
Germane Barnes venceu o Wheelwright Prize de 2021, concedido pela Graduate School of Design da Universidade de Harvard (Harvard GSD). O prêmio de US$ 100.000 financiará dois anos de viagem e pesquisa para a proposta de Barnes, intitulada Anatomical Transformations in Classical Architecture, uma investigação sobre a arquitetura clássica romana e italiana sob a ótica de construtores/as não brancos/as. Barnes estudará como os espaços foram transformados pelas contribuições materiais da diáspora africana, ao mesmo tempo em que abrirá novas possibilidades nas investigações sobre a negritude.

Barnes esteve entre os/as quatro finalistas selecionados/as a partir de mais de 150 candidatos/as de 45 países. “O último ano mostrou ao mundo que as comunidades marginalizadas oferecem mais do que um olhar superficial, exigindo uma escavação profunda de suas contribuições e legados”, afirma Barnes. “Como arquiteto negro, lutei contra a ausência de minha identidade na profissão, e houve momentos em que questionei meu talento e minhas ideologias porque eles não obtiveram reconhecimento em círculos proeminentes da arquitetura. Ser selecionado como o vencedor do Wheelwright Prize deste ano confere credibilidade ao fato de que a negritude é um discurso viável e crítico, além de fortalecer minha determinação e confiança em minha trajetória profissional. Minha esperança é que minha vitória e o trabalho decorrente dela funcionem como um catalisador necessário para proporcionar mais oportunidades e visibilidade a profissionais e pesquisadores/as negros/as.”

O Wheelwright Prize apoia iniciativas de pesquisa baseadas em viagens propostas por arquitetos/as extraordinários/as em início de carreira. Barnes iniciará seu projeto de pesquisa no próximo verão do hemisfério norte, com uma pesquisa de arquivo voltada para a criação de um índice da tipologia do pórtico na Itália e no Norte da África, bem como mapas que mostram a mobilidade espacial da varanda e do pórtico através de continentes e culturas. Um ponto central na proposta de Barnes é a ideia de que a varanda como pórtico pode oferecer uma nova perspectiva sobre o campo espacial e conceitual através do qual se articulam as invenções de raça, identidade e ambiente construído.

“A Harvard GSD sente-se orgulhosa e honrada em conceder o Wheelwright Prize de 2021 a Germane Barnes por uma proposta de pesquisa que é, ao mesmo tempo, abrangente e refinada”, afirma Sarah M. Whiting, diretora da Harvard GSD e professora de arquitetura Josep Lluís Sert. “Seu foco nas origens clássicas de uma tipologia familiar — a varanda — é tanto poderosamente preciso quanto generosamente especulativo. De forma significativa, Barnes posiciona sua pesquisa em termos de conexões e contribuições negligenciadas ou pouco reconhecidas, concentrando-se em uma questão arquitetônica específica e, a partir dela, sugerindo uma constelação de revelações. Barnes apresenta a especificidade, a habilidade técnica, a inovação e a paixão que prometem tornar seu projeto significativo tanto para a arquitetura como disciplina quanto para a cultura arquitetônica de modo geral.”

Germane é diretor do Studio Barnes em Miami e ex-designer residente da Opa-locka Community Development Corporation, onde liderou um projeto de revitalização urbana em múltiplos locais. Atualmente, ele é diretor do Community Housing Identity Lab (CHIL) na Escola de Arquitetura da Universidade de Miami. Nascido em Chicago, Illinois, Germane Barnes obteve o título de Bacharel em Ciências da Arquitetura pela Universidade de Illinois em Urbana-Champaign e o de Mestre em Arquitetura pela Universidade de Woodbury.
Este artigo foi escrito por Eric Baldwin. A tradução é gerada por IA.








