Cinema e Arquitetura: "A Ilha"

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Antes que o diretor Michael Bay ficasse estereotipado com a saga campeã de bilheteria, "Transformers", suas obras se caracterizavam por serem filmes que combinavam ação eletrizante com roteiros dinâmicos e atuações que se tornavam icônicas graças a um contexto sólido e coerente. "A Ilha" é um exemplo contundente disso, nos transportando até uma realidade fria, mecanizada e cruel onde o humano tornou-se um produto a mais no mercado.

Se alguém assiste o filme sem conhecer a fundo os detalhes da obra, ele nos apresenta primeiramente uma sociedade humana, a qual sobreviveu aos estragos de um desastre biológico. Refugiados dentro de uma enorme instalação composta por grandes torres de apartamentos, a população humana sobrevive a esta realidade com a promessa de um futuro reconstruído. Eles contam com todos os serviços e comodidades, mas todos os aspectos da vida estão sendo monitorados e estritamente controlados por uma só autoridade, que dita quais ações são mais favoráveis para cada um.

Conforme o filme se desenrola, e ao lado do protagonista, lentamente presenciamos a degradação desta realidade, não tanto na qualidade de vida de seus habitantes, mas sim no que se esconde por trás de tal sociedade altamente controlada. O fato do protagonista se questionar faz com que o espectador também comece a questionar tal situação e ver entre linhas, que aquilo não é mais do que uma cortina escondendo algo maior. 

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Sobre este autor
Cita: Altamirano, Rafael. "Cinema e Arquitetura: "A Ilha"" [Cine y Arquitectura: "La Isla"] 12 Dez 2014. ArchDaily em Português. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/758566/cinema-e-arquitetura-a-ilha> ISSN 0719-8906

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