Como uma bela pintura, as janelas revelam os interiores e emolduram paisagens que conectam as pessoas ao mundo exterior, direcionando nosso olhar para o que realmente importa. Contudo, além de emoldurar vistas e facilitar a comunicação visual, as janelas desempenham múltiplas funções essenciais que as tornam componentes vitais em qualquer projeto. Elas iluminam as casas com os raios solares, proporcionam ventilação natural, filtram a luz, isolam contra o frio e o calor, barram a água e garantem proteção. Como a maioria dos/as profissionais de design concordaria, o fechamento em vidro também desempenha um papel estético crucial; seus materiais, estilo e dimensões certamente fazem uma diferença significativa na aparência de fachadas e espaços.
Assim como grande parte da cultura popular, durante muitos anos do século XX a divulgação da arquitetura era feita a partir de revistas vendidas em bancas de jornal e mercados, por onde via-se o que estava sendo construído, acompanhava-se as inovações tecnológicas e, de alguma forma, popularizavam-se as discussões arquitetônicas, levando-as para fora do ambiente acadêmico e elitista das universidades e congressos. Com a internet, o formato dessa informação mudou e encontrou novas maneiras de acessar a população. As redes sociais e os sites especializados se tornaram importantes meios de divulgação de informações e serviços e conseguiram expandir o acesso das pessoas às questões da arquitetura. Hoje, em todas as grandes redes sociais há perfis dedicados exclusivamente à arquitetura, adequando a cada veículo o tipo de conteúdo divulgado.
As dependências de empregada estão com “os dias contados”, apesar de ainda encontrarem lugar nos novos apartamentos de luxo. A informação é de uma reportagem publicada na Folha de S. Paulo em março deste ano que diz que em 2018 menos de 1% das trabalhadoras domésticas, em sua maioria mulheres negras, moravam nas dependências de seus empregadores — um número baixo quando comparado com os 12% de 1995. Com a diminuição das profissionais residentes na casa dos empregadores, o “quartinho de empregada” estaria aos poucos deixando de fazer parte das plantas de arquitetura dos edifícios habitacionais brasileiros.
Oferecendo níveis de produtividade 50% mais altos em comparação com os modelos anteriores, a HP apresenta sua nova gama de soluções de impressão de grande formato HP Latex. A série é composta por quatro dispositivos – as HP Latex 700 e 800, e as HP Latex 700W e 800W –, que oferecem a capacidade de impressão com tinta branca pela primeira vez nesta categoria. Os trabalhos de impressão realizados por esta nova série não apenas apresentarão cores mais brilhantes e detalhes mais refinados, mas também serão executados a velocidades de impressão ainda mais rápidas, alcançando até 36 m² por hora.
Além de renderizações hiper-realistas e representações precisas de como são os projetos após serem concluídos, as visualizações se tornaram ferramentas para comunicar atmosferas e emoções retratadas pelos arquitetos. O uso de diferentes mídias, combinando composições arquitetônicas, arte, iluminação e muitas vezes música, gerou um novo gênero de narrativa arquitetônica que mistura realidade com imaginação. À medida que o mundo mergulha em NFTs e experimenta tecnologias de ponta para criar ambientes digitais, as visualizações podem em breve se tornar "a nova realidade".
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com a artista visual Ceren Arslan sobre expandir a prática de arquitetura, seu processo criativo, seu último projeto EXIT e o que o futuro guarda para visualizações arquitetônicas.
Seja para demarcar uma mudança de direção, para destacar seus primeiros degraus ou enfatizar a sua própria presença em determinado ambiente, escadas que combinam dois ou mais materiais tendem a chamar a atenção pelos diálogos estabelecidos entre as características particulares de cada material. Concreto, aço e madeira são algumas das escolhas mais comuns na composição estrutural de escadas devido à sua alta resistência e versatilidade. Mas, quando combinados, esses diferentes materiais extrapolam as suas possibilidades individuais e revelam como o design pode ser adaptado às suas peculiaridades e às conexões entre si.
A combinação de texturas, cores e acabamentos entre materiais pode impulsionar inúmeras soluções criativas para esses elementos de circulação vertical, como pode ser visto na Casa da LÂM, do AD+studio e a Casa 9A, do 23o5Studio, caracterizadas por escadas com uma base bruta e robusta que se encontra com uma leve e elegante sequência de degraus. Já a composição inversa, uma base leve combinada a uma estrutura robusta de degraus, funciona de forma engenhosa na Casa Chulavista, de Luis Carbonell e na Casa Angatuba do escritório messina | rivas, onde a base leve de madeira é seguida por degraus de concreto aparente.
Ao examinarmos a tag 3d printing no ArchDaily é visível como essa tecnologia tem se desenvolvido rapidamente. Se nos primeiros anos observávamos o conceito como um futuro distante ou com exemplos em pequena escala, nestes últimos temos observado construções inteiras impressas e volumes cada vez mais complexos sendo produzidos. Desenvolvido através da leitura de um arquivo de computador, a manufatura aditiva com concreto - ou outro material construtivo - apresenta inúmeras dificuldades para proporcionar um processo eficiente e que possibilite que a técnica construtiva torne-se realmente massificada. O exemplo do pavilhão impresso pelo consórcio De Huizenprinters ilustra bem este processo.
As cidades têm um papel fundamental na busca por soluções e políticas para reduzir os problemas que resultam nas atuais mudanças climáticas globais. As áreas urbanas são, hoje, responsáveis por mais de 70% das emissões de dióxido de carbono (CO₂) — uma das principais causas do efeito estufa e de suas consequências para o meio ambiente e para a vida de todos.
A moradia sempre será um tema e desafio para os arquitetos. Pensá-la de forma que atenda a toda a população e em contextos mais precários é uma das tarefas mais complexas, e talvez impossíveis, de serem plenamente consolidadas. Cada lugar e família sempre colocarão pontos distintos de prioridade em um projeto, motivo pelo qual recorrer a um padrão de soluções não é o ideal. No entanto, diversas propostas apresentam possibilidades de intervenção que criam uma intricada costura entre os mais distintos fatores: infraestrutura básica, programa, desejos próprios, estética, orçamento. Por isso, reunimos aqui alguns exemplos brasileiros de habitações populares, que vão desde uma casa unifamiliar até grandes blocos residenciais.
Nos últimos dois anos, o metaverso vem ganhando destaque, levando os arquitetos a considerar suas implicações para nossa relação com o ambiente físico e como a arquitetura pode contribuir para este novo espaço virtual. A arquitetura no metaverso não é mais um assunto marginal, tendo sido abraçada por escritórios consolidados. "O metaverso é onde grande parte da ação e inovação arquitetônica acontecerá no futuro", diz Patrick Schumacher. Sem restrições físicas, propriedades materiais e custos de construção, o metaverso desbloqueou um novo reino de expressão arquitetônica. A seguir, apresentamos algumas das várias maneiras pelas quais a profissão se envolve com o campo em expansão dos ambientes digitais.
Em seu livro mais recente, Survival of the City, o economista Edward Glaeser faz um diagnóstico dos conflitos de interesses que permeiam o debate urbano. Segundo ele, há uma oposição essencial entre os insiders — moradores tradicionais, interessados na manutenção do status quo e na valorização de seus imóveis — e os outsiders — novos moradores, interessados em moradia acessível e novas alternativas de trabalho, consumo e espaço urbano.
https://www.archdaily.com.br/pt/980769/nimby-e-yimby-duas-visoes-da-cidadeAndrey Barbosa, Gabriel Nunes, Guilherme Pereira e Pedro Portes
Você sabe o que são fazendas urbanas? Já pensou em cultivar seu próprio alimento em casa no seu jardim ou em freezers especializados? O transporte de alimentos para consumo nas cidades é um dos grandes problemas de poluição ambiental (além de financeiro) do mundo hoje.
A designer de interiores e artista mexicana, Olga Hanono, foi convidada a apresentar sua mais recente exposição, DREAMVILLE, na La Biennale di Venezia Modigliani Opera Vision, de 1º de maio a 31 de julho de 2022. A coleção é inspirada na capacidade humana de sonhar, refletindo sobre os objetos imaginários que poderiam existir em um espaço onírico, juntamente com a variedade de cores e formas encontradas em estrelas, planetas e galáxias distantes. Hanono criou peças de arte e mobiliário utilizando materiais luxuosos não convencionais.
A maioria dos panfletos distribuídos pelo mercado imobiliário tendem a mostrar orgulhosamente um componente de seu programa: a varanda gourmet. Você já parou para pensar que talvez esses espaços, que normalmente são compostos com uma churrasqueira, falam mais sobre uma possível área de especulação do que a própria cultura do churrasco presente na vida do brasileiro?
https://www.archdaily.com.br/pt/949555/varanda-gourmetArchDaily Team
A quase sete quilômetros do verde do Parque Uhuru, no centro de Nairóbi, fica o assentamento informal de Kibera. É uma área cujo caráter urbano é composto por telhados de ferro ondulados, paredes de taipa e uma complicada rede de postes de energia. Kibera, neste momento, é um lugar bem conhecido. Muito já foi escrito e pesquisado sobre essa “cidade dentro de uma cidade”, desde suas questões de infraestrutura até sua navegação na pandemia do COVID-19.
A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas vencedoras de concursos e menções honrosas enviadas pela comunidade ArchDaily. De desenvolvimentos urbanos em grande escala a pequenas intervenções e instalações, este artigo apresenta uma seleção de projetos que participaram de concursos internacionais ou nacionais e receberam o reconhecimento de seus júris.
De uma renovação de estação de metrô que destaca as cores de Belgrado a um parque memorial na costa de Miami, as propostas premiadas foram desenvolvidas por jovens arquitetos/as que reimaginaram projetos culturais, comerciais e urbanos, oferecendo soluções inovadoras que atendem à cidade e à comunidade. Esta seleção também inclui projetos no Paquistão, República Checa, Alemanha, Vietnã e Turquia.
Antes da pandemia, havia um esforço conjunto de líderes mundiais para conter os efeitos do aquecimento global, com nações de todo o planeta buscando se unir em torno desse objetivo. O foco estava voltado para políticas e planos de ação que reduzissem as emissões de gases de efeito estufa até 2030, por meio da rápida introdução de novas tecnologias de eficiência energética e técnicas inovadoras de remoção de dióxido de carbono, visando atingir a meta de neutralidade de carbono do Acordo de Paris e limitar o aquecimento global a 1,5 °C.
À medida que o mundo da arquitetura oscila na recente publicidade acerca do Metaverso e NFT, Zaha Hadid Architects está na vanguarda da inovação, mostrando-nos exatamente como usar a Web 3 e suas oportunidades socioeconômicas para os arquitetos em âmbito global.
O tema ganhou especial relevância no início deste ano, com cada vez mais plataformas publicando sobre o assunto. Toda essa recente propaganda nos obriga a avaliar nosso papel como arquitetos, se queremos ou não atender o mundo digital.
Através da construção de uma ficção, esta obra de Federico Lagomarsino se apresenta enquanto uma paisagem, com o objetivo de criar uma imagem de tudo o que acontece na sociedade contemporânea quando algum evento ou ocorrência singular ocorre, como, nesta ocasião, a queda dos dois maiores meteoritos detectados até hoje na América do Sul.
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Frame de abertura. Fonte: Oliver Latta/Apple TV+.
Uma das produções televisivas mais bem avaliadas dos últimos tempos, “Severance” (“Ruptura”, no Brasil), série sci-fi da Apple TV+ lançada em 2022, estabelece instigante premissa: funcionários da misteriosa Lumon Industries se voluntariam a participar de um experimento que criará em seus cérebros a separação definitiva entre a vida pessoal e profissional, de modo que as memórias do trabalho e da rotina privada não mais se cruzam. O procedimento gera, dessa forma, um alter ego intermitente, alheio mutuamente ao ego e hiperfocado na sua respectiva dimensão. A hábil direção de Ben Stiller e Aoife McArdle, somada às atuações afinadas do elenco, faz jus ao ótimo plot de Dan Erickson, mas ponhamos em destaque aqui como a ambiência principal do show — a matriz da corporação, situada na fictícia cidade de Kier — acentua a angústia passada pela exígua equipe de empregados através da arquitetura que os abriga e aliena durante o expediente diário.
No dia 5 de maio, foi inaugurada a primeira edição do Model. Festival de Arquiteturas de Barcelona. O evento, organizado conjuntamente pela Prefeitura de Barcelona e pelo Colégio de Arquitetos da Catalunha (COAC), é liderado pela equipe de direção artística composta por Eva Franch i Gilabert e Beth Galí, juntamente com o pesquisador cultural José Luis de Vicente, aproximando-nos da arquitetura experimental e nos ajudando a repensar como queremos viver juntos por meio de novos modelos de cidade e novos imaginários.
Por meio de cinco instalações de arquitetura efêmera situadas em um circuito pelo distrito de Ciutat Vella — passando pela Praça da Catalunha, pela laje de Sant Antoni, pela Praça Idrissa Diallo, pelo Passeio de Lluís Companys e pela Praça Real —, são explorados os os cinco grandes eixos desta edição do festival, cujo tema central é "Recrecer" (Recrescer): Entre-Classes, Entre-Culturas, Entre-Espécies, Entre-Gerações e Entre-Matérias.
Nesse contexto, apresentamos a seguir a instalação "Revertir la Pirámide" (Reverter a Pirâmide), do OJO estudio.
Desde o surgimento da profissão de designer, impulsionada na Revolução Industrial com o a produção crescente de objetos e o desejo de uma classe média ávida por consumir; designers, decoradores e arquitetos são conhecidos como profissionais que criam espaços e produtos para embelezar o mundo.
Neste 5 de maio foi inaugurada a primeira edição do Model. Festival de Arquiteturas de Barcelona. Um evento organizado conjuntamente pela Câmara Municipal de Barcelona e pelo Colégio de Arquitetos da Catalunha (COAC) que nos aproxima da arquitetura experimental e nos ajuda a repensar como queremos viver juntos através de novos modelos de cidade e novos imaginários.
Mapa do mundo de 1300. Imagem via Wikicommons, sob domínio público
A cartografia consiste na representação geométrica plana, simplificada e convencional da superfície terrestre, apresentada em forma de mapas, cartas ou plantas. Por se tratar de uma representação bidimensional de algo que é tridimensional, todas as representações sofrem algum tipo de deformação, de modo que a escolha por um método leva em conta não apenas aspectos técnicos, mas também políticos.