Bretagne, Louvre, Viadutos, Planalto. Estes são apenas alguns dos projetos assinados por Artacho Jurado, um personagem controverso no universo arquitetônico paulista. Com uma atenção especial dada aos elementos decorativos, o arquiteto autodidata foi extremamente criticado na época pela classe profissional, mas aceito pelo público. Hoje, sua obra costuma ganhar cada vez mais atenção por despontar como algo que se vislumbrou além do cânone moderno, de modo que seus edifícios se tornaram símbolos da paisagem urbana de São Paulo. Numa investigação sobre sua arquitetura, está em cartaz a exposição Artacho Jurado, arquiteto?, com curadoria de Abilio Guerra na Chácara Lane, Museu da Cidade de São Paulo até abril de 2022.
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Envelhecer significa aprender a conviver com a dependência — seja ela física, social ou espacial — e nesse longo processo, que sequer pode ser medido em anos, cada vez mais se entende que o envelhecimento está muito relacionado à genética, ao estilo vida, à localização e ao grupo socioeconômico. Por isso, trata-se de um processo muito diversificado, variando conforme cada indivíduo, com uma gama de interesses diferentes assim como capacidades e preferências no modo de vida.
Apesar de todas as conquistas das mulheres na sociedade e os avanços da própria, a cidade ainda continua sendo planejada e produzida pela ótica do patriarcado. O planejamento urbano não leva em consideração as demandas da população no que refere a inclusão de pluralidade de raça, gênero e classe social, que, desse modo, influenciam no uso do espaço e no traçado urbano.
A cidade de Brasília, inaugurada em abril de 1960, talvez seja um dos maiores marcos de como a arquitetura, o urbanismo e a política nacional se entrelaçam. Resultado do programa de governo de Juscelino Kubitschek que prometia avançar 50 anos em 5, a cidade é uma evidência do modernismo, que revela algumas das estratégias políticas da época como o investimento no automobilismo e o uso do concreto armado. Ainda que Brasília seja um marco para a arquitetura mundial, sua existência deriva de estratégias políticas e econômicas tomadas pelo governo durante o final da década de 1950. Com as eleições de 2022 próximas de serem definidas, é importante, enquanto categoria, entendermos como nossa profissão é impactada pela presidência, e o que podemos exigir do poder executivo.
Além de denotar uma demonstração de pensamento cuidadoso, em termos arquitetônicos a palavra ‘atencioso’ também sugere uma abordagem emocional e talvez até empática. E por que não deveria?
A boa arquitetura pode e deve ser atenciosa – em todos os significados da palavra. Partindo da motivação para fazer o bem e exigir uma abordagem moral inicial, essa sensibilidade, combinada com um conhecimento meticuloso das necessidades individuais/comunitárias e uma comunicação transparente, gera um ambiente construído bem adaptado e acessível que pode promover o crescimento.
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"Domingos Libro" é apresentado por Carmelo, do Enorme Studio, que se aprofunda em publicações de arquitetura esquecidas, livros e revistas de arquitetura das décadas de 1960, 1970 e 1980 que trazem as histórias mais interessantes por trás de sua criação.
No âmbito da XXXVI edição do Concurso CAP, realizado desde 1986, as Faculdades de Arquitetura do Chile foram convidadas a propor e aprofundar reflexões sobre o aço, respondendo ao tema: “Indústria, Inovação e Infraestrutura Cultural”, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) vinculados à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Os organizadores convidaram as equipes participantes a aprofundar o estudo do aço, buscando um maior nível de conhecimento e compreensão do material como elemento arquitetônico e estrutural.
Por meio da combinação de pequenas peças – cada qual com sua própria forma, tamanho e cor –, a criação de mosaicos tradicionalmente acompanha o design de espaços. Para além da técnica como obra de arte, seu uso foi industrializado, estabelecendo padrões definidos na escolha de desenhos para pisos ou paredes.
Como criar um design personalizado? A partir da seleção de um dos quatro formatos e de uma gama de cores foscas e semibrilhantes, a nova coleção Daltile Colorlab permite combinar uma ampla gama de cores e acabamentos, viabilizando a projeção de espaços que surgem da imaginação de quem os projeta.
Na maioria das casas de família, é comum que as crianças fiquem com os menores quartos. Afinal de contas, elas são as menores pessoas da casa. No entanto, enquanto os adultos têm o restante do lar para preencher com seus bens acumulados, a única liberdade que as crianças possuem para decidir o que fazer e onde colocar suas coisas restringe-se àquele único cômodo pequeno.
Aprender sobre o mundo pode ser frustrante e levar rapidamente a um comportamento considerado "ruim" de forma equivocada. Portanto, criar um espaço seguro, acolhedor e confortável — onde as crianças possam se sentir calmas, amadas e protegidas enquanto desfrutam de sua independência e individualidade — é essencial para uma infância feliz e saudável. Assim, o design de quartos infantis tem mais em comum com o conceito de ambientes integrados do que com simples dormitórios.
Se você deseja que seu trabalho tenha um impacto global em milhões de pessoas e se identifica com a visão do ArchDaily de capacitar todas as pessoas que fazem a arquitetura acontecer para criar uma melhor qualidade de vida, nossa organização é o lugar certo para você.
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À medida que as mudanças climáticas atingem níveis sem precedentes, muitos apontam para a necessidade de ampliar a circularidade no setor da construção. Em essência, a economia circular visa eliminar o desperdício e o uso contínuo de recursos por meio do reaproveitamento, reparo ou reciclagem sistemática de materiais. Esta abordagem cíclica é capaz de atender à demanda e minimizar as emissões de CO2 ao estender a vida útil dos produtos, o que é particularmente importante diante de recursos limitados. Ao contrário do tradicional método extrativo linear — no qual tudo passa por um processo extremamente poluente de "extrair-produzir-descartar" —, a circularidade mantém os materiais em uso pelo maior tempo possível para extrair deles o valor máximo. Isso, por sua vez, reduz a poluição, regenera os sistemas naturais e contribui para um ambiente construído mais saudável, gerando, assim, capital econômico, natural e social.
As recentes mudanças no mundo visando priorizar o bem-estar tem influenciado as pessoas a buscarem estilos de vida mais saudáveis, entendendo o corpo e a mente coletivamente. Fatores externos, como a localização geográfica, o ambiente, a comunidade, a situação financeira e as relações com amigos e familiares, mostraram ter impactos consideráveis na saúde de um indivíduo. No entanto, ficou evidente que a garantia da saúde física e mental não se limitava ao acesso a instalações médicas e tratamentos profissionais, Ela também era determinada por vários fatores relacionados à qualidade do ambiente construído.
Os arquitetos têm a opção de projetar melhor e, consequentemente, ajudar as pessoas a fazer melhores escolhas. Então, o que é considerado um bom design de interiores e quais são os fatores que tornam qualquer espaço interior bom? Neste Interior Focus, exploraremos esse lado "bom" do design, observando como os arquitetos garantiram as necessidades dos usuários, considerando a acessibilidade, a diversidade demográfica, a economia e o meio ambiente, independentemente da estética.
A busca incessante pela inovação no dinamismo do mundo atual tem orientado a formação de novas tendências que respondem aos desafios de diferentes disciplinas. No âmbito da arquitetura e do design, novas soluções de materiais vêm sendo pesquisadas, criadas e implementadas para promover uma produção ecossustentável, minimizando o impacto ambiental. Paralelamente, escritórios de arquitetura e design de interiores integram essas soluções de forma orgânica em seus projetos, incentivando o usuário a viver de maneira mais consciente e engajada.
Como forma de exemplificar o uso de inovações materiais em produtos para o design de interiores, o Projeto 10 de 10 apresenta propostas de dez escritórios de arquitetura que utilizam estratégias inspiradas na reflexão e no diálogo com o entorno, mantendo um ideário sustentável, transcendente e que, ao mesmo tempo, reflete os valores da sociedade. Cada proposta de design aponta para um futuro onde a arquitetura e o design de interiores impulsionam um estilo de vida centrado no bem-estar.
O Youtube é a rede social que mais tem usuários ativos mensais – cerca de 2 bilhões, quase o dobro do Instagram. Como mecanismo de pesquisa, fica em segundo lugar, apenas atrás do Google. Não é surpresa, então, que as indústrias de moda, música e beleza tenham abraçado a plataforma de braços abertos. Por outro lado, o design e a arquitetura ficaram para trás.
As ilhas têm se revelado as grandes favoritas das cozinhas contemporâneas, aparecendo em ambientes de diferentes tamanhos e estilos e em materiais diversos. Antes de instalar uma ilha na cozinha, porém, é necessário pensar em alguns fatores para tomar uma decisão mais acertada de projeto.
Terra. Termo usado para definir o planeta no qual vivemos, o solo no qual pisamos, matéria-prima para as mais distintas obras. Dela deriva a palavra território, que para além do significado simbólico em sentidos de configuração de cultura, de visões de mundo, é também a base de qualquer assentamento e da própria natureza. A potência de todos os significados que essa palavra carrega é tomada como título da 6ª Trienal de Arquitectura de Lisboa, que explora temas sobre a relação humana com seu contexto e os processos de revolução que envolvem as mais distintas escalas da arquitetura.
The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos arquitetos David Lee e Marina Bourderonnet, o programa convida diferentes profissionais criativos para conversas espontâneas que dão margem a reflexões profundas e debates de cunho pessoal.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, ao passo que outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações descontraídas sobre a vida cotidiana e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem Mitchell Joachim, PhD, professor associado na NYU e cofundador do Terreform ONE, para discutir a complexidade do desenho urbano; o papel do/a urbanista; as aplicações práticas de suas pesquisas; o financiamento de projetos; fazendas de grilos e muito mais.
O direito de reconstruir a icônica Nakagin Capsule Tower de Kisho Kurokawa está atualmente à venda em um dos maiores sites de NFT. Embora a demolição da torre tenha começado no início deste ano, o leilão vende o direito de reconstruir a estrutura tanto no metaverso quanto no espaço real. A ideia de recriar o edifício Metabolic em um espaço virtual parece natural, já que isso poderia permitir que mais pessoas explorassem e experimentassem essa peça icônica da arquitetura - uma ideia alinhada aos ideais do Metabolismo. Por outro lado, a ideia de reconstruir um edifício histórico demolido no mundo físico suscita um conjunto de emoções conflitantes. Réplicas arquitetônicas não são a norma, mas sua existência levanta questões quanto à identidade e autenticidade da arquitetura.
Os padrões para classificar arquitetura boa ou ruim são funcionalidade e beleza, ou o que comumente chamamos de praticidade e estética. Entretanto, a praticidade pode nos direcionar rapidamente para o funcionalismo, a única opção viável, ou para um projeto de estruturas escultóricas. O arquiteto Le Corbusier disse certa vez: "Se você cria uma casa com pedra, madeira e concreto, isso é apenas um edifício; se você toca meu coração, isso é arquitetura". No entanto, talvez a legibilidade da arquitetura possa servir como critério para uma boa arquitetura: ler a arquitetura como um livro com palavras e frases completas que resistam a uma consideração cuidadosa.
Durante um longo período os automóveis foram os maiores protagonistas das grandes cidades. O resultado dessa priorização são territórios ocupados majoritariamente por rodovias, pouco convidativos para as pessoas. Nos últimos anos, contudo, muitas cidades passaram por transformações em seu território, buscando transformar também a relação com os automóveis e priorizar o pedestre e a escala humana.
“Não mure, no more; Ou a cidade morre.” Descobri esse poema em um lambe-lambe solitário colado em um dos infinitos muros que tornam a cidade de São Paulo um lugar pior para se viver. Confesso que, toda vez que levo meu filho mais novo para tomar vacina na UBS da Vila Romana, penso que seria legal ter um spray de tinta para pichar o poema nos muros de um dos condomínios de prédios construído recentemente ali em frente e que ocupa quase um quarteirão inteiro do bairro.
https://www.archdaily.com.br/pt/989949/um-imposto-sobre-os-muros-dos-condominiosVitor Meira França
As pessoas queer sempre estiveram presentes, encontrando formas de existir, se reunir e celebrar. Embora sua visibilidade nem sempre tenha sido destacada ao longo da história, por terem que se submeter estritamente à heteronormatividade no passado, não significa que antes não tinham espaços próprios para chamar de seus. Espaços queer, no passado e no presente, têm sido categorizados como locais fortes, vibrantes, vigorosos e dignos de ocuparem seu próprio lugar na história. São lugares seguros para identificação de individualidades, convivência, entretenimento e até oferta de moradia comunitária. Sendo assim, sempre haverá a necessidade de espaços queer.
As escadas costumam ser um elemento inevitável no DNA de uma edificação. Hoje em dia, elas não apenas cumprem uma função prática, mas também se tornaram verdadeiros elementos de destaque, especialmente quando combinadas com uma cor que certamente atrairá olhares. Entre as cores quentes, o vermelho é considerado a mais poderosa. Se, por um lado, evoca sensações de alegria e energia, por outro, remete a alerta e perigo. O vermelho é capaz de estimular uma ampla gama de emoções e, por isso, seu uso deve ser cuidadoso, delicado e bem planejado.
As cidades sempre foram, e sempre serão, locais multifacetados e dinâmicos. Trata-se de assentamentos em constante evolução, moldados pela proximidade com recursos naturais, por fluxos migratórios e pelo capital. Apesar da diversidade de caráter urbano entre diferentes metrópoles, costuma-se dizer que hoje as cidades se parecem mais do que nunca — uma homogeneidade que faz com que uma torre de vidro e aço em Cingapura não pareça fora de lugar no Bandra Kurla Complex, em Mumbai.