arquitetônicos, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todas essas imagens revelam uma abordagem intencionada e até mesmo crítica de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades, relacionando os novos edifícios e espaços urbanos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto da fotografia aérea, é indispensável lembrar Saúl Orduz e Rudolf Schrimpff. Embora os temas retratados pelas lentes desses dois fotógrafos-aviadores tenham sido amplos e variados, seus registros em sobrevoos pela cidade são muito numerosos e compõem uma consistente produção de imagens da cidade moderna em plena transformação. Esse acervo permite compreender o desenvolvimento urbano, bem como a inserção e a relação de diferentes edifícios e espaços urbanos modernos com o seu entorno.
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Vista noturna da Europa Ocidental: Inglaterra (canto superior direito), Paris (cidade brilhante perto do centro da imagem) e Bélgica e Holanda (centro-direito do quadro). Imagem cortesia da Earth Science and Remote Sensing Unit, NASA Johnson Space Center
Imagens de satélite da Terra à noite resultam em fotos fascinantes e belas. No entanto, elas também nos confrontam com uma forma crescente de poluição. Por que desperdiçamos tanta energia para iluminar o espaço sideral quando só precisamos de luz no chão? Dados de satélite de alta resolução agora oferecem análises detalhadas sobre como os seres humanos têm moldado a noite, e esses sistemas de observação da Terra estão prestes a reformular nosso planejamento urbano. Eles podem se tornar parte integrante do desenvolvimento e controle de projetos, já que muitos fenômenos ecológicos, políticos e sociais peculiares se tornam evidentes com um olhar mais atento às imagens noturnas do nosso planeta.
Cortesia de MGA. Imagem da reinterpretação do Empire State Building em construção com madeira engenheirada pela MGA
Fachadas de aço e concreto dominam as paisagens urbanas contemporâneas há gerações. No entanto, à medida que as pressões das mudanças climáticas impõem novos desafios aos setores de projeto e construção, algumas empresas começam a apostar na madeira engenheirada (mass timber) como o material de construção do futuro. Mas seria possível utilizá-la em estruturas tão complexas quanto arranha-céus?
Como em qualquer setor, a maior parte das habilidades na construção civil é adquirida por meio de anos de prática e resolução de problemas cotidianos, indo muito além do que é ensinado em sala de aula. Para recém-formados/as em arquitetura, interagir com empreiteiros/as, engenheiros/as e construtores/as durante suas primeiras visitas à obra pode parecer intimidador, especialmente por ser o primeiro contato com a prática profissional real.
Entre os muitos aprendizados adquiridos no canteiro de obras estão as terminologias utilizadas pelas equipes de execução, que nem sempre são abordadas na faculdade. Embora um dicionário de arquitetura pareça ser a solução ideal, carregar um livro com mais de 25.000 verbetes — como o clássico Dictionary of Architecture and Construction de Cyril M. Harris — não seria a opção mais prática para o dia a dia da obra. Por isso, reunimos uma seleção de 50 termos e conceitos de construção com os quais todo/a arquiteto/a se deparará pelo menos uma vez ao longo de sua trajetória profissional.