
22 propostas foram apresentadas ao concurso de arquitetura da EFE (Trenes de Chile) para transformar em seu edifício corporativo a emblemática estrutura triangular de concreto de sete pavimentos localizada na rua Exposición, 221, em Santiago. Com projeto original de Boris Guiñeman, o edifício foi construído entre 1970 e 1974 para abrigar a Central Classificadora do Correos de Chile.
Em novembro de 2021, a EFE adquiriu o edifício para transformá-lo em sua nova sede corporativa, onde trabalharão 550 colaboradores da empresa, reunidos em um único local e em permanente interação com as operações ferroviárias vizinhas.
A avaliação das 22 propostas está sendo realizada por um júri composto pelos Prêmios Nacionais de Arquitetura Miguel Lawner, Antonia Lehmann e Fernando Pérez, juntamente com Tomás Villalón (Colégio de Arquitetos); Francisca Pulido (AOA); Horacio Torrent (especialista em patrimônio moderno); José Solorza (gerente-geral da EFE); Loreto Wahr (diretora da EFE); Rosario Olivares (Prefeitura de Santiago); Gabriela Elgueta (Governo Regional de Santiago); Camila Castro (subgerente de Passageiros da EFE); Felipe Gallegos (Secpla Estación Central); e Juan Jiménez (representante de trabalhadores e trabalhadoras da EFE). A direção executiva do concurso está a cargo de Luis Eduardo Bresciani, diretor da Escola de Arquitetura da Universidade Católica.
As propostas são avaliadas considerando a inclusão de conceitos de identidade, paridade, sustentabilidade, integração e renovação do entorno. Nesse sentido, o certame não apenas exige a adaptação do edifício para abrigar os escritórios corporativos da EFE, mas também prevê a integração do imóvel com o entorno — correspondente à rua Exposición e ao bairro Estación — e a interação com a futura estação de trem Alameda Melipilla, que ficará localizada ao lado.
“Estou convencido de que a contribuição para Santiago em geral, com a restauração deste edifício, vai ser enorme, muito significativa. É muito louvável que a EFE tenha impulsionado esta iniciativa” - Miguel Lawner, Prêmio Nacional de Arquitetura 2019 e jurado do concurso.
Antonia Lehmann, arquiteta e Prêmio Nacional de Arquitetura de 2004, destacou sobre a iniciativa “o fato de ter sido realizado um concurso de arquitetura, de não ter sido simplesmente uma concorrência de propostas econômicas, mas sim de se propor — antes de tudo — um concurso de arquitetura, recuperando uma tradição que tínhamos antigamente com os edifícios públicos, de sempre realizar concursos públicos”.
Na EFE, o gerente-geral José Solorza afirmou que “este concurso de arquitetura é um marco não apenas para a EFE, mas para o país, pois recupera a tradição de realizar concursos para o projeto e desenvolvimento de infraestrutura, neste caso para la recuperação de um edifício emblemático. Além disso, tem um valor imenso, pois o júri que aceitou este convite reúne três Prêmios Nacionais de Arquitetura, além de representantes das principais entidades ligadas à arquitetura e ao território no país. É motivo de orgulho e de agradecimento pela generosidade demonstrada”.
A proposta vencedora do concurso será definida durante o mês de maio, e a premiação prevê valores em dinheiro para os três primeiros colocados, além de duas menções honrosas.
*Notícia via EFE.