
A realidade é um lugar estranho. Eventos que pareceriam impossíveis ocorrem incessantemente: Brexit, Estado Islâmico, Donald Trump, imigração em massa, Michel Temer, Exército nas ruas do Espírito Santo, Inteligência Artificial, algoritmos bolha das mídias sociais, Vladimir Putin, Aquecimento Global, O Antropoceno, fotografias que parecem renders…
Diante de tais fatos, a Arquitetura parece apenas remediar o mal-estar do capitalismo neoliberal. A mais recente Bienal de Arquitetura de Veneza, curada pelo chileno Alejandro Aravena, mapeou o que segundo o arquiteto seria a prática no fronte: Um conjunto de obras que parece apontar para um retorno aos fazeres tradicionais. Ao mesmo tempo, o discurso do urbanismo mais engajado roga por “cidades para as pessoas” que espelham nostalgicamente a cidade européia com suas piazzas e ciclovias. Parece que estamos incapacitados de imaginar alternativas radicais para nossa sociedade.
O último ‘fronte’ que referenciamos quebras de paradigmas da Arquitetura e do Urbanismo foi tido na II Guerra Mundial. Deste, uma retomada da corrente do urbanismo regional pautado em Patrick Geddes, substanciou o interesse pela arquitetura vernácula. Um movimento de negação dos princípios modernos da construção do ambiente para os homes máquinas. Os parquinhos de Christofer Alexander e a exposição de 1964 do MoMA, The Architecture withought Architects, são exemplo disso.
