
Este artigo foi escrito por Julia Mingorance, Consultora Sênior de Workplace na CBRE e ex-aluna do Master in Strategic Interior Design na IE School of Architecture and Design.
Há mais de 500 dias, nosso mundo virou de cabeça para baixo e nosso estilo de vida mudou da noite para o dia. Fomos forçados/as a ficar em casa e a trabalhar longe do escritório físico, em uma colaboração puramente virtual. De modo geral, as empresas se surpreenderam ao manter os mesmos níveis de produtividade e resultados durante esses meses — muitas, inclusive, previram o fim dos escritórios. Com a melhora da situação sanitária, muitas empresas retornaram ao escritório, experimentando diferentes modelos flexíveis que combinam o trabalho remoto com dias presenciais. A normalização do trabalho remoto faz com que muitas organizações vejam uma oportunidade de reduzir o espaço de escritório e, consequentemente, cortar custos.
O conceito clássico de estimar m² para um escritório está sendo completamente questionado. Novas variáveis estão surgindo na equação, aumentando a incerteza sobre o tamanho ideal do espaço de trabalho necessário.

Quantos dias de trabalho remoto os/as colaboradores/as terão? Todos/as na empresa terão a mesma quantidade? Qual modelo de presença será estabelecido: voluntário ou obrigatório? Haverá dias em que todos/as se encontrarão no escritório? Como garantir que haja espaço suficiente para todos/as? Como atrair e reter talentos com o novo modelo de trabalho? Como gerenciar os picos de ocupação? Como garantir uma experiência significativa para os/as colaboradores/as quando estiverem no escritório? Como transformar o escritório em um ímã para as pessoas e em um espaço de colaboração e trabalho em equipe? O que as outras empresas estão fazendo? São muitas perguntas, que nos são feitas todos os dias.
Diante dessas variáveis, as organizações se perguntam de quantos m² de escritório precisam nesta nova realidade. Obviamente, não existe uma fórmula mágica para responder a essa pergunta, mas há algo que todas as empresas parecem compartilhar: flexibilidade para responder à incerteza. Organizações são organismos vivos e em constante mudança; por isso, precisam de um espaço que seja um ecossistema dinâmico e flexível, que incentive a colaboração entre as diferentes áreas de negócios e facilite a absorção dos picos de ocupação.
Nessa busca por um espaço “expansível”, os modelos flexíveis vêm ganhando grande destaque. No departamento Agile Desk da CBRE, observamos um aumento nas consultas pelo modelo Flex este ano, passando de uma proporção de 70/30 entre escritórios convencionais e flexíveis em 2019 para 60/40 em 2021 (dados baseados em nossa pesquisa em Madri). A tendência de demanda por espaços flexíveis está crescendo de forma expressiva, impulsionada pela mudança global de paradigma na forma como trabalhamos. Isso se reflete em todos os setores e modelos de negócios, com destaque para o interesse crescente das grandes corporações por soluções flexíveis.
.jpg?1639594531)
Vantagens dos espaços flexíveis
Algumas das principais vantagens do modelo flexível em comparação ao escritório convencional — cruciais para ganhar participação de mercado — são:
A crescente demanda por flexibilidade por parte dos/as colaboradores/as e as novas formas de trabalho híbrido visavam, originalmente, à redução do espaço de escritório. No entanto, estamos vendo que a resposta não é se apressar em reduzir o tamanho do espaço de trabalho, mas sim enfrentar essas incertezas tornando o espaço de trabalho mais flexível.
Este artigo foi escrito por Julia Mingorance. A tradução é gerada por IA.
