Estamos passando por um período de transição demográfica, e isso, todos nós já sabemos. O crescimento da população acima de 60 anos vem sendo exponencial, entretanto, não é apenas o aumento demográfico que deve ser considerado, mas também o novo perfil dessas pessoas – afinal, não se faz mais idosos como antigamente.
Michael Sorkin costumava considerar a crítica como “uma profissão de serviço”, destacando a capacidade do campo de moldar a opinião pública e a direção da arquitetura em geral. A crítica de arquitetura intelectualmente expansiva não apenas avalia os méritos e deficiências de um projeto, mas revela como os edifícios estão situados em relação à história e à teoria e como eles contribuem para os dilemas econômicos, sociais e ambientais atuais. A seguir, entramos no campo da crítica de arquitetura, destacando algumas de suas figuras-chave e refletindo sobre como esse papel mudou com o surgimento das mídias digitais.
Por mais de um século, uma feira de rua conhecida como "The Blue" foi o coração pulsante de Bermondsey, no sudeste de Londres. No passado, aos sábados, centenas de pessoas se dirigiam ao bairro histórico — uma região cujas raízes remontam ao século XI, quando servia de rota de peregrinação para a Abadia de Bermondsey. Os frequentadores costumavam comprar produtos de mais de 200 barracas conhecidas por vender de tudo. "É possível comprar qualquer coisa no The Blue" era o ditado popular local.
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Gêmeo Digital. Imagem via Shutterstock/Videoflow
O surgimento do fenômeno do "gêmeo digital" anunciou uma grande mudança em termos de planejamento urbano. Ele apresenta essencialmente a cidade como dinâmica, de forma virtual. Garante que todos os elementos do tecido histórico, novas construções e transporte público sejam contabilizados em um modelo tridimensional. Não só apresenta elementos-chave em termos de paisagem, como também engloba condições muitas vezes esquecidas, como a presença de luz ao longo do dia, sombreamento e vegetação. Tudo isso contribui para um melhor processo de análise do território.
Como parte da programação cultural da semana de arte que ocorreu na Cidade do México, a PEANA apresenta a exposição "Por debajo del árbol" no Taller de Arquitectura de Agustín Hernández, que abre suas portas ao público pela primeira vez para reunir obras contemporâneas de quinze artistas em diálogo com o universo de Agustín Hernández. A mostra tem curadoria de Ana Pérez Escoto e Carlota Pérez-Jofre e permanecerá aberta de 10 de fevereiro a 4 de março.
Formar-se em arquitetura costuma vir acompanhado da expectativa de trabalhar em um escritório das 9h às 18h. No entanto, a realidade é que muitos/as recém-formados/as estão se aventurando em carreiras diversificadas e explorando campos como fotografia de arquitetura, escrita, renderização, cenografia e gerenciamento de projetos. Neste Editor's Talk, o/a fundador/a e editor/a-chefe do ArchDaily, o/a diretor/a de desenvolvimento de produtos de software, os/as editores/as executivos/as e o/a editor/a de redes sociais compartilham suas experiências de graduação em arquitetura e como acabaram explorando caminhos profissionais diferentes, porém altamente complementares, provando que a prática da arquitetura vai muito além de projetar espaços físicos construídos.
A Dra. Steffi Burkhart conhece bem a geração millennial. Ela sabe — ou, pelo menos, tem uma opinião muito bem fundamentada e profundamente pesquisada — como essas pessoas querem viver e trabalhar. Considerando que os/as millennials – comumente identificados/as como as pessoas nascidas entre o início dos anos 1980 e meados dos anos 1990 – em breve dominarão a força de trabalho, compreender suas necessidades e aspirações profissionais e pessoais é uma informação valiosa. Isso é vital para empresas, cidades e países que desejam atrair e empregar de maneira produtiva os melhores talentos dessa geração.
A Boss Design defende que o escritório não é mais um espaço de trabalho baseado na rotina, mas sim um espaço de destino impulsionado por um propósito. Imagem cortesia de Boss Design
As exigências e expectativas em relação ao ambiente de trabalho mudaram drasticamente nos últimos dois anos. O próprio propósito do escritório está sendo reescrito, e seu papel e função, redefinidos. Mark Barrell, Diretor de Design da fabricante global de mobiliário Boss Design, argumenta que o avanço do trabalho híbrido — modelo adotado por 80% dos clientes da Boss — significa que os escritórios devem se transformar em "espaços de destino", ou melhor, em uma série de diferentes espaços de destino.
Delft Hotel Interiors. Imagem via Frame Magazine utilizada sob os termos de "fair use"
Nos últimos anos houve um clamor significativo em torno dos hábitos e impactos da geração millennial. Manchetes como "millennials são o motivo de não usarmos mais guardanapos" ou "os millennials estão matando o mercado imobiliário" eram comuns. Depois de serem culpados pela morte de praticamente qualquer coisa, a força de trabalho millennial se afastou dos holofotes para abrir caminho para a próximo geração, a Geração Z, ou "Gen Z", que segundo muitos acreditam deve gerar perturbações significativas na sociedade, incluindo a arquitetura e o design.
Seria possível um espaço ser um e muitos ao mesmo tempo? Sob o nome Mínimo Múltiplo Comum, Estudio BNAA projetou um espaço de superfícies mínimas, comumente utilizado para fins comerciais ou escritórios, com a particularidade de poder se transformar em múltiplos espaços ao mesmo tempo. Localizado em San Luis, Argentina, trata-se de um projeto que faz referência ao conceito matemático (MMC), mas sob outra perspectiva e função, combinando movimento, flexibilidade e o uso do magnetismo como sistema construtivo.
Todos os aspectos da sociedade estão se tornando cada vez mais digitais. A interconexão e velocidade com que somos capazes de pesquisar e transferir informações nos deixaram acostumados a explorar novas maneiras pelas quais a tecnologia pode impactar nossas vidas. Nos últimos anos, a ascensão do bitcoin, do blockchain e agora do metaverso, fez com que arquitetos e designers reconsiderassem a noção de espaço físico e virtual. Mas, além disso, existe um "meio-termo" entre os espaços que serão projetados para receber o escapismo tecnológico que o metaverso e a web3 oferecem. Embora esses mundos virtuais estejam na fronteira da digitalização de tudo, os arquitetos desempenharão um enorme papel na concepção dos espaços físicos do mundo real que podem suportá-los.
Ao projetar o espaço interno de uma residência, é comum cometer o erro de não dar a devida importância ao piso. Frequentemente, a prioridade costuma ser as paredes, o mobiliário e a iluminação, sem levar em conta essa grande superfície que, com sua textura e aparência, pode definir a percepção, o caráter e o estilo de um ambiente. No entanto, para além do seu valor estético, a resistência do piso é indispensável – afinal, os móveis ou a decoração podem mudar com frequência, mas o revestimento deve permanecer em bom estado por anos. Isso se aplica especialmente no caso da cozinha, considerando que é uma das áreas da casa que mais sofre com o uso intenso, o tráfego e o desgaste.
Massimo Paolini compartilha conosco o seguinte artigo, publicado originalmente no El Salto, trazendo novas reflexões sobre a mobilidade urbana no futuro das cidades.
A visualização em tempo real é utilizada para gerar renderizações com excelente qualidade visual a partir de um modelo BIM ou CAD. Ao ser integrada ao fluxo de trabalho de projeto, ela também facilita a colaboração e permite que todas as partes envolvidas em um projeto de arquitetura participem ativamente ao longo de todo o processo de desenvolvimento.
A seguir, apresentamos cinco maneiras pelas quais a integração da visualização em tempo real pode proporcionar uma compreensão completa do projeto em suas diversas etapas.
À medida que as discussões sobre a forma como trabalhamos avançam para além das preocupações iniciais da pandemia e de formatos híbridos, remotos ou do chamado escritório tradicional, tanto empregadores quanto profissionais continuam a reavaliar as necessidades de bem-estar mental no cenário pós-pandemia. Embora existam diversos tipos de ambientes de trabalho e necessidades profissionais que devem ser tratados de forma distinta (indo muito além dos profissionais de escritório ou do conhecimento), tanto no âmbito do design quanto das políticas corporativas, um modelo específico e recente vem despontando nos últimos anos. Trata-se de uma proposta observada, até o momento, em alguns escritórios japoneses singulares que, apesar de pequena escala, desafiam as convenções vigentes.
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Ecologic Pavilion In Alsace / Studio 1984. Image Cortesia de Studio 1984
O conceito de upcycling refere-se a pegar um item que seria considerado resíduo e melhorá-lo de forma a torná-lo útil novamente, agregando valor e funcionalidades novas ao mesmo. Essa é uma palavra já comum em diversas indústrias, como da moda e mobiliário. Na construção civil este conceito também pode ser incorporado, fazendo recircular os resíduos que a própria indústria gera ou mesmo importando o que seria descartado de outras para serem processados e incorporados às construções. É este o caso de transformar os resíduos da agricultura em materiais de construção, trazendo um novo uso aos descartes, reduzindo a utilização de recursos naturais e criando produtos com excelentes características.
Os cosmopolitas se orgulham de seus locais culturais célebres, seus cronistas de perspicácia intelectual e suas façanhas arquitetônicas. Enquanto esses ícones se divertiam com os projetos ornamentados, a grandiosidade imersiva e a acústica marcante, a pandemia introduziu vários desafios às regras de aglomeração.
Reconhecendo as mudanças nos rituais de assistir a um espetáculo – do cortejo de entrada ao encontro e à aglomeração – arquitetos e líderes culturais estão projetando a próxima geração de teatros enquanto fazem a pergunta: como a arquitetura resolve questões pelo propósito inerente de um edifício? É possível manter a essência de um local por meio de mudanças suaves, mas eficazes, nos hábitos das pessoas? As respostas parecem depender da atualização da cultura do auditório (que remonta ao Coliseu) com soluções de projeto contemporâneas e enraizadas em novas tecnologias.
https://www.archdaily.com.br/pt/976861/como-serao-os-espacos-para-eventos-pos-pandemiaOsman Can Yerebakan
O piso é uma das maiores áreas de cobertura de um ambiente, e portanto, sua escolha passa por diversos critérios relacionados tanto a questões estéticas e de identidade visual, quanto questões técnicas de resistência e manutenção. É comum usar pisos diferentes para áreas com usos distintos e muitas vezes essa transição não é demarcada por paredes nem portas. A seguir, traremos dicas de como fazer essa transição de maneira harmônica quando não há um limite físico entre os pisos.
A luz serve a um propósito essencial na arquitetura: nos ajudar a ver. Seja através de métodos naturais ou artificiais, os ambientes devem ser iluminados adequadamente para que os ocupantes possam habitá-los com segurança e cumprir suas funções diárias. Quando o sistema certo é selecionado, a iluminação também pode contribuir para a eficiência energética e sustentabilidade no edifício como um todo. No entanto, para além do seu evidente valor funcional e ambiental, o projeto de iluminação pode ter um grande impacto no conforto visual e na atmosfera dos interiores, chamando a atenção para as texturas, realçando as cores e definindo os volumes. Portanto, das muitas peças envolvidas no design de interiores, a iluminação é certamente aquela que pode melhorar ou destruir um espaço e até afetar o bem-estar dos usuários, razão pela qual deve ser considerada um elemento crucial do design por si só.
Para algumas pessoas pendurar quadros nem sempre é uma tarefa fácil, afinal, além das obras retratarem uma imagem que traduz parte da personalidade dos moradores, imaginar formas de composição que tornem o ambiente ainda mais agradável pode ser desafiador. Pensando nisso, trazemos aqui alguns exemplos e diretrizes que podem ser adotadas para facilitar o momento de criar uma exposição na sua casa.
Preservar e restaurar matas ciliares tem múltiplos benefícios para adaptação e resiliência climática. Na foto, Rio Atibaia, em Campinas. Foto: Renan Pissolatti, WRI Brasil
O ano de 2022 vai colocar o Brasil na rota da transição econômica necessária para cumprir as metas climáticas e manter viável o objetivo de longo prazo de zerar as emissões líquidas até 2050? Ainda há uma janela de oportunidade para o mundo limitar o aquecimento a 1,5°C, mas a falta de ambição dos países até aqui tem tornado esse cenário cada vez mais custoso de alcançar. Cada ano que passa torna o cenário mais urgente e a ciência tem deixado claro que as decisões tomadas nesta década vão definir o equilíbrio climático do planeta.
https://www.archdaily.com.br/pt/975722/5-fatos-e-tendencias-que-vao-marcar-a-agenda-ambiental-no-brasil-em-2022WRI Brasil
A arquitetura há muito tempo é pensada pra simbolizar e venerar valores e crenças compartilhadas. Isso é especialmente verdadeiro no caso de catedrais e lugares de culto, estruturas que ultrapassam todas as fronteiras culturais, ambientais e econômicas. Essas construções abrangem o ritual e a reunião ao passo que exploram uma relação entre a experiência humana e o divino. Atualmente, as catedrais estão sendo reimaginadas pela vida contemporânea e por novas tradições de construção.
The Second Studio (anteriormente The Midnight Charette) é um podcast explícito sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela arquiteta Marina Bourderonnet e pelo arquiteto David Lee, o programa traz diferentes profissionais da área de criação em conversas sem roteiro que permitem reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios são entrevistas, enquanto outros trazem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações descontraídas sobre a vida cotidiana e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, Marina e David recebem Jason Somers, presidente e fundador da Crest Real Estate, para discutir o papel do/a despachante técnico/a de projetos, quando e por que contratar esse/a profissional, como ele/a pode ajudar na obtenção de alvarás de construção, os benefícios de elaborar análises de viabilidade de desenvolvimento imobiliário no início de um projeto, entre outros assuntos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134751/the-second-studio-podcast-entrevista-com-jason-somersThe Second Studio Podcast
As fachadas são o cartão de visitas de toda construção, é quando os visitantes constroem as primeiras impressões do ambiente que estão adentrando. Elas são também parte da construção que mais fica exposta à ação do tempo e da poluição das ruas, exigindo manutenção periódica. Neste texto trazemos dicas que podem ajudar na hora de reformar a frente de sua casa.