
O workshop propõe centrar o processo de crítica arquitetônica na elaboração de maquetes físicas em diferentes materiais, através de diferentes técnicas, em múltiplas escalas, e a partir de diferentes propósitos. A busca é por reconhecer as problemáticas projetuais subjacentes à obra através de maquetes, fazendo uso do desenho como meio auxiliar. Para levá-la a cabo, serão exercitadas diferentes técnicas de modelagem, associadas a materiais específicos. Técnicas e materiais serão tomados como possibilidades projetuais que podem vir a contribuir ao entendimento da obra. A postura do workshop é que cada parte, peça ou fragmento da obra deve voltar a ser projetado para que possa ser efetivamente entendido. Trata-se, assim como na música, de uma interpretação criativa.
Por que maquetes? A maquete implica geralmente um processo passo-a-passo, peça-a-peça, análogo ao processo da própria construção, um processo consideravelmente diferente daquele permitido pelo desenho. Soma-se a isso a sua condição de coisa manipulável, que leva à possibilidade de ignorar a gravidade, subvertendo uma das principais determinantes dos edifícios. Portanto, a maquete implica um processo manual particular que leva à uma compreensão mais direta do processo construtivo, das formas e estruturas, e um produto material que permite uma aproximação sensível à obra de arquitetura.
Além disso, a maquete possui outras qualidades, que são as de poder ser descontextualizada, re-formável e re-ordenável. E por último, porém muito importante, está o fato de que ela implica inevitavelmente maior espaço de tempo em sua execução e, como consequência, pede por etapas de imersão em operações manuais.
