Render de casas acessíveis criadas com resíduos de plástico. Imagem cortesia de Othalo
Muitas pessoas pelo mundo concordam que estamos passando por uma emergência climática. O relatório do IPCC, divulgado no ano passado, dificulta a leitura. Os profissionais do ambiente construído passaram a direcionar as ações climáticas, com organizações como ACAN e Architects Declare promovendo o ensino sobre o carbono e pedindo aos designers que reavaliassem sua prática.
Em 1870, o tempo médio de trabalho semanal nos EUA era de 57 horas, em 2000, já tinha caído para 39 horas, redução de 32%. A França passou de 66 para 34 horas, redução de quase 50%. No mundo, a redução da jornada de trabalho foi em média de 64 para 36 horas, mostrando que a evolução tecnológica pode ter contribuído para a redução do tempo dedicado às atividades laborais.
A crise habitacional dos Estados Unidos não é um problema recente. Mas relatos recentes de hedge funds privados comprando casas isoladas e geminadas, podem deixar uma situação difícil ainda pior. Quando os hedge funds compram essas propriedades, essas casas provavelmente não voltarão ao mercado imobiliário. Elas desaparecem por agora e, provavelmente, para sempre.
https://www.archdaily.com.br/pt/983300/como-o-capital-privado-torna-a-crise-imobiliaria-ainda-piorR. John Anderson
A pandemia da Covid-19 levou muitas cidades a acelerar a implementação de ciclovias pop-up ou temporárias para facilitar viagens seguras durante os períodos mais críticos da crise sanitária. Muitas dessas ciclovias foram inovadoras em seus contextos – vide o caso de Buenos Aires, que implementou, pela primeira vez, ciclovias em grandes avenidas, oferecendo conexões mais diretas para quem pedala.
https://www.archdaily.com.br/pt/983552/5-licoes-latino-americanas-para-a-implementacao-de-infraestruturas-para-a-bicicletaSonia Aguilar, Arie Gurts Novoa , Adriana Jakovcevic, Jessica Kisner Giraldo, Surya Salgado, Paula Santos e Juliana Vega
Quando as cidades crescem, com suas populações em expansão, a habitação torna-se um componente essencial do caráter urbano das metrópoles. Experimentos habitacionais têm sido espalhados por governos em todo o mundo, com diferentes resultados e, sem dúvida, opiniões divergentes. Os conjuntos habitacionais da era soviética da Europa central e oriental são particularmente interessantes a esse respeito.Esses projetos de habitação em massa foram descartados e vistos como gigantes monstruosidades. O legado deles é mais complicado do que isso.
Etimologicamente, a palavra balcón (sacada) vem do italiano balcone: “plataforma saliente de um cômodo superior na fachada de um edifício, cercada por um guarda-corpo”, e a palavra italiana balcone provém do germânico (longobardo) balko, que significa viga. E é assim que são conhecidas, como pequenos recintos que se projetam das fachadas dos edifícios, mas a realidade é que seu significado, seu simbolismo e sua importância para o desenvolvimento de nossas vidas vão muito além.
A caminhada pode ajudar a prevenir e amenizar sintomas de doenças. É uma atividade física de graça e que pode ser feita em qualquer local. Para alguns, é um meio de transporte para se deslocar ao longo do dia. Para outros, um passatempo para explorar um bairro desconhecido no fim de semana. Mas, para que seja uma atividade prazerosa, é preciso estímulo dos governantes: é o que busca a “Cartilha orientativa de desenho urbano para melhoria da caminhabilidade da população idosa”, nova publicação da USP.
À medida que a humanidade toma consciência do seu impacto no meio ambiente, também tem buscado formas para reverter alguns dos malefícios causados à fauna e à flora, sobretudo nas cidades. Nosso padrão de vida, de consumo e de construção tem causado danos severos à natureza. De fato, segundo um estudo no Weizmann Institute of Science, estamos em um ponto de inflexão onde a massa de todos os materiais fabricados pelo homem é igual à biomassa do planeta, e isso deve dobrar até 2040. Mas não necessariamente tudo o que construímos deve ter um impacto negativo. O projeto "The Tidal Dout" é um exemplo, parte de um projeto de revitalização abrangente em Kuk Po Village em Sha Tau Kok em Hong Kong, e que consegue reunir duas ecologias diferentes, o ambiente antropocêntrico e o natural.
Como motores da economia e da produção, as cidades abrigam as maiores massas populacionais e estima-se que, até o ano de 2050, concentrarão 70% da população mundial. Nesse contexto, arquitetos e arquitetas incorporam dia após dia a articulação de usos mistos em suas edificações, buscando favorecer la diversificação e evitar a monofuncionalização.
A Escola da Cidade, por meio do evento XVI Seminário Internacional – Cidades em debate: olhares e práticas contemporâneas, recebeu a arquiteta Ana Falú para discutir a importância de interseccionar temas complexos que trazem luz sobre as desigualdades e permitam falar do feminismo plural. Na conferência, a arquiteta e ativista social argentina propõe apresentar investigações feministas que tratem de projeto e de políticas urbanas a partir das perspectivas de gênero, em especial na América Latina.
A arquitetura dos edifícios governamentais está há muito tempo relacionada aos ideais compartilhados pela sociedade que ele representa. Os parlamentos, em especial, são construídos para refletir os objetivos de sua região e representar grupos da comunidade local. Isso resulta em características de projeto singulares, quando se trata de órgãos legislativos. De modo geral, parlamentos incluem vários tipos de assembleias deliberativas, consultivas e judiciais. Ao analisar novos projetos de edifícios governamentais, nota-se que os parlamentos estão se adaptando para refletir a vida contemporânea.
Ambientes saudáveis e visualmente atraentes se tornaram alvo de um interesse renovado quando se trata de projetar casas e espaços residenciais, especialmente no contexto global atual. Um modo de alcançar isso é por meio de um cuidadoso projeto paisagístico que complemente a arquitetura. A arte do paisagismo é o arranjo de elementos da natureza combinados com elementos arquitetônicos, como estruturas externas e pavimentação, a fim de criar soluções específicas que melhorem a qualidade dos espaços.
1. Casa de Estudios para Artistas / Antonio Bonet. 2. Terrace Palace / Antonio Bonet, Roberto Luna, Raúl Fernández e Alejandro Zamudio. 3. La Obra Urbana de Togo Díaz / José Ignacio Díaz. 4. Colegio Manuel Belgrano / Bidinost+Chute+Gasó+Lapacó+Meyer. 5. Biblioteca Nacional Mariano Moreno / Testa, Bullrich e Cazzaniga. 6. Facultad de Arquitectura de Mendoza / Enrico Tedeschi. Imagem
No território sul-americano, foram estabelecidas diferentes datas para homenagear e celebrar a trajetória, vida e obra dos profissionais da arquitetura. Enquanto no Uruguai a data é celebrada a cada 27 de novembro, em referência à criação da primeira Faculdade de Arquitetura; no Brasil, em 15 de dezembro, em homenagem ao nascimento de Oscar Niemeyer; e no Chile, em 4 de agosto, devido à fundação do Colégio de Arquitetos; a Federação Argentina de Entidades de Arquitetos (FADEA) manteve o dia 1° de julho para comemorar o Dia do/a Arquiteto/a Argentino/a, respeitando a instituição do Dia Internacional da Arquitetura, estabelecido pela União Internacional de Arquitetos (UIA) em 1985.
Arteries of Hope por Partner-z Architects. Imagem cortesia de Partner-z Architects
A seleção desta semana de melhores projetos de Arquitetura Não Construída destaca instalações educacionais enviadas pela comunidade do ArchDaily. De uma escola de terra contextual no Senegal a uma escola colaborativa e sem fronteiras no Vietnã, esta seleção de projetos não construídos demonstra como os/as arquitetos/as integraram a natureza à arquitetura, oferecendo a estudantes a oportunidade de se conectar com a paisagem e aprender sobre o entorno a partir de suas instituições de ensino. O artigo também apresenta projetos no Líbano, Suíça, Armênia, Ucrânia e Grécia.
Hoje em dia, a reutilização e a adaptação de recursos espaciais existentes são vistas em todo o mundo como uma contribuição importante para o desenvolvimento sustentável e, com isso, surgem novos desafios às margens das tarefas clássicas da construção, impulsionados pela mudança na avaliação entre preservar ou demolir. Os projetos de Xu Tiantian nas pedreiras de Jinyun combinam aspectos de planejamento paisagístico, design de interiores, instalações artísticas e planejamento social com a revitalização econômica da área rural. Dessa forma, uma paisagem degradada e explorada torna-se um ponto de partida onde uma nova coexistência sustentável pode se vincular à narrativa histórica do lugar.
Existem conexões extraordinárias entre o mundo natural e a capacidade criativa dos seres humanos. Em seu livro Last Child in the Woods, o jornalista e escritor Richard Louv observa: “A natureza inspira a criatividade na criança ao exigir visualização e o uso pleno dos sentidos. Se tiver a oportunidade, a criança levará a confusão do mundo para a floresta, lavará essa confusão em um riacho e a virará para ver o que vive no lado oculto dela.” Ele conclui que, na natureza, “a criança encontra liberdade, fantasia e privacidade: um lugar distante do mundo adulto, uma paz à parte.” Da mesma forma, o arquiteto Frank Harmon escreveu de forma tocante sobre o ar livre, as florestas e a água como cenários perfeitos para cultivar a sede de aprendizado e descoberta: “Crianças criadas próximas a riachos nunca se entediam. Crianças de riacho não conhecem o aprendizado por repetição, tampouco estão condicionadas a trabalhar das nove às cinco. Suas primeiras descobertas são as frutas silvestres, os ninhos de pássaros e o contemplar das estrelas surgindo no céu. Mais tarde, elas descobrem os livros. Para as crianças de riacho, o aprendizado é descoberta, não instrução.”
https://www.archdaily.com.br/pt/1134302/uma-jornada-arquitetonica-pela-florestaMichael J. Crosbie & Suzanne Bott
A natureza é muitas vezes utilizada como fonte inspiradora para a arquitetura. Seja a partir de suas formas, a extração e utilização de seus materiais, ou até a incorporação de processos físicos e químicos nas tecnologias empregadas, é sempre relevante procurar relações entre o meio construído e o meio natural. Dos muitos ecossistemas presentes no planeta Terra, os oceanos representam a maior parte da superfície e guardam em si histórias, místicas, símbolos e formas que podem ser referenciadas na arquitetura.
O Programa Municipal para a Recuperação do Centro Histórico de Lima (PROLIMA) apresentou as Diretrizes de intervenção em fachadas para novas construções no Centro Histórico de Lima (CHL), instrumento que busca contribuir para novas edificações no âmbito do centro histórico.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134593/diretrizes-de-intervencao-em-fachadas-para-novas-construcoes-ferramentas-para-intervir-no-centro-historico-de-limaSarita Rodríguez, Rodrigo Martel, Oscar Becerra y Diego Vivas
Apesar da fauna e flora abundantes, muitas vezes a arquitetura brasileira resiste em encontrar estratégias para integrar a casa ao meio natural, seja ela dentro do centro urbano, seja ela emaranhada nos diversos biomas brasileiros. Selecionamos 16 casas brasileiras que integram a habitação com a natureza em diferentes cenários, a partir de diferentes abordagens.
Municípios diversificados, intensos e com combinações de usos possuem as sementes de sua própria regeneração, com energia de sobra para solucionar os problemas e as necessidades que apareçam, defende a jornalista, escritora e ativista Jane Jacobs em seu livro “Morte e vida de grandes cidades”. Lançada em 1961, a obra é uma referência até hoje para planejadores urbanos que desenvolvem cidades para pessoas, com vias seguras, vibrantes e que incentivam a circulação de seus moradores em diferentes horários e para a realização de variadas atividades. A partir da análise de localidades dos Estados Unidos, a autora afirma que a melhor maneira de desenhar ou reurbanizar os municípios é olhando para os indivíduos e como eles se movimentam pelas ruas e as utilizam — e não partindo de visões idealistas.
https://www.archdaily.com.br/pt/982800/como-as-fronteiras-desertas-levam-as-cidades-a-decadenciaSomos Cidade
Profissionais que trabalham com impressão profissional de grande formato necessitam de soluções e equipamentos que facilitem o trabalho diário e entreguem impressões com a mais alta qualidade. Para obter esses resultados, as plataformas de impressão híbridas podem ser excelentes soluções. Nesse sentido, as impressoras HP Latex Série R entregam alta qualidade de imagem em uma ampla gama de materiais rígidos e flexíveis, com maior produtividade e eficiência no uso de insumos.
Quem trabalha com impressões profissionais de grande formato necessita de soluções e equipamentos que facilitem o trabalho diário e entreguem impressões da mais alta qualidade. Para obter esses resultados, as plataformas de impressão híbridas despontam como excelentes soluções. Nesse sentido, as impressoras HP Latex Série R entregam alta qualidade de imagem em uma ampla gama de materiais rígidos e flexíveis, proporcionando maior produtividade e eficiência no uso de insumos.
O termo "alto desempenho" pode evocar diferentes imagens, que variam de um/a estudante brilhante a um/a violinista virtuoso/a ou a um/a funcionário/a dedicado/a. Por mais diversos que sejam, esses indivíduos de "alto desempenho" compartilham atributos comuns. Destacando-se dos demais, eles superam expectativas e geram valor agregado por meio de sua atuação. Entregam os melhores resultados possíveis dentro de suas limitações, garantindo a qualidade em todo o processo. Acima de tudo, mantêm a consistência em seus resultados e utilizam sua excelência para influenciar positivamente suas próprias vidas e as daqueles que os cercam.
Steven Holl costuma ser visto lendo poesia e pintando aquarelas em uma pequena cabana com vista para flores de lótus na beira de um lago em Rhinebeck, Nova York. A cabana fica em uma reserva de 28 acres que Holl comprou em 2014 e que hoje abriga seu escritório permanente, além do ‘T’ Space, uma organização artística sem fins lucrativos que oferece exposições criativas, instalações ambientais e residências de arquitetura. Contornando várias árvores de grande porte e conectando-se por meio de uma passagem a outra cabana existente de 1959, o Arquivo de Arquitetura e Biblioteca de Pesquisa da Fundação Steven Myron Holl, construído in 2019, é a mais recente edificação a ser cuidadosamente inserida na exuberante paisagem.