
CURSO LIVRE ARQUITETURA PAULISTANA – MÓDULO 10
“Uma das coisas que me impressionou demais durante minha estadia em Luanda foi o resplendor marcado na atmosfera... se você estivesse no interior de qualquer prédio, olhar para uma janela era insuportável por causa do brilho. As paredes escuras que emolduravam a luz brilhante de fora faziam você se sentir muito desconfortável. A tendência era olhar para longe da janela. Outra coisa que me impressionou foi a importância da brisa... a importância da brisa ao levar para longe o ar quente que se acumulava em volta do prédio. E eu pensava se não seria bom que alguém pudesse expressar... encontrar uma expressão arquitetônica para os problemas do brilho sem adicionar artifícios a uma janela... mas, preferivelmente, desenvolver uma arquitetura aconchegante... que de alguma forma contasse a história dos problemas da luminosidade.” Louis Kahn: Forma e Design
Esse depoimento de Louis Kahn, de 1961, mostra a importância da vivência do local para poder desenvolver um determinado projeto. No caso, o projeto pensado pelo norte-americano era o Consulado dos EUA em Luanda. O desenho do edifício, embora não construído, foi pautado na experiência de Kahn dentro dos espaços que visitou na capital de Angola.
