
Se algo caracterizou ao longo dos anos a saga dos games "Final Fantasy" é a profundidade das suas histórias e personagens, assim como o desdobramento imaginativo para recriar seus mundos extraídos praticamente de sonhos. A etapa, da qual esteve encarregado Hironobu Sakaguchi, fundador da saga, é amplamente reconhecida por explorar todos estes elementos, a nível de considerar seus trabalhos como obras-primas; impecáveis mundos de fantasia nos quais o jogador se encontra profundamente imerso como na melhor das literaturas ou no filme mais clássico.
Dentro de todas aquelas fantasia, talvez a que agora é nosso tema de análise, é, de fato, a mais incompreendida. Nem os críticos, nem o público em geral a receberam com ânimo, feito que levou a falência a companhia Square, que a produziu, carregando um maior estigma e rejeição como se fosse uma lenda obscura.
Não é tema desta análise aprofundar-se nas causas que levaram a este fracasso, mas é conveniente esclarecer os seus motivos principais para revindicar na medida o trabalho extensivo que foi necessário para sua realização. Primeiramente, sua realização extrapolou o orçamento inicial, estabelecendo uma arrecadação que somente grandes êxitos de bilheteria poderiam conseguir. Somado a isto, a grande legião de seguidores esperava ver um mundo tão mágico e tão rico em elementos como no game, mas em vez disso, encontrou uma ambientação cinza e desoladora, em um mundo muito humano onde a fantasia não era a protagonista.
