Ao mesmo tempo que a obra é uma etapa ansiosamente aguardada pelos clientes, ela é igualmente trabalhosa para os arquitetos e engenheiros envolvidos em sua gestão, pois reserva uma série de dificuldades e desafios envolvendo projeto, orçamento e mão de obra. Com alguns acontecimentos imprevisíveis e outros tantos conhecidos, é possível se preparar para essa etapa buscando direcionar o andamento da obra para que ela seja o mais tranquila possível.
Está oficialmente aberto o concurso internacional para o projeto de desenho urbano da área central da Cidade da Ciência do Oeste (Chongqing)! Convidamos calorosamente equipes de design de destaque de todo o mundo a participarem. International Solicitation for Urban Design of the Center Area of Western China (Chongqing) Science City is now open for pre-qualification! Design teams from home and abroad are welcome to participate.
O arquiteto finlandês Juhani Pallasmaa disse certa vez que "a arquitetura é essencialmente uma extensão da natureza para o domínio construído, fornecendo a base para a percepção e o horizonte de vivência e compreensão do mundo".
No agito constante do ambiente moderno, dar um passo atrás e ouvir os sons de algo tão serenamente poderoso quanto a natureza é mais do que necessário. Além disso, escutar as belas harmonias criadas pelo canto dos pássaros e pelas ondas sonoras também pode amplificar nossa voz interior.
A arquitetura escolar tem uma grande importância na criação de ambientes de ensino mais efetivos, principalmente na relação da pedagogia proposta pela escola e espaços mais equitativos. A partir deste pressuposto foi realizada uma pesquisa abarcando quatro escolas nas quais a arquitetura dialoga e contribui com a pedagogia adotada por cada uma delas.
Aproximadamente metade das crianças e jovens entre cinco e 14 anos mortas no trânsito no planeta são pedestres e quase um terço são passageiras de veículos motorizados. No Brasil, o trânsito é a principal causa de morte não-natural de crianças nessa faixa etária. De acordo com dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, somente entre janeiro e agosto de 2021, o SUS totalizou mais de seis mil crianças e jovens hospitalizados em estado grave devido a atropelamentos no país.
Reverter esse cenário passa por tornar as nossas ruas mais seguras e confortáveis para a caminhada, pensando principalmente nas necessidades das crianças. A cidade que atende bem a uma criança é uma cidade mais próspera e agradável para toda sua população.
Tying the Knot - Atlanta Legacy Makers por OBJ. Imagem cortesia de OBJ
Uma das principais responsabilidades de urbanistas e designers é criar locais na cidade para encontros, manifestações, lazer e descanso. A seleção a seguir de espaços públicos não construídos apresenta projetos que expandem essas áreas para além de margens ou orlas fluviais, devolvem às comunidades locais espaços antes subutilizados e buscam otimizar áreas frequentemente negligenciadas. Intervenções desse tipo são fundamentais para melhorar a qualidade de vida da população e tornar as cidades mais agradáveis de se viver.
A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily. Localizados próximos a um patrimônio mundial da UNESCO na Itália, sobre um lixão ilegal em Dallas, no Texas, ou em uma cidade medieval no norte da Espanha, os projetos reunidos nesta curadoria mostram como arquitetos/as e urbanistas reconhecem o potencial dos espaços urbanos.
Os tijolos exibindo uma variedade de minerais de argila e cores. Imagem cortesia de Lola Ben-Alon
O uso de materiais à base de terra manifesta-se em duas práticas ao longo da história: na construção de edifícios e – de forma muito menos conhecida ou compreendida conclusivamente – em certos padrões de consumo alimentar. Simplificando, a terra, o coletor de nutrientes mais importante do planeta, pode ser utilizada tanto para construir quanto para comer.
Quando você caminha pela cidade, você tem medo de ser você mesmo? Por mais estranha que a pergunta possa soar para alguns, ela é realidade para grande parte de pessoas LGBTQIA+, que em algum momento já foram vítimas de hostilidades ao serem notadas performando fora do padrão heteronormativo no espaço público. Se a violência parte de camadas sociais que vão além do espaço desenhado, isso não exime a importância de pensar projetos que podem extrapolar a esfera física e inserir um elementar fator simbólico e de representatividade para incluir e educar seus cidadãos. Esse é o caso do Homomonument, que há mais de três décadas se tornou uma plataforma de celebração e manifestação queer no coração de Amsterdã.
A história e a cultura das Filipinas se refletem em sua herança arquitetônica, com inúmeras influências de outras nações abrindo caminho para os designs contemporâneos que vemos hoje, uma mistura de influências culturais entre os edifícios de estilo ocidental. A arquitetura filipina cresceu junto com o progresso da nação e de seu povo, mas as memórias de um passado de glórias ainda estão atreladas à história da nação.
Viver em um ambiente urbano pode ser cansativo. Estilos de vida ocupados e competitivos deixam as pessoas atordoadas com os efeitos do estresse. Os indivíduos que vivem em áreas urbanas são mais propensos a desenvolver problemas de saúde mental e demonstram uma notória falta de conexão pessoal. Luzes rosadas e arranha-céus da cidade dividem espaço com o aumento dos níveis de estresse, colocando uma questão essencial aos arquitetos — como os espaços afetam o bem-estar?
Construídas para evitar congestionamentos e facilitar o deslocamento pelas cidades, as estradas rápidas e os viadutos implementados nos centros dos municípios ou em seus entornos não cumprem com o seu propósito. Elas trazem mais problemas que resultados, separando vizinhanças, impactando os negócios e a vitalidade das comunidades e aumentando o tráfego e a poluição ambiental e sonora.
https://www.archdaily.com.br/pt/984308/as-vias-expressas-urbanas-estao-chegando-ao-fimSomos Cidade
Ao projetar os espaços interiores das residências, profissionais de arquitetura inclinam-se cada vez mais ao desenvolvimento de ambientes onde a flexibilidade e o melhor aproveitamento das superfícies permitam oferecer soluções alinhadas às necessidades programáticas e funcionais demandadas, contribuindo para alcançar o bem-estar e o conforto que transformam uma casa em um verdadeiro lar.
A essência da democracia é o autogoverno e a autonomia do povo, com base em seus próprios direitos. Suas características são demonstradas na igualdade e na participação. Se democracia significa um modo de vida pública mais equitativo na arquitetura, então esse modo de vida depende da homogeneização da estrutura espacial do edifício, com espaços públicos abertos, transparentes e com diversas funções. Também é possível argumentar que o nascimento, a manutenção e o desaparecimento da democracia ocorreram no espaço público.
O regime democrático de Atenas começou no século VI a.C. A praça tornou-se um ponto de encontro, um símbolo da política democrática da arquitetura. Embora o acesso das pessoas à assembleia tenha se tornado mais amplo e prático com o avanço da tecnologia, a existência do espaço público na cidade permanece crítica, representando as demandas espaciais dos direitos públicos dos cidadãos além das condições básicas de sobrevivência e cumprindo uma importante função espiritual de expressar a democracia. Isso posto, como a arquitetura pode ser democrática? Como podemos perceber o caráter público da arquitetura?
A arquitetura é há muito tempo uma profissão que opera em apartheid estético. A estética favorita do meio, o Modernismo, relegou todos os outros "estilos" à insignificância marginalizada em termos de reconhecimento, ensino e publicações. A última geração viu aqueles que seguem uma estética considerada "tradicional" criarem um sistema completamente separado de escolas, prêmios e publicações.
Trazer o fogo para os interiores é o desejo de muitos durante o inverno. Além de esquentar o ambiente, ele cria uma sensação única e que remonta aos primórdios da habitação humana, nos levando a um certo conforto emocional. Se antes eram necessários chaminé e um estoque de lenhas para garantir isso, hoje existem as lareiras ecológicas, que podem ser embutidas ou portáteis: uma ótima escolha para quem mora em apartamentos ou não gosta da fumaça gerada pelo fogo.
https://www.archdaily.com.br/pt/984528/o-que-sao-e-como-funcionam-as-lareiras-ecologicasArchDaily Team
Um futuro mais próspero, resiliente e inclusivo nas cidades brasileiras depende de uma retomada verde. Com investimentos urbanos sustentáveis, o Brasil pode conciliar a recuperação da economia brasileira no curto prazo com a transição gradual para uma trajetória de desenvolvimento de baixo carbono. Mas como financiar essa oportunidade?
Com o tema Travessias, a Bienal de Arquitetura de São Paulo (BIA)propõe o debate sobre o movimento dos corpos e territórios por meio de uma programação que exerce a troca de experiências, memórias e identidades através de trabalhos plurais e multifacetados. A 13ª edição do evento aposta na formação de uma curadoria colaborativa e interdisciplinar a fim de criar pontes entre diferentes narrativas e sugere a (re)construção de um novo projeto de ocupação dos espaços.
O armazenamento de energia renovável, sobretudo eólica e solar, ainda é um desafio. Mas, cientistas da Universidade Técnica Chalmers, na Suécia, estão dando um grande passo rumo à criação de uma bateria ecológica feita de cimento. O projeto, ainda em fase de protótipo, é focado na construção civil.
Existe um futuro para as nossas cidades se não tivermos um modo de vida sustentável? Há algum tempo, a sustentabilidade urbana vem sendo abordada mais sob a ótica das mudanças climáticas do que a partir de uma visão holística que incorpore a sociedade e a maneira como vivemos em comunidade.
Que novas formas de viver estamos experimentando diante das diversas transformações sociais, econômicas e ecológicas? Sem dúvida, precisamos colocar em pauta os diferentes casos de referência que surgiram em diversas partes do mundo e compreender as últimas tendências sobre a maneira como vivenciamos as nossas cidades.
Queremos que vocês, nosso público leitor, não apenas tomem a iniciativa de propor exemplos de coliving, cooperativas e qualquer novo tipo de habitação social que considerem referência, mas que também compartilhem suas reflexões sobre o assunto no formulário abaixo. Os comentários serão selecionados e publicados em um próximo artigo.
Muitas vezes, ao morar no Japão, seja ocupando uma casa compartilhada ou alugando seu próprio apartamento, você terá uma quantidade limitada de espaço. Isso decorre principalmente da escassez de terrenos no país: 73% das terras disponíveis são montanhosas e outra grande porcentagem das terras planas é usada para agricultura. Além disso, há também a questão da superlotação nas áreas urbanas. Devido a esses fatores, o preço da terra é muito elevado, obrigando a maioria das pessoas a viverem em residências pequenas.
Movimentos artísticos históricos e suas características visuais pavimentaram consideravelmente o caminho para a arquitetura moderna. Ao longo dos anos, arquitetos e arquitetas vêm adotando técnicas e abordagens estilísticas para criar suas próprias composições, fundindo ambas as disciplinas. O cubismo, um dos estilos mais influentes do século XX, e bastante criticado por sua experimentação com uma abordagem artística não representacional, é talvez a inspiração arquitetônica mais significativa. Assim como esse movimento artístico radical rejeitou o conceito então enraizado de que a arte deveria imitar a natureza, profissionais da arquitetura também seguiram essa tendência, projetando estruturas que se apropriaram das características vanguardistas do cubismo para criar edifícios que, até hoje, permanecem como marcos icônicos da profissão.
Apesar de seu acervo deslumbrante de obras-primas, a National Gallery de Londres tem sido assombrada por uma série de intervenções arquitetônicas equivocadas ao longo de seus dois séculos de existência. Apenas uma vez sua liderança tomou uma decisão de fato inspirada e visionária: em meados da década de 1980, a galeria realizou um concurso, vencido pelo escritório Venturi, Rauch and Scott Brown (VRSB), da Filadélfia, para projetar um edifício voltado a coleções especiais.
O anexo foi construído de 1988 a 1991, viabilizado por fundos doados pela família Sainsbury como um presente para a nação, e foi imediatamente aclamado como um dos edifícios mais refinados de seu gênero erguidos no século XX. Desde então, permaneceu querido pelos londrinos e cumpriu exemplarmente o papel de expansão do pouco expressivo edifício clássico de William Wilkins. Especialistas na obra de Robert Venturi, John Rauch e Denise Scott Brown consideram-no uma de suas obras-primas. Pelo visto, a National Gallery tem uma opinião diferente.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134651/em-londres-uma-obra-prima-de-venturi-e-scott-brown-esta-ameacadaMark Alan Hewitt
O novo centro de outdoor living NOA na Bélgica oferece inspiração ilimitada para a concepção de projetos criativos para áreas externas, graças à colaboração de 24 marcas de alto padrão de outdoor living. Assista ao vídeo para saber mais.