O conforto acústico é afetado pelos níveis e pela natureza do som vivenciado em um espaço interno, medido em decibéis. A funcionalidade e a estética dos espaços residenciais e de trabalho costumam ser o foco principal de quem projeta; no entanto, com frequência excessiva, negligenciam-se os fatores que contribuem para a produtividade de colaboradores/as ou para o conforto de moradores/as. Proporcionar um ambiente acústico confortável contribui significativamente para o bem-estar geral e a saúde das pessoas que nele atuam.
É uma crença comum entre o público leigo (e até mesmo entre alguns/as arquitetos/as) que os telhados de duas águas são inerentemente superiores aos planos. O argumento geralmente é de que a cobertura em duas águas demonstra uma sensibilidade de “a forma segue a função”, escoando facilmente a água e a neve por meio da geometria e da gravidade. Sendo assim, os telhados planos seriam propensos a infiltrações. Embora isso seja verdade, este vídeo desmistifica o assunto ao analisar mais detalhadamente alguns pontos que podem fazer você mudar de ideia. Isso inclui o motivo original de Louis Sullivan para escrever a frase “a forma sempre segue a função”, bem como a capacidade das coberturas planas de oferecer espaços públicos ao ar livre, receber telhados verdes, proporcionar simplicidade estrutural e apresentar melhor comportamento em relação ao vento, entre muitos outros fatores. Há também outra razão funcional e formal concorrente pela qual uma cobertura com pouca inclinação pode ser mais prudente do que uma inclinação mais acentuada, mesmo em áreas com ocorrência de neve, como Chicago.
O National Provincial Bank em Plymouth, sudoeste da Inglaterra, concluído em 1959 e projetado pelo departamento de arquitetura do banco, com BC Sherren como arquiteto-chefe. Imagem cortesia de Elain Harwood
O termo “mid-century modern” evoca imagens de um elegante Don Draper, armários esguios de teca e cadeiras escandinavas sofisticadas. Essa é, pelo menos, uma das perspectivas desse movimento de design, uma visão que remete muito mais aos escritórios de Manhattan nos anos 1950 do que a qualquer outra coisa. No entanto, na Grã-Bretanha, esse estilo manifestou-se de forma ligeiramente diferente, expressando-se em escolas, catedrais, habitações e em um festival que definiu a época — tudo isso eloquentemente descrito e ilustrado pela prolífica historiadora da arquitetura Elain Harwood em Mid-Century Britain: Modern Architecture 1938-1963.
Fundado pelo/a arquiteto/a Lin Congran, o CROX faz alusão a "cross over" (design transdisciplinar), com um portfólio que abrange planejamento urbano, arquitetura, design de interiores, mobiliário, curadoria e criação artística. Pautado pelo conceito de "vanguarda natural" e por uma sensibilidade humanista, o escritório expande o design da arte para um diálogo entre cultura e natureza, materializando constantemente o intangível e o orgânico da imaginação para deixar uma nova marca em nossa época. Nos últimos anos, o escritório participou da Trienal de Milão de 2016 e de duas edições da Bienal de Veneza na Itália (2016 e 2018). Seu trabalho foi reconhecido com diversos prêmios internacionais de prestígio, incluindo o WAF (World Architecture Festival), o AMP (Architecture MasterPrize) dos EUA, o Andrew Martin do Reino Unido, o DNA Paris, o K-DESIGN da Coreia do Sul e o JCD do Japão.
Vladimir Belogolovsky conversa com o arquiteto mexicano-americano Francisco Gonzalez-Pulido sobre sua exposição 30 Projects/30 Years/30 Stories, atualmente em cartaz no Museo Metropolitano de Monterrey, no México. 30 Projects/30 Years/30 Stories, uma grande retrospectiva sobre a obra do arquiteto mexicano-americano Francisco Gonzalez-Pulido, foi inaugurada em 18 de junho no Museo Metropolitano de Monterrey, no México. A exposição permanecerá em cartaz até 21 de setembro.
A Prada e Raf Simons apresentaram a coleção masculina de outono/inverno 2021 da marca, propondo aos/às designers o desafio de criar um espaço singular. Em resposta, Rem Koolhaas e o AMO projetaram quatro salas geométricas interconectadas para servir de passarela, sob o conceito de "qualidades sensoriais". A materialidade exposta e a própria distribuição espacial expressam uma relação de maior intimidade com o entorno, lembrando ao público que a moda e a arquitetura vão além de meros invólucros funcionais: são mídias ativas que estimulam nossos sentidos.
“Cosmowomen. Places as constellations” é uma exposição da arquiteta espanhola Izaskun Chinchilla Moreno em cartaz na Galleria Nazionale di Roma. A mostra apresenta os projetos de 65 arquitetas de mais de 20 nacionalidades diferentes formadas na Bartlett School of Architecture de Londres e reflete sobre a inserção da mulher no campo profissional e acadêmico da arquitetura.
Nuevos pueblos en Sinaloa. Image Cortesía de Archivo Carlos González Lobo
No dia de hoje, 12 de abril de 2021, foi anunciado o falecimento do arquiteto Carlos González Lobo, expoente da arquitetura social e participativa no México. Formou-se pela Escuela Nacional de Arquitectura em 1963, tornou-se mestre em Arquitetura em 1995 pela Faculdade de Arquitetura da UNAM e, no mesmo ano, recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Escola de Design da Universidade de Rhode Island, além de ter obtido o doutorado em Arquitetura pela UNAM em 2007.
Mapa de relaciones. Pieza gráfica preliminar. Elaborada por el equipo de "Entre líneas". Image Cortesía de Entre Líneas
Redirecionar o olhar para a atuação das arquitetas na construção do legado moderno chileno é o principal objetivo da pesquisa de acesso livre intitulada Entre Líneas. A iniciativa se estrutura a partir de uma narrativa visual articulada em torno de cinco pilares, que podem ser visualizados diretamente na plataforma digital do projeto. Por meio do trabalho documental, da compilação de material de arquivo e da elaboração de peças gráficas analíticas, a proposta busca reescrever a história da arquitetura chilena do século XX a partir de uma perspectiva de gênero.
Com o aumento de eventos climáticos extremos decorrentes das mudanças climáticas, a arquitetura sustentável torna-se cada vez mais crucial. Afinal, para mitigar os impactos ambientais, a Agência Internacional de Energia recomendou que as indústrias busquem um sistema de energia líquida zero (net-zero). Para o setor da construção civil, isso significa trabalhar para mitigar 11,4 Gt de emissões de CO2.
Como contribuição, profissionais de arquitetura devem garantir que suas especificações sejam sustentáveis. As membranas externas, por exemplo, costumam ser a solução padrão para impermeabilização, mas trazem diversos riscos, incluindo a recorrência de falhas, além de não serem ecologicamente corretas. Em suma, torna-se necessária uma alternativa melhor.
“Sem correr atrás da descoberta de formas forçosamente originais, sem a busca por efeitos estéticos inovadores, a adaptação estrita e consequente da habitação ao clima conduziu progressivamente a uma nova arquitetura, autóctone e autêntica.” (1)
Wladimiro Acosta nasceu em Odessa em 23 de junho de 1900. Lá, formou-se na Escola de Belas Artes com o título de Bacharel e Técnico em Construção no ano de 1917. Posteriormente, em 1919, mudou-se para a Itália com o objetivo de continuar seus estudos de arquitetura, ingressando na Escola Superior do Instituto de Belas Artes de Roma, onde se licenciou em Arquitetura e atuou como professor de Desenho Arquitetônico entre os anos de 1920 e 1921. Em 1922, mudou-se para a Alemanha, país onde viveu até 1928, ano em que deixou a Europa para viajar a Buenos Aires.
O novo e massivo polo de pesquisa laboratorial, projetado pelo escritório Behnisch Architekten, marca um novo capítulo na construção sustentável e no planejamento de campus. James McCown explora em seu artigo originalmente publicado na Metropolis a mais recente adição de Harvard ao seu campus de Boston: o novo Complexo de Ciência e Engenharia (SEC), projetado pelo escritório alemão Behnisch Architekten com foco em sustentabilidade e bem-estar.
Vista Oeste. Image Cortesía de Burgos & Garrido Arquitectos
O escritório de Francisco Burgos e Ginés Garrido recebeu o primeiro prêmio no concurso promovido pelo Cabildo de La Palma para a realização de uma residência para pessoas idosas e centro de dia em Los Llanos de Aridane, município da província de Santa Cruz de Tenerife, nas Canárias. A oeste da ilha de La Palma, a proposta se apresenta como um ponto de encontro entre a arquitetura e a natureza, onde as pessoas residentes possam desfrutar do último ciclo de suas vidas por meio de uma arquitetura otimista que viabilize a vida em comum.
Dan Klyn, que leciona arquitetura de informação na Universidade de Michigan, está atualmente pesquisando e escrevendo uma biografia intitulada Richard Saul Wurman’s 5 Lives. É um título apropriado, já que o intelectualmente peripatético Wurman teve várias encarnações profissionais: arquiteto, autor, editor, designer, pintor, escultor, empresário (ele criou e fez a curadoria minuciosa das primeiras palestras do TED). “De certa forma, sou um amador, um diletante, não faço nada excepcionalmente bem, mas vejo padrões entre as coisas”, ele me disse em uma entrevista recente, embora sua modéstia aqui pareça um tanto infundada: Wurman é membro do Art Directors Club Hall of Fame; Membro Honorário (Fellow) do AIA; escreveu, projetou e publicou mais de 100 livros; ganhou um prêmio pelo conjunto de sua obra do Cooper Hewitt; e recebeu a Medalha de Ouro do AIGA.
A infraestrutura verde é uma abordagem que tem como eixo estratégico o planejamento territorial e a sustentabilidade ambiental — além disso, é uma das principais respostas que comunidades, municípios e governos em cidades de todo o mundo estão adotando para enfrentar a crise climática, melhorar a saúde pública, diminuir a segregação social e proteger a biodiversidade. Na prática, corresponde a um sistema interconectado de espaços verdes diversos que sustentam uma variedade de funções e benefícios.
Parece um sonho — a capacidade de projetar o que quer que venha à mente sem se preocupar com a execução. Parece bom demais para ser verdade e, talvez, em alguns casos, de fato seja. Há simplesmente regras demais — implícitas e explícitas — que a arquitetura e o design devem obedecer. No entanto, em certas situações, é possível recuperar a liberdade projetual utilizando soluções inteligentes que já existem, mas que talvez sejam pouco conhecidas. Isso se aplica especialmente à arquitetura e ao projeto de portas.
No futuro, a Internet das Coisas desempenhará um papel cada vez mais profundo em nossas vidas. Com dispositivos capazes de se comunicar de forma independente e de se integrar ao nosso cotidiano como assistentes inteligentes, a demanda por tecnologias domésticas inteligentes cresce em paralelo com a expansão da oferta de produtos. Em um relatório recente, a empresa de estatísticas e pesquisas de mercado Statista prevê que, este ano, cerca de 12% das residências no mundo terão dispositivos domésticos inteligentes, com uma projeção de aumento para mais de 21% até 2025. Em outras palavras, o contingente de usuários/as globais chegará a 478,2 milhões. Afinal, quais desses dispositivos são realmente úteis? Destacamos a seguir nove soluções de tecnologia e design de excelência que acabam de ser premiadas no iF Design Award 2021.
Esta semana, destacamos as vagas abertas em dois escritórios de destaque localizados na região do Delta do Rio Yangtze: o Senshang Design, de Hangzhou, e o Dayi Mingliang Architects, de Xangai. Com linguagens singulares, ambos atuam de forma dinâmica em diferentes campos da arquitetura e buscam talentos para integrar suas equipes.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130326/vagas-da-semana-senshang-design-dayimingliang-architectureMilly Mo
O arquiteto norte-americano Brian Mac cresceu perto de Detroit. Ele se formou na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Detroit em 1988 e, nos cinco anos seguintes, trabalhou em um escritório especializado em preservação histórica, o Quinn Evans Architects, em Ann Arbor. Foi lá que ele aprendeu a amar o detalhamento arquitetônico histórico e, enquanto trabalhava no escritório, em 1992, obteve seu registro profissional. Em seguida, veio um breve período de desilusão com a profissão, o que o levou a se mudar para o Ohio para trabalhar em um centro de tratamento residencial para jovens infratores.
Para começar a integrar estudos de carbono incorporado aos projetos e atingir metas de sustentabilidade, é importante considerar diversos fatores, tais como os valores de carbono (kgCO2e) e quais faixas típicas de valores devem ser observadas no projeto voltado à redução de emissões. Este e-book apresenta uma visão geral de como iniciar a integração de estudos de carbono incorporado em seus projetos.
Após uma ausência de um ano, a Semana de Design de Milão encerrou mais um ano de criatividade e inovação. De 5 a 10 de setembro, milhares de marcas de design exibiram suas criações para mais de 200 mil visitantes vindos de diferentes países, perfis demográficos e setores. Embora a feira de design tenha se voltado majoritariamente para o universo do design de interiores, diversos/as arquitetos/as de renome, como Bjarke Ingels, Foster + Partners e Herzog & de Meuron, participaram do evento e uniram forças com marcas de design de interiores e de mobiliário para criar peças autorais.
Fachada de malha metálica ondulada em aço inoxidável no Centre Aquatique, Vic-le-Comte, França. Imagem cortesia de Haver & Boecker
Desde a criação de um novo edifício de estacionamento com uma estética impressionante até o retrofit de uma edificação existente, a malha metálica arquitetônica oferece versatilidade e durabilidade que a tornam única em relação a outras opções de materiais de projeto.
Como uma das convidadas, a arquiteta mexicana Fernanda Canales apresenta a mostra After the House como parte da agenda cultural da 17ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia, com curadoria de Hashim Sarkis. A exposição consiste em quatro maquetes principais que apresentam projetos de habitação concebidos como uma reinterpretação das vecindades, habitações urbanas multifamiliares de uso misto dispostas em torno de pátios com serviços compartilhados.
A maior parte das notícias vindas da recém-concluída cúpula do clima em Glasgow foi decepcionante. Cúpulas anteriores haviam terminado de maneira igualmente desanimadora, e a COP26 não foi exceção. O encontro reconheceu a gravidade do problema e a urgência do momento — a necessidade de limitar o aquecimento global a menos de 1,5 grau Celsius (alguns cientistas acreditam que já seja tarde demais para evitar isso) —, mas adiou os compromissos firmes necessários para de fato resolver a questão. Ao mesmo tempo, esta cúpula pareceu diferente. Havia um senso de urgência nas ruas de Glasgow, e a atenção do mundo estava inegavelmente voltada para as mudanças climáticas. Como esse foco se traduzirá em ações no campo político, contudo, continua sendo uma questão em aberto.
No entanto, o arquiteto Edward Mazria, diretor executivo do Architecture 2030, acredita que, apesar dos imensos obstáculos enfrentados por ativistas do clima, o setor da construção está prestes a ajudar a mudar os rumos do planeta. Ele vê motivos reais para otimismo e para um esforço renovado. Diante das notícias aparentemente sombrias vindas de Glasgow, conversei com ele na semana passada sobre o caminho a seguir, sobre como alcançamos um ponto de inflexão importante, por que o uso de energia atrelado a edifícios começou a diminuir globalmente e os passos necessários para descarbonizar totalmente o ambiente construído.