A Lei da Polaridade também é válida em relação à sociedade e às culturas humanas: na verdade, tudo tem um oposto. As contraculturas explodiram como forma de condenar os "caminhos do mundo". Um movimento de contracultura é capaz de expressar o ethos e as aspirações de uma população durante um tempo específico e, à medida que novos estilos de vida são explorados, a arquitetura evolui para satisfazer os ideais utópicos das novas sociedades. Desta forma, ela acaba por ser um produto da cultura para a qual é projetada.
Desde o fogo nas cavernas até a iluminação pública nas cidades, a iluminação tem evoluído de forma constante junto aos avanços da tecnologia — e, nos últimos anos, começou a mudar de maneira ainda mais significativa devido à crescente conscientização sobre seu impacto no meio ambiente e na saúde das pessoas. Hoje em dia, já não é incomum encontrar LEDs de acendimento automático em espaços de trabalho e residências, tanto para melhorar a eficiência energética quanto o bem-estar e o conforto. Ao mesmo tempo, praças e ruas estão cada vez mais integradas a sensores e configurações de software que permitem melhorar a segurança e a mobilidade. E, com a estimativa de que a população mundial vivendo em cidades crescerá para 68% até 2050, sem dúvida a iluminação urbana se tornará um fator ainda mais importante a ser considerado.
No entanto, para aproveitar ao máximo essas oportunidades, precisamos pensar na iluminação como parte de uma visão integral e trabalhar em conjunto para criar soluções melhores. Qual será o futuro da iluminação? Lançamos essa pergunta aos nossos leitores e leitoras e, após revisar uma imensa quantidade de comentários e opiniões, tanto de profissionais da construção quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, foi uma surpresa encontrar tantas convergências e visões sobre a importância de ir um passo além do atual, sem aumentar a poluição luminosa — e sendo mais amigável com todos os seres vivos. Conheça os principais pontos de vista a seguir.
O significado de infraestrutura já é amplamente conhecido pela população em geral, tendo como definição simplificada um conjunto de serviços fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico de uma região, tais como saneamento, transporte, energia e telecomunicação. Os exemplos corriqueiramente apresentados sempre dizem respeito a estruturas físicas construídas pelo homem, entretanto, uma nova concepção de infraestrutura vem surgindo nas últimas décadas impulsionada, principalmente, pela urgência da reconciliação entre humano e natureza para a sobrevivência das espécies.
Relançamento do Minha Casa Minha Vida será durante viagem de Lula à Bahia, com novas regras para a adesão de famílias de baixa renda.| Foto: Ubirajara Machado/MDS / Agência Senado
Entre as novidades do novo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), lançado recentemente pelo Governo Federal, está a inclusão da modalidade "melhoria habitacional". É uma introdução necessária, porque atende populações historicamente desassistidas – e as mais vulneráveis aos impactos cada vez mais frequentes e severos da mudança do clima. É preciso iniciar uma nova trajetória de desenvolvimento sustentável, justo, inclusivo e de baixo carbono. Essa transição depende do acesso a habitação de qualidade, mas também a outras infraestruturas e serviços.
https://www.archdaily.com.br/pt/998585/novo-minha-casa-minha-vida-abre-oportunidade-de-qualificacao-de-territorios-precarios-com-governanca-compartilhadaSimone Gatti e Henrique Evers
Os laminados combinam estética, toque e funcionalidade de forma prática. Imagem cortesia de Egger
Ao jogar com o equilíbrio entre forma e função, os laminados permitem que a arquitetura desempenhe diversas funções simultaneamente, sendo robustos, retardantes de chamas, resistentes a manchas e antibacterianos. Com uma ampla variedade de aplicações na arquitetura, a Egger desenvolveu uma gama de produtos que podem ser aplicados em muitos dos espaços que habitamos diariamente, como cozinhas, banheiros, escritórios, hotéis e lojas. Aprofundando-nos nas especificidades dos laminados e em como eles podem ser aplicados na arquitetura, mostramos como esses materiais se consolidam como uma opção ideal de revestimento com alternativas em formatos extralargos.
Meta City Hall / CAA LAB. Imagem Cortesia de CAA LAB
O metaverso está se mostrando um terreno fértil para pesquisa e experimentação, especialmente para os arquitetos. Este novo reino é atualmente indefinido e reúne muitas narrativas, explorações e oportunidades para arquitetos e designers moldarem um novo tipo de ambiente. Ferramentas como geradores de imagens por Inteligência Artificial estão contribuindo para a compreensão das suas inúmeras possibilidades. Embora eles ainda não façam parte da prática padrão, trazem a promessa de uma mudança na produção da arquitetura. Projetos conceituais como os apresentados a seguir não têm propósito externo mas, ainda assim, são importantes para a consciência das novas tecnologias que provavelmente terão um efeito significativo no futuro de nossa profissão.
A curadoria desta semana apresenta os melhores projetos de arquitetura não construída, destacando criações enviadas pela comunidade ArchDaily que experimentam um novo meio e integram novas tecnologias. De edifícios abstratos criados para serem experimentados por meio da realidade virtual no metaverso a investigações sobre a capacidade dos mecanismos geradores de imagens por IA de desenvolver expressões arquitetônicas inovadoras e até pesquisas em planimetria, os projetos a seguir estão ampliando os limites de como a arquitetura poderá ser na nova era dos desenvolvimentos tecnológicos.
O uso de materiais translúcidos na arquitetura brasileira tem sido uma tendência crescente nos últimos anos. Vidro laminado translúcido, policarbonato e acrílico são apenas alguns deles. Se possuem diferentes vantagens e desvantagens em relação ao custo, resistência a impactos, isolamento térmico e acústico, o que traça o benefício comum entre eles é o constante diálogo que propiciam entre interior e exterior.
Ir a uma agência bancária de rua para descontar um cheque, sacar dinheiro ou mesmo abrir uma conta são tarefas que ficaram no passado. Com quase todos os serviços financeiros agora disponíveis on-line e as transações digitais conquistando uma fatia de mercado cada vez maior (passando de 28% para 41% entre 2019 e 2022), cada vez mais agências físicas estão fechando suas portas.
No entanto, a complexidade dos mundos da tecnologia e das finanças continua a gerar confusão e receio em muitos clientes — o que talvez explique por que a presença acolhedora de uma agência física, com pessoas reais, ainda tenha espaço. Esses novos interiores de agências bancárias remetem a um tempo nostálgico em que sabíamos o nome do gerente local, mas agora trabalham em conjunto com a tecnologia para oferecer serviços financeiros híbridos e um atendimento mais personalizado, em ambientes confortáveis e acolhedores.
A cidade de Boston em "The Last of Us". Image via Captura de tela de "The Last of Us" (2023), HBO
Vinte anos após o nascimento do cinema, o espectador já se familiarizava com imagens catastróficas pós-apocalípticas. O cinema nasceu no final do século XIX, mais precisamente em 1896, com a exibição do aparelho chamado cinematógrafo, capaz de projetar imagens em movimento. Na estreia, os irmãos Lumière exibiram alguns curtas, impressionando o público com o movimento projetado em uma superfície bidimensional. Embora existam registros de pequenas filmagens datadas meses antes desse evento, A chegada de um trem na estação, um dos curtas exibidos no evento e filmado pelos próprios irmãos Lumiére, é considerado o primeiro filme do mundo.
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Casa no Restelo / Pedro Domingos Arquitectos. Imagem cortesia de FritsJurgens
A terceira e última parte de "Stories of Lisbon's Light" foca em uma residência familiar robusta e de contraste ousado, situada entre as sete colinas de Lisboa, a "cidade da luz". Descubra como o arquiteto Pedro Domingos projetou uma casa onde a luz natural e o rio Tejo assumem o papel principal. Voltada para o sul, a residência exigiu decisões arquitetônicas radicais para que a luz pudesse fluir por todos os seus espaços.
Enquanto os governos do mundo lidam com as crises ambientais, a indústria da construção civil corre para reavaliar o projeto sustentável e desenvolver novas formas de medir sua eficiência. Consequentemente, os sistemas de certificação de edifícios verdes (GBCS) começaram a ganhar força no século XX para avaliar e promover práticas de construção ditas sustentáveis. No entanto, o chamado Sul Global enfrenta desafios distintos na construção de cidades sustentáveis. Suas nações em desenvolvimento exigem abordagens diferentes para projetar arquiteturas apropriadas, econômicas e inspiradoras para um futuro promissor.
No contexto contemporâneo, como já foi dito inúmeras vezes, parece que vivemos no que se chama de uma era digital. Uma pandemia global aumentou a popularidade dos meios digitais de comunicação — como o Microsoft Teams e o Zoom, e o aplicativo de mensagens multiplataforma WhatsApp com mais de 2 bilhões de usuários ativos. Do ponto de vista ambiental, vemos a migração dos negócios para a “nuvem” como uma vitória da sustentabilidade. Em termos simplificados e para citar um exemplo específico, as empresas podem abster-se de armazenar dados em discos rígidos externos, e armazenar seus dados em serviços de hospedagem de arquivos online.
Dentro de diversos – senão todos – programas arquitetônicos, existe uma função que é um requisito básico e comum a eles: o banheiro. Não se projeta uma residência, escritório, espaço comercial, teatro, museu, espaços religiosos, parques, escolas, sem ele. Em alguns países, o sanitário público faz parte da infraestrutura urbana, da mesma forma que o são transporte público ou coleta de resíduos. Direito básico da humanidade, ainda que negado para uma parcela considerável da população global, o sanitário acompanha o desenrolar histórico. A modernidade trouxe consigo a separação entre público e privado, e o cômodo passou a ser cada vez mais reservado na sociedade ocidental.
Poucos arquitetos na história tiveram a honra e o privilégio de intervir na famosa Praça de São Marcos em Veneza — marco turístico de inigualável valor histórico para a humanidade. Sir David Chipperfield é um deles. Como se não bastasse, deixou sua marca também em outro projeto de inestimável valor, embora muito mais recente: a Neue Nationalgalerie, projetada por Mies van der Rohe em Berlim. Os quatro séculos que separam essas duas joias parecem não impor dificuldades para o vencedor do Prêmio Pritzker de 2023, que refuta um estilo internacional de arquitetura em busca de um traço que destaque as qualidades locais.
Até que ponto um espaço pode ser estreito sem perder sua condição de habitabilidade? Quais são as dimensões mínimas que uma habitação deve ter para garantir o conforto de seus habitantes e o correto desenvolvimento de suas atividades cotidianas?
Reunindo pesquisas científicas atuais, um novo relatório de ciência climática do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU foi aprovado e divulgado depois de intensas negociações entre os principais cientistas do mundo e governos. Com 37 páginas, o Relatório de Síntese da Sexta Avaliação do IPCC (AR6), reúne seis relatórios científicos e políticos aprofundados, e tem como público alvo principal os formuladores de políticas.
Ao emular técnicas manuais de fabricação, a impressão 3D utiliza modelos digitais para criar objetos tridimensionais personalizados através de um processo de produção aditivo. Essa ferramenta permite que a arquitetura explore formas, estruturas e materialidades inovadoras, fornecendo novos caminhos para o pensamento criativo. Expandindo progressivamente seus limites, a impressão 3D está integrando outras tecnologias existentes para desbloquear novos usos e tipologias. É o caso do trabalho de Philipp Aduatz, que combina estruturas texturizadas impressas em 3D com iluminação LED, adicionando uma nova camada de complexidade para permitir a criação do primeiro estúdio de cinema impresso em 3D do mundo.
Melhor para a visão, melhor para os olhos, melhor para a saúde e melhor para o humor, a luz natural é compreensivelmente o método de iluminação preferido da maioria, mas é um recurso incontrolável. Pode ser expandido com janelas maiores, plantas livres e superfícies reflexivas ou em tons claros, mas, em última instância, dependendo da época do ano, não atingimos níveis satisfatórios de iluminação nos interiores.
No entanto, nem tudo é desgraça e melancolia. Conceitos de iluminação bem pensados podem transformar completamente um ambiente interno. Esta casa no Japão, por exemplo, destaca suas características arquitetônicas com iluminação oculta, conferindo à elas vida noturna, enquanto este cinema de pequena escala também usa faixas de iluminação indireta para definir graficamente seu interior.
O Prêmio Pritzker de 2023 foi concedido a Sir David Chipperfield, arquiteto, urbanista e ativista nascido em Londres. David Chipperfield fundou seu escritório de arquitetura em 1985 em Londres, sob o nome David Chipperfield Architects, após moldar sua carreira trabalhando com renomados arquitetos como Norman Foster, Richard Rogers e Douglas Stephen. Ele estudou arte e arquitetura na Kingston School of Art, graduando-se em 1976, e continuou seus estudos na Architectural Association School of Architecture em Londres, concluindo em 1980. Hoje, a David Chipperfield Architects se expandiu para incluir escritórios em Berlim, Xangai, Milão e o mais recente escritório aberto em Santiago de Compostela.
Com molduras e painéis impermeáveis envolventes em qualquer cor para combinar ou contrastar com a decoração, as divisórias de box como a Eterna da Samo são uma ferramenta útil no design do banheiro. Cortesia da imagem de Samo
Já publicamos antes sobre a preferência por chuveiros em vez de banheiras no quesito saneamento. Uma terapia de higiene instantânea, eles são mais rápidos, mais limpos, mais eficientes em termos de energia e usam menos água do que seus irmãos horizontais.
A popularidade dos chuveiros significa que há uma enorme variedade de formas, tamanhos e tipos no mercado. No entanto, o planejamento do banheiro pode ser exaustivo com tantas opções para escolher. Aqui estão seis perguntas simples a fazer ao definir um local para o box perfeito se adequar a qualquer tipo de espaço, estilo de vida ou preferência.
O que vem à sua mente quando você pensa em tecnologia? De todas as palavras que surgem na sua cabeça, “antigo” provavelmente não é uma delas. Sempre pensamos em tecnologias como algo que está no futuro.
Em um mundo onde soluções de alta tecnologia são praticamente sinônimo de desenvolvimento, Julia Watson adotou uma abordagem contrária. A designer australiana radicada em Nova York passou boa parte de sua carreira viajando para comunidades indígenas nas partes mais remotas do mundo – do Benin ao Iraque – para estudar como podemos aplicar suas inovações antigas ao ambiente contemporâneo de nosso planeta.
A Arquitectonica refutou a acusação de Koolhaas de que a “arquitetura moderna nunca alcançou a prometida alquimia entre quantidade e qualidade”, e o enorme compêndio de Alistair Gordon sobre a obra do escritório certamente a desmente.
Mas e quanto ao elogio ambíguo de Rossi: “Na América… quantidade é qualidade!”? Embora seja absolutamente digna de elogios, a quantidade de obras não é a base da conquista da Arquitectonica—mesmo quando associada ao virtuosismo projetual. A importância da Arquitectonica deriva de certas contribuições específicas para a arquitetura moderna nos Estados Unidos.
Em pleno bairro da Recoleta, na Cidade Autônoma de Buenos Aires, ergue-se o edifício de Clorindo Testa, Héctor César Lacarra e Elena Acquarone, implantado em um lote de 8,66 m de frente por 42 m de fundo. Projetada entre 1975 e 1978, após a promulgação da lei de propriedade horizontal, a fachada do edifício deixa transparecer uma série de terraços, vazios e passarelas acessíveis, que dão origem a um jogo alternado de pés-direitos duplos, proporcionando maior iluminação e ventilação natural aos diferentes ambientes das habitações.
Para nós, a prática da arquitetura é um processo orgânico de construção. Nesse percurso, enfatizamos três dimensões fundamentais: pesquisa, projeto e execução. Trata-se de etapas que, embora progressivas, estabelecem relações de paralelismo e interseção. Consolidados pelo amadurecimento de obras construídas e propostas teóricas, nossa colaboração cotidiana tornou-se mais sólida, e nosso caminho projetual reflete de forma clara três eixos principais: contexto histórico, engajamento comunitário e futuro inteligente. Nos últimos anos, amparados por uma visão arquitetônica diversa, complexa e aberta, buscamos criar cenários e espaços dinâmicos a partir da narrativa singular de cada projeto, em busca de valor e poesia atemporais. Nosso objetivo é conceber, por meio de uma linguagem arquitetônica precisa e poética, ambientes habitáveis que proporcionem dignidade à sociedade.
Desde 2021, com o objetivo de oferecer um atendimento mais refinado aos projetos locais em Hangzhou e na região do Delta do Rio Yangtze, o ALYA estabeleceu seu escritório em Hangzhou e, simultaneamente, estruturou uma equipe de desenho urbano. Ao longo dos anos, o escritório tem recebido ampla atenção da mídia internacional, acumulando diversos prêmios e participações em exposições. Entre os reconhecimentos destacam-se a Medalha de Ouro da ARCASIA (Associação de Arquitetos da Ásia), o prêmio principal de Hotel do Ano do Dezeen Awards, o prêmio de Escritório de Design do Ano e Arquitetura Sustentável da BUILD, o prêmio DFA (Design for Asia Awards), a Bienal de Arquitetura de Veneza, o Wallpaper* Design Awards, o WA Chinese Architecture Award e o Future Award da IDEAT. Em 2021, o fundador do ALYA, Liu Yuyang, foi nomeado pelo Hangzhou Canal Group como consultor-chefe de planejamento e design para a integração cultural e turística do Grande Canal de Hangzhou. Após o período singular de três anos de pandemia global, o ALYA celebra em 2023 a conclusão de uma série de projetos construídos, além do desenvolvimento ordenado de novas propostas de alta qualidade, refinamento, sustentabilidade e inovação alinhadas às tendências do futuro.
Se você acompanha o desenvolvimento saudável dos escritórios de arquitetura de excelência na China, possui um espírito profissional voltado à inovação e ao detalhe, demonstra entusiasmo para explorar o desconhecido e coragem para enfrentar desafios, e deseja crescer junto a uma equipe de design profissional sediada no Delta do Rio Yangtze com projeção global, convidamos você — que compartilha de nossos valores e deseja se engajar plenamente — a se juntar ao ALYA!