Caminha-se pela cidade. Território em constante movimento. É complexa e formada por um emaranhado infinito de anseios. Sejam eles para as diferentes construções de um novo lugar, físico ou não; mas também para a desconstrução de outros, que apesar de consolidados, são carregados de concepções de outrora. Neste meio de campo, há uma necessidade inevitável do sujeito na busca por localidades que permitam seu encontro com seus demais, para que possa existir uma possibilidade de expressão das diversidades existentes.
As cozinhas como conhecemos hoje têm como principal característica a funcionalidade e para isso seu espaço foi historicamente organizado a partir de uma lógica industrial. O desenvolvimento de eletrodomésticos e a definição precisa do layout garantem uma planta funcional e a otimização dos trabalhos na cozinha. Como parte desse layout encontramos as bancadas de trabalho, superfícies horizontais a meia altura que têm múltiplos usos e, portanto, muitas configurações possíveis.
Portas interiores são capazes de gerar privacidade, ruídos, separando salas e aprimorando a arquitetura de uma sala. Portanto, a fim de cumprir essas necessidades - e considerando que são usadas várias vezes por dia - as portas interiores devem ser duráveis e atemporais sem sacrificar a beleza e o estilo. Entre todas as opções que atendem a esses critérios, as portas pivotantes se destacam por causa de seu elegante movimento, estética e versatilidade. Com um design contemporâneo elegante que excede a função regular de uma porta tradicional, essas portas balançando giram em um eixo vertical com dobradiças quase invisíveis, assumindo qualquer tipo de decoração, uso e medição com infinitas possibilidades criativas.
Após um período prolongado de escassez cultural e intelectual conhecido como Idade das Trevas, a Europa precisava urgentemente de um renascimento. Um desejo crescente de estudar e imitar a própria natureza começou a surgir, com uma vontade descobrir e explorar o mundo. Entre 1400-1600, a Europa testemunhou um renascimento das belas artes, da pintura, da escultura e da arquitetura.
Antes do alvorecer do Renascimento, a Europa era dominada pela arquitetura gótica, ornamentada e assimétrica. O período inaugurou uma nova era da arquitetura após uma fase da arte gótica, com o surgimento do “Humanismo”: a ideia de dar muita importância à essência do individualismo e minimizar os temas religiosos. O efeito do Humanismo incluiu o surgimento da figura individual, maior realismo e atenção aos detalhes.
Ray working on a model for the Billy and Audrey Wilder House in 1950 (unbuilt).. Image Courtesy of Eames Office
Na esteira do aniversário de 80 anos do Eames Office, data marcada por uma exposição e por sneakers inspirados em Ray, o diretor Eames Demetrios falou ao Metropolis sobre a matriarca que continua inspirando o design.
Antes mesmo de nos habituarmos com o home office, alguns escritórios já estavam preocupados com o bem-estar de suas equipes e em como atrair novos talentos para trabalhar em seus espaços físicos. Nesse contexto, as salas de descompressão já haviam se tornado peças fundamentais no programa arquitetônico para demonstrar que a empresa está preocupada em estimular a convivência entre as pessoas, aliviar a pressão cotidiana e trazer momentos de prazer durante a jornada de trabalho. Hoje, quando muitos já retornaram aos escritórios, ambientes como esse se tornam cada vez mais fundamentais para garantir o bem-estar do funcionário, assim como melhorar seu rendimento.
Poucas estruturas são tão elegantes e engenhosas quanto as estufas. Construídas em grande parte com projetos simples e diretos, esses abrigos minimalistas criam espaços protegidos e iluminados que definem o clima interno. Dedicados ao cultivo de plantas, são projetos diversos que combinam programas e sistemas para enfatizar a sustentabilidade, educação e conservação. No fundo, as estufas dizem respeito à experiência e descoberta.
Foto: Valter Campanato | Agência Brasil, via CicloVivo
Ao mesmo tempo em que a tecnologia 5G está prestes a ser inaugurada nas grandes cidades, inserindo o Brasil em um seleto grupo de países com tecnologia avançada instalada, 35 milhões de pessoas ainda não têm acesso a água potável de qualidade e cem milhões sequer possuem o esgoto coletado em suas residências. Além disso, diariamente, um volume de esgoto equivalente a 5,3 mil piscinas olímpicas é despejado na natureza sem qualquer tratamento no país.
A empresa alemã baupal busca democratizar a arquitetura sustentável e personalizada através de uma ferramenta online. A empresa quer tornar o projeto de arquitetura, seus trâmites legais, as avaliações de custos e análises energéticas mais acessíveis e fáceis para construtores privados e projetos de pequeno porte. Baupal é um serviço online de construção que visa aproveitar processos digitais e estruturas de equipe eficientes para otimizar processos de projeto, planejamento e licenciamento para uma variedade de projetos de pequena escala.
Selecionado como um dos Melhores Novos Escritórios de 2021, Baupal é uma start-up sediada em Berlim fundada em 2020 por Constantin Schmidt-Thomé, Justus Menten e Max Schroeren com o objetivo de "simplificar o design e aplicativos de construção para os proprietários de residências e seus construtores". Com formação em finanças, empreendedorismo e arquitetura, a equipe quer transformar o processo de aprovação de projetos em uma experiência do cliente por meio de fluxos de trabalho digitais e transparentes. A empresa é especializada em reformas, ampliações e novas casas unifamiliares, além de fornecer serviços de construção para empresas do setor.
O recrutamento e a retenção de talentos são os maiores desafios para os escritórios de arquitetura. Por isso, para atrair profissionais qualificados/as que não apenas se alinhem à sua marca, mas também a elevem ao longo do tempo, é preciso investir em esforços de marketing, às vezes pensando fora da caixa.
O Pavilhão Turba Tol Hol-Hol Tol é um projeto coletivo liderado pela curadora Camila Marambio que propõe um caminho experimental para a conservação e a visibilização das turfeiras, um tipo de área úmida considerado o ecossistema natural mais eficiente no acúmulo de carbono na atmosfera e, no entanto, um dos menos pesquisados.
Apresentado pelo Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio e pelo Ministério das Relações Exteriores do Governo do Chile na 59ª Exposição Internacional de Arte - La Biennale di Venezia, com inauguração oficial neste 23 de abril, o projeto foi fruto de um trabalho colaborativo entre arte, ciência e saberes tradicionais, promovendo a pesquisa e a transição ecológica a partir das humanidades ambientais. Para isso, reuniu-se uma equipe multidisciplinar diversa: o artista sonoro Ariel Bustamante, a historiadora da arte Carla Macchiavello, a cineasta Dominga Sotomayor e o arquiteto Alfredo Thiermann.
Imagem de Maillarts Brücken (2001), de Heinz Emigholz.
A fotografia é historicamente utilizada para documentar a arquitetura. Já no primeiro registro fotográfico, o objeto capturado foi a propriedade do seu inventor, Joseph Nicéphore Niépce. Apesar de comumente vista sob a ótica de registro da verdadeira obra de arte (o edifício capturado), a fotografia arquitetônica, mais do que um instrumento a serviço dessas estruturas, é uma arte por si só e, dessa forma, possui linguagem e questões estéticas próprias.
Há muitos e muitos anos, tive a sorte de conseguir um emprego de verão com Robert A.M. Stern enquanto estava na pós-graduação. As novas memórias de Stern, Between Memory and Invention: My Journey in Architecture (MonacelliPress, 2022), motivaram minhas próprias mini-memórias, com alguns detalhes relevantes que não foram incluídos no livro.
Cheguei ao escritório no início do verão, pouco tempo após a dissolução da Stern & Hagmann e do divórcio de Bob. Encontrei dois futuros profissionais de arquitetura, uma secretária-recepcionista-contadora simpática, mas desorganizada, e Bob. O escritório cresceu ao longo daquele verão e nos anos seguintes — hoje, a equipe conta com mais de 200 pessoas, incluindo 16 sócios/as na Robert A.M. Stern Architects (também conhecida como RAMSA).
No dia 31 de março, comemora-se no Brasil o Dia da Saúde e da Nutrição, fatores que ganham cada vez mais notoriedade na sociedade em que vivemos. Após mais de dois anos vivendo os altos e baixos da pandemia de Covid-19 e nos deparando com a necessidade evidente de uma realidade mais saudável, ativa e comunitária, é importante refletirmos como a arquitetura e o urbanismo podem se tornar ferramentas de acesso a cotidianos mais saudáveis.
Como parte do festival de design de 14 dias realizado na Cidade do México, o SPACE10 apresentou a mostra “Deconstructed Home”, com o objetivo de levá-la a diferentes regiões do país. O projeto contou com a participação de cinco designers que, ao longo de seis semanas intensas de pesquisa e experimentação prática, identificaram e exploraram novas possibilidades e usos para o biomaterial de sua escolha.
A arquitetura inflável deu asas à imaginação de visionários ambientais de todos os tipos. De figuras como Buckminster Fuller ao grupo Ant Farm, as estruturas infláveis prometem libertar as pessoas das intempéries da natureza ou da tirania da arquitetura. Desenvolvidos originalmente pelas Forças Armadas dos EUA como coberturas para radares no Ártico, os infláveis foram adotados pela NASA antes que seus segredos fossem revelados ao público, que passou a utilizá-los para resolver os mais diversos problemas, desde a cobertura de piscinas até estádios.
Overall Winner- Shadow Housing- Jeffrey Liu and Haylie Chan. Image Courtesy of Arch Out Loud
Uma casa, ou lar, é talvez a tipologia arquitetônica mais importante de nossas vidas. Como um lugar de intimidade e segurança, nossa casa é um mundo à parte e um espaço de pausa, descanso e relaxamento. Historicamente, nossos lares também são geridos por uma rotina, seja pela horários que desempenhamos nossas tarefas corriqueiras ou ainda na maneira como utilizamos os cômodos da casa para realizar estas atividades. É um hábito dormir sempre no mesmo quarto e passar a maior parte do tempo na sala de estar assim como o lugar de preparar a comida é a cozinha e de comer a sala de jantar.
A oportunidade de reimaginar um terreno de 1,8 hectare (4,5 acres) em uma grande cidade norte-americana, contendo tanto edifícios históricos a serem preservados quanto lotes destinados ao desenvolvimento, é rara. Para a equipe por trás do 5M, um projeto em um ponto de articulação no centro de San Francisco, essa perspectiva trouxe um potencial empolgante de engajamento com todos os aspectos de desenvolvimento comunitário e placemaking. Concluído pelo SITELAB, KPF e diversos outros escritórios, o 5M revela uma área central transformada e de uso misto após um processo de uma década.
Por muito tempo mulheres tiveram suas produções excluídas e apagadas em áreas com como engenharia, arquitetura e design. Há e sempre existiram mulheres arquitetas, planejadoras e políticas urbanas inspiradoras, mas em todo o mundo, as profissões de ambiente construído – e em particular seus escalões superiores – permanecem fortemente dominadas por homens, mais do que outras esferas, como educação ou saúde.
El poder de la Data - Mirador. Image Cortesía de Online Lab of Architecture (OLA)
O Poder dos Dados (originalmente "El poder de la Data") é uma exposição criada em um edifício virtual, concebido por geometrias tridimensionais baseadas em vários algoritmos de inteligência artificial. O projeto foi criado pela equipe de arquitetos pesquisadores da OLA (Online Lab of Architecture) formada por Jennifer Durand (Peru), Daniel Escobar (Colômbia), Claudia Garcia (Espanha), Giovanna Pillaca (Peru) e Jose Luis Vintimilla (Equador).
Ficou para trás a época dos banheiros simples e sem personalidade. O que antes eram pequenos cômodos dedicados exclusivamente à funcionalidade e à privacidade transformou-se, nos últimos anos, em espaços de relaxamento que priorizam o bem-estar, permitem escapar do mundo exterior e adotam novas tendências do design contemporâneo. Assim, seja com uma abordagem clássica ou ousada, hoje vemos banheiros mais expressivos, coloridos, que integram tecnologia e visam à sustentabilidade. Com isso, é cada vez mais comum romper com o esquema tradicional e se afastar da imagem de um espaço completamente branco, sem um design singular e intencional.
A arquitetura traz em si um forte arquétipo, no qual o propósito parece ser maior do que ela mesma. Floreada por uma imagem poética, seus profissionais refletem o símbolo de grandes inventores, que concebem o espaço e fundam novas formas de viver na sociedade. Sem dúvidas um ofício sedutor e que, certamente, influencia o cotidiano de qualquer cultura. No entanto, é cada vez mais marcada por ilusões e desapontamentos, num mercado que parece paulatinamente se distanciar da teoria e se fechar nos nichos que ele mesmo cria. Sob uma competição cada vez maior, sem resultar numa qualidade significativa do que é produzido, trabalhar com arquitetura se reflete gradualmente em frustrações e insegurança.
Como uma das primeiras etapas na elaboração de um projeto arquitetônico, o estudo da legislação vigente no terreno é de suma importância para o êxito da proposta. Por meio de cálculos e restrições, as leis de zoneamento apresentam limites a serem considerados no projeto que, consequentemente, instigam os arquitetos a pensarem em soluções inteligentes, lidando de maneira prática e criativa com tais limitações.
Esses parâmetros são ditados pelo poder público e têm como objetivo frear, manter ou acelerar o crescimento urbano de determinada porção da cidade. São normas que estabelecem diretrizes para a ocupação do solo delimitando a porcentagem de área construída, recuos, afastamentos, permeabilidade do terreno, entre outros.
Abordando temáticas que envolvem a memória, o esquecimento e o gênero, a artista plástica e muralista argentina Mariela Ajras leva sua arte às paredes de diversas cidades do mundo, como Barcelona, Valencia, Salamanca, Cidade do México, Bogotá, Montevidéu, Buenos Aires, entre tantas outras. Com formação em psicologia, ela já participou de diversos festivais de arte urbana, exposições, feiras e projetos de arte pública, sendo um dos maiores murais da Cidade de Buenos Aires aquele que desenvolveu para o projeto “Corredor de la Memoria”, em comemoração aos 25 anos do atentado à AMIA.