Um dos elementos de mais afinidade entre arquitetura e cinema é o projeto cenográfico. O cenógrafo, assim como o arquiteto, parte de um conceito para elaborar espaços com uma finalidade. O arquiteto projeta espaços para a vivência e o cenógrafo projeta os espaços pra contar histórias. Muitos arquitetos trabalham com cenografia em razão da afinidade que as atividades apresentam.
Os municípios, assim como as pessoas, são dinâmicos e vão se transformando para acompanhar e se adaptar às mudanças sociais, econômicas e ambientais de seu tempo. Da mesma forma, a visão sobre como a cidade ideal deveria ser planejada foi sendo influenciada pela realidade e pelo pensamento vigente de cada época.
Daniel Libeskind (n. 1946, Lodz, Polônia) estudou arquitetura na Cooper Union em Nova York, graduou-se em 1970 e recebeu seu diploma de pós-graduação na Universidade de Essex, na Inglaterra, em 1972. Enquanto seguia a carreira de professor, ganhou o concurso internacional de 1989 para projetar o Museu Judaico em Berlim, antes mesmo de construir um único edifício. Ele então, mudou-se com sua família para lá estabelecendo um escritório com sua esposa Nina e dedicou a próxima década à conclusão do museu que abriu em 2001. O projeto levou a uma série de outras comissões de museus que exploraram noções como memória e história na arquitetura.
O final do século XIX nas Américas é marcado por uma onda de disputas históricas e transformações políticas que têm como pano de fundo a busca por uma identidade nacional. A época registra uma série de conflitos e disputas pelas independências daqueles que hoje conhecemos como países e repúblicas soberanas. É neste contexto que surgem os movimentos pan-americanos, ou ainda hispano-americanos, que, apesar de terem influências políticas variadas e distintas entre si, almejavam uma unificação de todos os territórios do continente Americano.
Do revestimento externo ao sistema estrutural, um edifício é feito de muitas camadas. Assim como o corpo humano, muitas delas - que tendem a ser os componentes mais cruciais e funcionais - permanecem invisíveis pelo público, cobertas com características estéticas. Entre todos os elementos ocultos, todos os edifícios incluem chapas usadas para servir vários propósitos principais: proteger o chão, paredes, telhados e tetos, fortalecendo a estrutura contra forças internas e externas, dando à edificação solidez.
A madeira é o material mais comum para este revestimento, com Oriented strand board (OSB), geralmente sendo a melhor escolha. Mas por quê? Feitas por lascas de madeira coladas e comprimidas com adesivos curados pelo calor, placas OSB são leves, flexíveis, fortes, versáteis e totalmente recicláveis. Também se destacam resistindo à deflexão, deformação e distorção, além de oferecer algum isolamento térmico e acústico. No entanto, além de seu bom desempenho e propriedades mecânicas, o OSB é especialmente conhecido por ser mais barato do que outras alternativas, economizando drasticamente custos e o tempo. De fato, este painel estrutural pode ser de U$ 3 a U$ 5 mais barato do que o compensado, o que explica por que muitas vezes é considerado seu substituto de baixo custo.
The Chrysler Building - Interior, Manhattan, New York . Imagem Cortesia de Dorff / Wikicommons CC BY-SA 3.0
Art Deco ou Arts Décoratifs originou na década de 1920, após a Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernesrealizada em Paris (1925). No entanto, somente na década de 1930 o movimento ganhou força na Europa e nos EUA, ampliando o Art Deco e abrangendo todos os elementos da arte decorativa, incluindo mobiliários, design de interiores, joias e arquitetura. Sua popularidade decorre de suas origens únicas. Em vez de um movimento de design impulsionado por forças políticas ou filosóficas, ele foi criado pelo desejo de uma mudança glamourosa e atraente, um reflexo da era de ouro em Hollywood e um boom econômico generalizado.
Caracterizado por sua decadência, rica aplicação de cores e formas geométricas, o movimento é influenciado pela descoberta de artefatos de civilizações antigas e pela introdução e admiração do automóvel. Como um movimento fortemente influído por aspectos em voga, procurou criar uma forma de modernidade luxuosa, a um passo de uma arquitetura mais tradicional, enfatizando elementos artesanais e projetados individualmente, raramente produzidos em massa.
As cidades litorâneas sempre foram um ponto de atração para moradores, turistas e empresas. Além das características estéticas, a proximidade com o mar tornou estas cidades um foco de transporte marítimo com a construção de portos, bem como polos de atividades recreativas e aquícolas. No entanto, nas últimas décadas, essas regiões têm sido ameaçadas pelo aumento dos níveis de água, inundações e ciclones recorrentes, juntamente com outros desastres naturais que puseram em perigo suas comunidades, colocando sua população, ecossistema e ambiente construído em risco.
Imagem: Stewie811/Flickr. Cortesia de Caos Planejado
Em condições normais, a maioria das pessoas gosta de viver em lugares com fácil acesso à sua vida cotidiana. É bom poder levar seus filhos a pé para o jardim de infância e é mais fácil manter uma vida social quando muitos de seus amigos moram na mesma rua que você. Quando você fica sem sabão, você é grato por poder reabastecer na mercearia no andar de baixo, ao invés de ter que dirigir 20 minutos até o supermercado.
Em preparação para o Disrupt Symposium, à medida que se aproxima o lançamento da conferência, planejado para o dia 1º de maio, conversei com Krista Kim, artista contemporânea e fundadora do movimento Techism, cujo trabalho explora o conceito de consciência digital. Seu interesse pela tecnologia digital e por seus efeitos revolucionários na percepção humana, na mídia, nas estruturas sociais e na comunicação a levou a trabalhar tanto no ambiente digital quanto no físico.
Comparados ao Ocidente e Oriente, a consciência e o conhecimento da arquitetura da África subsaariana - África ao sul do deserto do Saara - são escassos. Um novo livro pretende mitigar esse descuido, e é uma conquista significativa. Architectural Guide Sub-Saharan Africa (editora DOM, 2021), organizado por Philipp Meuser, Adil Dalbai e Livingstone Mukasa, levou mais de seis anos para ser elaborado. O guia de sete volumes apresenta a arquitetura nos 49 estados-nação subsaarianos do continente, inclui contribuições de cerca de 340 autores, 5.000 fotos, mais de 850 edifícios e 49 artigos expressamente dedicados a teorizar a arquitetura africana em seus aspectos sociais, econômicos, históricos e contexto cultural. Entrevistei dois dos editores — Adil Dalbai, pesquisador e arquiteto praticante especializado na África subsaariana, e Livingstone Mukasa, um arquiteto nativo de Uganda interessado nas interseções entre a história da arquitetura e a antropologia cultural — sobre os desafios de criar o guia, algumas de suas revelações sobre a arquitetura da África e seu impacto potencial.
https://www.archdaily.com.br/pt/979567/um-novo-guia-abrangente-sobre-a-arquitetura-da-africa-subsaarianaMichael J. Crosbie
Empresas de todos os portes, grandes ou pequenas, enfrentaram desafios sem precedentes nos últimos anos — no entanto, um dos desdobramentos positivos da pandemia global é a consolidação da ideia de que o trabalho pode ser realizado de qualquer lugar do mundo. Embora a dinâmica de trabalho tenha mudado, as expectativas continuam as mesmas. As equipes precisam atuar com a mesma rapidez, eficiência e segurança de quando compartilhavam o mesmo espaço físico. Cabe agora ao setor de TI responder a esse desafio com soluções adequadas para atender às novas demandas de uma força de trabalho híbrida. O trabalho remoto — e a colaboração remota — vieram para ficar.
Casa Estudio Refugio Urbano / Estudio Berzero Jaros. Imagem
Embora muitas das residências construídas durante o movimento moderno, como ensaios projetuais sobre os novos modos de morar, tenham fomentado o surgimento precoce de "híbridos programáticos", associando habitualmente as moradias de artistas, pintores/as ou arquitetos/as com seus espaços de trabalho – basta lembrar, por exemplo, o ateliê que Le Corbusier projetou para o pintor Amédée Ozenfant em 1922 –, atualmente, os novos modelos de trabalho e a hiperconectividade favoreceram ainda mais o desenvolvimento de uma nova tipologia que considera que os espaços de trabalho podem fazer parte da arquitetura de caráter residencial. Arquitetos/as, escritores/as, fotógrafos/as, designers e pintores/as escolhem, cada vez com maior frequência, integrar seus estúdios e ateliês às suas residências, fusionando em um único conjunto o habitar com o trabalhar .
A seleção curada desta semana de Melhor Arquitetura Não Construída destaca projetos educacionais e culturais enviados pela comunidade do ArchDaily. A partir de exemplos de diversas partes do mundo, o artigo explora como esses espaços de conhecimento e descoberta são projetados para inspirar e informar.
Com um museu monolítico em Portugal, um centro de patrimônio digital com fachada de mídia na Coreia e um centro de pesquisa em mobilidade na Turquia, esta seleção abrange vários tipos de espaços educacionais e culturais, bem como diferentes abordagens em relação ao ambiente construído ou natural. Os projetos a seguir revelam as ideias que moldam os espaços de conhecimento em diferentes contextos, ilustrando diversas abordagens sobre o que constitui uma instituição cultural.
Embora o novo livro de Stephen Zacks, G.H. Hovagimyan: Situationist Funhouse, seja ostensivamente sobre a vida e a obra do artista, há um subtexto intrigante e aparentemente oportuno pairando ao fundo: o complexo papel da arte e da cultura no desenvolvimento e redesenvolvimento das cidades. Trata-se de uma questão complexa e por vezes tensa, propensa a um pensamento simplista, até mesmo binário. Zacks, amigo e ex-colega na revista Metropolis, sempre teve uma visão mais sutil do assunto. Na semana passada, entrei em contato com ele para conversar sobre a obra de Hovagimyan, as lições históricas da Nova York dos anos 1970 e os motivos pelos quais a "gentrificação" precisa de um novo nome.
Após os primeiros anos de atuação no mercado, Ben van Berkel e Caroline Bos rebatizaram seu escritório de arquitetura como UNStudio. Abreviação de United Network Studio, a mudança de nome é emblemática da natureza colaborativa e baseada em conhecimento da empresa, que hoje se expandiu para seis escritórios em todo o mundo.
Costuma-se dizer que só percebemos se o/a arquiteto/a considerou a acústica de um espaço quando isso não foi feito. Pense em interiores de restaurantes altamente instagramáveis, mas nos quais é impossível ouvir o que a pessoa do outro lado da mesa está dizendo.
Durante muito tempo, o tratamento acústico recebeu pouca ou nenhuma atenção na formação acadêmica em arquitetura. As coisas podem estar mudando, mas — para a sorte de empresas como a suíça Impact Acoustic — ainda há uma clara necessidade de provedores de soluções com sensibilidade arquitetônica que priorizam, acima de tudo, a redução de ruídos.
Para quem você projeta uma cidade? Dificilmente sua resposta terá em mente um bebê ou uma criança de até seis anos de idade, período que define a primeira infância. No entanto, são diversas as diretrizes e ações que podem ser tomadas para incluir esse público no planejamento urbano. Afinal, é nesse momento que começam as primeiras relações de um cidadão com a urbanidade e é fundamental que haja o melhor acolhimento possível.
https://www.archdaily.com.br/pt/979805/como-desenvolver-bairros-amigaveis-a-primeira-infanciaArchDaily Team
As impressoras de grande formato HP DesignJet foram projetadas para simplificar as necessidades de impressão dos profissionais do ecossistema da construção (arquitetos/as, engenheiros/as, construtores/as e subcontratados/as), ao mesmo tempo que oferecem impressões rápidas e de alta qualidade a um baixo custo.
O Snøhetta foi fundado com base nos três pilares principais do desenvolvimento sustentável estabelecidos pela Comissão Brundtland da Organização das Nações Unidas em 1987: crescimento econômico, proteção ambiental e igualdade social. Suas operações, fortemente pautadas por valores e propósitos, expandiram-se desde então para 330 profissionais em sete escritórios pelo mundo — desde sua cidade natal, Oslo, até Adelaide, Hong Kong, Paris e Innsbruck, além de seus escritórios parceiros em Nova York e São Francisco.
Com uma extensão territorial de mais de 8,5 milhões de km², o Brasil é um país com enorme diversidade geográfica e climas que variam a cada região. Isso significa que as estratégias de ventilação natural na arquitetura devem ser analisadas a partir das especificidades locais, o que implica na análise do relevo, clima, entorno e das variações das condições de vento, além do estudo do projeto arquitetônico em si.
San Diego é uma cidade intrinsecamente ligada ao oceano. Desse modo, sua arquitetura responde a uma variedade de influências culturais e condições naturais. Lar de estilos arquitetônicos diversos e distintos, San Diego abriga desde residências vitorianas no estilo Queen Anne e bangalôs craftsman até estruturas de estilo neocolonial espanhol. Além de obras monumentais como o Salk Institute e a Geisel Library, San Diego também abriga uma série de projetos contemporâneos, tanto culturais quanto residenciais.
Como o Desenho Universal pode superar as divisões que deixaram tantas pessoas nos Estados Unidos isoladas em suas próprias comunidades? Em sua mais recente exposição, o Center for Architecture de Manhattan propõe uma “reconfiguração”. Em cartaz até 3 de setembro, Reset: Towards a New Commons apresenta projetos que “incentivam novos modos de vida colaborativa” e “abordagens mais holísticas de inclusão”.
Às vezes, neste mercado chamado design, basta uma única ideia inteligente para dar o pontapé inicial. Um momento de inspiração — uma lâmpada que se acende, por assim dizer. Um produto que traz algo inovador e oportuno, oferecendo aos clientes algo que eles nem sabiam que precisavam, mas que agora certamente desejam. Isso, no entanto, é apenas o início de uma jornada. Depois que o burburinho inicial passa, como transformar esse produto de sucesso em um negócio robusto, sustentável e com impacto que vá além de sua revolução inicial?
Você já parou para pensar que, praticamente todas as cidades do mundo, desde os primórdios da humanidade, foram e continuam sendo criadas e pensadas por homens? Do planejamento urbano ao desenho dos edifícios, dos transportes públicos às cadeiras – as mulheres pouco fizeram parte do processo de criação de tudo que nos rodeia.