Uma das escolhas mais populares no mercado da construção civil, o piso vinílico possui diversas caraterísticas que o levaram a este patamar. Composto principalmente de policloreto de vinila (PVC) - e com outros aditivos, dependendo de sua produção, como plastificantes, fibra de vidro, resinas e/ou minerais -, trata-se de um material durável, acessível, e de fácil instalação, que pode ser aplicado nos mais variados ambientes.
A arquitetura, ao longo da história, sempre esteve associada à elite e aos mais ricos, que encomendavam edifícios suntuosos para satisfazer suas necessidades estéticas e funcionais. Essa tendência remonta a civilizações antigas: faraós egípcios construíam pirâmides e templos imponentes, imperadores romanos erguiam anfiteatros e palácios magníficos. A arquitetura era, e muitas vezes ainda é, um símbolo de poder e prestígio. Com o tempo a profissão se expandiu para abranger diversos tipos de edifícios e públicos, desde residências simples até estruturas públicas e comerciais e o avanço da tecnologia e das técnicas de construção tornou-a mais acessível em termos de custos. Mas a desigualdade em relação ao acesso a bons projetos de arquitetura ainda prevalece, especialmente em países subdesenvolvidos ou contextos vulneráveis socialmente. Diversas regiões enfrentam sérios problemas de habitação, infraestrutura e planejamento urbano devido à falta de recursos e investimentos adequados, com condições construtivas precárias, com áreas de favelas, falta de saneamento básico e edifícios inseguros.
A necessidade de substituir materiais sintéticos por opções naturais em nossas casas está impulsionando a inovação em todas as áreas do design. Historicamente dependentes de plástico e vidro, os sistemas de iluminação estão sob escrutínio especial. Enquanto alguns propõem um retorno provocativo a elementos como bexigas de animais em busca de translucidez orgânica, outros recorrem a fibras naturais consagradas, como o vime, a palha e o linho. Há também quem prefira minerais como o alabastro, cujas propriedades proporcionam uma belíssima difusão da luz ambiente. E a busca continua.
Alinhada a essa busca por uma translucidez ecologicamente correta está a designer francesa Elise Fouin, que integrou o estúdio de Andrée Putman. Nebulis, seu mais recente projeto para a fabricante de iluminação parisiense Forestier, dá continuidade às suas bem-sucedidas e etéreas criações para a marca, as coleções Papillon e Libellule, ambas inspiradas na delicadeza da natureza. O Nebulis, por sua vez, é moldado pela própria natureza em uma forma diáfana e, ao mesmo tempo, sólida.
Horta Marumbi, em Curitiba. | Foto: Valdenir Daniel Cavalheiro | Copel
Curitiba tem realizado diversas atividades para fortalecer a biodiversidade e melhorar a qualidade da vegetação na paisagem urbana. Por isso, a capital do Paraná, junto a outras 18 cidades do mundo, foi selecionada para participar do projeto Generation Restoration do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).
Com a linha Hommage, a Villeroy & Boch resgata, há mais de duas décadas, as origens do banheiro no início do século XX. Agora, a coleção de lavatórios, bacias sanitárias e banheira de imersão ganha uma atualização de cor em preto fosco. Imagem cortesia de Villeroy & Boch
E se François Boch — um frustrado fundidor francês de balas de canhão que abandonou o ofício para, em vez disso, fundar uma oficina de cerâmica com seus filhos em Audin-le-Tiche, na França — nunca tivesse existido? Como seria o banheiro moderno hoje?
Não podemos responder a isso, é claro, mas sabemos que a decisão de Boch em 1748 certamente lançou uma das pedras fundamentais para essa evolução — mesmo que tenham começado fabricando apenas potes e jarros simples de argila. O negócio prosperou rapidamente e a história seguiu seu curso. Isso também se deveu ao fato de que, com a ajuda de novas fórmulas, a empresa conseguiu produzir uma faiança mais leve e formas mais elaboradas, que eram mais acessíveis do que a porcelana cara.
Cercado por água e com uma atmosfera distinta, o estúdio de arquitetura dinamarquês BIG - Bjarke Ingels Group escolheu a próspera área portuária de Nordhavn, em Copenhague, para sua nova sede. Com o edifício, os pioneiros do design estão empenhados em destacar a integração entre tecnologia, inovação e criatividade, ao mesmo tempo em que criam um ambiente que fomenta a inventividade e promove um senso de comunidade no local de trabalho.
O vomitório e sua finalidade constituem um dos equívocos mais comuns da história da arquitetura. Diz-se que o vomitório era uma sala adjacente aos banquetes romanos, onde os/as convidados/as podiam purgar socialmente o conteúdo de seus estômagos antes de retornar à festa com capacidade renovada. Embora essa teoria não seja inteiramente fictícia — já que se sabe que os romanos de fato praticavam a regurgitação habitual, possivelmente como um sinal de extrema riqueza —, não há motivos para acreditar que existisse um espaço específico dedicado a essa prática.
O uso original do termo "vomitório" — derivado da mesma raiz latina "vomere" (vomitar) — refere-se, na verdade, a um espaço que permite a um grande edifício esvaziar rapidamente seu conteúdo. Um vomitório, portanto, nada mais é do que um corredor. Trata-se, especificamente, de um corredor amplo e arterial que conduz a — ou provém de — um espaço público de grande capacidade, como um teatro, arena ou estádio, projetado com o objetivo de permitir que o maior número possível de pessoas entre ou saia do local o mais rápido possível. Um vomitório bem projetado, por exemplo, é essencial para procedimentos eficientes de evacuação de emergência. No entanto, mesmo no cotidiano, a capacidade de deslocar grandes volumes de público agiliza a rotatividade do espaço e proporciona uma experiência coletiva mais agradável.
O Concurso Nacional de Projetos de Graduação (CNPP) e o Concurso Nacional de Projetos de Conclusão de Curso (CNPT) 2023 da Arquitectura Caliente são premiações abertas que buscam reconhecer e premiar os melhores projetos de estudantes de arquitetura do Chile.
Nesta nova edição, foi apresentado um total de 261 projetos inscritos, provenientes de 29 escolas de todo o Chile. No caso dos projetos de graduação, o júri premiou "projetos propositivos, inovadores e bem resolvidos para seu nível acadêmico" no segundo ano; e "aqueles projetos que estabelecem uma relação harmônica com seus contextos físicos, sociais ou ambientais" no terceiro, quarto e quinto anos. Já em relação aos projetos de conclusão de curso, o júri identificou "três ordens de projetos: territoriais, monumentais e outros próximos ao design de objetos", destacando o grande vencedor por sua valorização "do contexto, do patrimônio e da resolução técnica", conforme detalham as atas de ambos os concursos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138461/22-vencedores-do-concurso-nacional-de-projetos-de-graduacao-e-trabalho-de-conclusao-de-curso-cnpp-plus-cnpt-2023ArchDaily Team
Como amplamente divulgado, o setor da construção civil é responsável por cerca de 40% de todas as emissões globais de carbono. Trata-se de um desafio monumental, para o qual não existe uma solução única.
Nesse contexto, a Codesign tem o orgulho de anunciar sua parceria com a 2050 Materials para o lançamento de uma Calculadora de Carbono voltada para as etapas iniciais de projeto. Essa ferramenta simples extrai os dados do modelo de edificação do Codesign e os combina com propriedades selecionadas por usuários/as para calcular o impacto de carbono da proposta.
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Esteticamente, a Steelcase Karman foi feita para se misturar a um interior moderno com tecnologia suave que não é visível a olho nu. Ela reduz a lacuna de estilo entre o mobiliário de escritório e o residencial. Imagem Cortesia de Steelcase
Design essencial. É uma frase que tenho escrito com frequência ultimamente. Ela se aplica a muitos dos novos produtos lançados por marcas de mobiliário conscientes de seu papel na preservação dos recursos ambientais e de um mercado em transformação, cada vez mais atento. Tornou-se, por si só, uma direção estética que reconhece a necessidade de contenção. Trata-se de desempenho sem excessos, tecnologia invisível; funcionalidade com economia de formas. Hoje, se vamos colocar mais produtos no mundo, eles precisam justificar sua existência mais do que nunca.
Pense na cadeira de escritório. Ela já foi projetada e redesenhada inúmeras vezes, ganhou botões, manípulos e alavancas. Foi feita para parecer técnica; foi feita para parecer uma poltrona. Na prática, o excesso de detalhes e os sistemas de regulagem complexos demais muitas vezes tornaram o desempenho máximo do assento inacessível para a maior parte das pessoas. Diante disso, qual é o futuro da cadeira de trabalho nesta era de contenção?
https://www.archdaily.com.br/pt/1138355/forma-e-funcao-em-equilibrio-a-cadeira-de-escritorio-de-design-essencialEmma Moore
Escondido à vista de todos, logo acima de nossas cabeças, há cerca de 50 a 150 cm de espaço desperdiçado que passa despercebido e sem uso. Esses locais de difícil acesso no topo de guarda-roupas, armários de cozinha e estantes de livros costumam ser reservados apenas para objetos raramente usados, deixados para acumular poeira e serem esquecidos. No entanto, ao ajudar ambientes com pé-direito alto a aproveitar ao máximo sua altura adicional, as escadas internas permitem que os espaços de armazenamento atinjam seu potencial máximo, garantindo ao mesmo tempo que permaneçam seguros, confortáveis e de fácil acesso para todas as pessoas.
Os ventos de mudança continuam a soprar pelo setor têxtil internacional. De 9 a 12 de janeiro de 2024, quando os pavilhões de exposição em Frankfurt am Main estiverem novamente repletos e movimentados para a Heimtextil, os/as visitantes vivenciarão uma reorientação onipresente no campo dos têxteis para casa e corporativos: um distanciamento do clássico conceito de tendência como motor econômico em direção a uma transformação focada na criação de valor sustentável.
A ONU-Habitat, Programa da Organização das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, é encarregada de questões relativas à habitação e ao desenvolvimento urbano de maneira mais adequada em todo o mundo. Desempenha um papel fundamental ao abordar questões urbanas globais, trabalhando para melhorar a qualidade de vida, enfrentar desafios como a rápida urbanização e a falta de moradia, e promover práticas de planejamento urbano que sejam socialmente mais inclusivas e ecologicamente responsáveis. Em 2022, lançou o projeto "Conexões Urbanas - Planejamento de Espaços Públicos para Comunidades Inclusivas", iniciativa importante da organização, que pretende promover o fortalecimento dos governos locais através do planejamento e desenho urbano participativo de espaços públicos.
Há indícios de que palha e junco foram utilizados na construção há mais de 10 mil anos. Desde então, a revolução industrial mudou completamente as práticas de construção, introduzindo a produção em massa de aço, vidro e, não menos importante, de concreto.
A casa é constantemente associada a um espaço sagrado, um lugar que acolhe e respeita diferentes sentimentos e sensações. Assim como Bachelard afirma, ela é o nosso refúgio no mundo, nosso primeiro universo, um cosmos real em cada acepção da palavra. Uma simbologia complexa a qual faz dela um espaço que não pode ser definido apenas pelos aspectos funcionais, como número de quartos ou tamanho dos banheiros. Nas entrelinhas das suas paredes, universos inteiros são acomodados.
As interseções entre arte e arquitetura são muitas: a fruição estética, a composição de elementos formais, a relação com o lugar, a abstração, entre outras inúmeras. As combinações possíveis entre aspectos desses dois campos do conhecimento faz com que cada escritório de arquitetura (ou artista) destaque-se em sua prática e linguagem. O Diogo Aguiar Studio é um dos escritórios de arquitetura que explora esses cruzamentos entre arte e arquitetura, e distende os contornos que separam um campo do outro.
Essa atuação entre arquitetura e arte informa e move cada projeto, resultando em um trabalho que não apenas busca atender as necessidades funcionais, mas também explora novas fronteiras no que diz respeito à pesquisa espacial. Destacam-se especialmente a pesquisa material e sensorial de espaços arquitetônicos e artísticos imersivos.
Com grandes populações vêm desafios formidáveis, especialmente no campo da saúde e saneamento. No último século, manter condições sanitárias em áreas urbanas tem sido um desafio persistente, especialmente em uma nação que abriga mais de 1,4 bilhão de pessoas. A Índia enfrenta uma infinidade de problemas — infraestrutura inadequada para saneamento, falta de banheiros públicos e práticas deficientes de gestão de resíduos. Nas cidades mais densas, a luta se intensifica à medida que o gerenciamento do saneamento e limpeza urbana se mostra deficiente. A rápida urbanização da Índia superou o desenvolvimento da infraestrutura de saneamento, e problemas sanitários se enraizaram profundamente no ambiente construído do país.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais da área criativa em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, ao passo que outros oferecem dicas para colegas de design, análises de edifícios e projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, recebem o arquiteto Mark Bullivant, diretor do SAOTA, para conversar sobre sua trajetória; a formação em arquitetura na África do Sul; o desenvolvimento de projetos em múltiplos continentes; as atribuições distintas das construtoras em diferentes contextos de trabalho; sua abordagem colaborativa; a liderança e a gestão de um grande escritório; os diversos tipos de projetos em que atuam, e muito mais!
A terra compactada é um dos métodos mais antigos de construção de paredes e ainda possui um grande potencial na construção moderna com terra. Um aspecto desse potencial são suas cores e camadas, que se tornam visíveis à medida que as fôrmas são removidas. Como um processo que envolve a compressão camada por camada de cascalho, areia, silte e argila, sua aparência resultante é uma estratificação horizontal de tons de terra, conteúdo material e procedimentos de cura. Essa aparência colorida das paredes de terra compactada pode ser controlada e explorada por meio de padrões, textura, pigmentação e cores naturais da argila, oferecendo uma oportunidade para ampliar seus limites na arquitetura.
Como criar edifícios que usem a energia de forma eficiente? Tradicionalmente, os esforços para tornar o ambiente construído mais sustentável têm se concentrado na infraestrutura física, muitas vezes negligenciando as relações entre as pessoas e o espaço. O surgimento da era tecnológica trouxe os "Smart Buildings", que utilizam aprendizado automatizado. Essas estruturas são projetadas para operar com uma eficiência energética impressionante, no entanto, estão amplamente desconectadas de seus ocupantes. E se os prédios pudessem ser mais inteligentes e sustentáveis ao interagir com seus usuários?
Ao imaginar uma realidade alternativa e redescobrir sua bagagem cultural, o arquiteto Jae Kyung Kim, do escritório JK-AR, consolidou sua identidade profissional ao fundar seu próprio estúdio, selecionado como um dos Novos Escritórios 2023 do ArchDaily. Após estudar e trabalhar na Coreia do Sul e nos EUA, ele notou uma ausência de arquitetura tradicional asiática, o que despertou seu interesse. Ele começou a investigar profundamente a possibilidade de que as construções tradicionais de madeira do Leste Asiático tivessem permanecido relevantes e continuado a evoluir.
Contar a história de um único edifício pode revelar uma narrativa mais ampla sobre a própria cidade da qual ele faz parte? Essa é a premissa central do novo e envolvente livro de John King, Portal: San Francisco’s Ferry Building and the Reinvention of American Cities (W.W. Norton). O crítico de design urbano de longa data do San Francisco Chronicle escreveu uma história dinâmica e vívida deste querido edifício, inaugurado em 1898, que serviu como a principal porta de entrada para a cidade até o surgimento do automóvel (e das pontes construídas para atendê-los).
Durante décadas, o edifício permaneceu praticamente vazio e negligenciado, isolado pela Embarcadero Freeway. Após o terremoto de Loma Prieta, em 1989, a rodovia danificada acabou sendo demolida, liberando o Ferry Building, que ganhou nova vida como terminal de transporte, mercado gastronômico e edifício de escritórios. Na semana passada, conversei com King sobre a gênese do livro, a importância fundamental do terminal para a cidade de San Francisco e a ameaça que ele enfrenta com o aumento do nível do mar.