Espera-se que as cidades africanas tenham um aumento significativo da população nos próximos 30 anos. De acordo com as projeções das Nações Unidas, essas cidades receberão mais 900 milhões de habitantes até 2050. Essa mudança demográfica criará oportunidades e desafios que remodelarão a natureza e a estrutura dessas cidades. Esses desafios incluem a necessidade de crescimento econômico, aumento da demanda por habitação e infraestrutura e o desenvolvimento de sistemas de transporte complementares. Até agora, a maioria das cidades africanas respondeu a esse rápido crescimento populacional com padrões de crescimento horizontal que expandem as periferias da cidade, aumentam a fragmentação social e, por fim, levam a uma maior dependência do carro.
Como as casas contemporâneas têm empurrado os limites da inovação para o futuro? Atualmente, estes espaços tendem a ter linhas limpas, cores neutras e espaços flexíveis, com a integração de recursos tecnológicos e automatização. Mas mesmo havendo certas características atemporais que definem os interiores contemporâneos neutros, podemos começar a identificar tendências futuras analisando projetos arquitetônicos que diferem do tradicional, reconhecendo materiais e acabamentos disruptivos para interiores guiados pelos avanços tecnológicos que estão a moldar casas complexas e em constante mudança do futuro. A seleção destes materiais inovadores transmite um processo de decisão meticuloso na construção da estrutura e identidade de um espaço. Dependendo do contexto e tipologia, há uma crescente consciência de como os materiais afetam um ambiente, e como novas tecnologias estão a criar soluções inteligentes que podem mitigar os seus efeitos nos interiores.
A inteligência artificial (IA) vem desempenhando um papel fundamental na visualização dos interiores das casas do futuro, e juntamente com a exploração de materiais biofílicos, inteligentes e impressos em 3D, tem estimulado novas formas de abordar como vamos viver no interior no futuro.
Uma olhada dentro do Plethora Project's Common'hood, um jogo multiplayer imersivo focado na construção de uma nova comunidade dentro de uma fábrica abandonada após um colapso econômico. Imagem via Projeto Pletora
Este artigo é o terceiro de uma série que se concentra na Arquitetura do Metaverso. O ArchDaily, em colaboração com John Marx, designer, fundador e diretor da Form4 Architecture, traz mensalmente artigos que buscam definir o Metaverso, transmitir o potencial desse novo domínio e entender suas limitações.
“Almocei na lua, nadei em um lago sombrio em Marte, joguei croquet com as nuvens e persegui o arco-íris debaixo do mar, tudo em uma tarde gloriosa.” Como e onde você interage com um metaverso próximo de você influenciará o quão real e significativa essas experiências podem parecer. Ao passo que, fundalmentalmente, o metaverso pode ser visto como uma série de intenções econômicas sobrepostas, há uma oportunidade única e importante para arquitetos e designers de espaços e lugares influenciarem o resultado desses esforços e criarem um futuro mais humanista e vibrante.
Fazer arquitetura envolve mobilizar aspectos diversos em relação ao meio onde se insere o edifício: contexto sócio-cultural, político, econômico; estética, legislação, funcionalidade, e, dentro desta última, eficiência de uso, ocupação e conforto. As obras de Laurent Troost têm mostrado a articulação entre esses diversos fatores, com particular atenção ao último: o conforto, especialmente o térmico. Em geral, seus projetos priorizam a ventilação natural em detrimento do uso de climatização artificial, quase que obrigatória nas construções dentro do modelo de cidade atual.
A mudança de um país de quatro estações demarcadas para um com clima tropical em 1973 representou uma nova experiência de vida e, na prática da arquitetura, implicou uma adaptação à nova realidade. O contato com os costumes e hábitos da nova vida que se impunha, assim como a arquitetura tradicional que encontramos, indicou que nossa metodologia de projeto e construção deveria mudar para incorporar este novo mundo com seu clima e suas experiências.
A convite da Prefeitura de Puebla, no México, por meio da Gerência do Centro Histórico e Patrimônio Cultural, "Patio Efímero, o festival de arte contemporânea, arquitetura e patrimônio", mais conhecido como "Patio Efímero", representará Puebla na Semana de Design de Berlim 2023. Este ano, o evento terá como tema principal a resiliência. Diante disso, o coletivo de Puebla responsável por sua organização abordará o terremoto de 19 de setembro de 2017 e a pandemia de COVID-19, acontecimentos que marcaram as três edições de seu projeto.
A concepção diz respeito às primeiras etapas do processo de projeto. Trata-se de um processo no qual profissionais de arquitetura precisam explorar, pensar, fazer, criar e expressar. Não se trata de um fluxo linear com início e fim definidos, mas sim de um ciclo contínuo e iterativo. Envolve testar e rejeitar. Às vezes, um conceito inteiro será descartado, ao passo que, em outros momentos, partes serão mantidas e outras deixadas de lado para continuar evoluindo.
O trabalho de arquitetos e arquitetas líderes é fundamental durante a fase de concepção, momento em que sua experiência e visão permitem definir os parâmetros e a intenção geral do projeto. Ao possibilitar que profissionais de arquitetura dediquem mais tempo a essa etapa, contando com mais dados e feedback, o Spaces contribui para gerar melhores resultados projetuais e permite que essas pessoas passem mais tempo fazendo o que fazem de melhor e o que mais gostam.
Fundada em 2006, a Shanghai Hetai Architectural Decoration Co., Ltd. dedicou os últimos 17 anos à pesquisa e à prática de restauro e proteção durável de arquitetura em concreto aparente, bem como à execução de acabamentos em concreto aparente (revestimentos em cimento Portland e cimento branco resistentes às intempéries). Desde a seleção de produtos, testes de desempenho e desenvolvimento de processos até a implementação em projetos e inovação tecnológica, a empresa realizou com rigor experimentos em materiais, técnicas e execução. Como resultado, concluiu a recuperação e a proteção durável de 36 edifícios de concreto aparente e concreto convencional moldados em diferentes épocas, executou 9 projetos de acabamento em concreto aparente e realizou testes contínuos de estabilidade e resistência às intempéries que já superam o período de 10 a 16 anos.
As calotas polares estão recuando rapidamente; um dos dois partidos políticos norte-americanos enfraquece ativamente a autoridade federal; apesar de novos materiais e da manufatura aditiva, a maioria das casas construídas hoje é erguida da mesma forma que há várias gerações; a patológica suburbanização do país continua inabalável. Diante de tudo isso, parece que "o centro não consegue se sustentar". Essas foram algumas das questões que levaram Keith Krumwiede, então prestes a se tornar bolsista na Academia Americana em Roma (AAR), a argumentar, em 2017, que, se uma casa unifamiliar isolada para cada família constitui o cerne do "Sonho Americano", então precisamos de um novo sonho.
Durante o mês de agosto de 2022, a Prefeitura de Puebla, por meio da Gerência do Centro Histórico e Patrimônio Cultural (GCHPC), em colaboração com a Direção de Patrimônio Mundial do Instituto Nacional de Antropologia e História, o Colégio de Arquitetos de Puebla A.C. (CAPAC) e o Museu Amparo, convocaram profissionais e estudantes de graduação das áreas de design, arquitetura, urbanismo e cursos afins a participar do “Rehabilita y habita, Primeiro concurso de ideias. Novas perspectivas para o Centro Histórico de Puebla”, que se concentra em repensar as formas de fazer arquitetura, de habitar o Centro Histórico, de se apropriar do espaço público e de conservar o Patrimônio Cultural, integrando os cidadãos de forma ativa.
“A regra de ouro de nossos tempos é adaptar-se; não se deve brigar com a realidade”, dizia Mathias Goeritz. Mais de sessenta anos depois, o TEMPO ZERO chega ao Museu Experimental El Eco para provocar uma reflexão sobre o Antropoceno e a resistência tangencial. A partir da proposta curatorial de Gabriela Carrillo, a convocatória do pavilhão apontou para os futuros inadiáveis contra o tempo e a crise ambiental, além do aspecto lúdico para refletir sobre “como passamos o tempo” ou “como o tempo passa”.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138369/observatorio-ambiental-reflexoes-sobre-a-proposta-vencedora-para-o-pavilhao-eco-2023Juan José Kochen
Moradias podem ser entendidas como a forma mais significativa e primária de arquitetura, já que a casa está intimamente relacionada à ideia de abrigo, uma das necessidades básicas da humanidade. Nas palavras do arquiteto Mario Botta, “Enquanto houver um homem que precisa de uma casa, a arquitetura ainda existirá.” No entanto, apesar de sua ubiquidade, ou talvez por causa dela, é difícil encontrar uma definição exata de uma casa. Ao longo da história, diferentes funções e espaços foram adicionados e subtraídos desta unidade, refletindo diretamente o caráter da sociedade que a produziu.
A lista de expectativas que uma casa deve cumprir é longa e está sempre em evolução: fornecer espaços íntimos e seguros onde se possa recarregar energia, mas, ao mesmo tempo, permitir interação, acolhendo amigos e familiares; é o local de lazer e relaxamento, mas também o local da maioria dos trabalhos de cuidado, além de fornecer um pequeno escritório para o início de empreendimentos. Essa tendência de exigir que uma unidade residencial cumpra múltiplos papéis foi aumentada a níveis sem precedentes durante a pandemia. Preocupações com a saúde levaram ao fechamento da maioria dos espaços de trabalho, o segundo lugar onde as pessoas passam a maior parte do tempo, e de cafés, restaurantes, cinemas e shopping centers, os “terceiros lugares”. De repente, a casa teve que se tornar um espaço multiuso.
Praias paradisíacas podem se tornar um lugar ruim para turistas quando são invadidas por sargaço, algas castanhas do gênero Sargassum C. Agardh com distribuição tropical e subtropical em todos os oceanos. Na Riviera Maya, no México, elas eram consideradas um grave problema, mas Omar de Jesús Vazquez Sánchez viu nestas algas a matéria prima para construir casas – ele transformou o sargaço em tijolos sustentáveis.
A percepção espacial é a capacidade cognitiva de processar informações visuais relacionadas à posição, ao movimento, ao tamanho e à forma dos objetos no espaço. Segundo Auguste Perret, em sua obra "Contribuição para uma teoria da arquitetura", a arquitetura pode influenciar essa percepção ao delimitar, fechar e cercar o espaço. Quando essa habilidade se alia à arquitetura, nosso cérebro interpreta e processa as informações visuais para definir se um espaço é visualmente amplo ou estreito. Em espaços interiores, existem elementos capazes de influenciar de forma determinante a nossa percepção espacial, tais como a cor, as dimensões do mobiliário e os materiais que o compõem. Estes últimos são particularmente importantes, uma vez que seu uso em condições específicas pode modificar nossa percepção espacial e a maneira como vivenciamos o ambiente, dependendo de sua textura e formato.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138613/moodboards-com-revestimentos-de-grande-formato-para-inspirar-o-design-de-interioresEnrique Tovar
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The Architect Show em Atenas oferece um fórum para a apresentação dos mais recentes produtos de construção e discussão de temas fundamentais que a profissão de arquitetura enfrenta. Imagem cortesia de The Architect Show
Diante de tantas feiras de arquitetura e design ocorrendo anualmente ao redor do mundo, identificar quais delas oferecem uma experiência de fato útil e valiosa para expositores e visitantes pode ser um desafio. Nos últimos anos, observa-se uma tendência voltada para eventos de caráter mais local, que priorizam oportunidades de conexão direta e significativa entre profissionais do setor e potenciais parceiros. Desde sua criação em 2019, o The Architect Show consolidou-se como um fórum indispensável para a comunidade de arquitetura na Grécia, reunindo marcas nacionais e internacionais que impulsionam o dinâmico mercado imobiliário do país.
O Chulah paquistanês de Yasmeen Lari — um fogão ao ar livre usado por mulheres no sul da Ásia — é uma intervenção poderosa que destaca o compromisso da arquiteta com o ativismo feminista e ambiental. O projeto aborda simultaneamente questões de desmatamento, poluição e riscos à saúde enfrentados por mulheres em áreas rurais. Seu design é sistêmico, localmente específico e consciente das necessidades dos mais vulneráveis na sociedade: mulheres e natureza. Seu vasto corpo de trabalho humanitário elaborado em Yasmeen Lari: Architecture for the Future, abre diálogo para ver a arquitetura através da lente ecofeminista.
No território argentino e a cerca de 56 km a sudeste da Cidade Autônoma de Buenos Aires, ergue-se a cidade de La Plata, fundada em 19 de novembro de 1882 como capital da Província de Buenos Aires. Sendo fruto do processo urbanístico e arquitetônico mais ambicioso do país, La Plata nasce como uma cidade de vanguarda e é uma das primeiras do mundo concebidas de acordo com as novas regras de higiene urbana e racionalidade construtiva, geradas pelos avanços científicos trazidos pelo século XIX. Além disso, a cidade foi exibida na Exposição Internacional de Paris de 1889, a grande exposição do centenário da Revolução Francesa.
Espacios de trabajo - Aplicación color SW 7005 / Pure White. Image Cortesía de Sherwin-Williams
A escolha de paletas de cores desempenha um papel fundamental em qualquer estratégia de design. Além de sua influência na estética, na percepção do espaço e nas emoções geradas, as cores selecionadas podem definir a personalidade de um ambiente. É importante levar em consideração o contexto, o uso do edifício e o estilo de vida de seus habitantes ao escolher uma paleta de cores, bem como considerar como elas interagem entre si, seja como cores complementares, seja para destacar ou contrastar com os tons predominantes.
Além de sua função no conforto interno, as cores exercem grande influência sobre as sensações e os comportamentos de quem utiliza o espaço. Juntamente com a presença de elementos estruturais e de ornamentação, as tintas complementam a definição das paletas de cores na arquitetura e no design. Como ocorre anualmente, a Sherwin-Williams apresenta suas tendências de cores. Este ano, a coleção é chamada de Terra Colormix 2023 e reúne 40 tonalidades de tendência inspiradas na abundante interrelação entre nosso ser e nossos espaços. A seguir, apresentamos diferentes paletas de cores adequadas a diversos tipos de projetos, como espaços de trabalho, centros educacionais, de saúde, edifícios multifamiliares, residências contemporâneas e espaços de hospitalidade, mostrando a versatilidade dessa coleção em suas aplicações práticas.
Elevadores residenciais sempre aumentaram a funcionalidade de uma casa. Agora, eles também podem melhorar seu apelo estético, sem mencionar o valor. Foto: Arash Moallemi. Imagem cortesia de Savaria
Os elevadores residenciais estão se tornando cada vez mais populares. Por um lado, as pessoas estão vivendo mais e a grande maioria planeja envelhecer em suas próprias casas. De fato, uma pesquisa realizada nos EUA revelou que 90% dos adultos com mais de 65 anos gostariam de permanecer em sua residência atual. Além de melhorar a mobilidade, um elevador residencial atende a diversos propósitos práticos, como a conveniência de transportar compras ou objetos pesados entre os pavimentos. Além disso, o equipamento é um verdadeiro ponto de destaque no design da casa — sem mencionar que pode valorizar o imóvel em até 10%.
No entanto, por mais desejáveis que sejam os elevadores residenciais, eles costumam ser vistos como uma intrusão visual. Muitos/as arquitetos/as, designers e proprietários/as de imóveis buscam instalá-los em cantos discretos ou escondê-los em uma série de armários alinhados verticalmente e convertidos em poço de elevador. Uma empresa, contudo, acredita que é hora de trazer o elevador residencial para o centro das atenções.
Imagen creada mediante inteligencia artificial usando prompt: "Ciudad sostenible con un horizonte de arquitectura icónica". Image Cortesía de Paula Cano via Midjourney
La generación de imágenes y modelos BIM mediante Inteligencia Artificial (IA), es hoy una realidad en el ámbito académico de la arquitectura y el diseño.
A pele absorve a matéria, o mundo é contemplado, tocado, ouvido e medido por meio da nossa existência corporal. Juhani Pallasmaa, arquiteto finlandês conhecido por propagar a ideia da arquitetura dos sentidos, além da frase acima defende que, ao contrário da visão, o toque é o sentido da proximidade tornando-se assim um eixo principal ao recobrir todo o corpo. É fato que, quando se fala em toque, a primeira imagem que vem à mente geralmente é o contato com as mãos, entretanto, existem outras maneiras de se sentir a arquitetura que podem ser pensadas e desenvolvidas nos projetos, como o toque dos pés descalços sobre uma determinada superfície.
O Trem Maia é um projeto que está sendo realizado pelo atual governo do México no sudeste do país, onde serão construídos aproximadamente 1.525 km de vias férreas que atravessarão os estados de Tabasco, Chiapas, Campeche, Yucatán e Quintana Roo. O sistema oferecerá três tipos de serviços: trem de passageiros, trem turístico e trem de carga. A rota é composta por sete trechos. O trecho 1 vai de Palenque a Escárcega (228 km); o trecho 2, de Escárcega a Calkiní (235 km); o trecho 3, de Calkiní a Izamal (172 km); o trecho 4, de Izamal a Cancún (239 km); o trecho 5, de Cancún a Tulum (121 km); o trecho 6, de Tulum a Chetumal (254 km); e o trecho 7, de Chetumal a Escárcega (287 km).
O Instituto de Pesquisa do Hospital de Santa Creu & Sant Pau, projetado por Pich Aguilera Arquitectes em conjunto com o escritório 2BMFG Arquitectos, está localizado no complexo do Hospital de Santa Creu & Sant Pau em Barcelona – um dos maiores conjuntos da arquitetura modernista espanhola, declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO.
O Instituto de Pesquisa destaca-se por seu impressionante envoltório cerâmico e por sua capacidade de se integrar aos edifícios modernistas do Hospital de Sant Pau, ao mesmo tempo em que prioriza uma grande economia de energia e um maior conforto interno. As lâminas cerâmicas foram feitas sob medida para o projeto pela Faveker, especialista em soluções de alta tecnologia para fachadas.
Floresta Cidade é um programa de extensão, pesquisa e ensino da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, iniciado em 2020 e coordenado pela professora Iazana Guizzo. Ao versar sobre a vida urbana carioca através das questões do antropoceno e do deslocamento da perspectiva antropocêntrica, objetiva-se a troca de saberes em torno do habitar na metrópole. A transdisciplinaridade com diversos campos do conhecimento e com sensibilidades conectadas à floresta, historicamente silenciadas, formam o caminho para deslocar o modo habitual de pensar.